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janeiro 03, 2005

A POSTA ROMÂNTICA

to numa boa1.jpg

Sou um dos raros privilegiados que, pelo menos uma vez na vida, conheceram o amor na sua vertente mais avassaladora. Os mais cépticos, coitados, desdenham da existência desta emoção única que pode nascer de um simples olhar. O amor à primeira vista não é um delírio romântico de telenovela. È possível, é real e constitui uma das impressões mais marcantes da existência de qualquer pessoa.
Eu concretizo melhor: receber no peito o impacto desse instante poderoso obriga-nos a reconhecer, entre outras maravilhas, a emergência do romance na vida das pessoas. E utilizo a expressão emergência no seu sentido mais comum: é urgente despertar para a falta que o amor faz.

No preciso momento em que, entre centenas de rostos, o meu olhar se concentrou apenas num, descobri a essência desse impulso irresistível que nos empurra para os braços de outra pessoa. O meu arquivo blogueiro fala por mim no que concerne às muitas fés e ideologias a que nunca me converti. Sou um agnóstico, por regra pessimista e pouco dado a mares de rosas com perfume de utopia. Nesse sentido, nunca acreditei e nunca acreditaria num conceito como o do amor à primeira vista se não tivesse sido abençoado com a sua aparição. De rompante, um rosto de mulher tomou de assalto a minha descrença que outros rostos de mulheres por quem me apaixonei, ou algo parecido, nunca contrariaram. Sem apelo, rendi-me ao halo de luz e nada em meu redor continuou a fazer parte da realidade tal como eu a experimentei na altura.
Era ela e mais nada ou alguém. E eu com o coração a galope, desorientado mas com a plena consciência do que me estava a acontecer.

Nada poderia atravessar-se no meu caminho quando furei a custo o mar de gente para me aproximar do ser humano que, até este dia, maior abalo me causou nas fundações. Ninguém poderia disputar a sua atenção nesses minutos de que eu dispunha para entrar na sua vida como ela já se instalara de armas e bagagens na minha. Numa tirada infeliz um amigo colocou-me a seguinte questão: e se eu descobrir um dia que ela é o amor da minha vida e quiser disputá-la? E eu respondi de imediato, falou o coração. Desistes ou morres. E não lhe restava mesmo outra alternativa, enquanto ela me quisesse como eu a queria e viria a acontecer.
O amor à primeira vista é como um relâmpago que nos atinge, alta voltagem de uma corrente de paixão. É talvez, tal como faço questão de a recordar até ao fim dos meus dias, o vislumbre mais aproximado que terei de Deus se Ele existir sob esta forma - como gosto de acreditar à revelia da minha apregoada falta de fé.
É esse o fundamento da minha perspectiva romântica das relações amorosas entre as pessoas. É por isso que afirmo sem hesitar que a cada esquina da vida, sem qualquer esforço de procura, pode encontrar-se o amor de uma vida. E quando isso acontece, podem ter como certa uma coisa: a gente percebe na hora do que se trata.

Publicado por sharkinho às janeiro 3, 2005 10:52 AM

Comentários

confirmo :)

Publicado por: Mi às janeiro 3, 2005 11:34 AM

"Maria, i've just met a girl named Maria. And suddenly that name Will never be the same To me."

Pericaso isso acontece-me várias vezes por semana, mas felizmente passa...;)

Publicado por: catarina às janeiro 3, 2005 11:46 AM

Fogo, Sharquinho. Tu até me assustas quando escreves assim. Como a Mi, digo "Confirmo :)". Que mais há a dizer?
Sei o que isso é. Quando vi o meu artista... Quando ele me viu... Ahahahah... Não posso dizer mais. É o que sabe.
Beijinhos!

Publicado por: Claudia às janeiro 3, 2005 12:07 PM

Fogo, Sharquinho. Tu até me assustas quando escreves assim. Como a Mi, digo "Confirmo :)". Que mais há a dizer?
Sei o que isso é. Quando vi o meu artista... Quando ele me viu... Ahahahah... Não posso dizer mais. É o que se sabe.
Beijinhos!

Publicado por: Claudia às janeiro 3, 2005 12:07 PM

Já senti o estrondo do amor à primeira vista, mas nunca foi correspondido. As paixões da minha vida foram processos graduais. E até posso dizer que tenho sido feliz no amor. Mas gostava que um dia acontecesse isso - eu amo-a e ela ama-me, num olhar.

Publicado por: derFred às janeiro 3, 2005 12:35 PM

Além disso...isso tá tudo fora de moda! O que tá a dar agora é o amor à primeira leitura...;))))

Publicado por: catarina às janeiro 3, 2005 12:37 PM

Dure uma vida ou uma semana, é eterno na memória e bate comó caraças sempre que nos acode à pensadura. Sou viciado nas emoções fortes que a paixão despoleta...

Publicado por: sharkinho às janeiro 3, 2005 12:39 PM

Fred, não és nada pobre a pedir...

Publicado por: sharkinho às janeiro 3, 2005 12:40 PM

Bem visto Catarina! Lá estou eu em representação do Jurássico Superior. De resto, os tubarões (como os crocodilos) têm elos visíveis com os seus antepassados do tempo dos dinossauros. O problema é apaixonarem-se à primeira vista (nem que seja por uma prancha de surf) e exprimirem esse afecto como o faziam os tataravós há milhões de anos atrás. The love shark...

Publicado por: sharkinho às janeiro 3, 2005 12:45 PM

Ó derFred, és um romântico a dizer verdades. Ter um estrondo e não ser correspondido, aconteceu-me uma vez... Ahahaha, e foi aquele blogueiro de merda que vocês sabem. Mas agora já estou curada. Há melhores do que ele e que melhores!!! Eu devia andar cega! Agora tenho um que é escritor exímio, uma bomba na cama e meu amigo. Não sei o tempo que isto durará, nem me interessa! Mas que é o diabo, é! :-)

Publicado por: Claudia às janeiro 3, 2005 12:50 PM

"Além disso...isso tá tudo fora de moda! O que tá a dar agora é o amor à primeira leitura...;))))"

É verdade, Catarina, concordo. É aquela do Sainte Beuve, não me recordo bem: Tal árvore, tal fruto (???) Acho que sim.

Publicado por: Claudia às janeiro 3, 2005 12:52 PM

The love shark!!! :DDDD
Olha que quando é à semana, não fica lá muito eterno na memória, mistura-se um bocado e tal...;) Não, eu gosto mesmo de paixões que arrastam tudo inclusive as recordações. É mais giro e o sistema fica mais limpo.
(não vás por mim, rapaz: tudo não passa de feromonas e o resto é literatura.)

Publicado por: catarina às janeiro 3, 2005 12:55 PM

Claudia, deve ser, mas eu não faço a mais pálida ideia de quem seja Saint coiso. :)
Mas gosto que a malta seja romântica, tem piada, dá boas postas...:D

Publicado por: catarina às janeiro 3, 2005 12:57 PM

É :) Acho que o Sharkinho fez uma boa aposta! Está a dar! Está a dar!

Publicado por: Claudia às janeiro 3, 2005 01:08 PM

COMENTÁRIO ROMÂNTICO
Ainda gosto duma paixão dos meus onze anos.
Sharkinho, conhecias uma miúda chamada Virgínia que morava na Estrada dos Arneiros junto ao cemitério?
Continuo a pensar nela e um dia gostava de a reencontrar. Foi viver para o Norte.

Publicado por: derFred às janeiro 3, 2005 01:16 PM

Obrigado, Cláudia.
E tens muita razão Catarina. É muito mais giro do que postar sobre política ou futebol.
O nome não me diz nada, Fred, e eu até morava muito perto dessa zona. A minha paixão da Estrada dos Arneiros chama-se Alexandra, mas foi por volta dos 14...

Publicado por: sharkinho às janeiro 3, 2005 01:54 PM

Eras a minha última esperança...

Publicado por: derFred às janeiro 3, 2005 02:06 PM

Pois, sharkinho! Isto é que foi mostrar a força das águas. Nadas bem despido. ;)
Acredito também na força da paixão e que não importa se dura um minuto, um mês, um ano ou muitos. Na minha humilde opinião, o que conta é a intensidade da cumplicidade.
Mas duvido do amor à primeira vista. Há sempre um primeiro impacto que pode ser muito marcante. Mas, mea culpa, nunca me consegui apaixonar por invólucros, barbas feitas todos os dias e músculos todos no lugar. Amo o funcionamento dos neurónios e por isso, tenho uma platonice pelo Sérgio Godinho desde pequenina.

Publicado por: maria árvore às janeiro 3, 2005 02:19 PM

Quem falou dos invólucros, Maria Árvore? Eu nem referi se a piquena tinha a barba feita ou por fazer...

Publicado por: sharkinho às janeiro 3, 2005 02:34 PM

Última réstia de esperança, Fred: a Virgínia tinha um cabelo castanho escuro liso (regra geral a meio caminho entre o curto e o comprido) e uns olhos escuros, de expressão meiga, quase orientais? E tornou-se boa como o milho quando cresceu? E frequentou o Externato Grão Vasco e a Pedro de Santarém?
Se corresponder ao perfil até acho que tenho uma fotografia dela nessa altura, algures num dos caixotes da minha arrecadação.

Publicado por: sharkinho às janeiro 3, 2005 02:38 PM

A Catarina falava de amores à primeira leitura... Aqui pelo nosso circuito tenho-me amorado muito.

Publicado por: derFred às janeiro 3, 2005 02:43 PM

Sharkinho! Eu andei com ela na Pedro de Santarém! Sim, cabelo castanho escuro liso, olhos castanhos, expressão meiga, não sei se se tornou boa como o milho, porque a perdi de vista!
Se for ela, compro-te essa fotografia!

Publicado por: derFred às janeiro 3, 2005 02:45 PM

:)) (a adorar a vossa conversa)

Publicado por: Mi às janeiro 3, 2005 02:51 PM

(COMENTÁRIO COISO-ROMÂNTICO)
E haverá coisa melhor, derFred? Apaixonares-te por palavras, algumas escritas com muito cuidado, outras atiradas para o lado sem pensar, adivinhares o que está por detrás das palavras e depois, encontrares a embalagem de quem as escreveu e dispararem as feronomas todas, assim tipo bomba?
Quem nunca net-dateou, que atire a primeira pedra...;)

Publicado por: catarina às janeiro 3, 2005 03:00 PM

Catarina, prefiro nem entrar por aí, que eu para me apaixonar... E com a fome com que eu ando...
É, as ideias cativam.

Publicado por: derFred às janeiro 3, 2005 03:03 PM

Eu sinto-me capaz de me apaixonar dessa forma, Catarina, embora ainda não se tenha concretizado até à data (talvez por não ter chegado ao cara-a-cara. Uma irmã minha até casou com um fulano com que net-dateou. E depois net-descasaram.

Publicado por: sharkinho às janeiro 3, 2005 03:09 PM

Fred: prometo-te que vou tentar descobrir a foto da Virgínia que conheço para nos certificarmos de que é a própria. Não posso garantir é que encontro a foto antes de a Virgínia atingir a idade da reforma.
Transporto a história da minha vida em caixotes e tenho mudado de casa com frequência. Tás a ver, não é?

Publicado por: sharkinho às janeiro 3, 2005 03:12 PM

És um santo, Sharky.
Sou como tu. Tenho ali uns caixotinhos designados "Recordações". Para um psicólogo, isto dava pano para mangas.

Publicado por: derFred às janeiro 3, 2005 03:23 PM

Não sou um santo, não. E os meus caixotes são os primeiros a confirmarem esse pressuposto. Até para uma parapsicóloga isto dava pano para mangas.

Publicado por: sharkinho às janeiro 3, 2005 03:31 PM

Vem cá abaixo, Zandinga!

Publicado por: derFred às janeiro 3, 2005 03:34 PM

E se vieres, faz o favor de trazeres o mais recente contacto da Virgínia para o shark não ter que remexer a traquitana!

Publicado por: sharkinho às janeiro 3, 2005 03:56 PM

Afinal, anda aqui um gajo, inocente, pá, a, inocentemente, postar umas coisitas. E vocêm a apaixonarem-se como se não houvesse amanhã.

'tá mal... E eu então, que parece que só ganho desamores...

Publicado por: Monty às janeiro 3, 2005 04:17 PM

;-) O vosso chat tá interessante. E a Virgínia, já apareceu??

Publicado por: Mar às janeiro 3, 2005 04:39 PM

Gostei dos comentários até agora escritos. Vamos lá ao registo auto-biográfico: apaixonar pela escrita, sim, já me aconteceu. Net-datear, a embalagem ser fantástica e dar o tal "boing" que se juntava à escrita logo à primeira vista, dispararem as feromonas todas e mais algumas que nem bomba atómica - e depois dar tudo, tudo errado. Como balde de água fria e como cura para todo o sempre.

Confio pouco no amor à primeira-vista (até pelo que acabei de contar). Mas sei que há quem o sinta. Acho que, tal como o derFred, gostava que um dia assim acontecesse comigo. Mas poderão gatos escaldados apaixonar-se à primeira vista?

Publicado por: 1poucomais às janeiro 3, 2005 04:40 PM

Agora a sério...este texto marejou-me os olhos de Mar ;-), não sei se lhe podemos chamar amor, mas que o embate desse primeiro olhar nos faz ferver o sangue, mesmo anos e anos depois, isso garantidamente. E não há nada como essas sensação...bem...a não ser...talvez...pois.

Publicado por: Mar às janeiro 3, 2005 04:42 PM

Azul, se te apaixonares, não tens remédio.

Publicado por: derFred às janeiro 3, 2005 04:45 PM

Sabes, azulinha, eu acho que sim. Os gatos escaldados tornam-se mais cautelosos, mas aquela flechada de estalo dá-nos cabo dos sistemas de protecção. Quem gosta de amar não consegue reprimir uma dessas paixões descontroladas.

Publicado por: sharkinho às janeiro 3, 2005 04:49 PM

Eu quero ver a foto da Vírginia.

Publicado por: maria árvore às janeiro 3, 2005 04:56 PM

Acho que gosto mais de coisas construídas, pressentidas, calmas, do que de paixões avassaladoras que nem damos por nos invadirem. Gosto de ver o chão que piso...

Publicado por: 1poucomais às janeiro 3, 2005 04:57 PM

Quanto a ti, meu elemento natural, não duvides que não existe nada como essa sensação. Nem mesmo...bem...pois.

Publicado por: sharkinho às janeiro 3, 2005 05:01 PM

Na minha opinião, ou se ama ou não. Quero eu dizer que as recordações más se deitam no caixote do lixo. Só vale a pena se for sempre como da primeira vez... apenas com alterações na prática que se ganha de certas coisas.

Publicado por: maria árvore às janeiro 3, 2005 05:02 PM

A Virgínia era tão linda! Eu ia brincar para um eucaliptal em frente à casa dela só para ver se ela aparecia à janela. Trocámos cartas de amor, mas ela gostava de mim e do Chico. Cedo comecei a sofrer.

Publicado por: derFred às janeiro 3, 2005 05:03 PM

Maria, não me flixes. O derFred até já se esqueceu da cena e tu...

Publicado por: sharkinho às janeiro 3, 2005 05:04 PM

Já agora, algum dos meninos de Benfica sabe do paradeiro do Paulo Filipe da Avenida do Uruguai que estudou no Passos Manuel? ... ;)

Publicado por: maria árvore às janeiro 3, 2005 05:05 PM

O eucaliptal, Fred? O dos Arneiros? Que palco de paixões assolapadas. Realmente, as meninas dos Arneiros ficavam muito bem nas janelas. E o eucaliptal ali tão perto...

Publicado por: sharkinho às janeiro 3, 2005 05:06 PM

Maria, acho que nós somos da geração anterior. Nós ainda andámos aos pardais e atravessávamos a 2ª circular a pé.

Publicado por: derFred às janeiro 3, 2005 05:07 PM

(Se isto passa a pedido de informações, vamos a isso) Alguém conhece o paradeiro do Nuno, aquele menino dos olhos grandes e bonitos de quem eu tanto gostava na escola primária, e que só voltei a ver muitos anos mais tarde, perdido de bêbedo numa Queima das Fitas, mal se lhe viam os olhos?

Publicado por: 1poucomais às janeiro 3, 2005 05:08 PM

Bem, o meu irmão chama-se Nuno, mas não o estou a ver numa queima das fitas perdido de bêbedo.

Publicado por: derFred às janeiro 3, 2005 05:09 PM

Paulo Filipe? Qual era a alcunha dele? Nessas bandas era frequente a gente conhecer-se pelo nick. Tens alguma fotografia, Maria?

Publicado por: sharkinho às janeiro 3, 2005 05:09 PM

Sharky, desculpa, mas já não posso ver aquela t-shirt. Cada vez que refresco a página...

Publicado por: derFred às janeiro 3, 2005 05:12 PM

Esqueci de referir que o Nuno vivia em Coimbra, derFred :) Dificilmente seria o mesmo, já que tu andavas aos pardais pela 2ª circular de Lisboa.

Publicado por: 1poucomais às janeiro 3, 2005 05:13 PM

Caneco, mas vocês fazem colecção de paixões velhas???
Se não fosse este um blog de respeito eu diria agora uma frase, mas vou adaptá-la...ora bem, reza mais ou menos assim:

- a melhor coiso é sempre a que está pra vir.

(substituir 'coiso' pelo que entenderem...)

Publicado por: catarina às janeiro 3, 2005 05:13 PM

Já viram que começámos o ano a falar de amor?
Grande Sharkinho!

Publicado por: derFred às janeiro 3, 2005 05:16 PM

Podia-se arranjar pior tema, de facto :)

"A melhor paixão é sempre a que está pra vir": soa bem. A versão hardcore tb soa, por acaso.

Publicado por: 1poucomais às janeiro 3, 2005 05:39 PM

Exactamente, Fred! Foi precisamente esse motivo que me levou a escrever esta posta para o meu regresso às lides.
Claro que isto podia (e pode) descambar para o brejeiro ou cunhar-me o rótulo de piroso, mas é o amor que ocupa o centro das atenções e essa era a minha intenção. Que melhor maneira de iniciar um novo ano? Não te escapa nada, pá...

Publicado por: sharkinho às janeiro 3, 2005 05:56 PM

Realmente soa bem e não contradiz o que defendo. Não está em causa a (sobre)valorização das 'paixões velhas' mas apenas o culto do romance aplicado às que estão para vir, no qual incluo, tá bem de ver, a lembrança de cada uma das pessoas que partilham esses momentos connosco. Isto visa tornar essas pessoas especiais e não apenas casuais, pois isso seria banalizar a beleza que esses instantes albergam. Neste particular discordo da Catarina, mas isso é uma questão meramente umbilical...:)

Publicado por: sharkinho às janeiro 3, 2005 06:02 PM

Eu vou amar sempre as mulheres que amei.

Publicado por: derFred às janeiro 3, 2005 06:06 PM

Precisamente, Fred.

Publicado por: sharkinho às janeiro 3, 2005 06:11 PM

Bom ano!
eu vou mais pela paixão à primeira vista e pelo amor na troca de correspondência...

Publicado por: susana às janeiro 3, 2005 07:09 PM

De volta ao chat! ;-)) E a Virgínia? LOL!!! (esta foi para ver se o derFred me responde...tsc, tsc.

"meu elemento natural", gostei dessa, continuas poético, hein? respondendo à questão de...pois...isso...acho mesmo que a sensação da paixão que nasce, a antecipação de tudo o que poderá (ou não) vir a ser (incluindo...isso), é insuperável ;-)

Publicado por: Mar às janeiro 3, 2005 07:21 PM

Agora fiz figura de ursa... O derFred é o JP? O que é isto? Eu não entendo nada!!! Pooooooooorra, que vergonha! Merda!
Vou ter que me esconder durante uns tempos para esconder tanta vergonha! Merda! Que burra eu fui!
Sharkinho, tu podes-me explicar isto? Eu não entendo nada! E pu-lo no topo dos prémios e gostava dele por ser um paz d´alma! Foda-se. E agora?

Publicado por: Claudia às janeiro 3, 2005 07:53 PM

Ai tantos corações com tantos gigas neste chat que mais parece o tempo das bbs.
Concordo que amamos sempre aqueles que um dia amámos mas selecionando apenas na caixa das recordações aquilo que os fazia especiais aos nossos olhos e ao nosso umbigo. E está feito, está morto.
Como também já aqui disseram mais vale as saudades do futuro. Basta ter espaço em disco.

Quanto ao Paulo Filipe, sharkinho, desconheço a alcunha. E à falta de fotografia posso dizer que era loiro e de olhos azuis, como todos os príncipes!

E quanto à geração, derFred, acho que somos mais ou menos da mesma. Mas podemos fazer uma pergunta clássica: quantos anos tinham no 25 de Abril?...

Publicado por: maria_arvore às janeiro 3, 2005 08:11 PM

Eu concordo que uma pessoa que amámos permanece especial na nossa memória, como a Maria Árvore diz. Se o amor verdadeiramente dito permanecesse, não se tinha deixado de amar, não é? (a frase ficou meio pró esquisita, eu sei).

Agora vamos às revelações de idade? Também me parece que anda tudo mais ou menos pela casa dos trinta.

Publicado por: 1poucomais às janeiro 3, 2005 08:35 PM

Bem... 1poucomais ;)
Alguém tinha 10 anos no 25 de Abril?

Publicado por: maria_arvore às janeiro 3, 2005 08:38 PM

Eu não tenho problemas em responder: tinha 8 anos (ia fazer 9 ainda nesse ano).

Publicado por: 1poucomais às janeiro 3, 2005 08:44 PM

Éramos (somos) portantes "mecinhas" assim da mesma idade, pois Azulinha. ;-)

Publicado por: Mar às janeiro 3, 2005 09:00 PM

E 1poucomais, aquele que foi o objecto desta nossas paixão fulminante fica gravado em nós como uma marca de fogo. Permanece especial em maior ou menor grau, consoante tiver sido também o grau em que nos foi desiludindo ao longo do tempo em que durou esse amor.

Publicado por: Mar às janeiro 3, 2005 09:05 PM

Mar, "mecinha" da minha idade, eu não conservo grandes objectos de paixões fulminantes (o mais próximo disso está no caixote do lixo, e muito bem). Os meus amores são mais lentos no chegar, não fulminam, instalam-se com mais cautela. E depois, claro, ficam mais ou menos especiais quanto o tempo, a intensidade e a desilusão da relação.

Publicado por: 1poucomais às janeiro 3, 2005 09:14 PM

Azulinha, eu conservo uns quantos amores no baú das recordações, uns bem outros mal sucedidos mas (quase) sempre fulminantes ;-)

Publicado por: Mar às janeiro 3, 2005 09:39 PM

Ai, rapazes, parigas...assim não há coiso (coração) que aguente. Uma paixão ao rubro aquece, ferve, estoira e apaga-se. As cinzas deitam-se fora.
Muito raramente e com grande esforço, sacrifício e dores várias, poderá sobrar uma amizade, mas só se valer mesmo a pena.
Mas eu estou a referir-me a paixões. Com P e F grandes. E mais uma data de letras, mas o A (de amor e amizade) não forçosamente.

Publicado por: catarina às janeiro 3, 2005 10:22 PM

Hum...o F não touaber bem de quê é que é...
;-))))

Publicado por: Mar às janeiro 3, 2005 11:10 PM

Por partes (e não me refiro àquelas a que vocês andam para aí a aludir):

Mar, a Virgínia ainda não apareceu. Se aparecer, caso-me com ela. (Ouviste, Virgínia?)

No 25 de Abril tinha 9 anos e meio. Foi porreiro, não fui à escola. A programação é que estava um bocado esquisita. Estava sempre a tocar a mesma marcha. Não percebia nada. Ainda duas semanas antes tinha visto o Estádio de Alvalade de pé a aplaudir o Marcelo Caetano e agora via aquela gente toda aos murros na Chaimite que o levou do quartel do Carmo.

Publicado por: derFred às janeiro 4, 2005 01:04 AM

derFred, foi o pedido de casamento mais romântico que ouvi em toda a minha vida!(ouviste Virgínia?)

Eu também tinha 9 anos e meio e achei fixe mandarem-me embora da escola e descer a rua deserta e poder apanhar amoras na praça que costumava estar cheia de gente àquela hora.Depois, o meu pai incumbiu-me da tarefa de gravar a "voz do senhor" que aparecia na rádio a dar as notícias, enquanto ia para a rua.

Publicado por: Mar às janeiro 4, 2005 09:02 AM

Bom dia! Peço desculpa por ter deixado abruptamente esta interessante conversa, mas deveres profissionais arrastaram-me pelas orelhas.
Começo por esclarecer a rapaziada que no 25 de Abril era uma linda criança com 9 anitos e andei a passear de chaimite pela rua onde a Virgínia morava.
Até eu posso ser o JP, embora seja óbvio que nesse caso um de nós seria um actor digno de um óscar. Quanto ao derFred, conto esta semana verificar-lhe o BI para me certificar da sua identidade. A sério.
Vou reunir alguma malta amiga de Benfica com o único propósito de encontrar a Virgínia e assim concretizar o sonho do nosso solícito e disponível confrade. Podes ir preparando o enxoval, ò futuro nubente...
Quanto aos F grandes, recordo que podem sempre recorrer ao PH. A malta percebe a ideia na mesma e invocamos os dias felizes do sexo a vapor.
E termino esta intervenção agradecendo os excelentes comentários que aqui se produziram e que cuidei de imortalizar em versão word e impressos em papel. Adoro-vos. E vocês sabem porquê.

Publicado por: sharkinho às janeiro 4, 2005 09:36 AM

eu só tinha 4 anos. posso brincar convosco na mesma?

Publicado por: Mi às janeiro 4, 2005 10:49 AM

"No 25 de Abril tinha 9 anos e meio. Foi porreiro, não fui à escola."

Bem, espero que derFred seja o derFred! Ó charquinho, tu existes? E a Susana? E a Catarina?

Publicado por: Claudia às janeiro 4, 2005 11:03 AM

Ò Mi, chavalita, podes brincar à vontade. A gente tira do teu alcance os objectos pequenos mas enchemos o teu parque com peluches muito fofinhos!

Publicado por: sharkinho às janeiro 4, 2005 11:11 AM

Cláudia: Existimos todos, nem que sejamos apenas um. Os comentários constituem a única evidência, é certo, e por isso só posso responder por mim (porque alguém redige as postas deste blogue, não é?). Donde, algum Sharkinho existe e mesmo que não fosse eu duvido que alguém tivesse pachorra para encher esta caixa de comentários com tantos heterónimos. Descontrai. É tudo gente boa, capaz de apreciar a melhor Cláudia em ti.

Publicado por: sharkinho às janeiro 4, 2005 11:18 AM

:)) obrigada, amigo!

Publicado por: Mi às janeiro 4, 2005 11:22 AM

Ok. Outra coisa, eu não sei pôr links no meu blog. Sou azelha total. Já tentei não consigo e falta-me a paciência, por vezes. És capaz de me explicar ou outra pessoa qualquer? A rotação dos tempos! Poemas incríveis. Aquilo é surrealista ou coisa do tipo.

Publicado por: Claudia às janeiro 4, 2005 11:38 AM

Nem vos digo que idade tinha no 25 de Abril. Cambada de cotas.

Publicado por: Monty às janeiro 4, 2005 11:48 AM

Sai mais uma cota para esta mesa! Ganho eu! :)
(10 anos e 23 dias)

Cláudia, duvidar da minha existência é duvidar da existência da blogsfera!!! :DDD

Desconfio que o Monty ainda não tinha idade...;))

Publicado por: catarina às janeiro 4, 2005 12:01 PM

Ai tinha, tinha. 2 anitos!

Publicado por: Monty às janeiro 4, 2005 12:11 PM

Bebé Monty :D
Por acaso, alguns dos meus melhores amigos tinham 1 ou 2 anitos no 25 Abril.
Eu fui à escola de manhã, mas à tarde não. Gostei muito do feriado inesperado. Ganhei um ódio duradouro às marchas militares que constantemente davam na TV.

Publicado por: 1poucomais às janeiro 4, 2005 12:38 PM

Mar, não me digas que nasceste a 21 de Outubro de 1964!

Mizinha, não mexas nisso!

É muito engraçado, porque parecemos todos mais novos. Será que temos espírito jovem?
"Está lançado o repto".

Publicado por: derFred às janeiro 4, 2005 12:43 PM

Bem, a Catarina existe :) Ainda bem!

No 25 de Abril de 1974, eu não existia, nem sequer em estado embrionário. Os meus pais ainda não tinham casado. Casariam nesse mesmo ano, no mês de Setembro. E que calamidade: três rebentos. Um virado para a medicina; uma virada para as pinturas e música; e eu virada para nada, que não sirvo absolutamente para nada!
É a geração rasca educada pela geração palermóide, comuna, agora conformista e comedora de tudo quanto é bom. Não nos deixam nada! Andam a comer-nos a todos!
REVOLUÇAO! REVOLUÇÃO!!!

Publicado por: Claudia às janeiro 4, 2005 12:45 PM

Eu sabia, Monty, tava só a picar-te...;)

derFred, isso da idade é tão relativo...conheço gente que não existia no 25 de Abril e são já velhos chatos. A idade é uma coisa de espírito, claro! (e também ajuda ser gira e não ter rugas...:DDD)

Claudia, er...a revolução já foi. Faltaste...:DDD

Publicado por: catarina às janeiro 4, 2005 12:53 PM

xiii, Cláudia, que má...

Catarina: eu sabia que tu sabias que eu sabia que tu sabias...

De resto, no outro dia, em pessoa, alguém me deu 24 anos.

Hei-de morrer velho, mas com ar jovem...

Publicado por: Monty às janeiro 4, 2005 12:57 PM

O meu espírito não sei que idade tem, mas por alturas do 25 de Abril deveria estar na mesma fase que a Cláudia toda (corpo e espírito), considerando o actual grau de desenvolvimento e as evidentes manifestações da sua exuberância juvenil que protagoniza (tou a falar do meu espírito, claro). Também existe um pormenor do meu invólucro que, para minha surpresa, tem vindo a melhorar (quase arrisco 'rejuvenescer') o seu desempenho ao longo do tempo. Também acontece contigo, derFred (que és da praticamente da minha colheita), ou contigo, Monty, piqueno rebelde, em algum recanto obscuro das vossas carcaças?

Publicado por: sharkinho às janeiro 4, 2005 12:57 PM

Não! Vai haver outra! A de catapultar a geração 25 de Abril dos seus aposentos dourados de funcionários públicos!!! Essa vai ser a minha revolução! Filhos da mãe!

Publicado por: Claudia às janeiro 4, 2005 01:11 PM

Sempre pareci mais novo do que era.
Aos 20 anos era muito chato, porque pensavam que eu tinha 16, mas hoje em dia é muito agradável, porque pensam que tenho trinta e poucos.
A diferença é que já não tenho a energia inesgotável de outros tempos e a jogar à bola, por exemplo, tenho de me poupar muito.
Quanto ao pormenor que referes, Sharky, acho que está relacionado com a aprendizagem do sexo, com a libertação psicológica, que cada vez oferece mais espaço para o prazer.

Publicado por: derFred às janeiro 4, 2005 01:13 PM

Vai ser a contra-revolução, entendem?!!! Gostava de trazer a cabeça do meu pai espetada numa foucinha; passeá-la pela Praça da República; e gritar "Abaixo a puta da gerção do 25 de Abril!!!".
O que acham disto? Não é uma ideia? Uma ideia contra-revolucionária, revolucionária por conseguinte?

Publicado por: Claudia às janeiro 4, 2005 01:15 PM

Claudia, uma parte da geração o 25 de Abril pôs termo a uma coisa horrível - a ditadura. Acabou a guerra, a tortura, a censura...
Por exemplo, hoje as pessoas podem amar-se mais livremente.

Publicado por: derFred às janeiro 4, 2005 01:21 PM

derFred, impuseram outra ditadura! Pior do que a anterior!
derFred, hoje é desvario a mais e atrás dessa suposta liberdade, comem-nos a todos! Antes havia o fado, a religião e o futebol. Hoje há as liberdades e comem-nos na mesma! As liberdades, o tanas!

Publicado por: Claudia às janeiro 4, 2005 01:23 PM

MENTALIDADE 25 DE ABRIL

Ó menino, toma a tua liberdade, vai brincar no pátio ali ao lado. Nós entretanto vamos foder este país e comer tudo quanto é bom. O vosso futuro? Queremos lá saber do vosso futuro? O essencial é comer e comer o que há de melhor! Vida o presente! Viva a inconsciência! Viva os falsos idealismos! Queres um rebuçado, ó amigo? Já não há Amália, mas dou-te música pimba. Ainda há futebol, graças a Deus, e que rios de milhões correm pelas mãos dessa gente. A religião, essa, vai pelas ruas da amargura, mas há as réstias podres leninistas que se podem vislumbrar nas calças coçadas dos estudantes de letras!

Publicado por: Claudia às janeiro 4, 2005 01:27 PM

Eu é que lhes dou a geração rasca! Fomos educados por quem? Pelo Santo Padre?

Publicado por: Claudia às janeiro 4, 2005 01:32 PM

Claudia, é a condição humana. O homem é imperfeito, por isso o sistema democrático é imperfeito. Mas pelo menos hoje podes levantar a voz contra todo o mal que por aí grassa. E até podes tomar atitudes.

Publicado por: derFred às janeiro 4, 2005 01:47 PM

Mas estávamos aqui a falar de amor...

Publicado por: derFred às janeiro 4, 2005 01:48 PM

E de paixão...

Publicado por: derFred às janeiro 4, 2005 01:48 PM

Põe um post revolucionário, Sharkinho! Não é verdade que se pode falar hoje em dia!!! Não é verdade!!! Tudo tretas!!! A democracia é uma utopia! Tudo visto e revisto pelo prisma esquerdista, revistas literárias e tudo o resto!!! Democracia, o tanas! País fodido.
Põe um post revolucionário! Garanto-te que vai dar tanto ou mais que um post romântico!

Publicado por: Claudia às janeiro 4, 2005 01:53 PM

Cara Claudia, com todo o devido respeito, não sabes o que estás a dizer. Por escreveres o que escreveste, se fosse antes do 25 de Abril, era bem capaz de te acontecer uma visitinha à José Maria Cardoso.
Tive família presa em Caxias...este é um tema que nem sequer me apetece discutir. Geração rasca foi um termo infeliz, mas de facto foram mal educados sim: nem sequer sabem o que foi a revolução - a culpa não é tua, Cláudia.
Quanto ao resto, lugares comuns: aposentos dourados da função pública e espetar a cabeça do pai, foder o país, tudo isso é patetice...terás de crescer e fazer alguma coisa pelo teu país, em vez de ficar à espera que o façam por ti.

derFred, conseguiste virar a conversa para o sexo outra vez??? :DD

Publicado por: catarina às janeiro 4, 2005 01:57 PM

(tenho o almoço ao lume, mas tasse aqui bem...:))

Publicado por: catarina às janeiro 4, 2005 01:58 PM

Para mim, o sexo é uma paixão. :D
(agora vou-me afastar um bocadinho, que tenho aqui um trabalhinho para acabar)
(isto parece mesmo um chat)

Publicado por: derFred às janeiro 4, 2005 02:04 PM

Vocês almoçam cedo, credo!
Telegráfico: somos jovens ou não porque nos construímos dessa forma; derFred, como te compreendo - eu que aos 18 dava explicações a miúdos de 14 e os pais pensavam que eu era colega.

E Claudia, sem o 25 de Abril não ia haver blogues neste país, nem coca-cola nem diriamos que a democracia é uma utopia.

Na minha humilde opinião, utopia é pensar que o poder não corrompe. Todos os seres humanos após chegarem ao poder são avassalados pela rotina do exercício do mesmo e tudo parece normal. Por isso defendo que todos os cargos políticos devem ser de muito curta duração para não desabituar os neurónios de funcionarem.

E depois, plagiando o Sérgio: a democracia é o pior de todos os sistemas, com excepção de todos os outros.

Publicado por: maria árvore às janeiro 4, 2005 02:09 PM

Mas se todos os cargos políticos forem de curta duração, torna-se impossível a aplicação de qualquer tipo de estratégia a médio/longo prazo (considerando não apenas a questão da alternância mas também a do próprio critério subjectivo que nem os líderes políticos conseguem contornar. É o faz e desfaz e lá se vai a abençoada estabilidade tão grata ao nosso PR.
No sexo a questão da curta duração nem se coloca. Mas eu de política não percebo nada...

Publicado por: sharkinho às janeiro 4, 2005 02:27 PM

"a culpa não é tua, Cláudia. "


Isto soa a A Culpa não é Tua, Lena.

Publicado por: Claudia às janeiro 4, 2005 02:42 PM

A Catarina deve um postozinho interessante neste país. Esquerdistas!!!

Publicado por: Claudia às janeiro 4, 2005 02:43 PM

A Catarina deve ter um postozinho interessante neste país. Esquerdistas!!!

Publicado por: Claudia às janeiro 4, 2005 02:43 PM

hum...
azedou, foi?

Publicado por: Monty às janeiro 4, 2005 02:52 PM

derFred, só posso estar de acordo! :)

Claudia, o que eu faço não está na mesa da discussão. E se achas que sou esquerdista, sabes mais que eu, que não divido nada por preto e branco. Já reparaste que em vez de rebater os argumentos aqui apresentados sobre a democracia, me atacaste com rótulos e bocas sobre o meu 'postozinho'? LOL!

Essa da curta duração no sexo saiu-te mesmo bem, sharquinho. :D

Publicado por: catarina às janeiro 4, 2005 02:54 PM

Não sei, Monty, eu cá ainda estou a rir. :DD

Publicado por: catarina às janeiro 4, 2005 02:54 PM

Cláudia, já estás a entrar naquele clima hostil que só tem trazido dissabores. Já entendemos que a questão é sensível para ti e que a esquerda é o teu papão. Tudo bem. Contudo, isto é malta amiga e não temos o hábito de desatarmos aos berros à mesa do café pelo que não o faremos aqui (onde mando eu).
Peço-te o favor de atenderes ao meu pedido para moderares a tua reacção, sem que isso implique de forma alguma que deixes de manifestar a tua posição. Eu recordo-te que este é o meu blogue, eu sou de esquerda e isso em nada tem condicionado a tua participação. Não faz sentido remares na direcção oposta, excedendo o limite da confiança que te dou e que é igual ao das outras pessoas.
Não volto a falar-te deste assunto. Tem isso na devida consideração.

Publicado por: sharkinho às janeiro 4, 2005 02:56 PM

Esta "mecinha" tem as hormonas muito alteradas ou é só mesmo para parecer irreverente?? Cara Cláudia, devias ter um pouco de atenção ao que os mais velhos com que gostas de falar aqui, da geração derFred, Catarina, e o próprio anfitrião Sharkinho te têm estado a tentar explicar. Podias canalizar essa revolta toda para fazer algo interessante em prol daquilo que dizes que "vos" estão a comer, sei lá, fundar uma associação juvenil, fazer voluntariado em hospitais ou centros de apoio a desfavorecidos, dar aulas de alfabetização a idosos, assim tás a ver? Coisas que ajudariam ao desenvolvimento social do país. Sabe muiuto bem falar, não sabe? Pois os "esquerdistas" (ó Catarina logo tu, de centro-direita na cabeça, não é ;-) não podiam fazê-lo.

Depois, quanto aos cargos políticos curtos concordo com o Sharkinho, há que garantir um mandato mínimamente razoável (e isso pode ser entre 8 a 10 anos) para se concretizarem os projectos de desenvolvimento.

Publicado por: Mar às janeiro 4, 2005 02:57 PM

Mas porque é que toda a gente me chama sharQuinho, ò Katarina?

Publicado por: sharkinho às janeiro 4, 2005 02:58 PM

Mas com a 'esquerda' no coração, Mar.:)
Só que, como sabes, não divido as coisas assim.

Ora então voltando ao amor romântico e amor platónico e amor apaixonado e amor ph...(falta agora aqui o derFred...) :)

Publicado por: catarina às janeiro 4, 2005 03:03 PM

Ah pois é, sharkinho, desculpa! É que eu escrevo sempre Charquinho e depois emendo o primeiro S e esqueço-me do K...

Publicado por: katarina às janeiro 4, 2005 03:05 PM

ó xarkinho: és de esquerda? Ai a porra...

Publicado por: Monty às janeiro 4, 2005 03:10 PM

A menina e os cravos. Isto a prepósito de merdas importantes. Como o 25 de Abril.

Publicado por: João Pedro da Costa às janeiro 4, 2005 03:14 PM

Bem, isto está um "chat" 'espectacularmente interessante'.

Não dá mesmo para fazer mais nada senão ficar por aqui... mas, como é preciso trabalhar (que chatice!), ainda nem cheguei a metade.

Acho que vou ter de voltar cá mais para a tarde...

Sobre o "coup de foudre" à primeira vista, é bom, não é?! Também curioso, é quando esse momento demora algum tempo a materializar-se, pelos encontros/desencontros da vida...

A propósito de 25 de Abril, ah, eu ainda mal tinha começado a escola...

Publicado por: Leonel Vicente às janeiro 4, 2005 03:31 PM

A propósito do amor platónico, de que ainda não se tinha falado, deixo aqui uns versinhos da minha lavra:

Se em espero coubesse esperança
se te perdi sem te ter
Sei e não quero saber

Publicado por: derFred às janeiro 4, 2005 03:33 PM

Vá, Catarina, deita abaixo o amor platónico.

Publicado por: derFred às janeiro 4, 2005 03:35 PM

Não quererás dizer «amor petrarquista»? O amor platónico é uma coisa diferente...

Publicado por: João Pedro da Costa às janeiro 4, 2005 03:43 PM

Eu sabia Cat ;-) e por teres essa dualidade de perspectivas é que não podes ser capaz de dividir as coisas em preto ou branco, tem que haver sempre o cinzento ;-)

Hum...sobre o amor platónico...não são versos mas um dia disse, a propósito, que:

Não sei de ti
Não sei se dormes, ou trabalhas, frente a uma folha branca de papel, ouvindo "haja o que houver". Não sei se te sentes repousado e sereno e beijas quem a teu lado se aconchega melhor junto a ti, porque a noite arrefeceu...não sou eu, por isso não sei.
Não sei se pensas em mim. Ou se apenas te passo pela lembrança, fugazmente, entre mil pensamentos.
E queria tanto saber que, no teu estômago o nó que sinto no meu te afecta a ti, que os teus dedos percorrem outra pele imaginando que é a minha, que a urgência que tenho de te beijar os olhos e passar suavemente a minha face no teu cabelo, te consome como a mim...e não sei.

Publicado por: Mar às janeiro 4, 2005 03:52 PM

Com essa é que me lixaste...

Publicado por: derFred às janeiro 4, 2005 03:53 PM

Referia-me ao JP.

O teu texto é muito bonito, Mar.

Publicado por: derFred às janeiro 4, 2005 03:57 PM

Já me informei, JP. Tens razão.

Publicado por: derFred às janeiro 4, 2005 04:03 PM

Peço desculpa aos estimados autores dos comentários oferecidos ao mundo desde a minha última intervenção (após a qual fui novamente forçado a trabalhar mais um bocadito pra manter a cena sob controle), peço desculpa, dizia eu, mas vou ter que destacar por instantes um comentário específico antes de prosseguir.
Não tinhas dado por isso, Monty? Ganda bronca. E agora? Abona a meu favor o facto de ser nacionalista/patriota? E de não me dar com os Barnabés? Não vais deixar de ser meu amigo, pois não? Diz que me amas, jura que não estás arrependido de tudo o que se passou e passará entre nós! Não vais apagar-me do teu disco duro, como faz a Catarina, pois não? Antes abraçarás o amor eterno em camadas sobrepostas como o platónico/petrarquista, não é?
(esta parte final foi mais para regressar ao assunto do 'chat', que me interessa sobremaneira). De política percebo pouco, já referi...

Publicado por: sharkinho às janeiro 4, 2005 04:04 PM

O amor de matriz petrarquista é uma apropriação abusiva do amor platónico. O amor, em Platão, é por excelência um exercício heurístico, isto é, é uma forma (ou A forma) privilegiada de obter conhecimento (se se lembram da alegoria da caverna, amar alguém é, segundo Platão, a par com a razão, uma maneira de alguém pertencente ao mundo sensível aceder ao mundo das ideias).

É uma concepção elaboradíssima, com a qual me identifico bastante, e segundo a qual ao amarmos alguém (e essa parte para mim é óbvia) é muito mais conhecer-nos a nós do que conhecer outrém.

A partir de Petrarca, o sentido desliza e instala-se no senso comum e com imbecilidades do tipo amor não carnal, amor sem desejo, amor auto-suficiente e quejandos. O nosso Camões foi absolutamente sublime na forma como ironizou essa concepção do amor platónico (basta ler a lírica) e é óbvio que ele conhecia o sentido original do termo (o Vergílio Ferreira tem um texto lindíssimo sobre esta problemática).

Curiosamente, a melhor definição que conheço do amor (e «amor», para mim, é sempre «platónico» no sentido original do termo) é do Miguel Esteves Cardoso:

- Amar alguém é querer que ele esteja bem.

Resume-se a isso. Tudo o resto são enfeites. De gosto variável. Mas enfeites.

Publicado por: João Pedro da Costa às janeiro 4, 2005 04:21 PM

Não sou platónico. Quando amo alguém é para eu estar bem. Querer que o outro esteja bem é uma consequência inalienável.

Publicado por: derFred às janeiro 4, 2005 04:25 PM

O amor tem as costas largas e cheias de velcro.

Publicado por: João Pedro da Costa às janeiro 4, 2005 04:25 PM

E realmente o teu comentário enfeitou muito esta troca de impressões. Mas não entendo onde reside o óbvio da parte com que te identificas. Pelo menos na parte da relação causa/efeito. Se é muito mais conhecer-nos a nós, o papel de outrém é servir-nos de espelho, de sebenta? Soa-me egoísta, essa noção. Estarei a entender mal a coisa?

Publicado por: sharkinho às janeiro 4, 2005 04:31 PM

Todos os nossos actos são egoístas.

Publicado por: derFred às janeiro 4, 2005 04:32 PM

Estás.

Não te esqueças que não és um objecto neutro. És uma lente. Se eu e tu olharmos para a mesma coisa, não veremos o mesmo (até porque senão um gajo teria sempre os mesmos gostos).

O que cria laços não é a identificação do nosso «eu» no outro. Nem sequer o oposto, como defendem outros («os opostos atraem-se blá blá»).A dinâmica é oposta. Não somos nós que definimos os laços. São eles que nos definem a nós.

(Essa da sebenta, Tuby, foi absolutamente genial. Ainda há desses adoráveis objectos à venda?)

Publicado por: João Pedro da Costa às janeiro 4, 2005 04:36 PM

Não se consegue mesmo sair daqui (ai, ai, o trabalho, a produtividade do país, o PIB e essas merdas)

derFred, agora corei ;-)tive algumas dúvidas em o trazer para aqui...

Shark, ser de esquerda em si abona a teu favor. Ou não abonará a favor de qualquer um de nós a defesa de um mundo mais justo, solidário, sem exploradores e explorados, no respeito pela liberdade e autodeterminação de todos os povos, com uma distribuição mais equitativa da riqueza e do trabalho, enfim um mundo melhor para todos nós e os que hão-de vir?

Publicado por: Mar às janeiro 4, 2005 04:36 PM

«Todos os nossos actos são egoístas.» (derFred)

Pois.

Publicado por: João Pedro da Costa às janeiro 4, 2005 04:38 PM

Este 'post' - mais alguns brilhantes comentários aqui feitos por ilustres colegas - davam um verdadeiro tratado.

Mais um momento para a história da blogosfera!

Publicado por: Leonel Vicente às janeiro 4, 2005 04:39 PM

E já que estamos numa de perguntar "onde é que estávas no 25 de Abril seu porco fascista!", eu aproveito para dizer que tinha - (menos) 3 anos:)

Publicado por: cachucho às janeiro 4, 2005 04:39 PM

Para mim, o amor por outro é não conseguir viver bem sem. Mas eu sou um bocado obsessiva, pronto.

E também não percebo grandemente de política.

Já agora, com uma caixa de comentários tão concorrida, não poderia deixar passar a oportunidade:

AMOR, ESTOU AQUI!

Publicado por: Mi, myself and I às janeiro 4, 2005 04:41 PM

"Todos os nossos actos ão egoístas"
Em última análise o que nós queremos em primeiro lugar é estar bem. Nós. É isso que pretendemos quando no olhar de alhuém vemos reflectido o brilho do nosso. O abrir de uma porta para estar bem. Nós. e também o outro, claro. Mas o nós está em primeiro lugar, acho.

Publicado por: Mar às janeiro 4, 2005 04:42 PM

relevem os erros, ok?...

Publicado por: Mar às janeiro 4, 2005 04:44 PM

Repito: o amor tem as costas largas e cheias de velcro.

Publicado por: João Pedro da Costa às janeiro 4, 2005 04:45 PM

"Não somos nós que definimos os laços. São eles que nos definem a nós." (JP)
(isto é muito importante)

Publicado por: derFred às janeiro 4, 2005 04:55 PM

O amor altruísta, é isso: 'querer que o outro esteja bem'? Ná. Isso não existe entre duas pessoas adultas. A intenção talvez, mas na realidade, sempre que se faz qualquer coisa pelo 'bem do outro', quase invariavelmente dá merda. Porque concordo com o derFred, no fundo é sempre egoísta, por mais voltas que se lhe queira dar. Egoísta, possessivo, ciumento. Se não for, não é esse amor / paixão.

Só consigo ver o amor altruísta numa relação mãe (ou pai) / filho. Não quer dizer que não seja egoísta e possessivo, de alguma forma...e é uma paixão, claro: mas é altruísta. Faz-se tudo o que for preciso para que o outro (neste caso o filho) fique bem. Pelo bem dele. E enquanto criança, pois realmente não sabe ainda viver sozinho. Depois de adulto será outra história, mas ainda não cheguei lá.

Publicado por: catarina às janeiro 4, 2005 04:58 PM

Com esta duração e este tema, parece-me que esta caixa está tântrica.
Também concordo que amar alguém é querer que essa pessoa esteja bem. (O pior é quando está muito feliz... mas com outra pessoa) E também não consigo apagar ninguém, mesmo numa paixão não correspondida fica sempre uma caracterização de ser especial (talvez seja um pouco narcisista, pensar que por despoletarem a minha paixão são "seres especiais"): a tónica está no sentir.

Publicado por: susana às janeiro 4, 2005 04:59 PM

Eu depois já dou cabo do platónico. :)

Publicado por: catarina às janeiro 4, 2005 05:00 PM

Sim, mana, concordo contigo nessa parte: querer que a pessoa esteja bem, mas connosco...:DDD

Publicado por: catarina às janeiro 4, 2005 05:04 PM

LOL

Publicado por: João Pedro da Costa às janeiro 4, 2005 05:04 PM

É bonito o amor burguês. :))

Publicado por: João Pedro da Costa às janeiro 4, 2005 05:06 PM

Esse gajo, o platónico, que vá morrer longe, mana.
Sharkinho, claro que somos todos os espelhos uns dos outros. Não é uma noção egoísta. Também estás a ser o espelho de alguém que te reflecte.

Publicado por: susana às janeiro 4, 2005 05:06 PM

O egoísmo não é obrigatoriamente destrutivo. Fazemos bem a uma pessoa (está bem, isto é subjectivo) porque isso nos preenche, quer numa relação amorosa quer numa relação com um filho.

Publicado por: derFred às janeiro 4, 2005 05:07 PM

Olhó rótulo! (já cá faltava...) :DDD

Publicado por: catarina às janeiro 4, 2005 05:08 PM

Não, derFred. No caso de um filho, não é para nos preenchermos. É muito mais do que isso. Há um ano que tento explicar a mim mesma (por escrito) o que é esse amor: e não consigo chegar nem perto. Não tem nada a ver com o resto.

Give me five, mana, quanto ao platónico. :)

Publicado por: catarina às janeiro 4, 2005 05:11 PM

Faço franchising do meu amor
E do amor dos outros não sou freguês
Puta que pariu o Karl Marx
Quero me perder no amor burguês

Publicado por: João Pedro da Costa às janeiro 4, 2005 05:14 PM

Por querer o bem de quem amo
Já me chamaram otário
Eu quero o décimo terceiro mês
Do amor proletário

Publicado por: João Pedro da Costa às janeiro 4, 2005 05:25 PM

Por querer o bem de quem amo
Já me chamaram otário
Eu quero o décimo terceiro mês
Do meu amor proletário

Publicado por: João Pedro da Costa às janeiro 4, 2005 05:25 PM

Catarina, no caso dos filhos, não achas difícil ser racional numa cena tão brutalmente animal?

como tu dizes: não tem nada a ver com o resto :)

Publicado por: Mi às janeiro 4, 2005 05:34 PM

JP, isso não são quadras, são quadrantes.
Viva o amor burguês!

Publicado por: derFred às janeiro 4, 2005 06:09 PM

Porra...raio de caixa de comentários esta. Até tenho medo de aqui a entra, tem cantos e recantos escuros.

Agora a sério, ganda caixa de comentários (duplo sentido).

Xarkinho:
Foi de propósito, sabia que ias entrar em parafuso com a minha distração. Claro que já sabia que eras desviado, meu. E claro que o amor continua. ;)

oops. Isto de te chamar desviado e a seguir ..., pá, não soou bem...

Publicado por: Monty às janeiro 4, 2005 06:50 PM

O amor, o sexo e o humor combinam muito bem, excepto quando não conseguimos controlar o ritmo e a duração das gargalhadas. Estiveste bem, Monty. Mas já agora acrescenta ao rol das minhas máculas o facto de ser um indefectível do Glorioso. Tás feito comigo...

Publicado por: sharkinho às janeiro 4, 2005 07:09 PM

Raisparta, pá.

Publicado por: Monty às janeiro 4, 2005 07:14 PM

Para gostarmos de alguém temos de gostar primeiro de nós próprios. Se isso é egoísmo, paciência!...
Para mim, egoísmo mesmo é querer possuir aquele que amamos.

Publicado por: maria_arvore às janeiro 4, 2005 07:27 PM

Ok, vocês falam, falam, mas eu cá tenho o meu amor e aqui me calo!

Publicado por: Claudia às janeiro 4, 2005 07:34 PM

Bem anotado, Maria. Até porque essa mania costuma dar maus resultados, sobretudo agora que um gajo nem pode dar umas moquencas no toutiço da insurrecta para lhe vergar as tendências libertárias...
Just kidding. Tenho alguns anos de violência doméstica nas memórias de infância e brinco para expurgar esse incómodo permanente.
Eu sei onde queres chegar. E concordo contigo em absoluto.

Publicado por: sharkinho às janeiro 4, 2005 07:47 PM

"violência doméstica ", não escolheste melhor pessoa para falar sobre isso! Os meus pais nunca se entenderam, mas nunca houve violência física. Acredito que o meu pai tenha exercido violência psicológica sobre a minha mãe, sim. Agora, eu, já levei no focinho! Ah isso sim! E não o escondo e pus o tipo no tribunal! Que violência doméstica é crime punível por lei. Os homens que tenham cuidadinho...

Publicado por: Claudia às janeiro 4, 2005 07:51 PM

Pois, Cláudia. Mas eu fui criança ANTES do 25 de Abril e na altura não era considerado crime...
Toda a gente levava no focinho e calava porque era pecado falar em demasia, parecia mal. E porque antes do 25 de Abril as mulheres eram coisas. E os putos também.

Publicado por: sharkinho às janeiro 4, 2005 08:06 PM

Eu sei que ias responder isso. Ok, mão a palmatória.

Publicado por: Claudia às janeiro 4, 2005 08:11 PM

Mas escuta aqui, o meu problema não é a democracia, nem estou a querer uma ditadura de direita. Acho que este país está empestado de esquerdistas, mais nada. Mas não falemos mais no assunto que isto dá pano para mangas!

Publicado por: Claudia às janeiro 4, 2005 08:14 PM

Mas... mas... isto é uma janela de comments ou o MSN??! lol

Publicado por: Não vou por aí! às janeiro 4, 2005 08:15 PM

Ui...que a Rapariga Cláudia tem arzinho de que morde. Porra...

Publicado por: Monty às janeiro 4, 2005 08:22 PM

* de quem morde!

Publicado por: Monty às janeiro 4, 2005 08:22 PM

Bem vindo! Podes vir por aqui sempre que queiras e devias considerar um dia a opção weblog.com.pt para alojares o teu blogue, pá.
A malta do sapo é muito sorumbática...
Um abraço e manda sempre.
PS: a malta chama-te o quê, para abreviar o teu nick? Eu sou o Shark, o sharky, o tuby...

Publicado por: sharkinho às janeiro 4, 2005 08:32 PM

feliz ano novo, sharkinho!!

parei aqui a ler a tua posta e estou hipnotizada com este rio de comentários. muito bom para começar o meu ano bloguístico ;)

revejo-me em muito do que aqui se escreve. apesar de o amor ser uma confusão para mim. talvez seja egoísmo, imaturidade, falta de controlo emocional. ou excesso. não faço ideia.

aguardando discretamente novos desenvolvimentos nesta mui-interessante discussão, retiro-me com uma respeitosa vénia a todos aqueles que no 25 de abril já eram gente ;)

Publicado por: cereja_m às janeiro 4, 2005 08:45 PM

Olá cereja. Diz-se cereija ou cerêja? A pergunta pode ser tonta, mas confesso que nunca procurei descobrir a versão correcta da coisa. Que melhor pretexto e fonte de informação que não a própria?
Quanto ao amor, é uma droga leve. Mas bate muito, daí a confusão que às vezes nos provoca. E a atentar pelo festival em que toda esta gente magnífica transformou esta caixa apaixonada, sugiro que gritemos em uníssono: legalize it!
Ou ainda vamos todos dentro...

Publicado por: sharkinho às janeiro 4, 2005 09:31 PM

Cereja, como vês, o amor é uma confusão para nós todos.

Publicado por: derFred às janeiro 4, 2005 09:59 PM

Ora então boa noite a todos, de regresso ao chat, onde é que nós íamos?? ;-)

Pausa

(Fo...sga-se onde é que esta caixa de comentários vai parar? Vou ali fazer um link e actualizar os íltimos comentários e já volto)

Publicado por: Mar às janeiro 4, 2005 10:15 PM

Eia a todos!

Não me vou alargar muito, até porque vocês já disseram muito e bem sobre o tema em "discussão".
Tudo, nesta vida, tem as duas faces: o bom e o mau... e o amor não é diferente; da mesma maneira que nos traz momentos maravilhosos, também nos dá dores de cabeça e chatices! E não é bem verdade quando se diz que as coisas boas colmatam o que aconteceu de mau... isso é lirismo, quanto a mim; as marcas vão ficando e tornam-se incontornáveis!
E sim, é verdade que esta minha simples opinião é (em muito!) influenciada pelos mais recentes acontecimentos desse "género" na minha vida... ficou a lição pelo menos... mas também a pouca vontade de voltar a amar outra vez...!

Jinhus gandes para todos e para o sharkas

Publicado por: Sue às janeiro 4, 2005 10:32 PM

Concordo com a Catarina em relação ao amor altruísta. Não existe nada que se compare ao que um progenitor fará pelo bem da sua cria. O altruísmo na relação entre dois amantes ampaixonados existe mas pressupõe, insisto sempre o self-be-estar em primeira análise.

E sim, derFred é uma enorme confusão: mas deliciosa ;-)

Shark, como me diz um amigo: Bolas, vermelha até mais não!

Publicado por: Mar às janeiro 4, 2005 10:33 PM

Está uma pessoa fora o dia todo, na dura labuta, longe do computador, e quando regressa que vê? A mais interessante caixa de comentários, onde ontem tanto participei e onde hoje ainda nada disse. Mas eu actualizo-me num instante (arregaçando as mangas e preparando-me para escrever; preparem-se, vem aí uma data de coisas).

Ponho de lado, como já se disse, o amor maternal/paternal. É um mundo à parte, são sentimentos únicos, nada têm a ver com o outro amor, aquele de que se tem falado aqui.

Amor altruísta - pois, pois... Contem essa aos adolescentes apaixonados, aos Romeus e Julietas deste mundo. Com uns anitos em cima, já aprendi que sim, quero o meu amor feliz, mas feliz comigo. Se tudo acabar, não lhe desejo mal (quando passar a raiva/zanga/fúria que levar à ruptura), e ficarei muito contente por saber que encontrou a mulher da vida dele - lá para as bandas da Cochinchina. Porque quando se ama quer-se ser feliz ao lado da pessoa amada. O amor platónico (tenha começado por ser "inventado" por Petrarca ou não, esse foi o designativo passado à posteridade) é lindo, mas na verdade o que nos faz mesmo feliz é que o amor se traduza em gestos, em vida, em amor com PH (como lá para cima alguém disse e me fartei de rir). Não sei se isto é egoísmo, se é sentir algo que se quer a dois, que se quer construção. Quer-se um(a) companheiro(a) para partilhar a vida.

Publicado por: 1poucomais às janeiro 4, 2005 11:06 PM

178 comentários... PORRA! =)

People de Benfica, tsc, tsc... E eu que tinha 5 aninhos em 1974 e existem aqui "carcaças" que já tinham 9 e 10 nessa altura! Gaaaah! =)

E mencionaram o Externato Grão Vasco e a Esc. Preparatória Pedro de Santarém... As minhas escolas primária e preparatória, respectivamente. *whiiiiiiiiiiii*! =)

E... Não haverá por aqui malta da Estrada A-Da-Maia, hmmmm?!

Então e os bailes de Santos Populares realizados no Charquinho (do "Sô" Carlos) e nos "Kapas"?! Acabava invariavelmente tudo à chapada... Espectáculo! =)


Enfim... Foi fixe encontrar um blog com malta de Benfica!

=)

Publicado por: zOinGo às janeiro 5, 2005 12:01 AM

ó sharkinho vou ter q discordar. não acho que o amor seja uma droga nada levezinha. aliás, basta ler tudo o que aqui está para perceber que não há nada que se lhe compare, nem na colômbia nem em marrocos nem em lado nenhum!!! e além disso dá uma ressaca monumental...

(cerêja soa-me a alentejo, gosto! mas eu cá sou cereija de lx)

Publicado por: cereja_m às janeiro 5, 2005 12:20 AM

Bolas, eu cheguei quanto toda a gente foi embora? Vou amuar... (de dedo na boca e tudo, que nem bebé - para contrariar certas bocas sobre "carcaças" e "cotas" :D)

Publicado por: 1poucomais às janeiro 5, 2005 12:20 AM

Essa da carcaça também me ficou atravessada, 1pouco mais, mas deixemos, lá chegarão, com sorte comá gente...;)
Gostei imenso da tua ideia da Conchichina e de tudo o resto. Concordo com quase tudo, se me disseres que´, quando escreves 'partilhar a vida' referes-te ao presente e não à vida no sentido daqui até ao fim (que grande seca!). :DD

Publicado por: catarina às janeiro 5, 2005 12:39 AM

É o presente vivido em cada dia, e de preferência durante muito tempo. Sim, eu cá gostava de ficar bem velhinha ao lado de alguém que amasse e envelhecesse ao meu lado. Tentei, deu mau resultado, nem por isso deixo de querer o mesmo. A questão está sem saber se ouso tentar outra vez sonhar tão alto...

Publicado por: 1poucomais às janeiro 5, 2005 12:45 AM

Hum...sonhar é fácil, Azul(ali em cima saiu-me '1poucomais': força do hábito). Na prárica...bom, na prática, quanto a mim, sinceramente mesmo: não sei se teria paciência. Acho que não. Dá uma grande trabalheira. :)

Publicado por: catarina às janeiro 5, 2005 12:50 AM

(Explicação do meu nick: 1º, nunca pensei usá-lo fora do meu blog, que nunca pensei ser lido; 2º, havia na altura uma data de Azulinhas, Azuis e outros nomes assim; eu fiquei-me pelo princípio do verso; mas chamem-me Azul à vontadinha, gosto muito)

Eu também não sei se consigo imaginar outra relação a tão longo prazo, Catarina. Dá uma grande trabalheira, sim. Precisa de um "clique" daqueles entre os dois, e de imensa cumplicidade, amizade, companheirismo, confiança. E, para mim, precisa imenso de ser uma relação que me faça sentir uma imensa paz - a par de uma imensa outra "coisa" (pois, isso mesmo).

Publicado por: 1poucomais às janeiro 5, 2005 12:59 AM

Vamos lá esclarecer uma coisa...

O termo "carcaça" não foi depreciativo de modo algum! Por acaso até era mais para o carinhoso/agradável. Eu curto a palavra "carcaça"! =))

Quanto ao post própriamente dito, a coisa que eu tive mais parecido com o conceito de "amor à primeira vista", foi com uma rapariguita, já há muuuuuuuuuuuuuuuuitos anos, que se chamava Ana Isabel e morava na R.República da Bolívia.

Na altura, tinha eu 15 ou 16 anos, foi um drama que lentamente descambou para uma espécie de tragi-comédia... Foi giro!

Eu era correspondido, mas foi uma história com alguns laivos de surrealismo. É a única rapariga de quem ainda me lembro, ocasionalmente!

Publicado por: zOinGo às janeiro 5, 2005 01:04 AM

Perdoada a carcaça, zOinGo (custa escrever o teu nome, caramba!) Alias. eu tenho mais 3 anitos que tu apenas :P

Publicado por: 1poucomais às janeiro 5, 2005 01:12 AM

Pois!

Somos todos "carcaças novas"! =)

Aliás, eu às portas de completar 36 anos (sou um sixty-niner), considero-me um gajo novito. Que por acaso, até já devia ter mais juízo do que na realidade tenho!

*Whiiiiiii-hiiiiiiii*

=)

Publicado por: zOinGo às janeiro 5, 2005 01:18 AM

Dá trabalho Catarina, mas consegues indicar-me algo de que gostes verdadeiramente e a que atribuas valor, que não dê trabalho? Agora, como diz a "Zu" não sei se a vida nos dá tempo para o fazer mais que uma vez...

Publicado por: cap às janeiro 5, 2005 01:31 AM

Espero que dê, Cap, sinceramente! Ou ficarei sempre com a espinha atravessada na garganta - a espinha do falhanço do que era um dos mais importantes objectivos que eu queria alcançar.
(Passei a Zu? loool)

Publicado por: 1poucomais às janeiro 5, 2005 01:33 AM

:) Eu também espero que sim, que consigas, Zu (é 1poucomais fácil de escrever ;) ). Mereces!

Publicado por: cap às janeiro 5, 2005 02:25 AM

O amor pode estar em qualquer esquina mas é necessária uma pré-disposição para nos apaixonarmo-nos... caso contrário, a coisa não resulta!
Acho que só senti uma vez amor à primeira vez...

Publicado por: Ana [Lua] às janeiro 5, 2005 04:06 AM

Quero só dar as boas vindas ao Leonel Vicente, à Ana (Lua) e ao zOinGo, que julgo serem estreantes nesta caixa do charco. Claro que ao meu patrício da freguesia-mor de Benfica envio um abraço especial, mas gostei de ter cá cada um de vós. Muito obrigado e apareçam sempre que queiram (eu deixo sempre a chave na porta). :)

Publicado por: sharkinho às janeiro 5, 2005 09:22 AM

Azul, uma mulher a amuar com o dedo na boca é uma coisa muito sensual.

Publicado por: derFred às janeiro 5, 2005 11:20 AM

DerFred, e eu que só agora me sentei ao computador e li o que escreveste... ;)

Publicado por: 1poucomais às janeiro 5, 2005 07:57 PM

:) Só agora voltei ao computador e te li, derFred. Já não tinha o dedo na boca nem estava amuada, ora bolas! ;)

Publicado por: 1poucomais às janeiro 5, 2005 08:04 PM

:) Só agora aqui volto e leio este teu último comentário, derFred. Já não estou amuada nem de dedo na boca :D
(Se o comentário agora não entrar, desisto! Dá sempre erro. Às tantas já estão três deste género mas eu não os consigo ver...)

Publicado por: 1poucomais às janeiro 5, 2005 08:07 PM

Last try...

Publicado por: 1poucomais às janeiro 5, 2005 08:17 PM

Com licença:

1º Sou cota (42 acabadinhos de fazer)
2º Também amo (mas não foi assim tão espontâneo, demorei exactamente 15 anos para ser capaz de me convencer disso)
3º E não, não gosto de chats

na verdade apenas vim aqui pedir desculpa ao tubarão por me ter enganado, afinal não era 186, eram 19...

(ufff... já me sinto mais integrado)

Publicado por: Eufigénio às janeiro 5, 2005 08:46 PM

teste

Publicado por: 1poucomais às janeiro 5, 2005 09:08 PM

Claro, haviam de estar para ali pendurados uma data de comentários quase iguais. Sinto-me idiota! Isto não me aceitava comentário algum, dizia - e afinal aceitou todos! Tubarãozinho, sente-te à vontade para só deixares aquele de que gostares mais.

Publicado por: 1poucomais às janeiro 5, 2005 09:10 PM

(espero bem que fiquem todos, Zu. Tem imensa graça o crescendo nas mensagens...:DD)

Publicado por: catarina às janeiro 5, 2005 09:44 PM

Para o Cap: tens toda a razão, mas só se valesse a pena. E nunca vale (deve ser de mim que sou muito inconstante...:DD).

Publicado por: catarina às janeiro 5, 2005 09:46 PM

Pronto, virei Zu. Essa nunca me passaria pela cabeça. Zu parece diminutivo de Zulmira, que não é o meu nome! Mas tudo bem, chamem-me como quiserem :-)

Mas, Cat, como sabes que nunca vale? Isso é inconstância ou escaldadela das fortes? (estou a ser indiscreta, desculpa, mas esses "nunca" lembram-me uns que eu tenho dito, e são tão escaldadinhos...)

Publicado por: 1poucomais às janeiro 5, 2005 11:31 PM

Zu tá muito bem e é inconfundível (para a próxima arranjas um nick assim todo xpto como Princesa Xena ou assim...:D)

Eu respondo, Zu, não tem problema: acho mesmo que é inconstância. Tenho um amigo que me diz que eu tenho 'cabeça de homem', seja lá isso o que for. Gosto do charme da sedução, até me apaixono...mas depois farto-me.
Que se há-de fazer...:)

Publicado por: catarina às janeiro 5, 2005 11:39 PM

Embavecida!
E cada vez mais apaixonada por tantas pessoas bonitas...
Um muito bom ano.

Publicado por: sofia às janeiro 5, 2005 11:40 PM

(continuando) Mas o bom da coisa é que, enquanto estou apaixonada, acho tudo lindo! :DD

Publicado por: catarina às janeiro 5, 2005 11:41 PM

(Eu como Princesa Xena ou coisa assim é uma ideia que me faz rir, rir, rir)

Percebo o que o teu amigo quer dizer com "cabeça de homem". Provavelmente, um dia ficas caidinha definitivamente por alguém, como lhes costuma acontecer a eles, aos que se apaixonam e fartam num instante. :DDD

Publicado por: 1poucomais às janeiro 5, 2005 11:46 PM

Pois, já me disseram isso. :DD

Publicado por: catarina às janeiro 5, 2005 11:53 PM

não dês muito crédito à Cat, Zu! essa miúda é só conversa fiada ;D

(catzu é giro)

Publicado por: Mi às janeiro 6, 2005 12:02 AM

Loool, Mi, fica giro, sim. Mas a Cat é a Cat, e eu pelos vistos passei a ser a Zu (sinto-me que nem boneco de desenho animado japonês, coisa mais esquisita :PPP).

Cat, tu vê lá, sê inconstante e com cabeça de homem, mas nós temos uns manos para encontrar, lembras-te? ;)

Publicado por: 1poucomais às janeiro 6, 2005 12:13 AM

Bolas, agora nem consigo encontrar o carro. É o que dá um gajo meter-se nestas confusões!
Nem carro, nem postas novas

Publicado por: Eufigénio às janeiro 6, 2005 12:17 AM

Pois é, Mi, uma pessoa não pode acreditar em tudo o que lê...;)

Zu, desenho animado japonês tá muito bem! Já ouviste falar em hentai? :DDD (venham de lá os manos, que eu trato da minha parte, homessa! Assim comássim, quando o correr porta fora, tomas conta dele, ok? :))

Publicado por: catarina às janeiro 6, 2005 12:19 AM

Hentai? Acho que não (digimon, doraemon, dragon-ball, navegantes da lua, sakura e companhia são os nomes dos desenhos animados japoneses que por cá costumam ser vistos, felizmente poucas vezes).

Mas para que quero eu dois??? (não conheço manos assim :( )

Publicado por: 1poucomais às janeiro 6, 2005 12:25 AM

Sharkinho, não apagues nenhum comentário da Azul.
É um amigo que te pede.

Agora vou ao blogue da Micatzu. É japonês.

Publicado por: derFred às janeiro 6, 2005 12:34 AM

pois não, Catarina ;)

eu tenho quatro manos, mas estão todos casados, e numa de amor eterno. tal como eu. famílias à antiga. uma aridez do caneco :D

Publicado por: Mi às janeiro 6, 2005 12:35 AM

micatzu! LOL

Publicado por: Mi às janeiro 6, 2005 12:35 AM

Micatzu! Vamos inventar um blog a 3 mãos assim chamado, Mi e Cat? O Fred pode ser o padrinho :D

(Quem me dera essa aridez do caneco, Mi... cá entre nós que ninguém ouve)

Publicado por: 1poucomais às janeiro 6, 2005 01:29 AM

Micatzu é lindo! Mas não sei se a blogsfera está preparada para tanto...em todo o caso, poderia sempre explicar à Zu o que é hentai...:DDD Para que querias dois? Bem, isso são outros quinhentos...:DD (ai eu hoje não consigo parar de rir...)

Publicado por: catarina às janeiro 6, 2005 01:41 AM

E eu não faço a ponta de um corno, mas divirto-me à brava :-)

Publicado por: 1poucomais às janeiro 6, 2005 01:42 AM

Também é preciso, Zu. :)

Publicado por: catarina às janeiro 6, 2005 01:44 AM

Já não percebo nada desta conversa.

Publicado por: derFred às janeiro 6, 2005 01:45 AM

Fred, é em japonês, não te rales :DDD

Se é, Cat! (vou pesquisar no google em vez de me arriscar a fazer figura de parva; per'aí)

Publicado por: 1poucomais às janeiro 6, 2005 01:47 AM

Não pesquises no google! Vais ficar com não sei quantas janelas abertas e o pc cheio de spyware, Zu. Eu explico. Tás a ver Manara? Bom, hentai é 'Sakura Manara'...

Publicado por: catarina às janeiro 6, 2005 01:52 AM

Catarinazinha malandra, loooooooool :-)
De facto, há coisas em que eu sou de uma inocência quase tão grande como a minha filha. Mas convenhamos que como desenho animado japonês, ser o doraemon seria uma sensaboria total ;)

Publicado por: 1poucomais às janeiro 6, 2005 01:52 AM

derFred, deixa lá. Não vale a pena tentar entender as mulheres...:D

Publicado por: catarina às janeiro 6, 2005 01:53 AM

Não fiquei porque não cheguei a abrir nada. Mas de facto eu vivo num qualquer universo paralelo, só posso :PP

Publicado por: 1poucomais às janeiro 6, 2005 01:55 AM

Mas o que eu gosto é do tempo que passo a tentar entender-vos.

Publicado por: derFred às janeiro 6, 2005 01:55 AM

Malandra? Quem eu??? Muá??? (Zuzinha curiosa, não é? :D

Publicado por: catarina às janeiro 6, 2005 01:55 AM

MICATZU!!!

isto deve querer dizer alguma coisa em japonês, não? ó derJaponed! :)))

(da aridez: eu sei, Zu. ainda por cima, não é. mas isso tu própria o constatarás, daqui por pouco tempo :) )

Publicado por: Mi às janeiro 6, 2005 01:57 AM

Ó Fred, é mais divertido fazer outras coisas que tentar compreender-nos ;).
A Zuzinha tem como lema não morrer estúpida, Catzinha.

Publicado por: 1poucomais às janeiro 6, 2005 01:58 AM

É bem empregue, derFred, é bem empregue. (uma rapariga gosta sempre que a tentem entender...xii, estou em mood alternativo...)
Realmente, Zu, só tu! :D

Publicado por: catarina às janeiro 6, 2005 01:59 AM

(aguardando pertantes a tradução do derJaponed...)
Também não se aprende grande coisa que já não saibas com aquilo, Zu. :)

Publicado por: catarina às janeiro 6, 2005 02:03 AM

hentai é daqueles desenhos que passam na sic radical, tipo heidi e pedro (e avô e cabrinhas, já agora) versão hardcore?

Publicado por: Mi às janeiro 6, 2005 02:03 AM

É isso, é, Mi. Não sabia era que passavam na Sic Radical...

Publicado por: catarina às janeiro 6, 2005 02:05 AM

Não, Cat, apenas o que aquilo é - tal e qual como a Mi descreveu.

Ó Mi, o que é que eu vou constatar daqui a pouco tempo e como? Que sabes tu que eu não sei, piquena (para além de coisas sobre paninhos vermelhos)?

Publicado por: 1poucomais às janeiro 6, 2005 02:07 AM

pois, catzinha. sempre no panda. é o que dá ;D

amigo sharkinho:
obrigada pela hospitalidade. olha, só te digo: tá-se! :DD

Publicado por: Mi às janeiro 6, 2005 02:10 AM

Lá está, Mi. :)))

Tá-se sim.:)

Publicado por: catarina às janeiro 6, 2005 02:12 AM

Conversas interblogadas e intercruzadas.
Estou completamente aos papéis.

Micatzu quer dizer uma coisa muito bonita: três mulheres.
(espero que não apareça aí a DK para me desmentir)

Publicado por: derFred às janeiro 6, 2005 02:15 AM

Tá-se, sim. Obrigada pela hospitalidade, Tubarãozinho :)

Publicado por: 1poucomais às janeiro 6, 2005 02:16 AM

querida Zuzinha, sei que ainda hás-de (ou hades, conforme a zona do país) vir a ter muito para contar sobre essa tal aridez (que não o é, reafirmo). era só isso :)

(quanto ao paninho vermelho, já disse lá do outro lado que não me lembro da porra da anedota, por isso não posso contá-la. é deixar o meio-laranjo voltar do Porto, que ele logo se lembra :D )

Publicado por: Mi às janeiro 6, 2005 02:17 AM

mas é sempre giro deixar um homem completamente aos papéis, derFred :DDD

essa tradução criativa é bonita, sim senhor :)

Publicado por: Mi às janeiro 6, 2005 02:19 AM

Beijinho a todas e todos e ao anfitrião um especial. Agora vou ali reflectir umas coisas.

Publicado por: catarina às janeiro 6, 2005 02:19 AM

(Não o é, eu sei, por isso a quero)
Espero que tenhas razão, Mizinha.

Fred, mesmo completamente aos papéis tu sabes dizer coisas bonitas. Até em japonês :-))

Publicado por: 1poucomais às janeiro 6, 2005 02:20 AM

beijos a ti e a esses mesmos, que agora vou ali dormir um cadito, que há biberon lá para as 4 :D

Publicado por: Mi às janeiro 6, 2005 02:21 AM

Beijinhos a todos, um especial, obviamente, para o Tubarão (com cuidado para ele não me morder... ;))

Publicado por: 1poucomais às janeiro 6, 2005 02:21 AM

(pequeno aparte: por que será que a posta romântica inspirou quase seis vezes mais comentários que a posta blog de sexo?)

Publicado por: Mi às janeiro 6, 2005 02:27 AM

Ah como o Tubarão gostava de estar aqui agora a aconchegar-nos os cobertores e dar-nos as boas noites...

Publicado por: derFred às janeiro 6, 2005 02:29 AM

seguramente, derFred :)

Publicado por: Mi às janeiro 6, 2005 02:30 AM

(resposta ao aparte: porque a gente abancou aqui a conversar muito para além do romantismo; até houve baptismos, lol!)
Concordo plenamente, Fred e Mi.

Publicado por: 1poucomais às janeiro 6, 2005 02:35 AM

:D Zu

beijos de boas noites para vocês e, para quando ele cá chegar: BOM DIA SHARKINHO! :)

Publicado por: Mi às janeiro 6, 2005 02:37 AM

Angola 1968. Amor de mãe.

Publicado por: João Pedro da Costa às janeiro 6, 2005 04:01 AM

derFred, na sequência do nosso meeting: dá ou não vontade de abraçar todas estas pessoas como o fizemos ontem?
BOM DIA pra vocês também! E domo arigato por tomarem conta da casa enquanto me ausento. Já estou a tratar de uma forma de nunca perder o contacto (vou ter net em casa, tem mesmo que ser), até porque algumas das conversas mais giras acontecem quando eu estou off :(
Lisboa 2005. Amor de blogueiro.

Publicado por: sharkinho às janeiro 6, 2005 10:01 AM

Pronto, está revelado. Ontem, encontrei-me com o Sharkinho. Eram sete horas da tarde.
Sentámo-nos a conversar.
Quando nos despedimos, passava das onze.
Nem dei pelo tempo passar.

Publicado por: derFred às janeiro 6, 2005 10:14 AM

Só quando cheguei a casa é que me ocorreu: esqueci-me de jantar. E tu também, pá. Não fechámos as matracas por dez segundos. Excepto quando íamos buscar mais duas...

Publicado por: sharkinho às janeiro 6, 2005 10:19 AM

E eu pergunto-me se terão encontrado a Virgínia...
(espero que tenham jantado)

Publicado por: sofia às janeiro 6, 2005 10:21 AM

Fiquei a saber que a Virgínia cresceu linda... Que queres? Descobri que sou petrarquista. Que ainda por cima não é uma palavra bonita.

(fiz aqui uma ceiazinha - vinha cá com uma traça)

Publicado por: derFred às janeiro 6, 2005 10:28 AM

Hummmmmm, êta sensação boa....o amor anda no ar.

Publicado por: inconfidente às janeiro 6, 2005 11:28 AM

No charco o amor está sempre, mas sempre presente, Inconfidente. Boas vindas, colega!

Publicado por: sharkinho às janeiro 6, 2005 11:45 AM

Pronto, com o fanico do weblog, perdi o fio à meada do chat.
Ponto de situação:
-criação futura do blog MICATZU.
-encontro entre derFred e Sarkinho trará novidades a curto prazo, pelo que consegui perceber juntando a posta acima desta...
-derFred recordará para sempre Virgínia deixando de lado as anteriores intenções de consumar esse amor - ficará, portanto, petrarca forever.
-o amor é tema para durar e perdurar, neste blog, e nos nossos corações líricos e românticos.

Publicado por: Mar às janeiro 6, 2005 12:37 PM

Então eu é que me lembro de Zu e o derNiponred é que fica comos louros? 'Tá mal! Isto de estar uns minutos por fora é o que dá! :(((

Publicado por: cap às janeiro 6, 2005 12:47 PM

* com os

Publicado por: cap às janeiro 6, 2005 12:48 PM

E assim se acrescentam mais dois comentários a esta "short list" :)

Publicado por: cap às janeiro 6, 2005 12:49 PM

Eu disse dois? Queria dizer três... Quatro, com este.

Enfim! Vocês entenderam...

Publicado por: cap às janeiro 6, 2005 12:51 PM

Mar, estás enganada. O que eu quero é consumar a paixão pela Virgínia. Não sou platónico, não quero o bem dela à distância. Quero o meu bem, e muito perto.

Cap, eu não inventei Zu. Inventei Micatzu, mas juro que foi sem querer.

Publicado por: derFred às janeiro 6, 2005 01:17 PM

Caramba, pensei que esta caixa estivesse entupida, mas pelos vistos não! Ora continuemos a enchê-la, pois então!

Zu foi invenção da Cat, o meu novo "petit nom" (mai lindo que "nickname", não acham?).

Micatzu foi um momento feliz do derFred. Que diz que é petrarquista, mas afinal não é porque quer consumar a paixão pela tal Virgínia, de quem imagino terem surgido as tão faladas fotografias.

Resta saber, Fred, se agora ela não é casada, mãe de 5 filhos e desmemoriada ao ponto de não se lembrar de ti (estou a ser péssima, eu sei; não se deviam estragar assim sentimentos bonitos, mas que se há-de fazer, o pragmatismo é necessário e devemos estar preparados para tudo na vida :PP).

E para terminar, mais uma semelhança entre a Mar e myself: a arte de fazer resumos :)

Publicado por: 1poucomais às janeiro 6, 2005 01:40 PM

Azul, ela é certamente casada e tem filhos e muito provavelmente não se lembra de mim.
Mas que hei-de fazer? Eu lembro-me dela, lembro-me dela em fato de ginástica na Pedro de Santarém, lembro-me que ela me ofereceu o nome dela quando fomos em visita de estudo ao jornal República. E eu ofereci-lhe o meu. Para sempre.

Publicado por: derFred às janeiro 6, 2005 02:04 PM

Hum...Zu, "Zu" foi invenção do Cap e não minha.

Problema grave não é a Virgínia ter cinco filhos ou não se lembrar do derFred (estou certo que ele lhe avivaria a memória); problema grave é se pesa 100kg ou tem bigodes agora.

Publicado por: catarina às janeiro 6, 2005 02:31 PM

:))) eu conheço uma virgínia assim, tal e qual, catarina. e vive em benfica. e também tem alguns pelitos encaracolados no queixo. e acho que são dela e tudo.

Publicado por: Mi às janeiro 6, 2005 02:47 PM

Pois é, Fred. Se calhar vamos adiar a busca por mais algum tempo, para poderes reflectir. 100 kg ainda vá (se medir 1,95m, do tipo Brigitte Nielsen), mas os pelitos encaracolados no queixo (que são dela e tudo) podem prender a tua atenção e distraem-te da momento mágico do reencontro. Seria lastimável, convenhamos.

Publicado por: sharkinho às janeiro 6, 2005 03:08 PM

Se há coisa que não temo é a realidade.

Publicado por: derFred às janeiro 6, 2005 03:17 PM

grande derFred. é assim mesmo.

decerto, a virgínia continua linda e meiga :)

Publicado por: Mi às janeiro 6, 2005 03:27 PM

DerF o teu sem querer é o nosso maior querer. ;)
Agora só falta mesmo que elas avancem com o poiso comum.
E deixemo-nos de paternidades/maternidades, há outras mais importantes.

Publicado por: cap às janeiro 6, 2005 03:40 PM

Ò Cap, agora perdi-me no teu raciocínio...

Publicado por: sharkinho às janeiro 6, 2005 03:57 PM

Alta festa!!!!
já me tinha cruzado contigo noutros comentários...hoje cheguei cá....pelos vistos tarde porque a festa foi rija.....

Publicado por: Luna às janeiro 6, 2005 04:10 PM

shhhhh arki, deixa lá... era só para responder às respostas às minhas respostas de hoje de manhã, nada de importante. :)

Publicado por: cap às janeiro 6, 2005 04:29 PM

L'important c'est... que continues numa boa!

Publicado por: cap às janeiro 6, 2005 04:30 PM

Luna: gosto do nome do teu blogue. Já lá vou. E também dei por ti nessas encruzilhadas.
Cap: Continuo, cada vez mais.

Publicado por: sharkinho às janeiro 6, 2005 05:08 PM

cada vez adoro mais este post duracell

Publicado por: Mi às janeiro 6, 2005 05:53 PM

The love post, trá lá lá lá lá lá lá lá...

Publicado por: sharkinho às janeiro 6, 2005 07:09 PM

Cap, 1000 desculpas! Tu é que me baptizaste, e eu atribuí o nome à Catarina. Não ligues, eu ando meio taralhouca mesmo.

derFred, suspirei ao ler a narrativa do teu amor virginiano. Só falta chamares-te Paulo...

Ó Sharkinho, muito bem humorado tu andas. Que bom!!! Estou como a Mi, gosto deste post Duracell

Publicado por: 1poucomais às janeiro 6, 2005 07:22 PM

Não me chamo Paulo, por isso fiquei a leste.

Publicado por: derFred às janeiro 6, 2005 07:52 PM

Paulo, que é assim como que a Virgínia da Zu, Fred...tsc, tsc, homens...tem que se explicar tudo.

Publicado por: Mar às janeiro 6, 2005 08:05 PM

Zu, mais uma ;-)))

Olhem lá, malta, mas isto não acaba? Eu acho que a gente devia era continuar esta converseta à (boa) mesa, com umas loiras e morenas (sim, não é só shark e o derFred, então? Ou há moralidade ou bebem todos!) a acompanhar mais olhos e mãos e sorrisos e essas coisas que fazem com que as amizades virtuais se tornem reais (não é cat?). Quéqueacham??

Publicado por: Mar às janeiro 6, 2005 08:08 PM

Bem Sharkinho, é a 1ª vez que entro no teu blog, via circular ;) e que surpresa este sítio, que texto tão intenso, li até ao fim de rajada, como se fosse um amor à 1ª vista. E sim, acredito e sinto que se sabe quando aquela pessoa é 'a tal'. A minha dúvida é se existe 'a tal' ou várias 'a tal' em vários momentos da vida, de acordo com as nossas necessidades interiores. Sinceramente acho que dava muito menos trabalho e chatice apaixonarmo-nos uma vez para a vida toda :)

Publicado por: vague às janeiro 6, 2005 08:36 PM

"Paul et Virginie", o dramalhão do século XVIII, a história dos dois amantes numa ilha paradisíaca cujo autor não me lembra, não vos diz nada???

A minha Virgínia, salvo seja, chama-se Nuno e já lá por cima perguntei por ela. Ninguém sabe, ninguém mais é desta terrinha onde vivo...

Mar, concordo contigo.:-)

(Será que alguém vai ler este meu comentário? O último foi escrito às 8:36; mas eu só agora cheguei...)

Publicado por: 1poucomais às janeiro 7, 2005 12:39 AM

Obrigado, Mar. A mim, pelo menos, às vezes é preciso explicar tudo. (perdoa, Azul)
Mar, eu e o Sharkinho sentimos precisamente essa necessidade de conversamos cara a cara e foi como se já nos conhecêssemos. Foi fácil, porque temos grandes afinidades.

Olha a Vague...

Publicado por: derFred às janeiro 7, 2005 12:41 AM

Eu li, Azul!

Publicado por: derFred às janeiro 7, 2005 12:42 AM

Ainda está aí alguém? Onde é que se meteram?

Publicado por: cap às janeiro 7, 2005 01:02 AM

Querias conversa?

Publicado por: derFred às janeiro 7, 2005 01:24 AM

Eu estou aqui (um dedo azul espetadinho no ar).
Obrigada por teres lido, Fred. A pergunta do querer conversa era para mim?

Publicado por: 1poucomais às janeiro 7, 2005 01:27 AM

Devia ser para mim, Zu...

Não Fred, eu gosto de ouvir o eco que provoco. ;)

Publicado por: cap às janeiro 7, 2005 01:29 AM

Por acaso é giro, ouvir o eco... eco... eco... eco...

Publicado por: 1poucomais às janeiro 7, 2005 01:31 AM

Então de que é que vamos falar hoje?
Eu soube há bocado uma coisa que me emocionou, mas só conto se vocês estiverem interessados.
Aviso já que é de carácter egocêntrico.

Publicado por: derFred às janeiro 7, 2005 01:32 AM

Menina Zu! E as suas promessas lá do outro lado? :)
Egocêntrico? Ora aí está mais uma novidade neste mundo de blogues. Conta derFred!

Publicado por: cap às janeiro 7, 2005 01:34 AM

De trabalhar, Cap? Estou cansada...
Conta, derFred, estamos curiosos. Eu, pelo menos, estou (e a posta romântica must go on).

Publicado por: 1poucomais às janeiro 7, 2005 01:37 AM

Aqui vai: por volta dos 20 anos tive uma namorada alemã. Grande parte da relação passou-se à distância. Depois acabou, mas durante alguns anos ainda mantivemos o contacto.
Entretanto, ela casou-se e há bocado soube que ela tem um filho que se chama Frederico. Tocou-me profundamente.

Publicado por: derFred às janeiro 7, 2005 01:38 AM

:) Tocaria a qualquer pessoa sensível, creio. Eu ficaria completamente emocionada se tal acontecesse comigo. Engraçado, emocionei-me também sendo contigo...

Publicado por: 1poucomais às janeiro 7, 2005 01:45 AM

:) Agora percebo as tuas tendências linguísticas (daí o eixo Paris-Berlim nas Ruínas). Agora falando sério derFred, tens a certeza que foi assim há tanto tempo que vocês namoraram?... ;)

Publicado por: cap às janeiro 7, 2005 01:48 AM

Sim, não é meu filho. Por isso é que é ainda mais bonito. Às vezes tocamos as pessoas de maneiras que não imaginamos.

Publicado por: derFred às janeiro 7, 2005 01:53 AM

Puseste-me a pensar numa pessoa a quem perdi o rasto há 20 anos também, pá! E agora como é que eu vou saber?...
Às vezes deixamos marcas que nem imaginamos, ou deixam-nas em nós. Tiveste sorte em ficares a saber isso.

Publicado por: cap às janeiro 7, 2005 02:02 AM

Que bom sabermos que tocámos verdadeiramente alguém.

Publicado por: 1poucomais às janeiro 7, 2005 02:03 AM

A minha vida não tem nada de extraordinário senão factos como este. Toquei certas pessoas e deixei-me tocar por elas.

Publicado por: derFred às janeiro 7, 2005 02:11 AM

Achas pouco!?
Mesmo aqui, nos blogues, fizeste o mesmo.
Olha o que o nosso anfitrião saltou quando circulaste. A propósito, falemos baixo que os tubarões têm mau acordar... :)

Publicado por: cap às janeiro 7, 2005 02:17 AM

Agora puseste-me a pensar se alguma vez toquei assim alguém... Xô, nostalgia parva!

Publicado por: 1poucomais às janeiro 7, 2005 02:20 AM

Obviamente que tocaste.
Quanto à nostalgia, diria que é um sentimento humano. Há alguma coisa mais perene do que o passado? O presente não o é certamente e o futuro ainda menos. As recordações são os tijolos de que somos feitos. Aquelas de que nos lembramos e aquelas a que não temos acesso.

Publicado por: derFred às janeiro 7, 2005 02:41 AM

Estava aqui a responder a mim mesma: toquei e fui tocada da forma mais espantosa por alguém que adoro. Alguém que me chama "mãe" :-)))

O passado também muda, ou pelo menos a nossa forma de o percepcionar. Mas sem dúvida que é ele que nos constrói.

Publicado por: 1poucomais às janeiro 7, 2005 02:50 AM

Autocrítica: às vezes tenho um estilo um bocado pedante.

Publicado por: derFred às janeiro 7, 2005 05:36 AM


Por mais um bocadinho apanhava aqui alguém mas dormia o sono dos justos, dorminhoca me confesso e madrugadora também ;))

'Paulo e Virgínia' - ena, q memórias trouxeram, acho q é a 1ª vez que oiço falar dessa série em praí uns 20 anos...eu só podia ter 2 anos na altura, claro, é por isso q não me lembro:P

'Tocar e ser tocado por pessoas', é tão bonito, de se dizer e de sentir sobretudo, tanto no amor como na amizade. Esse 'sentirmo-nos tocados por alguém'...acho q tem alguma coisa de mágico. Pode ser quase à 1ª vista como no tema base do post (já viram como os comentários são em si próprio um post??) ou pode ser a pouco e pouco, como algo sedimentado pelo tempo e pela presença atenta, amiga e disponível do outro.
É assim que vejo a coisa, esta coisa bonita chamada cumplicidade ou afinidade...
Bom dia por aqui! E boas conversas :)

Publicado por: vague às janeiro 7, 2005 07:16 AM

Sem qualquer desprimor para os(as) restantes, acerca dos(as) quais já manifestei o meu sentir: Vague, a falta que tu fazias nesta caixa de comentários... Sente-te bem vinda, por favor.

Publicado por: sharkinho às janeiro 7, 2005 09:24 AM

Muito bom dia a todos!
Já vamos pois nos "trazentos" e tal...
derFred, sempre que precisares que te explique, tá à vontade.
Pois essa necessidade de se falar cara a cara, que te aconteceu com o Sharkinho parece-me uma consequência natural, não em todos os casos uma vez que há blogues que gosto de ler, têm textos fabulosos, mas que não me suscitam o interesse em continuar a conversa com os sus autores. Agora, quando se gera um fenómeno deste tipo e se atinge este estádio de comunicação com pessoas específicas, chega a uma altura em que...falta algo, o passo seguinte só pode ser a conversa ao vivo. Isto é o que eu acho.

Publicado por: Mar às janeiro 7, 2005 09:42 AM

Bom dia!

...A saga continua!

É verdade, nunca mais me tinha lembrado do "Paul e Virginie" (tenho uma vaga memória da coisa...).

Isto é que é nostalgia...

Publicado por: Leonel Vicente às janeiro 7, 2005 10:03 AM

bom dia :)

ao estilo Mar, novo ponto da situação:
- a virgínia do fred, até prova em contrário, continua linda
- o fred renasceu na alemanha
- o nuno da zu continua a monte
- o cap e a zu fazem eco
- o cap quer conversa (quem não quer?)
- a vague chegou para ficar
- a mar insiste (e com razão) no post Juntos e ao Vivo
- há aqui pessoas que se deitam muito tarde

siga!

Publicado por: Mi às janeiro 7, 2005 10:40 AM

Obrigada Sharkinho, sinto-me mesmo muito bem vinda :)))
Não bebo é café, há descafeinado por aí? ;)

Publicado por: vague às janeiro 7, 2005 11:29 AM

Mi, e há também pessoas que madrugam, mal o galo canta ;)
Mas o 'juntos e ao vivo' quando se gera uma conversa desta dimensão e estímulo, como aconteceu tb há dias no Rúinas, mantém-me acordada de certezinha.
E concordo com a Mar (ou foi a Mi) quando diz q em relação a alguns blogs q gosta de ler, não sente aquela vertigem de conhecer (vertigem sou eu q digo q sou uma exagerada B), diferentemente do q acontece quando se tem uma conversa partilhada, em que um blog não é só um blog, mas um forum de pessoas que sabem conversar, respeitando as diferentes ideias, mas procurando,
como Ramos Rosa
'Perseguir até ao fim achar o mar'

e, com tanto texto, definitivamente não ganho o prémio das estratégis oblíquas :p

boa tarde por estas bandas. Fim de semana, boa, ha 7 dias que não tinha um. Que saudades.

Publicado por: vague às janeiro 7, 2005 11:39 AM

Mi e vague, e há pessoas que se deitam muito tarde e depois se levantam muito tarde...;-))

Post Juntos e ao Vivo! Boa, Mi, insiste, insiste...e insiste

Fui eu vague a Mar mas podia ter sido a Mi, a MAR ou MI ou MI ou MAR ou "MIMAR", na senda do "MICATZU"...isto está lindo, está ;-))) e o Ramos Rosa tem razão quando diz que se deve sempre achar o/a Mar...LOL, vou ali beber um café que estou com as idéias um bocadinho obnubiladas pelo sono...

Publicado por: Mar às janeiro 7, 2005 12:00 PM

É, ninguém quer deixar a Posta Romântica. Estou exactamente como a Mar, há blogs que leio com gosto mas não me dão vontade de conhecer ou estabelecer um verdadeiro diálogo com o autor. Mas neste grupo começa a falar-se como num grupo de amigos, ou pelo menos de possíveis-futuros-amigos-para-lá-da-net, e a sensação é muito boa.
Um bom dia - começa tarde, sim, que o de ontem terminou tarde também; depois passo o dia a correr, "à la recherche du temps perdu".

Publicado por: 1poucomais às janeiro 7, 2005 12:37 PM

derFred esteve aqui (ainda um bocado rameloso)

Publicado por: derFred às janeiro 7, 2005 01:57 PM

Obnubiladas?
Bom, o mar tem ostras, as ostras produzem pérolas...

Publicado por: sharkinho às janeiro 7, 2005 03:57 PM

Mar, há pessoas que se deitam muito tarde e se levantam logo a seguir. Dormem depressa, é o que é (que remédio!). Não têm é forma de aqui vir 1pouco+ cedo. :)
derFred, então agora dá-te para grafitar este cantinho?
shrky, já lavaste a boquinha? ;)

Publicado por: cap às janeiro 7, 2005 04:56 PM

Tá tudo lavadinho, Cap.

Publicado por: sharkinho às janeiro 7, 2005 05:22 PM

Então já podes levar beijinhos ;)

Publicado por: cap às janeiro 7, 2005 05:39 PM

Ó Cap, andas aos beijinhos ao Sharkinho? Isto está a ficar estranho ;)))
(O padrinho anda a brincar com o nickname da afilhada)

Publicado por: 1poucomais às janeiro 7, 2005 06:49 PM

Só posso dizer..."e mai'nada!" Tá tudo dito!

Publicado por: Azenhas às janeiro 7, 2005 07:03 PM

Zuzinha, foi ele que começou! Ficou com ciúmes (estranho, não é?) dos que dei às minhas comentadoras e também quis. Mas com aquela boquinha que ele mostra ali acima, não sei não...
:))))))
(Os padrinhos também servem para brincar com as afilhadas, não é só amêndoas) ;)

Publicado por: cap às janeiro 7, 2005 07:53 PM

"Eu vou amar sempre as mulheres que amei."
Este homem percebe da vida :p


Mas isso quer dizer, derFred, q nunca nenhuma nenhuma te desiludiu a ponto de a odiares ou a veres como a perfeita anónima que não se distingue das outras?

Por acaso e isso é um dos temas +/ recorrente, honrar a memória das pessoas q passaram pela nossa vida é honrarmos a nossa história, o 'termos chegarmos aqui'.

"Sempre se canta para os amores do passado mas primeiro se canta para os amores do presente" diz Milton Nascimento e há pessoas q levarei sempre comigo por mais que o amor tenha desaparecido há muito e mesmo que tenha sido um amor à 1ª vista, para matar ou morrer, como diz o Sharquinho.
E eu não matei nem morri. Rejeitei até a luta.
É ou não é. E pronto.

Publicado por: vague às janeiro 7, 2005 08:23 PM

Dormir depressa é dormir a correr, Cap. Imagina, vais fazer 1 jogging, tentas dormir e pôes o despertador para quando acabar a corrida.

Isto não faz sentido nenhum, será q é sono? (é q o sono embebeda-me)

;)

Publicado por: vague às janeiro 7, 2005 08:29 PM

Estranho porquê, Cap? No apetite pela ternura sou voraz. Para mim um beijinho é como um goraz (chuac, chlep, pouca diferença faz...). E para um tubarão liberal tanto se dá se é de rapariga ou de rapaz.
E agora que rimei assaz, tranquilizo-te quanto às minhas preferências na matéria remetendo-te para tudo quanto escrevi acerca da criatura terrestre que mais me fascina. Nisso, parece que estamos de acordo e não suscita qualquer dúvida.
Já agora, que estória é essa do padrinho e das afilhadas? Ultimamente parece que cifras a fala e eu não percebo um boi. Do que dizes, do que dizes.

Publicado por: sharkinho às janeiro 7, 2005 08:56 PM

Vague, o derFred não me passou procuração mas como ele parece ter ido REMar com o chanfrado do sócio, adianto-te que ele fala a sério e eu assino de cruz. Qualquer mulher capaz de despertar, nem que por um período curto de tempo, essa chispa que nos incendeia fica escarrapachada para sempre na nossa lembradura. O nome, o rosto e o resto.

Publicado por: sharkinho às janeiro 7, 2005 09:02 PM

Eu d