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janeiro 27, 2005
EXTREMA FUNÇÃO
A jovem médica, acabada de chegar ao acampamento, estacou na soleira da porta. Insectos voadores, enxames, batiam-lhe na pele sem cessar. Indiferente, Ana tentava ajustar o cérebro à multiplicidade de sensações que recolhia. O som da agonia, o cheiro da morte e a visão do inferno, combinados no interior de uma tenda de campanha para se apoderarem dos sentidos e enlouquecerem qualquer pessoa. Ana quase desmaiou.
Engoliu em seco e cruzou a fronteira do horror que a aguardava na sua primeira missão como voluntária. Dois médicos holandeses chocavam entre si, cada um embrenhado em diversas vidas para salvar. Três enfermeiras acudiam-lhes no que podiam. Encolhiam os ombros nas muitas vezes em que davam por falta dos meios indispensáveis para assistir os pacientes que definhavam, resignadas após quase seis meses a lidarem com a situação. Mas não paravam, antes desviavam a atenção para todos quantos lhes parecessem em condições mínimas para sobreviver.
Precisavam de vitórias, de pequenos milagres que lhes aliviassem o fardo permanente da impotência que prevalecia. Seleccionavam com o olhar os moribundos, afastavam-nos para um canto da tenda e concentravam-se nos que aparentavam algumas hipóteses de salvação. Estatística da mais crua, imposta pela necessidade, sobreposta ao coração.
Ana ainda não sabia que em circunstâncias extremas os critérios pré concebidos atingiam o apogeu da flexibilização. Estava chocada, tentava descortinar um ponto de partida para recuperar a lucidez e agarrou-se à ética profissional. Interrompeu o passo apressado de uma das enfermeiras, rosto duro e cansado, indicando-lhe os três pacientes no canto da tenda aos quais nenhum dos clínicos prestava qualquer tipo de atenção. A enfermeira olhou-a com estranheza, deu-lhe para as mãos um velho crucifixo esculpido em madeira local e prosseguiu a caminhada, tabuleiro de metal carregado de quase nada, cheio de esperança porém para outros seres humanos em aflição. A esses podiam dar uma forma alternativa para pararem de sofrer. Aos do canto da tenda, não.
A voluntária atordoada desistiu de reunir forças para protestar contra o que lhe parecia indigno. Observou por alguns instantes o trabalho incansável dos colegas, hesitou. Não se sentia capaz de acompanhar o ritmo insano da equipa, temia atrapalhar. Virou-se de novo para os três infelizes deitados nas macas improvisadas e decidiu avançar nessa direcção.
O primeiro que olhou mais de perto era um homem idoso, cadavérico, olhar baço revirado que anunciava estar muito próximo do fim. Seguiu para o do lado, um jovem soldado atingido no estômago por uma bala perdida. Tentou encontrar-lhe a pulsação e não conseguiu. Cobriu-lhe o rosto marcado pela dor com um lençol e abraçou-lhe as mãos ao crucifixo.
Restava um. Ana decidiu empenhar toda a sua dedicação no cuidado ao infeliz que se apagava como uma vela deixada ao vento de fim de tarde na savana que não voltaria a pisar. Aproximou-se devagar, com o sorriso mais agradável que conseguia produzir. O jovem moribundo, em delírio, fixou nela o seu olhar magoado por todas as dores do mundo, reunidas numa só pessoa.
Ana sentou-se ao lado do rapaz e observou-o, em busca de um diagnóstico alternativo, de um sinal que permitisse uma ténue esperança de salvação. Não o encontrou, antes percebeu que a medicina seria naquele caso uma simples ilusão que perturbaria o paciente na lenta caminhada para o fim.
Passou com todo o carinho um dos braços por detrás da nuca do adolescente, enquanto o acariciava no rosto com a outra mão. Trauteava baixinho algumas canções de embalar cujas palavras ele não percebia mas que pareciam enfeitiçar-lhe a expressão. Olhos negros muito abertos, ele murmurava uma frase que repetia sem cessar e esboçava a custo um sorriso para a loira vestida de branco que o tratava como uma mãe.
Minutos depois, o corpo do rapaz sacudiu um pouco e ele parou de murmurar. Atrás de Ana, a enfermeira pousou-lhe uma mão sobre o ombro e deu-lhe a entender que trataria do assunto a partir dali.
- Já está, agora vá até lá fora e aprecie os cheiros e os sons que o vento da savana lhe traz. Estou certa de que ainda não assistiu com atenção ao ocaso de fogo que a nossa terra tem para oferecer. - Segurou o braço de Ana e puxou-a devagar na direcção da saída.
Fora da tenda, a médica sentiu-se aturdida, incapaz de raciocinar. Apenas lhe ocorria à mente a frase repetida pelo rapaz, permanente, um mistério que pressentia importante de resolver.
- Você ouviu o que o...
- Okosha.
-...o que o Okosha me dizia? Conseguiu perceber?
A enfermeira passeou-lhe a palma da mão pelo rosto e sorriu.
- Ele dizia que este foi o dia em que Okosha, filho de Ngoma, conheceu o anjo que o acompanhará numa maravilhosa viagem para o Céu.
Abraçada a si própria, Ana contemplou o horizonte avermelhado até ao fim. Depois, limpou as lágrimas proibidas e reentrou no hospital de campanha, determinada
Vinte anos passados, Ana permanecia nos quadros da missão. Por cima da entrada da tenda, a figura amarelecida de um anjo, colocada por um familiar de Okosha, assinalava o melhor porto de abrigo para os mais aflitos, como uma estrela, com a luminosidade de um farol cravado no peito da escuridão.
Publicado por sharkinho às janeiro 27, 2005 06:40 PM
Comentários
Que linda história! :)
Publicado por: Carolina às janeiro 27, 2005 06:53 PM
Obrigado, Carolina. Fui eu que fiz...
Publicado por: sharkinho às janeiro 27, 2005 06:54 PM
:)
Publicado por: Carolina às janeiro 27, 2005 06:57 PM
Amigo 'Shark', isto está com um ritmo verdadeiramente alucinante: não está fácil acompanhar.
Parabéns pelo nível 'top niveau' (passe o pleonasmo...) dos posts e, depois, é verdade que é simpático ver por aqui um grupo de amigos reunido praticamente todos os dias.
Abraço.
Publicado por: Leonel Vicente às janeiro 27, 2005 07:04 PM
No dia em que se comemora o abrir dos portões de Auschwitz, vem mesmo a calhar. Só li na diagonal ainda. Mas fizeste-me vir as lágrimas aos olhos, pá!
Publicado por: 1poucomais às janeiro 27, 2005 07:09 PM
Grande Leonel, pá, obrigado pela franqueza :)!
E garanto-te que a principal motivação para tudo quanto posto é garantir a reunião diária desses amigos e amigas.
Publicado por: sharkinho às janeiro 27, 2005 07:12 PM
Ò Zu, não é esse o tipo de emoção que te quero provocar...
Na minha imaginação vejo-te sempre a sorrir!
Tinha isto na gaveta e, olha, deu-me práqui.
Publicado por: sharkinho às janeiro 27, 2005 07:14 PM
Shark, pode-se sorrir por entre lágrimas. Deu-te muito bem. Um beijo.
Publicado por: 1poucomais às janeiro 27, 2005 07:21 PM
Temos o Camus português.
Publicado por: Claudia às janeiro 27, 2005 07:21 PM
Tenho muito que andar, Claudia, muito mesmo...
Mas fico-te grato pela comparação, claro.
Publicado por: sharkinho às janeiro 27, 2005 07:25 PM
:-)
Publicado por: Claudia às janeiro 27, 2005 07:42 PM
Vários posts no mesmo dia. Grande produção... :)
A vida não espera e este tubarão dá e dá e torna a dar. :)
E está tudo bem escrito e com garra.
Só que como diz a Zu, ultimamente fazes-me vir as lágrimas aos olhos e um nó na garganta.
Publicado por: maria arvore às janeiro 27, 2005 08:06 PM
Já vi o post umas quantas vezes...não me surpreende depois do que pude ler ontem, meio a dormir e que faço conta de continuar a ler hoje...;-)O prosador é detentor de uma enorme sensibilidade e de uma "mão" para a escrita difícil de encontrar.
O conteúdo, a mensagem é que me deixou sem palavras. O facto de alguém de quem se tem uma primeira impressão positiva nos presentear com uma escrita destas, leva-nos a concluir que é bom acreditar na intuição :-)
Publicado por: Mar às janeiro 27, 2005 09:00 PM
Estou como a Zu... a sorrir com lágrimas.
Que mais terás tu na gaveta, Tubarão de coração grande? Sabes?... encantas-me!
(vou ali ler outra vez)
Publicado por: sofia às janeiro 27, 2005 10:34 PM
Sharkie, lembras-te de nos outros tempos do outro blogue [pronto faço-te a vontade, escrevo blogue e não blog ;-)], eu te ter dito que escrevias imenso, imenso, imenso...
um abraço!
Publicado por: golfinho às janeiro 27, 2005 10:43 PM
Agora já li com atenção. Já outro dia o disse, de outro modo: Tuby, tu és especial. Que bom. E que bom este grupinho que aqui se junta e é capaz de sorrir com lágrimas perante uma história assim. Ainda por cima bem escrita. Pega lá um beijo e um abraço!
Publicado por: 1poucomais às janeiro 28, 2005 12:41 AM
Publicado por: cap às janeiro 28, 2005 01:56 AM
Faço minhas as palavras de cap ...
Bom dia de trabalho a todos e bem hajam.
Vou para o Sul, até mais logo.
Publicado por: Karla às janeiro 28, 2005 12:12 PM
Não acredito na humanidade. Acredito na civilização. Ou seja, o homem não é intrinsecamente bom. Tem de ser ensinado. Só a civilização pode salvar a humanidade da guerra.
Publicado por: derFred às janeiro 28, 2005 02:40 PM
derFred: É a teoria do Rousseau ao contrário?
Publicado por: Claudia às janeiro 28, 2005 03:10 PM
Anti-rousseau, derFred?... ;)
Mas concordo que é a civilização que pode dar mais humanidade à terra. A necessidade de uma outra mentalidade.
Publicado por: maria árvore às janeiro 28, 2005 03:12 PM
Não acredito no bom selvagem, acredito nas civilizações. Gosto mais de um Thoreau - uma organização social equilibrada é a base da civilização.
A propósito do tema lembro também O Senhor das Moscas.
É a minha única fonte de pessimismo (o que não é dizer pouco): o homem é um ser muito primitivo, competitivo, predador. Imaginem o que seria a nossa sociedade sem polícia. Pensem um bocadinho nisso. Pensem no vosso vizinho do lado. Nos assassinos que andam por aí ao volante...
Publicado por: derFred às janeiro 28, 2005 03:50 PM
Uma sociedade sem polícia... O Ensaio sobre a Lucidez de Saramago...
Publicado por: Claudia às janeiro 28, 2005 03:57 PM
Concordo derFred.
Mas então porque é que cada vez mais se promove a competição entre as pessoas?
Porque é que cada vez mais a imagem de sucesso é a de um predador?
Estamos a encaminhar-mo-nos para voltarmos a ser cada vez mais primivitos?... Será que a globalização e a imagem de um Bush descerebrado está a contribuir para isto?
Publicado por: maria árvore às janeiro 28, 2005 04:15 PM
Que é feito do Shark??
Nada a propósito, mas sobre bons selvagens e civilização hoje não me apetece discutir; fica só registado que também não acredito no bom selvagem nem no melhor dos mundos possível. Por falar nisso, alguma vez leram o "Candide" do Voltaire? Ou "L'ingénu", que anda à volta do mesmo tema?
Publicado por: 1poucomais às janeiro 28, 2005 04:26 PM
Acho que nunca deixámos de ser primitivos. Estamos numa fase evolutiva imberbe. Os fios que nos seguram são a organização social, os ideais, a filosofia, a ciência...
Publicado por: derFred às janeiro 28, 2005 04:30 PM
Imberbe? Ispilica.
Publicado por: 1poucomais às janeiro 28, 2005 04:35 PM
Estou de acordo com esses fios. E é bom que não deixemos de ser primitivos no cheiro, nos olhos, no tacto.
As restantes atitudes institivas e de predacção podem ir para o lixo. O que me preocupa é que em 2005, a nível global, não se promovem esses fios mas os instintos primitivos.
(estou-me a repetir, desculpem)
Publicado por: maria árvore às janeiro 28, 2005 04:37 PM
imberbe (Lat. imberbe), adj. que ainda não tem barba; muito moço.
Ainda estamos no início da nossa evolução.
Ainda há pouco lembravas o episódio de Auschwitz, Azul.
Publicado por: derFred às janeiro 28, 2005 04:43 PM
:) Eu sei o que quer dizer imberbe. Não sei é se ainda estamos numa fase imberbe da civilização humana. Ela já tem muito séculos, já devia ter dado para a barba crescer e enrijecer. Se disseres imberbe no sentido do reconhecimento crescente do valor da vida, dos direitos humanos, então concordo mais com o imberbe; aliás, acho que ainda andamos de fraldas...
Publicado por: 1poucomais às janeiro 28, 2005 04:53 PM
É paradoxal: as civilizações vão adiantadas mas o ser humano vai atrasado, a reboque.
Publicado por: derFred às janeiro 28, 2005 05:12 PM
Para poder concordar com isso, tinha de saber a definição de civilização. A romana era uma civilização, e no entanto, quão cruel em tantos aspectos...
Publicado por: 1poucomais às janeiro 28, 2005 05:22 PM
Vai para aqui muita filosofia...
Publicado por: Claudia às janeiro 28, 2005 05:32 PM
A civilização é a organização social, com valores, aspirações, costumes... Não há civilizações perfeitas, mas a civilização greco-romana era muito avançada - não evoluímos muito desde esse tempo, a única diferença (que me lembre) é que os nossos valores são universais.
Publicado por: derFred às janeiro 28, 2005 05:34 PM
Sim, era; mas não partilhava muito dos nossos valores - os da civilização ocidental de hoje. Igualdade de direitos entre sexos, igualdade face à raça e credo, etc, etc. Os princípios já os temos, escritos. Falta aplicá-los. Aí é que concordo, como acima disse, ainda há muitos cantos do mundo em que se anda de fraldas...
Publicado por: 1poucomais às janeiro 28, 2005 05:44 PM
as fraldas...
Publicado por: Claudia às janeiro 28, 2005 05:52 PM
Mas o que eu quero dizer é que o ser humano anda de fraldas. Se tirares a civilização, é o caos. Como acontece numa guerra. As civilizações projectam o ser humano para um patamar de evolução virtual.
Publicado por: derFred às janeiro 28, 2005 05:53 PM
E eu só discordei quanto ao termo civilização que tu usaste no singular no início deste diálogo, e quanto ao "valor" de cada civilização no tocante ao que de facto nos interessa, a ti como a mim: os direitos humanos :)
Publicado por: 1poucomais às janeiro 28, 2005 05:59 PM
"As civilizações projectam o ser humano para um patamar de evolução virtual"
Os exames na faculdade também.
Publicado por: Claudia às janeiro 28, 2005 06:03 PM
Mas eu nunca disse que só havia uma civilização, até usei várias vezes o termo no plural. Acho que discordamos é no tocante ao estádio de evolução do ser humano. Esse é que eu acho que é pueril.
Publicado por: derFred às janeiro 28, 2005 06:03 PM
"pueril" provém do latim "puer" que significa menino ou criança.
Publicado por: Claudia às janeiro 28, 2005 06:04 PM
Claudia, o tema é sério, mas contigo desmancho-me a rir.
Publicado por: derFred às janeiro 28, 2005 06:13 PM
Eh lá! Uma pessoa vira costas por um bocadinho e a malta abre logo o livro e truncha!
derFred, partner, folgo em saber-te alive and kicking.
Restantes amigas e amigos, as minhas desculpas pela ausência forçada (il lavoro). Boa tarde!
Publicado por: sharkinho às janeiro 28, 2005 06:16 PM
Hoje estamos numa de cordata discussão on-blogs, Freddie. Afinal, concordamos :)
Olá, Shark! A gente ocupa-te sempre o Charco, que queres... Somos incorrigíveis :DD
Publicado por: 1poucomais às janeiro 28, 2005 06:21 PM
derFred: :-) (sorriso rasgadíssimo)
Publicado por: Claudia às janeiro 28, 2005 06:29 PM
Gosto muito de vos saber por cá, mesmo na minha ausência. E sobretudo aprecio a forma como arranjam sempre qualquer coisinha para se entreterem. Gente desenrascada!
Publicado por: sharkinho às janeiro 28, 2005 06:41 PM
Sharky, my boy, tive uma semana daquelas.
But I'm back!
Publicado por: derFred às janeiro 28, 2005 07:38 PM
Ainda bem, pá. Fazes falta, sabias?
Publicado por: sharkinho às janeiro 28, 2005 07:42 PM
Pois faz. É um paz d'alma :-)
Publicado por: Claudia às janeiro 28, 2005 07:53 PM
Sharky, estamos aqui a ter um momento in touch with our feminine sides...
Claudia, não sou paz d'alma. Sou uma alma atormentada, sou um poeta tísico, sou um romântico, um panteísta, um petrarquista e um alquimista dos sentimentos.
Publicado por: derFred às janeiro 28, 2005 08:20 PM
Poeta tísico????? Isso cura-se. O resto provavelmente não, mas também não mata.
Publicado por: 1poucomais às janeiro 28, 2005 08:34 PM
bom dia sharkinho e bom dia a todos :)
(estou a ver que isto ontem não deu para a noitada)
Publicado por: Mi às janeiro 29, 2005 11:00 AM
A poesia tísica cura-se com uma boa prosa à portuguesa. E o ar do campo e o cheiro das vacas.
O resto, como diz a Zu, não mata. Aliás, permite a transmutação do corpo em ouro.
Publicado por: maria arvore às janeiro 29, 2005 11:52 AM
DerF e Sharkinho.
Um beijinho esvoaçante destas bandas, para vocês! *
:)
Publicado por: Carolina às janeiro 29, 2005 12:55 PM
Beijinho ensolarado para a malta daqui, que deve andar a aproveitar o sol e faz muito bem.
Publicado por: 1poucomais às janeiro 29, 2005 03:21 PM
Beijinhos para todos, soprados da palma da minha mão.
Publicado por: maria arvore às janeiro 29, 2005 04:12 PM
Beijinhos para todos, soprados da palma da minha mão.
Publicado por: maria arvore às janeiro 29, 2005 04:13 PM
Hoje deu-vos para a beijoquice?
Aqui vai mais um, daqueles bem lambuzados.
Publicado por: Karla às janeiro 29, 2005 04:19 PM
Vamos todos ficar lambuzadíssimos - mas podia ser pior, não acham? :)
Publicado por: 1poucomais às janeiro 29, 2005 04:34 PM
Pior?
Eu acho optimo. :-P
Publicado por: Karla às janeiro 29, 2005 05:21 PM
Deixamos ao Shark e ao Fred um monte de beijos e abraços - eles não se vão poder queixar quando voltarem ;)
Publicado por: 1poucomais às janeiro 29, 2005 06:04 PM
Não tenho nada a dizer sobre este texto. Gostei, é tudo.
Beijos eu? estou constipada pelo que hoje não estou para amar :)
Publicado por: vague às janeiro 29, 2005 06:43 PM
Muito obrigado pelos beijos. Não há nada melhor na vida. Beijos a torto e a direito para vocês.
Publicado por: derFred às janeiro 29, 2005 07:44 PM
Ouvi falar em beijos? :)
Publicado por: sharkinho às janeiro 29, 2005 08:10 PM
Oh vague,amar faz bem à constipação. :)
Publicado por: maria arvore às janeiro 29, 2005 08:16 PM
derFred, obrigada! (embora eu preferisse às curvas) Para ti, um beijo eléctrico.
Para o shark um beijo molhado.
Para a zu, karla e vague, beijinhos de chocolate (porque nós gostamos, não é meninas? ;)
Publicado por: maria arvore às janeiro 29, 2005 08:21 PM
As meninas gostam de beijos de chocolate?
Atão prá Maria vai uma bejoca com sabor a Bounty!
Publicado por: sharkinho às janeiro 29, 2005 08:25 PM
Eu gosto mas como não fui contempélada...:-(
Deixo beijos com cheiro a azinho a queimar para todos e todas (esta foi mesmo à santana...ah não, o todas tinha que vir primeiro que o todos...;-))
Publicado por: Mar às janeiro 29, 2005 08:27 PM
Eu gosto de chocolate, nham! Obrigada, Maria!
Obrigada pelos beijos, Fred. E saliento que o Tubarão levantou a cabeça ao ouvir falar do assunto, mas não nos mandou beijinhos nenhuns (amuo).
Publicado por: 1poucomais às janeiro 29, 2005 08:31 PM
Comentário 70 :)
oh shark, que delícia saberes que eu gosto de Bounty.
Mais um beijinho de chocolate para a Mar. E se me deixares ajudar na queima, dou-te uma caixa inteira deles. ;)
Publicado por: maria arvore às janeiro 29, 2005 08:44 PM
Agora sim, tou contente!
maria é só chegares um bocadinho á frente e estenderes as mãos para o lume ;-)
Publicado por: Mar às janeiro 29, 2005 08:47 PM
E o dono da casa faxavor de se pronunciar...e no post debaixo estou à espera de uma definição há que tempos ;-)
Publicado por: Mar às janeiro 29, 2005 08:48 PM
Estou a tentar construir uma postita, mas as madames não me dão espaço de manobra com as vossas manifestações de desagrado. Dão a entender que os beijocos quando nascem não são para todas e isso, minhas amigas, é de uma injustiça atroz.
Sou um tubarão nada parcimonioso na partilha de carinhos, homessa! Tenho disso para dar e vender, tenho a vontade, tenho a necessidade e tenho o prazer que se extrai de uma beijoca, ainda que virtual.
Além disso, eu, a Maria e o chocolate temos uma ligação cósmica que o beijo molhado dela me invocou. Coisas de chez elle...
Até para o meu parceiro vai aquela sonora
Publicado por: sharkinho às janeiro 29, 2005 08:54 PM
...beijoca que me esqueci de acabar a porra do comentário.
Mar, isso é assunto digno de uma posta ou de um papo de manta no joelho. Fazes mesmo questão?
Publicado por: sharkinho às janeiro 29, 2005 08:57 PM
:(
Publicado por: cap às janeiro 29, 2005 08:59 PM
E essa barba, não se faz?
Publicado por: derFred às janeiro 29, 2005 08:59 PM
Barba e cabelo, pá. Se me visses nestes dias eras capaz de não me reconhecer à primeira. Foi uma tosquia quase daquelas à magala...
Eu gosto de surpreender o meu espelho.
Publicado por: sharkinho às janeiro 29, 2005 09:03 PM
O que foi, Cap? Também queres um beijinho, é?
Publicado por: sharkinho às janeiro 29, 2005 09:04 PM
(ainda amuada) Não vi nenhum beijo para as bandas de "moi", e eu quero beijos privativos, desculpem-me lá mas como sou baixita os dados para todas volta e meia não me chegam.
Publicado por: 1poucomais às janeiro 29, 2005 09:08 PM
Claro que o cap quer um beijo bem teclado:SMAC
Publicado por: maria arvore às janeiro 29, 2005 09:11 PM
Faço.
Publicado por: Mar às janeiro 29, 2005 09:18 PM
É nestas alturas que fico lixado por esta cena ser virtual. Zulita, imagina que me aproximo de ti com um sorriso e seguro a tua mão de forma gentil e a ergo até junto dos meus lábios, numa vénia.
Um beijo só para ti, suave, especial, daqueles que desamuam num arrepio...
E agora sorris tu para mim, fazemos as pazes e dançamos a próxima valsa.
Publicado por: sharkinho às janeiro 29, 2005 09:23 PM
Uma mulher interessante, antes de tudo, é o único tipo de mulher capaz de prender a minha atenção.
Publicado por: sharkinho às janeiro 29, 2005 09:26 PM
Uma mulher interessante sabe o que quer. E obtém.
Publicado por: sharkinho às janeiro 29, 2005 09:29 PM
Ela é inteligente, perspicaz, hábil no uso das palavras e mestre na arte da sedução. Não vale pelo que parece, mas não desdenha parecer bem.
Publicado por: sharkinho às janeiro 29, 2005 09:37 PM
Tuby, não fazes ideia disso, mas acabaste de me desamuar mesmo a sério (que disposição de cão eu hoje trago...). Mas não quero dançar valsas, prefiro ir ver o mar.
Publicado por: 1poucomais às janeiro 29, 2005 09:48 PM
:) Assim, sim! SMAC também para ti Maria. :)
Para a Zu, um beijo rasante. Para a Mar um beijo salgado. Para a Vague um beijo antibiótico. Para a Karla um beijo-toalhita.
Para o sharkinho na ponta do nariz... ;)
Publicado por: cap às janeiro 29, 2005 09:52 PM
Uma mulher interessante enfrenta os desafios com garra e não receia arriscar, quando a sua intuição o aconselha e o objectivo é (potencialmente) compensador.
Publicado por: sharkinho às janeiro 29, 2005 10:16 PM
Obrigado por me teres feito obter o que queria, Sharkgentleman ;-)
Publicado por: Mar às janeiro 29, 2005 10:17 PM
E acho mesmo que devias compilar todos os comentários em post, isto está um verdadeiro tratado para compreensão dos homens. Bem...ou, pelo menos, de alguns...
Publicado por: Mar às janeiro 29, 2005 10:19 PM
E cap, SMAC gigante para ti também, adorei o beijinho slagado, foi lindo! ;-)
Publicado por: Mar às janeiro 29, 2005 10:20 PM
O que é um beijo rasante, Padrinho?
Publicado por: 1poucomais às janeiro 29, 2005 10:26 PM
No ombro desnudo de uma mulher interessante, uma simples gota transforma-se num oceano de tentações.
Publicado por: sharkinho às janeiro 29, 2005 10:29 PM
E um beijo-toalhita?
Publicado por: sharkinho às janeiro 29, 2005 10:30 PM
É um beijo que não te deixa a olhar para cima a vê-lo passar... ;)
Outro! :)
Publicado por: cap às janeiro 29, 2005 10:31 PM
Eu entendi esse, Tuby: a Karla estava toda lambuzada de beijoquice.
Publicado por: 1poucomais às janeiro 29, 2005 10:31 PM
Mar :))))
O beijo-toalhita não é para ti Sharky, não te queiras abarbatar...
Publicado por: cap às janeiro 29, 2005 10:32 PM
:) Cap, adorei os beijinhos rasantes.
Shark, troquei a valsa sugerida por um passeio a ver o mar - levas-me? ;)
Publicado por: 1poucomais às janeiro 29, 2005 10:50 PM
Maria, amar é com cala ; ainda havia um surto na outra parte, os beijos são contagiosos...
:)
Obrigada pelo beijo antibiótico, Cap! Nem há anada mais bonito.
humpf!
Publicado por: vague às janeiro 29, 2005 11:08 PM
'com calma', disse ela.
:)
Já vou ver o post lá em baixo, aquele em que coloquei o repto do Gonçalo Tavares. Sempre quero ver as respostas (se é q as há )
ora com licença
Publicado por: vague às janeiro 29, 2005 11:11 PM
Com calma?... Como as ondas do mar? ;)
Publicado por: maria arvore às janeiro 29, 2005 11:13 PM
Pois vague, é para isso que serve todo o tempo do mundo: para a calma. :)
Publicado por: maria arvore às janeiro 29, 2005 11:21 PM
Amar com todo o tempo do mundo - tão bom! Não me criem nostalgias, ok?
Publicado por: 1poucomais às janeiro 29, 2005 11:23 PM
Zu, os sonhos são um bocadinho de todo o tempo do mundo. :)
Publicado por: maria arvore às janeiro 29, 2005 11:39 PM
Que é que eu perdi, entretanto?...
Ah! O humpf! da menina Vague. 'Tá bem! Põe-se a falar do Boggart e tal, se calhar queria um beijinho asséptico. ;)
Publicado por: cap às janeiro 29, 2005 11:48 PM
Já vi a este post e não vejo motivos para reclamações, Maria :)
'Amar com todo o tempo do mundo'
é belo belo belo
imenso como o mar em que me estendo...
(mas imagina que só tens meia hora antes de sair de casa - vais perder 15 m da tua vida?)
nota: este é o meu lado prático, temos q ser práticas tb ;)
Publicado por: vague às janeiro 29, 2005 11:49 PM
É pior a emenda q o soneto,
Cap'inho :D
Publicado por: reclamante de beijos assépticos às janeiro 29, 2005 11:51 PM
Maria, a Mónica anda por aqui? ;)
Publicado por: cap às janeiro 29, 2005 11:52 PM
Eu não estava a reclamar: eu não sabia é que havia conversa no andar de baixo ;)
O tempo é relativo: num segundo, num minuto ou numa hora pode-se viver todo o tempo do mundo, digo eu.
Se calhar é por não usar relógio no pulso. :)
Publicado por: maria arvore às janeiro 29, 2005 11:53 PM
Eu sei Vague'inha. ;)
Publicado por: cap às janeiro 29, 2005 11:53 PM
Pois. beijos a todos, sem serem assépticos...de volta pela manhã ;-)
Publicado por: Não havia um anão da branca de neve que dormia muito? às janeiro 29, 2005 11:54 PM
A Mónica está à procura da tecla onde se liga à Internet.
Publicado por: maria arvore às janeiro 29, 2005 11:58 PM
Dorme bem Tubyzinho.
E bons sonhos para todos que eu aproveito a boleia para me ir deitar ( que amanhã tenho de levantar de madrugada, ou seja, ao espreitar dos primeiros raios de sol)
Publicado por: maria arvore às janeiro 30, 2005 12:00 AM
Hoje andamos muito delicodoces por aqui por estas bandas.
Publicado por: derFred às janeiro 30, 2005 12:03 AM
Bons sonhos para quem vai já nanar. Com mais beijinhos (delicodoces, porque não?)
Publicado por: 1poucomais às janeiro 30, 2005 12:13 AM
derFred, para quando uma posta das tuas?
Menina Zu, a torre desmoronou, foi? ;)
Publicado por: cap às janeiro 30, 2005 12:17 AM
A torre não tem a ver com blogs. Tem a ver com o resto. Isto eu controlo.
Publicado por: 1poucomais às janeiro 30, 2005 12:42 AM
Já percebi que ontem á noite, perdi uma sessão de troca de beijos e de mimos... :-(
Mas um serão com amigos (outros), onde conversas e discutes temas dos quais já sabes a opinião de cada um, há muito, onde lhes ouves os risos, sentes o toque, o cheiro, saboreias o fumo e o vinho ... não há melhor mimo, que isto.
Publicado por: Karla às janeiro 30, 2005 12:51 PM
Alguém falou em beijo? Onde? Onde?
Publicado por: Monica Lewinski às janeiro 30, 2005 01:27 PM
Tantos beijos que se trocaram ontem!...
Deixo dos meus também, a todos e todas
Publicado por: sofia às janeiro 30, 2005 07:37 PM
É, Sofia, ontem foi para aqui uma beijoquice pegada. Qualquer dia andamos todos à bofetada, para variar ;).
Publicado por: 1poucomais às janeiro 30, 2005 08:17 PM
sharkinho, por favor, a Roxy está mesmo a precisar de um SOS teu, continuou este teu post aqui, e foi chamada de mta porcaria. Como sempre, em minha opiniao, o autor do post inicial deve pelo menos ir fazer um comentário onde se segue o post que fez. Foi aqui: http://malandra.weblog.com.pt/arquivo/178410.html.
Por favor, ela está arrasada. chamaram-na coisas para além do k um ser humano suporta!
vá lá bacano
Publicado por: golfinho às janeiro 30, 2005 11:50 PM
Oi, lindo!!!Passei por aquí novamente...e de novo uma delícia !!!Vou botar lá do outro lado..nos favoritos..Bj
Publicado por: agatha às janeiro 31, 2005 01:20 AM
gracías!
Publicado por: golfinho às fevereiro 3, 2005 04:01 AM