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janeiro 18, 2005

A MÚSICA PRÓS BEIJINHOS NA BOCA

ilusao2.jpg

Evito abordar certos assuntos por temer a associação dos mesmos a alguma exibição patética de nostalgia. O tema que move esta posta enquadra-se descaradamente nessa gelatinosa categoria. Porém, quando me acorre à ideia por algum motivo essa recordação de tempos agradáveis em que me senti feliz, não me sinto deprimido, preocupado ou mesmo melancólico. Ora, se falo de assuntos que me fazem sentir feliz agora porque hei de fugir dos que me agradaram no passado? Nunca por parecer mal, concluo.

O meu tema para este início de conversa são os slows. É verdade, aquelas músicas para dançar agarradinhos que ninguém dispensava nas festas e nas discotecas do final da década de setenta e até meados da que se seguiu.
Confesso-me um incondicional dessa onda que a malta com menos vinte anos do que eu não chegaria a conhecer, salvo raras excepções. Mas não me interpretem mal, quando era puto também não dispensava a malhas mais rasgativas da altura e até de décadas atrás. As matinés do Porão da Nau, do Rock Rendez Vouz ou mesmo do Dois (2001, no Autódromo) faziam-se de sons a abrir, sem desdenhar uma fixe dos Doors, o Cocaine versão Eric Clapton ou as bandas clássicas do rock sinfónico e do mais puro FM norte-americano, a par com The Police ou os Ramones. Sempre a abrir para abanar a carola até o som entrar pelos olhos, pelos ouvidos e pela pele.

A parte dos olhos é que nos recordava a indispensável hora em que o gajo dos discos (por norma um ganda baril) entrava com a sequência demolidora de música para os beijinhos na boca. Era o momento de todas as decisões. Uma aposta mal feita conduzia a um final de tarde a ver navios, envergonhado perante os amigos mais certeiros na opção. E era também a prova de fogo para os diversos papagaios que faziam peito até se escapulirem, mal a pista abrandava no ritmo e na luz. Zarpavam para o balcão como uns tiros e safavam-se os que ficavam, com muitas miúdas disponíveis para embalar ao ritmo do Bob Seger, do John Waite ou mesmo dos Bee Gees.

Era um momento especial para todos nós, putos dos treze aos dezassete, ansiosos por novas emoções e livres da manta tenebrosa, moralista, que cobrira o sexo na vida dos pais e, por causa da sida, ensombra as perspectivas dos mais novos também. A minha geração escapou na adolescência a uma série de papões e assumiu com naturalidade o ritual de apreciação de cheiros, de texturas de pele e de jeito para a palheta (quase tão determinante como uma cara bonita ou uma indumentária em condições). Essa prova de compatibilidade entre químicas, esse roça-roça discreto que nos moldava o desejo e ensinava a lidar com os limites ou as manias do nosso par, só os slows podiam proporcionar com tanta descontracção. Sem medos de irmãos e de pais que pudessem aparecer de surpresa ou de namorados mais estúpidos, os que preferiam soltá-las sozinhas às feras do que vencerem a falta de jeito ou de vontade para curtir e dançar.

Sinto-me um felizardo pela conjuntura que me favoreceu. E gostei muito desses dias, como adoro os que estou a viver à medida da minha vontade, dos condicionalismos normais de qualquer existência e das preferências que encaixam na minha casca pré-quarentona e perfeitamente operacional. Prestes a atingir os quarenta, livrei-me da guerra colonial, safei-me da tropa por uma contingência estatística (reserva de incorporação) e as batalhas que enfrento pela sobrevivência são mais brandas e menos dramáticas do que as disputadas pelos meus pais e, acima de tudo, pelo meus avós.
Concluo por isso que pertenço a um grupo de sortudos, na maioria, e sinto-me compelido a partilhar alguns momentos especiais que possam (ou não, estou-me nas tintas) interessar a quem os viveu e aprecie evocar.
Da mesma forma que retive na memória os episódios marcantes que, de alguma forma, contribuíram para chegar ao homem que sou, sem merdas, e os divulgo para vos ajudar a compreenderem-me melhor, assumo que as idas à discoteca nestes tempos não me entusiasmam tanto como quando, por entre a berraria que nos saltitava a conversação, surgia a oportunidade de ouro para sentir os braços suaves e gentis em volta do pescoço ou os contornos das ancas e das costas de uma pessoa tão ávida de emoções fortes como eu. Ou apenas para conversar um bocado e descobrir o romance num discurso inflamado ou na atracção que sempre se denuncia pelo espelho do olhar, ao som do Stairway to Heaven ou de outro clássico qualquer...

Publicado por sharkinho às janeiro 18, 2005 10:07 AM

Comentários

hihihihi, tu és lixado! Um beijinho. :)

Publicado por: catarina às janeiro 18, 2005 10:17 AM

Oooooh, porquê?
(beicinho descaído, um pouco abaixo do olhar maroto que me trai)
Beijinho recebido e seguiu um prá troca, Catarina!

Publicado por: sharkinho às janeiro 18, 2005 11:01 AM

Esta posta fez-me lembrar as tardes de quarta feira na "Fábrica"... Bem nos 80's, que por cá também havia disso, apesar de algumas diferenças na banda sonora, mas mantendo o género
Beijinho

Publicado por: sofia às janeiro 18, 2005 11:10 AM

Pateta deixaste-me tu, com essas tuas nostalgias, que afinal são tambem as minhas. Começas a ser demasiado impertinente tubarão, com essa tua mania de te vestires com a minha caixinha de memórias. E ainda por cima um puto ... sim, que ao que conto eu teria mais 3 ou 4 anos do que tu. Pois, eu era o gajo que levava o carro do pai. Por falar nisso, já agora, não gamavas gasolina por tubinhos para ter depósito para chegar ao estoril, às vezes mais longe? desconfio que não, que esses gajos, não podiam dançar slow, tal era o hálito.

Publicado por: Eufigénio às janeiro 18, 2005 11:23 AM

E de que "Fábrica" falas tu, piquena Sofia, tendo em conta que o tubarão é uma espécie milhões de anos mais antiga do que os dinossauros (o que justifica a minha ignorância)?

Publicado por: sharkinho às janeiro 18, 2005 11:40 AM

Adorei este teu post sobre a música «de engomar cueca» ou «para constituir família». Porque é incrível não te conhecer de parte nenhuma e teres as mesmas memórias dos mesmos lugares.
Ás vezes, penso que esta geração a que pertencemos teve a vida facilitada para desenvolver um comportamento de saborear a vida em tudo o que ela contém. O que me chateia é que criou uma marca tão distintiva das outras gerações em termos de valores que me parece que cria dificuldades na comunicação com outras gerações.

Publicado por: maria árvore às janeiro 18, 2005 11:43 AM

Nem pensar, Eufigénio! Eu? A chupar pelo tubinho? Era a primeira bola a sair do saco...
Quando faltava o 'papel' prá gasolina abria o mercado de transferências no campeonato de futebol do liceu (que organizava enquanto dirigente da AE)...

Publicado por: sharkinho às janeiro 18, 2005 11:44 AM

Ò Maria, bom dia! Quem te garante que eu não sou aquele gajo muita giro que te desencaminhou numa linda tarde primaveril? :)))
E quanto à assaz pertinente questão que colocas, está na forja uma posta a propósito. Concordo muito contigo, mas tenho que admitir a seguinte arrogância: se a nossa geração é a maior (há dúvidas?), os outros que comprem um dicionário se quiserem aprender com quem sabe...

Publicado por: sharkinho às janeiro 18, 2005 11:51 AM

Meu querido Tubarão - cada vez mais manso, a Fábrica é o Porão da Nau (e afins) cá do sítio, esse lugar de memórias que evocas, bem no meio do país.
E já agora... serei eu uma dinossaura?
E dirigente da AE? Só podias!

Publicado por: sofia às janeiro 18, 2005 12:15 PM

Tuby, que texto bom para fazer sonhar - com slows e com a cabeça a andar à roda enquanto se abraça o rapaz com quem se dança :) Ai, ai.

Publicado por: 1poucomais às janeiro 18, 2005 01:25 PM

:)

(gelatina é fixe)

Publicado por: Mi às janeiro 18, 2005 01:33 PM

Para mim, eram as festas do Bairro de Santa Cruz, em Benfica. E foi a dançar slows que as minhas erecções deixaram de ser só minhas.

Publicado por: derFred às janeiro 18, 2005 01:38 PM

Caro colega dirigente associativo essa tarde primaveril foi a do Rock Rendez-vous ou a do Encontro de AE's? ... ;)

E só mais uma palavra: Sharky edita o dicionário! :))

Publicado por: maria árvore às janeiro 18, 2005 01:40 PM

Este post faz-nos, inevitavelmente, despertar algumas memórias.

Acho que devias continuar a "desfiar" algumas dessas nossas memórias "colectivas", porque o fazes particularmente bem...

Abraço.

Publicado por: Leonel Vicente às janeiro 18, 2005 01:45 PM

Zu, sempre com o romance à flor da pele...

Publicado por: sharkinho às janeiro 18, 2005 02:21 PM

Pá, querem lá ver que etsavas no Rock Rendez vous naquele dia em que fui acompanhar os Rádio Macau? Ou da outra vez em que fui ouvir sei lá quem? Ou naquela(s) noite(s) em que depois de um "picanço" maluco pela marginal acbámos no 2001??? E dirigente associativo estudantil TAMBÉM???? Cruzes pá, é difícil termos mais coisas em comum...;-))

Ah, os slows...pois...;-)

Publicado por: Mar às janeiro 18, 2005 02:40 PM

E faz algum mal, ó Tuby? Até parece que tu não és um tubarão todo romântico e lamechas :)

Publicado por: 1poucomais às janeiro 18, 2005 02:45 PM

Ò Mi, preferes Alsa ou Royal? E de morango ou de frutos silvestres (framboesa, amora, xau...)?

:)))

Publicado por: sharkinho às janeiro 18, 2005 02:52 PM

derFred, meu irmão, que raciocínio tão generoso. És mesmo um mãos largas a dares de ti às outras pessoas...

Publicado por: sharkinho às janeiro 18, 2005 02:58 PM

Hmmm... nada como um bom beijo na boca.

Publicado por: susana às janeiro 18, 2005 03:12 PM

Maria Árvore: não sei em qual das ocasiões foi, mas para não nos lembrarmos é porque não éramos nós de certezinha absoluta... ;)
E quanto ao dicionário, até pode ser um brinde do Sharkuinho (para seguir o exemplo das caixinhas dos Ruinosos), por exemples. Isto do marquetingue é uma cena muita gira!

Publicado por: sharkinho às janeiro 18, 2005 03:18 PM

(Pra onde é que foi toda a gente?)

Publicado por: sharkinho às janeiro 18, 2005 06:22 PM

Dos outros não sei mas eu cá amuei porque não me respondeste. Humpf!!

Publicado por: Mar às janeiro 18, 2005 06:50 PM

Querida associada, mil perdões! Hoje tenho tido um dia meio às guinadas e desoriento-me um bocado. Respondi-te duas vezes e foram parar ao espaço.
Até porque a questão que levantaste é interessante. Eu estive no Rock uma vez quando lá foram os Rádio Macau e a Xana até tinha uma cena descomprometida com um amigo meu. De picanços não me lembro, mas é normal pq nessas coisas nunca era eu o que podia conduzir ;).
Na altura era o vice da AE do Maria Amália. Ou o presidente da coisa, já não me recordo, pois alternei o cargo com o meu parceiro de coligação...

Publicado por: sharkinho às janeiro 18, 2005 07:24 PM

E pra ti Susana, a minha mais sentida concordância. É colossal, um bom beijo na boca.

Publicado por: sharkinho às janeiro 18, 2005 07:28 PM

Nesse dia (eles devem lá ter actuado muitas outras vezes) a xana tinha uma gripe monumental e passei a noite nos camarins a dar-lhe lenços de papel. Na altura eu morava no Cacém e, através de um amigo meu frequentava a casa deles (Xana e Flak) no Algueirão. Ela "normalmente" vivia com o Flak, o que não significava que tivesse "cenas descompromotidas" quando a coisa dava para o torto ;-)
Xiii, eu também fui pres. da AE mas foi no Liceu Nac Diogo de Gouveia ;-))

Publicado por: Mar às janeiro 18, 2005 07:35 PM

"parceiro de coligação"...LOL!!!!!
Posso subscrever os beijos na boca? Principalmente quando há "química", claro.

Publicado por: Mar às janeiro 18, 2005 07:38 PM

Mais um post elucidativo de uma geração! =)

E também um que congrega alguns dos sítios clássicos onde a malta se deslocava tipo, "em romaria", nesse tempo!

O belo do Rock Rendez-Vous e as suas matinées organizadas naquele tempo (25$00, com direito a uma bebida, invariávelmente uma soft drink) e onde vi alguns dos melhores concertos de sempre por bandas Portugas... Ainda me lembro da Xana dos RM -que é uma amigalhaça- a falar mal e mandando "bocas" de e a todas as bandas que evoluíam no palco da R.da Beneficência, do Zé Pedro a atarrachar lâmpadas no palco antes dos concertos dos Xutos, já que roadies era um luxo exclusivo dos consagrados e o sucesso global da banda do Zé ainda não passava de uma miragem distante!

Por sinal, a última vez que estive no Rock Rendez-Vous, foi no concerto de comemoração do 10º aniversário dos UHF, com primeira parte efectuada pelos Ritual Tejo (ex-Easy Gents). Penso que o "Rock" encerrou definitivamente as suas portas, logo a seguir a este evento!

Além dos sítios já referenciados pelo "El Sharkas", haviam também o "News" (antigo Jet Set), o "Central Park", o "Roller", o "Voxmania", o "Loucuras" e o "Crazy Nights", isto só para lembrar alguns, não esquecendo também outros "eternamente clássicos" locais no Bairro Alto, como o "Juke Box", o "Frágil", o "Gingão", o "Perfil" e mais tarde, o "BBA" (Bar Bairro Alto).

Recordo que na altura, certos locais estavam vincadamente associados a uma forma de estar, num determinado espaço de tempo:
Haviam lugares frequentados quase exclusivamente e sem ordem especial, por Headbangers, Punks, betos, surfistas e Break Dancers.

Tempos giros, aqueles...! =)

PS: Moi méme, nascido em 1969, tive também a sorte de me escapar à tropa, após uma inspecção militar (naquele tempo, num quartel em Setúbal) bem sucedida e pelo mesmo motivo do "Sharkas": Reserva de Incorporação, que se transformou numa Reserva Territorial, uns meses mais tarde... "Excesso de contigente", disseram eles!

Publicado por: zOinGo às janeiro 18, 2005 08:04 PM

24 meses de Força Aérea. Dois anos de vida...

Publicado por: derFred às janeiro 18, 2005 09:31 PM

(ai fardas, pélo-me por uma fardinha...)

Publicado por: catarina às janeiro 18, 2005 09:39 PM

Lol catarina.... ;)

Publicado por: maria arvore às janeiro 18, 2005 10:46 PM

Eu ganhei alergia às fardas. Durante 8 anos, todos os dias, tinha de ir de farda para o trabalho. Todos os dias tinha de vestir fato.

Publicado por: maria arvore às janeiro 18, 2005 10:48 PM

E eu alguma vez estava a referir-me a fardas de se VESTEM, maria árvore? hein?

Publicado por: catarina às janeiro 18, 2005 11:02 PM

Eia gente!

:)

Acho que com o passar dos anos vamos passando a respeitar as gerações anteriores... principalmente quando nos consciencializamos das fraquezas da nossa própria. A minha está cheia de fraquezas, tadinha; chamo-lhe a "geração do quase"; temos tantas oportunidades para vingar, tantas facilidades e no entanto... tudo isso é subaproveitado ou até mesmo ignorado, quando estamos a atingir a meta parece que algo nos puxa para trás e... vivemos tudo muito depressa! Tenho 22 anos e não me lembro de, alguma vez, ter dançado um slow "desses", numa discoteca, agarradinha a um rapazito e tenho pena de nunca ter acontecido... Também não assisti aos tempos áureos do rock nacional, pelo que me sinto caída de páraquedas quando ouço Xutos, Rádio Macau, entre outros; parece que não pertenço àquele "som"... Só pelo facto de terem vivido tudo isso já merecem o meu respeito... mas só mesmo por causa disso!!!! :P

Jinhus

Publicado por: Sue às janeiro 18, 2005 11:12 PM

Cara Sue. Pois eu acho que merecem respeito, não pelo que viveram, mas por ainda se lembrarem com este entusiasmo de vida.

Publicado por: catarina às janeiro 18, 2005 11:38 PM

Não percebi isso Catarina... ;)
Ou será que o meu trauma com elas me impede de as ver?... pela mesma razão que vejo o bradd pitt no serviço de urgências?... ;)

Publicado por: maria arvore às janeiro 18, 2005 11:53 PM

Isso dos fetiches, maria árvore, sinceramente parecem-me coisas inexplicáveis...(suspiro)...:D

Publicado por: catarina às janeiro 18, 2005 11:57 PM

Olha um pilhão!

Publicado por: cap às janeiro 19, 2005 12:56 AM

Um pilhão?!?!?! "Adonde"?!

=)

Publicado por: zOinGo às janeiro 19, 2005 01:51 AM

lol, este texto está giro e profundo, este rapaz é cá dumas profundezas :)
Ah os slows...mas eu onde eu vivia era mais bailes - aqueles bailes onde os rapazes nos convidavam para dançar com um aceno de cabeça e a parte melhor e mais ansiada eram os slows que não davam para muito, é verdade, as luzes fortes não ajudavam. É uma das coisas de que sinto uma certa nostalgia - esses slows que nos dançavam e nos faziam encaixar perfeitamente a roupa alheia na nossa que às vezes até magoava, a roupa devia estar muito bem passada a ferro, sei lá, uma coisa assim.

Publicado por: vague às janeiro 19, 2005 08:22 AM

Hoje quando falo em "Loucuras" pensam que estou a falar de alguma maluqueira cometida ou são logo remetidos para piadas sobre o Hospital Julio de Matos.
Talking Heads ficou-me na memória pela primeira vez que entrei numa matiné, tinha então 16 anos...

Publicado por: Zoick às janeiro 19, 2005 12:38 PM

Disse alguma coisa impróprio, baby shark? :(
falam falam e depois calam-se e depois queixam-se que as crianças ficam traumatizadas...

Publicado por: vague às janeiro 19, 2005 12:56 PM

As minhas desculpas pelo relativo abandono, mas de vez em quando o meu negócio deixa-me mesmo de rastos e prefiro manter o bico calado nesses períodos...

Zóingo, pá, gostaste tanto daqueles dias que até tomaste apontamentos, hã? Grande abraço benfiquista (de Benfica)!

Publicado por: sharkinho às janeiro 19, 2005 02:26 PM

Ò Fred, eu logo vi que o comprimento do teu cabelo não era natural mas sim um reflexo condicionado desse período terrível da tua existência. Tu por dentro tens uma trunfa maior do que a minha...

Publicado por: sharkinho às janeiro 19, 2005 02:34 PM

Nem sabes o que perdeste, Sue. Espero ter conseguido dar-te uma ideia do espectáculo que foram as adolescências dessa altura.

Publicado por: sharkinho às janeiro 19, 2005 02:41 PM

Querida Vague, claro que não disseste nada de mal. Tive um dia penoso e o funcionamento irregular das caixinhas estoirou-me com a paciência.
Mas não deixei de reparar no teu comentário. Musical, como sempre, mas com incursões por outro tipo de melodias... :))

Publicado por: sharkinho às janeiro 19, 2005 02:45 PM

Zoick, Cap e Leonel: respondo a todos no mesmo comentário para não continuar a sentir que estou a falar sozinho (é só sharkinho acima deste) e para evitar que se perca outra vez no espaço a minha reacção.
Leonel: só de vez em quando, rapaz. O historiador és tu!
Cap: Se não encontrares o pilhão é uma gaita, pois não sei que alternativa te sugerir... :)
Zoick: Os Talking Heads eram um som marcante prás matinés de qualquer pessoa. Tás a falar no Loucuras propriamente dito, não é?

Publicado por: sharkinho às janeiro 19, 2005 02:50 PM

(brigadinhes pela atenção prestada no respondimento dos comentários.:p)

Publicado por: catarina às janeiro 19, 2005 03:00 PM

Hein, Catarina? O que eu fiz? O que é que eu deixei por fazer? Onde? Já reli esta caixa três vezes e juro que fico sempre com a certeza de que não deixei ninguém pendurado. Não me faças isso,pá , que eu ando muito susceptívelzinho...

Publicado por: sharkinho às janeiro 19, 2005 03:26 PM

(será o da farda do derFred? Ou o dos fetiches da Maria Árvore? Ou...ou...)

Publicado por: sharkinho às janeiro 19, 2005 03:30 PM

(sim, a farda, os fetiches - não eram da maria árvore ou eram?, o entusiasmo pela vida de quem ainda se sente assim depois de passarem alguns anos sobre os vinte, enfim, nada digno de nota, realmente...e postas para hoje, temos?)

toma lá um beijinho e anima-te, anda. :)

Publicado por: catarina às janeiro 19, 2005 03:34 PM

Sou um bocadinho mais nova que vocês, mas ainda me lembro perfeitamente de dançar uns slows nas festinhas... Do que se sentia, aquele prazer do prazer só adivinhado e que se sabe que não se vai concretizar... Eh pá, boas recordações.
Acho que fomos uns sortudos. Tenho duas irmãs que têm agora 20 anos e portanto acham que eu sou ma cota, e riem quando lhes conto destas histórias, mas na verdade tenho pena que elas não saibam do que estamos a falar...
Coisas da vida e do tempo...
E outra coisa... O pessoal ia mesmo todo para os mesmos sítios, hã? O mundo é pequeno.

Publicado por: M. às janeiro 19, 2005 03:37 PM

Momento narcisista: não é para me gabar, mas até ficava bem de farda, com o bivaque a descair para a testa, à malandro. Mas não cheguei a ir a nenhum bailarico mascarado para dançar com as sopeiras. Tenho pena.

Publicado por: derFred às janeiro 19, 2005 03:56 PM

Primeires a Catarina, primeires a Catarina: Mil desculpas, suzerana da minha admiração. Quando o biorritmo me trai fico uma miséria. Sinto-me mesmo, sei lá... um quarentão daqueles muita murchos e cócós...
E com a tola mais lenta do que o servidor do Weblog.

Publicado por: sharkinho às janeiro 19, 2005 04:13 PM

AAAARGGH! (isto tá-me a correr tão bem que deixei a merda da disquete com a porra da posta em casa)
Eu não acredito nesta merda, pá...
E não há uma alminha que me recomende um, apenas um gajo ou uma gaja que SAIBA vender-me uma merda dum portátil? Mas que SAIBA, pois para amadores já me bastam os dos hipermercados...

Publicado por: sharkinho às janeiro 19, 2005 04:17 PM

Suzerana com zê?

Publicado por: sharkinho às janeiro 19, 2005 04:18 PM

Still crazy...
Assim viramos para um jogo de verdade ou consequência. A consequência para todos os comentadores pode ser dar um beijo ao sharkinho para lhe levantar o ego?

Publicado por: maria árvore às janeiro 19, 2005 04:26 PM

(mas que excelente ideia!) Esse jogo, uns anos antes, era a versão infantil das matinés da adolescência. Até tremia quando me calhava dar ou receber a beijoca da miúda certa...

Publicado por: sharkinho às janeiro 19, 2005 04:32 PM

Não posso acreditar! Não é que acabei de deixar um comentário na mana a dizer que não tinham percebido a cena do King por terem passado a adolescência a jogar ao verdade e consequência? e agora chego aqui e vejo esta referência?! sou bruxa, mesmo.

Publicado por: susana às janeiro 19, 2005 05:05 PM

Ou então era mesmo a alternativa mais óbvia ao jogo de cartas...

Publicado por: susana às janeiro 19, 2005 05:07 PM

Acabei de chegar no A380 Airbus. Ainda venho toda atordoada. De que andam para aqui a falar?

Publicado por: Claudia às janeiro 19, 2005 05:21 PM

(mail. tens mail, sharkinho)

Publicado por: Mi às janeiro 19, 2005 06:13 PM

Então o outro anda a fazer o próprio enterro?

Publicado por: Claudia às janeiro 19, 2005 06:35 PM

Oh "Claudita", supostamente o A380 só entra ao serviço em 2006, right?! E voar naquela cena, deve ser tudo menos atordoante... Digo eu!

Das duas, uma: Ou és piloto de ensaio ou então é alguma analogia marada! =)

Publicado por: zOinGo às janeiro 20, 2005 01:49 AM

Rule of thumb:

*NUNCA* (mas nunquinha, mesmo), pôr sequer a hipótese de adquirir um laptop num hipermercado! =)

E olha lá uma cena, "Sharkas"... O que é que tu procuras num portátil?! Talvez aqui o "je" te possa ajudar, quem sabe?!


Relativamente ao "Verdade e Consequência", este jogo é uma espécie de downgrade do "Bate-Pé"!

O "Bate-Pé", foi a evolução natural do clássico "Quarto Escuro". Era secreta e principalmente jogado em festas de anos, organizadas pelos pais dos aniversariantes (muito antes de existirem matinées nas discotecas, that is) onde as propostas iam do simples "aperto de mão", até ao "ir para a cama"!

A faixa etária dos jogadores/as, situava-se entre os 8 e os 12 anos de idade. Embora não fosse raro encontrar "meninos" e "meninas" a jogá-lo até mais tarde.

Este jogo, caiu em desuso aquando do advento do "curtir"! =)

Publicado por: zOinGo@sapo.pt às janeiro 20, 2005 02:10 AM

Ah pois é ... até fizeste disparar o meu coração ... tal como na época em que, aninhada nos braços do parceiro se gozava a música até ao ultimo suspiro, como se gozava o toque até ao último arrepio... e sem nostalgias, nem saudades, apenas com a satisfação e com a memória de uma adolescencia feliz, que abriu caminho para uma idade adulta plena...
Obrigada shark, pelos teus belos textos.

Publicado por: Karla às janeiro 21, 2005 12:30 AM