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dezembro 14, 2004
VOTO MAIS ÚTIL NÃO HÁ...

Toda a regra tem excepção...
... Mas gostava que a composição dos governos fosse determinada pelos mesmos critérios com que se designam os seleccionados para a nossa equipa nacional de futebol.
No Governo ou na oposição, os partidos trabalhariam para promover o desempenho dos melhores de entre si e só os melhores chegariam ao poder. Um só objectivo, muito acima de quaisquer ideologias, servir bem a Pátria que os escolheu para liderar uma mudança efectiva para melhor.
Políticos com seriedade, com pudor, rigorosos, determinados em recolherem orgulhosos o reconhecimento de um país que é o seu. Cidadãos capazes, conhecedores, acima da média na competência e na motivação.
Que me importa se a Manuela Ferreira Leite toma conta das Finanças se, por outro lado, o Francisco Louçã tiver a seu cargo o Trabalho e a Segurança Social? Que me interessa se o José Sócrates é o Primeiro-Ministro, se a equipa por ele chefiada integrar os mais qualificados de qualquer partido ou mesmo de um movimento de cidadãos com impacto visível na melhoria das condições de vida dos portugueses?
Nessa perspectiva, porque haverei de preocupar-me se é comunista o Ministro das Cidades, sendo quase unânime a noção de que é boa a capacidade de execução dos autarcas PC? Ou se o Ministro da Saúde é um excelente gestor hospitalar militante do PP?
A minha preocupação é a estagnação de uma Democracia entregue ao livre arbítrio das segundas e terceiras escolhas, um sistema que repele em vez de atrair os publicamente aceites como melhor qualificados para dada função. Limitados pelas idiotas guerrilhas inter pares, os partidos condicionam a ascensão das pessoas à sua habilidade política, a uma boa gestão de alianças circunstanciais. Nada tem que ver com mérito ou valor intrínseco, mas apenas com o talento para a representação e a astúcia para farejar as oportunidades de promoção onde quer que estas surjam e sob quaisquer condições. Dá vontade de votar em branco e de fazer uma campanha eleitoral digna de um Prémio Nobel da Literatura.
Gostava de votar em candidatos com provas dadas na construção de um país melhor, em vez de líderes políticos de fachada, manietados pelas diversas pressões. Gostava de votar com a certeza de que contribuo com o meu quinhão para o bem do meu país.
Isto é pedir demais a uma democracia, porra?
Publicado por sharkinho às dezembro 14, 2004 02:46 PM
Comentários
vista a fotografia pensava que ias escrever sobre o belenenses...
acho que não seria pedir demais, estamos na quadra; já escreveste a carta para o pai natal?
Publicado por: susana às dezembro 14, 2004 04:04 PM
Caiu-me um dentinho com a piada. Não me digas que também és lagarta, Susana? Sinto-me cada vez mais minoritário nesta causa gloriosa...
Publicado por: sharkinho às dezembro 14, 2004 04:17 PM
mais um? o teu fito é recuperar o charme do sorriso da escola primária?
Publicado por: susana às dezembro 14, 2004 04:21 PM
mais um? o teu fito é recuperar o charme do sorriso da escola primária?
não sou lagarta. aqui, posso ser... crocodilo. dos verdes. e não é só por ser uma ecologista aplicada.
Publicado por: susana às dezembro 14, 2004 04:24 PM
não sei como foi, mas saí em repeat. podes ignorar/apagar a penúltima.
Publicado por: susana às dezembro 14, 2004 04:26 PM
Deixa estar. Sempre reitera a tua ideia e compõe as estatísticas...
Crocodilos? Está bem. Desde que voem baixinho.
Publicado por: sharkinho às dezembro 14, 2004 05:14 PM
Já que falas no charme do sorriso, nesta altura é oportuno colocar as coisas dessa forma. Estou nas mãos dos protésicos...
Publicado por: sharkinho às dezembro 14, 2004 05:16 PM
Deste-me uma excelente ideia, em Fevereiro vou pôr uma cruz em todos.
P.S. Gostei da imagem (hihihihihi - risinho de bruxa)
Publicado por: Mushu às dezembro 14, 2004 06:35 PM