« A DAY AT THE OFFICE | Entrada | EXTREMA FUNÇÃO »
janeiro 27, 2005
É O MEU LIMITE

Hoje não me sinto comunicador. Faz de conta que isto é um fotoblogue. Eu gosto muito desta fotografia que tirei num dia perfeito.
E há dias em que mais vale manter o bico fechado.
E do alto do meu castelo eu vos contempélo...
Publicado por sharkinho às janeiro 27, 2005 10:47 AM
Comentários
The sky is the limit...
Publicado por: Leonel Vicente às janeiro 27, 2005 11:25 AM
Céu pardacento, chuva ou vento.
Publicado por: bill às janeiro 27, 2005 11:46 AM
Como te entendo.
Há dias assim, em que as palavras custam a acordar. Nesses, contemplamos!
Beijinho
Publicado por: sofia às janeiro 27, 2005 11:57 AM
Ou é impressão minha ou estás deprimido? Bem, vou fazer um esforço. Um esforço à medida da Helena de Tróia. Eu sou assim tão instável? Toda a cambada de escritores que me escrevem dizem todos, todos a mesma coisa: instabilidade emocional. Não dá para entender. Tens razão: ninguém é perfeito.
Publicado por: Helena de Barros às janeiro 27, 2005 11:57 AM
A tua foto fez-me lembrar os primeiros versos do poema que deu o nome ao meu blog:
"Um pouco mais de sol – eu era brasa,
Um pouco mais de azul – eu era além."
Há dias de olhar o céu e deixar os pensamentos correr sozinhos, sem os exprimirmos em palavras. Um beijo grande, grande como um tubarão.
Publicado por: 1poucomais às janeiro 27, 2005 12:04 PM
Para mim, o espiritual está ao ar livre. A paisagem deixa-me contemplativo.
Publicado por: derFred às janeiro 27, 2005 12:58 PM
O derFred não muda nada. Alma romântica e calma como uma vaca a pastar no campo (gostas da comparação? não encontrei melhor...).
Publicado por: Helena de Barros às janeiro 27, 2005 01:07 PM
Uma vaca a pastar no campo deixa-me contemplativo. A sério.
Publicado por: derFred às janeiro 27, 2005 01:17 PM
LOL. Eu gosto também. E das ovelhas! E das mulheres ociosas à espera do carteiro que nunca mais vê.
Publicado por: Claudia às janeiro 27, 2005 01:31 PM
LOL. Eu gosto também. E das ovelhas! E das mulheres ociosas à espera do carteiro que nunca mais vem.
Publicado por: Claudia às janeiro 27, 2005 01:32 PM
Eu fico contemplativa a olhar o céu, o mar, as montanhas, ou o mundo visto a partir das montanhas... Mas não posso ficar contemplativa a olhar para o écran do computador em lugar de trabalhar - mãos à obra!
Publicado por: 1poucomais às janeiro 27, 2005 01:57 PM
Eu estava à espera duma posta sobre a gloriosa vitória do GLORIOSO sobre o Cepórtingue.
Publicado por: Avioneta Malabarista às janeiro 27, 2005 02:08 PM
Ovelhinha mansa mama na sua teta e na do vizinho.
Publicado por: bill às janeiro 27, 2005 02:09 PM
(Avioneta, esse ele deixou no Afixe; o nosso anfitrião divide-se por muitas casas, bem que ele falava em bigamia há tempos - se bem que aqui seja mais um caso de trigamia, com três blogs onde escreve :DD)
Publicado por: 1poucomais às janeiro 27, 2005 02:13 PM
Shark, define dia perfeito.
Publicado por: Karla às janeiro 27, 2005 02:19 PM
Tinhas que ser tu, Karla, a puxar-me pela lingua.
Boa tarde a todos(as).
Dia perfeito é aquele que consegue acabar ainda melhor do que começou, mesmo tendo começado de forma auspiciosa.
Num dia perfeito sucedem-se as circunstâncias que me dão prazer, as evidências que me transmitem confiança e as emoções que me fazem sentir vivo e feliz por ter nascido.
Num dia perfeito nunca estou só, nem duvido que escolhi a melhor das companhias.
Num dia perfeito também se enfrentam desafios estimulantes com a coragem necessária para os transformar em janelas de oportunidade. Como o que a Karla me lançou (fui direito ao anzol, as mulheres interessantes fazem o que querem deste tubarão).
Mas em havendo saúde...
Publicado por: sharkinho às janeiro 27, 2005 02:42 PM
Então, só te posso desejar, que o dia de hoje termine perfeito ;-)
Publicado por: Mar às janeiro 27, 2005 02:45 PM
Gostas da foto não é? É por ter uma boa "Luz".
Um beijo, e vê lá se apareces mais vezes.
Publicado por: Mushu às janeiro 27, 2005 02:59 PM
Falava eu há pouco do apelo das mulheres interessantes. E antes que alguém me peça para definir mulher interessante, chamo a vossa atenção para os comentários acima do último que postei.
Agora a sério: quantas pessoas por dia se exprimem desta maneira no vosso quotidiano? Quantas vos garantem diálogos assim?
É, confesso, um dos mais fortes aditivos que encontro na blogosfera.
Publicado por: sharkinho às janeiro 27, 2005 03:11 PM
Oh Tuby!...
Publicado por: sofia às janeiro 27, 2005 03:18 PM
Muito pouco modestamente, tendo em conta que há dois comentários meus antes do teu, vou-me considerar incluída entre as pessoas de quem falas. E quase corar.
Gosto da tua definição de dia perfeito. Eu, por causa do blog, passei a chamar-lhe, em lugar de perfeito, "azul". E para os dias serem azuis, não é preciso - nem basta - que o céu o esteja. É a alma que tem de estar azul, em paz, em sintonia com o que a rodeia ou com quem está ao lado.
Publicado por: 1poucomais às janeiro 27, 2005 03:21 PM
Pois é shark, não é a toda a hora, nem em todos os lugares que temos oportunidade de partilhar ideias, sorrisos e tristezas com um grupo fantastico, como este que por aqui se junta ... à volta, e por causa de, um tubarão manso em águas por vezes turbulentas.
Publicado por: Karla às janeiro 27, 2005 03:25 PM
Dia perfeito tem véspera.
Publicado por: bill às janeiro 27, 2005 03:31 PM
Ò Bill... não sejas desmancha-prazeres! Deixa-o saborear o dia de hoje, sem se pôr a pensar já no próximo fim-de-semana. ;)
Publicado por: cap às janeiro 27, 2005 04:08 PM
O prazer vai a cavalo e leva a pena à garupa.
Publicado por: bill às janeiro 27, 2005 04:21 PM
O cavalo tem freio; a pena, de picar não tem receio.
Publicado por: cap às janeiro 27, 2005 05:04 PM
(Ainda vai sair daqui um poema)
Publicado por: 1poucomais às janeiro 27, 2005 05:09 PM
Hoje não tive um dia perfeito. E ainda por cima tenho que ir cortar o cabelo. Pior, só um dia com consulta marcada para o dentista.
Publicado por: sharkinho às janeiro 27, 2005 06:31 PM
Ai, agora fiquei intrigada... De quem estaria a falar o Charquinho?... Mistério, mistério... Insondável, bem me parece...
Publicado por: Claudia às janeiro 27, 2005 06:31 PM
É tão bom ir ao cabeleireiro, Charquinho. Então tu não vês que as velhotas vão à cabeleireira para receberem mimos? Ah pois... Bem, para as cusquices também...
Publicado por: Claudia às janeiro 27, 2005 06:38 PM
Momento de contemplação:
Deitada de barriga para o ar na erva fofa, a olhar as núvens, imaginando histórias com as formas que vão apresentando, quando passam!
Publicado por: Carolina às janeiro 27, 2005 06:43 PM
Hoje vi vacas a pastarem no campo.
:)
Publicado por: Carolina às janeiro 27, 2005 06:45 PM
Memórias de um pôr do sol?...
(vir ao charquinho é um vício: posso não conseguir dizer duas coisas acertadas, mas sento-me e o facto de vos ver dá-me imenso conforto)
Publicado por: maria arvore às janeiro 27, 2005 08:00 PM
Boa idéia, define mulher interessante...;-)
Publicado por: Mar às janeiro 27, 2005 08:54 PM
Há descobertas felizes...
Gostei imenso deste teu espaço! s meus parabéns!
Publicado por: Maria Branco às janeiro 27, 2005 09:47 PM
Carolina: que sorte!
Publicado por: derFred às janeiro 27, 2005 11:18 PM
è uma fotografia belíssima!!!
Publicado por: Gotinha às janeiro 28, 2005 12:41 PM
Vocês puxam-me pela língua pelo que escrevem, todos, sem excepção e como a memória me é fiel me tem sido fiel embora isso também possa ser traiçoeiro, mas enfim, isso é outras conversa...
como a memória e o que vejo me entram pela casa da alma, penso o que será um dia perfeito e concluo q não quero falar agora disso, estou cansada de ter escrito tanto :)
*
Fred, é isso, o espiritual está lá fora, na natureza. Sabes uma das histórias da Igreja de Marco de Canaveses, projecto de Siza Vieira (és do norte, não és?), e a polémica à volta das janelas?
*
'Quando eu era mais novo havia uma coisa bonita chamada sedução' , Vitor Espadinha a falar numa canção dos...Toranja? não sei,
lanço o repto, não meu, mas o que li em Gonçalo M, Tavares, um autor de q gosto particularmente,
"Uma mulher que seduz um homem inteligente é uma sedutora ou uma intelectual?"
Hum? q dizem disto tudo?
Publicado por: vague às janeiro 29, 2005 08:25 AM
(Do que esta mulher-onda se lembra a horas matinais de domingo...)
Eu cá acho que se pode seduzir pelo intelecto e sem ser pelo intelecto. Os homens são mais do que nós seduzidos apenas pelo aspecto sedutor; para nós é preciso mais que isso em geral, acho eu - e falo por mim. Um homem podre de bom mas burro, ai! Só se atura mesmo enquanto estiver de boca fechada (ou ocupada - oops, qué qu'eu disse?). Para apagar a má impressão: tive um professor na faculdade que era lindo. Eu ficava embevecida a olhar para ele até ele começar a aula; a partir do momento em que ele começava a falar, pessimamente (com "supônhamos", "fizestes" e coisas do género), o encanto perdia-se por completo. Tipo bola de sabão que faz "ploc" e desaparece.
Publicado por: 1poucomais às janeiro 29, 2005 04:39 PM
Eu concordo com a Zu. Um homem sedutor não precisa de ser podre de bom, tem que saber seduzir pela palavras, pela forma como coloca uma idéia, a firmeza com que a defende. O olhar tem que ser profundo e durar o tempo certo, nem mais nem menos um minuto. Tem que saber fazer dos silêncios o mesmo que de um fluente discurso, têm que ter significado. Tem, ao mesmo tempo, que saber ser sensível e forte e seguro e fazer-te sentir como a única mulher interessante na face da terra.
E o sorriso meio (só mesmo "meio", atenção, sacana faz o resto.
p.s: por isto tudo é que é um espeécime em vias de extinção...;-)
Publicado por: Mar às janeiro 29, 2005 08:34 PM
Mar, muito bem descrito, parabéns! Devia ser muito protegidinho (e conheço algumas boas intencionadas meninas que não se importavam nada de proteger tal espécime, mas enfim, não é esse o tema da conversa :PP)
Publicado por: 1poucomais às janeiro 29, 2005 08:36 PM
Vague: sou lisboeta desde que nasci. Castiço.
Só vi fotografias da igreja do Marco e gostei muito, convida à contemplação. Conta lá a história.
Há muitos tipos de homens inteligentes e até se podem deixar seduzir por mulheres estúpidas e nada sedutoras. Não me parece que a pergunta faça sentido. Há demasiadas variáveis.
Publicado por: derFred às janeiro 29, 2005 08:51 PM
Outra coisa: não andamos aqui a seduzir-nos uns aos outros? Isto é sedução. Está bem viva.
Publicado por: derFred às janeiro 29, 2005 08:52 PM
Andaremos a seduzir-nos? Depende da definição de sedução...
Publicado por: 1poucomais às janeiro 29, 2005 09:13 PM
Não estejas já a discordar de mim!
Publicado por: derFred às janeiro 29, 2005 09:59 PM
Não estou a discordar, Fred. Apenas há sedução... e sedução (desculpa, pareço andar implicativa? não era a intenção)
Publicado por: 1poucomais às janeiro 29, 2005 10:13 PM
Estou a reinar.
Publicado por: derFred às janeiro 29, 2005 10:19 PM
Em lisboês: a brincar.
Publicado por: derFred às janeiro 29, 2005 10:19 PM
Eu discordo do Fred. Não acho que isto seja sedução, ou pelo menos, que andemos a seduzir-nos uns aos outros aqui. Pelo menos para mim, quando seduzo é porque quero ser seduzida e para isso tem que existir o prévio elemento que despoleta esse desejo. Pode ser um olhar ou um gesto ou um aroma. E aqui não há nada disso.
Publicado por: Mar às janeiro 29, 2005 10:26 PM
E agora, a propósito (ou não) olho para trás e reparo que o Fred, nunca, mas NUNCA, me responde (não é que sejas obigado a fazê-lo, evidentemente, mas é curiosidade), ou entra em diálogo como faz com a generalidade de quem o comenta aqui, há em mim algo que não te seduz??
;-)
Publicado por: Mar às janeiro 29, 2005 10:28 PM
Era aí que eu queria chegar, Mar. Há a sedução da raposa do Principezinho, a que leva à criação dos laços, a que a raposa chama cativar. Quanto a isso, concordo com o Fred. Se a sedução for outra... falta o resto. O ao vivo e com olhar.
Publicado por: 1poucomais às janeiro 29, 2005 10:28 PM
Ai, isto de escrevermos comentários ao mesmo tempo, Mar... O meu referia-se ao teu penúltimo, não ao último, obviamente :)
Publicado por: 1poucomais às janeiro 29, 2005 10:30 PM
Resposta especial para a MAR: não tinha dado por isso, mas estive a ver os comentários deste post e foi a primeira vez que falaste comigo. Não te seduzo?
Claro que há vários níveis de sedução. Mas o que aqui se passa também é sedução. Não seduzimos os amigos?
Publicado por: derFred às janeiro 29, 2005 10:50 PM
Daí eu ter pedido para dizeres a que sedução te referias, dearFred ;)
Resumindo e concluindo: somos um bando de sedutores combinando encontros com mantas. Ui! lol
Publicado por: 1poucomais às janeiro 29, 2005 10:52 PM
Azul, eu gosto de burros e acho mal que andes a comparar esses doces animais a alguns espécimes da raça humana.
Quanto aos humano homem (género masculino heterossexual), gosto q seja inteligente. Não precisa ser propriamente mas tem q ser interessante. E isso, minhasss amigasss é muito pessoal. Claro q há requisitos básicos dentro do comum (pelo q vejo) universo de referências. Ter bom ar. gostar de acordar cedo :D
Ssr meigo e forte ao mesmo tempo. Não me chatear muito para eu o poder chatear muito.
Publicado por: vague às janeiro 29, 2005 11:19 PM
Eu percebi, Zuzinha ;-) e concordo, seduzir para cativar, aqui, até pode ser, a outra sedução, não.
Publicado por: Mar às janeiro 29, 2005 11:24 PM
Vague disse:
"gosto q seja inteligente. Não precisa ser propriamente mas tem q ser interessante"
Vague queria dizer:
"gosto q seja inteligente. Não precisa ser propriamente bonito mas tem q ser interessante"
Publicado por: ai, ai, a minha cabeça às janeiro 29, 2005 11:24 PM
Resposta específica ao derFRED:
Não sei se tens algum dos requisitos que mencionei acima em relação à sedução, por isso a essa pergunta não posso responder ;-))
mas só referi que NUNCA falas comigo porque já tinha pensado nisso algumas vezes em vários posts anteriores. Assunto esclarecido, continuemos a sedução ;-)
Publicado por: Mar às janeiro 29, 2005 11:26 PM
Vague está doentita mas diz coisas acertadas. É isso, Mar.
Publicado por: 1poucomais às janeiro 29, 2005 11:27 PM
Interessante. Isso. A beleza vem desse "pas de quoi" indefinível que tem um homem interessante.
Publicado por: Pois, cabeças no ar é o que é às janeiro 29, 2005 11:29 PM
Marzinha,
seduzir pelaas palavras, hum, só ao natural, ie, ao vivo. q palavras sedutoras virtuais é como nos livros.
atchim. tenho q sair daqui, o quarto está a aquecer e aqui ainda gelo. Só me faltava constipar-me na minha própria casa.
Vai uma fatia de panettone com chá?...
Publicado por: seduzir pela palavra, Mar? às janeiro 29, 2005 11:29 PM
Claro, ondinha, ao vivo, com palavras acertadas.
Chega-te aqui á beira de lume e traz um chazzinho, obrigada ;-)
Publicado por: A palavra ao vivo, claro às janeiro 29, 2005 11:34 PM
"Moi je t'offrirai des perles de pluie
venues d'un pays ou il ne pleut pas
je cruzerai la terra jusq'aprés ma mort
pour couvrir ton corps
d'or et de lumière"
Publicado por: um je ne sais pas quoi de imperceptible às janeiro 29, 2005 11:34 PM
E reparo que ainda não me disseste nada sobre a tua foto que pus no meu template :-(
Publicado por: Á espera da tua visita, humpf! às janeiro 29, 2005 11:36 PM
No comentário anterior, era eu a cantar Jacques Brel. Desculpem, esqueci de avisar que era eu.
Publicado por: vague às janeiro 29, 2005 11:37 PM
Oh vague se não me referisses isto no post de cima, nem tinha dado conta. Estou-te (e)ternamente agradecida. Devo ter aloirado :(
Mas gostava de dizer que nos seduzimos uns aos outros aqui. Pela mesma empatia que se cria à volta de uma mesa de copos. Por isso temos saudades de voltar aqui.
Depois eu tenho uma confissão a fazer (e não se chateiem comigo meninas, sff): eu quero lá saber se um gajo é loiro ou moreno, magro ou gordo, alto ou baixo. Ou um homem me seduz os neurónios ou bem pode ir dar uma volta à esquina que eu nem dou conta. E espero que tenha uma tecla de partilha. :)
Publicado por: maria arvore às janeiro 29, 2005 11:37 PM
Lindo, pela sonoridade, não consigo apanhar bem todas as palvaras das duas primeiras frase, embora tire o sentido das finais, podes traduzir??
Publicado por: Que pena não saber franciú... às janeiro 29, 2005 11:38 PM
O que é que eu disse no post de cima que te fez sentir-te assim?
Publicado por: vague às janeiro 29, 2005 11:39 PM
Estamos todas de acordo, maria ;-))
Publicado por: Mar às janeiro 29, 2005 11:42 PM
Oferecer-te-ei pérolas de chuva
vindas de um país onde não chove
atravessarei a terra até à minha morte
para cobrir o teu corpo de ouro e de luz
Ne me quittes pas, ne me quittes pas
(J. Brel)
Publicado por: vague às janeiro 29, 2005 11:43 PM
Vague...*suspiro*, adoro Brel, não sabia era traduzir, lindo.
*l*
U
Olha, que giro, resultou...eu a sorrir.
Publicado por: Mar às janeiro 29, 2005 11:46 PM
E agora vai uma valsa a mil tempos? ;)
Publicado por: maria arvore às janeiro 29, 2005 11:49 PM
A tradução é às 3 pancadas, Mar. Não consigo 'traduzir' o sentimento.
Meninas,
já viram q eles nos observam de longe e não dizem nada? Só o Cap, que é mais atinado e caseiro nos dá trela (salvo seja! é trela para um lado, é açaime para outro)
Querem mais alguma coisa da cozinha? vou lá buscar o último chá da noite.
Publicado por: vague às janeiro 29, 2005 11:58 PM
E depois há esta outra, dos Divine Comedy (q hoje associei à música; eu a bem dizer conheço os grupos e as músicas, só não associo uns a outros ;))
"Everybod knows that I love you
(Except you)"
Deu-me para aqui, q se há-de fazer?
Abraços suicidas por aqui (um abraço suicida é um abraço que se derrete nos braços de alguém)
Vou dormir um bocadinho.
;)
Publicado por: vague às janeiro 30, 2005 12:05 AM
O sentimento é o desespero.
Porque é que as canções mais belas são as de amor perdido?
(e também estou a falar contigo, Mar)
Publicado por: derFred às janeiro 30, 2005 12:12 AM
Gostei dos abraços suicidas! Finalmente a Vague reconciliou-se c'os coelhos! :D
Adoro Brel. Dificilmente consigo ouvir o "Ne me quitte pas". Como alguém um dia me disse, é demasiado verdade e demasiado sentido para ser sempre suportável...
Publicado por: 1poucomais às janeiro 30, 2005 12:13 AM
Um dia perfeito, espiritual ou meteorlógicamente?! É que o céu da foto está uma beca pró nublado! =)
Falando na foto... É uma bela imagem, " Sô Sharkas"!
=)
Publicado por: zOinGo às janeiro 30, 2005 07:00 AM
Porque o amor nos provoca sentimentos mais intensos do que aqueles provocados por qualquer outra emoção??(sim, derFred, é para ti)
E quando o perdemos é que entendemos que é ele que dá sentido à vida?
Ou porque somos uns masoquistas do caneco? ;-))
Publicado por: Mar às janeiro 30, 2005 12:38 PM
Voto nas duas hipóteses, Mar. Quando se perde o amor é que se percebe bem quanto ele valia, e temos algo de masoquista no ficar a remoer em torno dele.
Como disse acima, não consigo sempre ouvir o "Ne me quitte pas". É demasiado dolorosa a forma de cantar do Brel, demasiadas intensas as palavras, para não ir tocar em certas cordinhas sensíveis cá dentro. Mas ele tem uma outra música lindíssima,que é talvez de todas as dele a que eu prefiro e essa não fala de amores perdidos, mas do valor da amizade: "Voir un ami pleurer" (quem não conhecer, arranje espaço no disco que eu mando em mp3).
Publicado por: 1poucomais às janeiro 30, 2005 04:34 PM
Se calhar tem que se tirar toda a carga à palavra suicídio, talvez por isso precise de ler os coelhos suicidas.
O ano passado a filha de uma pessoa minha suicidou-se. assim, sem mais. Marca um jantar com o pai. qdo a pai a vai buscar a casa, vê a ambulância, tinha-se atirado da janela. não quero q o ambiente fique tenso por isto, mas pq não havemos de falar das coisas e chamá-las pelos nomes?
Eu acho q quando o amor cabe inteiro em dois pares de olhos e duas mãos,
nós sabêmo-lo.
Os amores felizes não têm história, diz-se. Pois eu quero escrever a mais bela história de amor feliz para mim. Tive-a(s) um dia, vivi e passou ainda q às vezes a tal ferida, Mar...custe a fechar. Por vezes 1 simples toque, uma lembrança e fica a ferida toda a céu aberto.
Se ninguém diz nada, eu calo-me já. Não me deixem é num silêncio ensurdecedor. Poucas coisas doem tanto, esse silêncio e estar ao pé de alguém com quem te sentes completamente só.
Publicado por: vague às janeiro 30, 2005 05:04 PM
Concordo com a 1pouco mais. Temos tendência para o masoquismo quando amamos e não somos correspondidas(os), do género, que é que eu tenho ou não tenho para a outra pessoa não nos amar! Deviamos ter auto-estima nessas alturas mas é muito complicado, mexe demais connosco, principalmente quando a outra pessoa tem todas as caracteristicas que sempre procuramos num companheiro(a).
Beijinhos para ti e para a mar. Nunca comunicamos neste ambiente fantástico, mas alguém tem de dar o primeiro passo. Podem ficar certas de que leio muito atentamente os vossos comentários, só que tive receio de me manifestar a vocês, confesso. :)
Publicado por: Carolina às janeiro 30, 2005 05:06 PM
Os comentários são para todos, salvo uns diálogos assim mais tu cá, tu lá. Também te tenho lido e gostado do que dizes, Carolina, e para ti vai um beijinho também.
O pior é, acho, quando um amor acaba. Esse é o amor que canta Brel no "Ne me quitte pas", é o nosso mundo que se desmorona... E quantas vezes esse desmoronamento começa precisamente, como diz a Vague, ao sentirmo-nos sós ao pé da pessoa amada. Quando o silêncio deixa de ser feito de cumplicidades, mas de vazio.
Pelos vistos, ninguém quer a canção do Brel :D
(Vague, a história do suicídio eu não consigo comentar... fica a perplexidade perante quem consegue fazer isso, deve ser preciso um imenso desespero e uma desesperança total).
Publicado por: 1poucomais às janeiro 30, 2005 05:47 PM
Não é bem para comentar, mas pelo menos disseste isto. fiquei com alguns remorsos por estar a trazer um tema destes mas estava aqui a querer sair e evitar sempre as coisas não as afasta de nós.
Como a Ópera do Malandro, de Chico Buarque. Não vou querer ver o espectáculo e se calhar devia. Um disco q era meu e depois partilhei e foi tão mais amado ainda e agora custa ouvir. Ouve-o por mim.
A gripe não me larga. Antibiótico, será?
Publicado por: vague às janeiro 30, 2005 06:09 PM
vague....o silêncio para esse tipo de hidtória, por vezes diz muito mais do que tudo o que pudéssemos dizer.
Carolina, acho que deves sempre comentar o que te apeteça. O diálogo aqui é para quem sinta que tem mais algo a acrescentar, mesmo que por vezes seja uma palermice qualquer ;-)
Zu, música de amores perdidos não se dá muito bem com feridas mal saradas...Bejo a todas.
Publicado por: Mar às janeiro 30, 2005 06:36 PM
Mas vcs não me entendem, sinto-me uma incompreendida
:)
Eu não quero que se comente o que é incomentável, eu só queria 'ouvir de alguém a voz humana' (quem disse isto eu não sei) que dissesse o q vcs disseram e avançe-se e passe-se à frente. Eu não estou triste.
Publicado por: vague às janeiro 30, 2005 07:13 PM
Não, Mar, tens toda a razão: música de amores perdidos faz abrir feridas. Não convém.
Vaguezinha (sim, com z;)), tu não és nada incompreendida, és mas é engripada :D
Publicado por: 1poucomais às janeiro 30, 2005 08:04 PM
Eu sou uma engripada que está a pensar em misturar leite quente com whisky para curar a constipação. Detesto whisky mas faço um esforço, iac...disseram-me q fazia bem, mal espero q não faça
Publicado por: vague às janeiro 30, 2005 08:15 PM
Aguardente faz bem, garanto-te (e gosto muito mais do que de whisky).
Publicado por: 1poucomais às janeiro 30, 2005 08:43 PM
vou ver se tenho aguardente
água ardente, bonito...
Publicado por: vague às janeiro 30, 2005 09:39 PM
whisky com leite quente! isto é q vai ser uma noite animada!
Publicado por: vague às janeiro 30, 2005 09:59 PM
Boa noite, meninas. Isto andou muito activo na minha ausência (até de mim falaram)...
Vague, atinado? Eu? Vê-se bem que me conheces mal. ;)
Zu, é mesmo assim que se chama a canção? Conheço outra, que se chama "Jef" e é também sobre a amizade (um amigo abandonado pelo seu amor).
E já que estamos a reviver Brel, de "L'amour est mort":
Eles não têm mais nada para se amaldiçoar
Eles perfuram-se em silêncio
O ódio tornou-se a sua ciência
Os gritos tornaram-se os seus risos
O amor morreu, o amor está vazio
Publicado por: cap às janeiro 30, 2005 11:25 PM
É outra - Jef é muito bonita também. 'Pera aí que já ta mando.
Publicado por: 1poucomais às janeiro 30, 2005 11:54 PM
Deixo-vos aqui a letra de uma música, que eu adoro, que fala sobre o tema que foi debatido nuns comentários em cima. O Amor.
Haja o que houver, há sempre um homem para cada mulher.
E há-de sempre haver, para esquecer, um falso amor e uma vontade de morrer.
Seja como for, há-de vencer o grande amor.
Que há-de ser, no coração, como um perdão para quem chorou.
Tom Jobim, Stan Getz e João Gilberto
Publicado por: Carolina às janeiro 31, 2005 08:23 PM
Carolina, como eu gosto disso! Obrigada :)
Publicado por: 1poucomais às janeiro 31, 2005 08:41 PM
:)
Publicado por: Carolina às janeiro 31, 2005 09:21 PM