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março 28, 2005

A POSTA QUE NÃO HÁ HERÓIS

curto.jpg

Há temas particularmente sensíveis para um homem. A virilidade, por exemplo, constitui quase sempre mais motivo de preocupação ou ponto de partida para um insulto eficaz do que a inteligência. Ou a falta dela.
Neste, como noutros aspectos, é foleiro generalizar. No entanto, nunca vi um fulano virar-se do avesso por alguém lhe chamar burro. Nem vi algum tão atrapalhado por errar uma conta de dividir como por lhe falhar o equipamento na hora da verdade.
Claro que um tipo pode falar disto na paródia. Entre pessoas porreiras, um desses flopes até pode ser o ponto de partida para uma segunda tentativa bem mais divertida. Pois. Mas em certas circunstâncias, o flop assume proporções desastrosas e a vontade de rir terá origem nervosa...

Aconteceu-me por duas vezes ao longo da vida e assumo-o perante vós.
No final da adolescência, depois de anos a desejá-la com o ardor típico dessa fase das erecções descontroladas (que uma pessoa julgava então que só aconteciam até aos dezoito anos), consegui finalmente o grau de proximidade que me permitia ambicionar algo mais. E algo mais aconteceu. Num carro, a sua primeira experiência em domínios que nunca ousara até então. Correu menos bem, no final, pelo arrependimento de última hora e demasiado tardio. Mas ao embaraço da situação sucedeu-se uma cumplicidade de amantes que manteve a chama acesa.
Dias depois, o segundo round desta relação pouco auspiciosa. O que ansiava nesses dias uma hipótese de lhe mostrar o quanto a desejava. Tudo perfeito. Menos eu, o avô cantigas, em choque perante uma ausência de reacção do amigo fiel que nunca antes me traíra. Não haveria uma terceira tentativa, convencidos que ficámos da discrepância entre os nossos relógios biológicos e porque nessa altura, idiota, nem me ocorreria aplicar alguma solução de recurso que nos pudesse manter entretidos até vermos o que aquilo dava. Concentrei-me apenas na terrível vergonha, egoísta, do macho incapaz de honrar os seus pergaminhos. Foi talvez o momento mais desastrado da minha vida sexual.

Voltei a deparar-me com esse fenómeno tão imprevisível poucos anos depois. Horas a fio a abrirmos caminho para um acontecimento impossível, assim o julgávamos, pela duração da nossa amizade e suas perspectivas de futuro. Mais umas horas a certificarmo-nos com beijos e carícias que "aquilo" estava mesmo prestes a acontecer. E às três da madrugada, quando cobrimos os corpos nus com o lençol da minha cama, nicles. Valeu-me a ausência do efeito surpresa (é nisto que a experiência de vida muito interfere), o que me permitiu manter a calma, gerir a situação com elegância, empenho e descontracção e depois pedir-lhe na boa duas horinhas de sono para ver se me inspirava. E não é que resultou?
Quando o despertador tocou, duas horas depois, acordei com a surpresa contrária (do tipo duracell) e só parámos para almoçar umas horas depois (ao contrário do que se vê e ouve a torto e a direito, isto não acontece tantas vezes como a malta pinta - ou então tenho tido um azar do caneco e terei que reequacionar as minhas horas de sono). Foi, em antítese, um dos momentos "épicos" do meu historial (isto já é descaradamente conversa de homem, "fiz e aconteci", "não sei quantas horas a abrir" e tal...).

Agora vejam: este tema é terrível de abordar perante homens (mesmo que já lhes tenha acontecido, raramente o admitiriam e acabam por inconscientemente olhar com piedade para o assumido fraco da coisa) e perante mulheres (pelo nosso receio de que nos desdenhem por falta de confiança na capacidade física e anímica para cumprirmos o papel que nos cabe). Porém, trata-se a meu ver do tipo de assunto que não deve morrer no segredo. Até pela informação valiosa que podemos transmitir para referência futura e para evitar recalcamentos injustificados que a longo prazo nos põem a bater mal da cabeça.
Por outro lado, tenho insistido na tecla de que não cultivo assuntos tabu e isso ainda faz mais sentido no âmbito da minha actividade de blogueiro. Mesmo que, como na sequência de postas anteriores, isso implique mais uma dúzia de emails a apelidarem-me de trombeiro (como é que ainda não perceberam, gente bronca, que isso não constitui para mim um insulto?) e/ou desiluda de alguma forma quem possa confundir-me com uma versão informática do Zézé Camarinha.

Publicado por sharkinho às março 28, 2005 12:43 PM

Comentários

Não é nada terrível, Tuby. Eu, por exemplo, já ultrapassei a dezena de «negas» ou «flops» e rio-me sempre imenso quando isso acontece...

(Como sempre, a ilustração do post está ge-ni-al).

Publicado por: João Pedro da Costa às março 28, 2005 01:12 PM

Mais de uma dezena? Na boa? Isso é de um fairplay notável! E tiro-te o chapéu pela frontalidade e pela solidariedade de classe que o teu comentário implicou, ó Ruinoso filisteu.
Os amigos são para as ocasiões. ;)

Publicado por: sharkinho às março 28, 2005 01:23 PM

O erro é supor-se - como tantos supõem - que, por ser menos visível, não acontece um "flop" com as mulheres. Na prática, é certo que não parece impeditivo da conclusão do acto em si, mas a verdade é que, por diferentes motivos, o corpo não chega a responder, ou não responde como seria suposto.

Eu nunca gostei nem de super-homens nem de super-mulheres. Gosto de gente, tal como é. E isso quer dizer pessoas que não são infalíveis e não têm qualquer problema em assumi-lo e melhorar com esse reconhecimento da própria falibilidade.

Publicado por: Hipatia às março 28, 2005 01:35 PM

Gosto deste interrogatório para memória-futura. :)

Quanto aos flops (esta palavra irrita-me!), isto é, as «negas» masculinas, opino que é mais frequente quanto mais jovem se é. Depois, a experiência ajuda muito a não se ter ataques de pânico.

A reacção feminina a isso, em minha opinião, só costumo ser negativa quando há falta de auto-estima da própria ou o nível de confiança é muito baixo.

Publicado por: maria árvore às março 28, 2005 01:39 PM

E como refere a Hipatia, também acontece às mulheres, em muitos muitos casos. Posso garantir-vos que demorei anos para que não me acontecesse.

Publicado por: maria árvore às março 28, 2005 02:52 PM

Olha, sei lá!
Um homem, não sei como reage ao teu post... Mas uma mulher (pelo menos esta aqui)... assim à primeira, fica de queixo caído a ler-te... E desculpa lá, mas só me apetece mesmo é dizer "Este Homem, tem-nos no sitio" e isso é uma espécie rarissima, nos dias que correm.
Beijoca para ti!

Publicado por: Partilhas às março 28, 2005 03:04 PM

Pá...acontece a todos. Antes por ataques de nervos esporádicos que por falta crónica de força na verga: é só o que me ocorre dizer. :DD

(isso e aquele ditado conhecido sobre enquanto houver língua e dedo não há mulher que meta medo...olha, eu vou-me já embora para não estragar mais o teu blog...:DDD)

Publicado por: catarina às março 28, 2005 03:19 PM

É reconfortante saber isso, Hipatia, pois sempre aligeira a carga que se instala sobre nós, machos da espécie, quando essas coisas acontecem connosco (fala-se mais das nossas negas do que das vossas, não é?).
Beijos.

Publicado por: sharkinho às março 28, 2005 03:42 PM

Para memória futura? De quem, ò arvorada? Do quê?
Mau, mau, Maria... ;)

Publicado por: sharkinho às março 28, 2005 03:45 PM

Eu cá também acho, como o JP, que não é nada terrível. E acho que só aocntece se o gajo está mesmo muito empenhado e determinado na ralação com a gaja. Tenhoa certeza que nunca vos aconteceu numa daquelas situações de "bute lá" que a gaja até é muita boa e tá-me a dar bola...
;-) (isto sou eu armada em dra Freud desculpa lá maria-árvore não é p'ra te usurpar o lugar ;-)))

Publicado por: Mar às março 28, 2005 04:03 PM

É tudo muito bonito mas qd acontece é normal q a mulher questione se o problema não será dela, apesar de ser um problema dele (dos dois), momentâneo, e pouco grave. E não acho q seja uma questão de auto-estima, mas até de saúde mental pensar assim. Parece q estamos no programa do Júlio Machado Vaz. Porreiro.

Publicado por: Avidez às março 28, 2005 04:16 PM

nunca me aconteceu.
sempre que me aconteceu a culpa foi dela(s).
fiz com que acontecesse sempre várias vezes com a mesma pessoa para que não restassem dúvidas de que a culpa era delas.

Publicado por: unstress às março 28, 2005 04:25 PM

Eu não diria melhor, Partilhas... :)

Publicado por: sharkinho às março 28, 2005 04:32 PM

Loud and clear, Catarina! (Lol)

Publicado por: sharkinho às março 28, 2005 04:33 PM

(eu tou aqui mas caladinha...:DDD )

Publicado por: catarina às março 28, 2005 04:43 PM

Pois, dra Freud, tenho que aceitar tão ilustre parecer (até porque parece menos comprometedor visto dessa forma) :)

Publicado por: Jung às março 28, 2005 05:04 PM

O Júlio Machado Vaz, esse meu rival da blogosfera, sempre a falar de política? Vade retro, Avidez! (embora reconheça que o rapaz escolheu uma bela forma de ganhar a vida)

Publicado por: sharkinho às março 28, 2005 05:06 PM

Ok:(

Publicado por: Avidez às março 28, 2005 05:10 PM

Claro que sim, Unstress, naturalmente. Até porque não há homens impotentes, há é mulheres incompetentes! Dá-lhe! É mesmo assim, brincamos ou quê? :))
e agora eu puxo as calças mais para cima com ar marialva e ajeito o nó da gravata - que pus de propósito para te desejar as boas vindas a esta casa do povo, colega destressado).

Publicado por: sharkinho às março 28, 2005 05:10 PM

(não te inibas, Catarina, arrefinfa-lhe sem perdão)

Publicado por: sharkinho às março 28, 2005 05:13 PM

Ò Avidez, tu não te assustes! Mas é que o Júlio agora é da concorrência e percebe mais de futebol e de política do que eu (que só fico com o tema sexo para me defender) :))))

Publicado por: sharkinho às março 28, 2005 05:19 PM

O 'arrefinfa-lhe sem perdão', neste caso em concreto, não sei se produzirá os resultados desejados...é mais a onda do 'ó filho, deixa lá, isso já te passa, toma um chazinho para as cruzes, se calhar é do alcool, só pode, ou do stress, andas a trabalhar demais, môri, sabes que na tua idade o motor já não é sempre infalível...':DD Sou uma gaija compreensiva ou quê?

Publicado por: catarina às março 28, 2005 05:25 PM

Ah e também podemos sempre compará-los aos ex's! 'deixa lá filho, isso também aconteceu ao Vitinho, sabes aquele ex-namorado que me deixava doida, tá bem que só foi uma vez durante cinco minutos quando a mulher dele telefonou...'
(Sharkinho, manda-me calar! :DDD)

Publicado por: catarina às março 28, 2005 05:28 PM

:)))
continua Catarina....eu já venho vou inspirar-me!

Publicado por: Luna às março 28, 2005 05:37 PM

Bem, isto está com uma produção! (de posts).

Não é fácil acompanhar o ritmo (...continuo a falar dos posts! :))

Shark, frontal como sempre. E, como sempre, em grande!

Abraço.

Publicado por: Leonel Vicente às março 28, 2005 05:38 PM

(Sharkinho, "palize", tu não mandes a Catarina calar-se... é que já estou em lágrimas de tanto me rir)

(Oh Cat, essa de os comparar aos ex's... lolada!)

Publicado por: Hipatia às março 28, 2005 05:40 PM

(Abri a caixa de pandora...)
E agora mostro um sorriso amarelo e digo "estejam à vontade, estejam à vontade" e é o deboche. Mas eu estava a pedi-las. E como os rapazinhos, salvo raras excepções, andam todos a assobiar pró tecto, fica o assunto entregue a estas megeras, perdão, a estas comentadoras de primeira linha.

Publicado por: sharkinho às março 28, 2005 05:46 PM

Também vou assobiar pró tecto...(é outra maneira de deixar passar um tempo para as coisas se recomporem...;))

Publicado por: megera Cat às março 28, 2005 05:51 PM

Leonel, amigo, pois os posts...
E o tempo, já viste? Chove e tudo, uma maravilha.
(não pares de assobiar, sobretudo não pares de assobiar que a situação não se afigura muito agradável de enfrentar - se elas abrem todas o livro, eu mando-te as chaves prá mão e vou num instante comprar um maçito de tabaco, mas não te atrapalhes, hã? Um homem que é homem, hã? Se eu não tivesse que ir... o tabaco... vício malvado)

Publicado por: sharkinho às março 28, 2005 05:52 PM

(pões-te a abrir caixas... ihihihih)

Publicado por: Hipatia às março 28, 2005 05:54 PM

Por falar nisso, o tecto está a precisar de uma pintura...

Publicado por: sharkinho às março 28, 2005 05:59 PM

(pois, parece que normalmente ficam a olhar para o tecto... e a pensar na vida, enquanto vêem a pintura que ainda falta fazer. eheheheh)

Publicado por: Hipatia às março 28, 2005 06:01 PM

Apetecia-me vestir camisa à Nelo e dizer qquer coisa do género: "Parou! Silenciou! Ninguém aqui toca nesse grande senhor teorizador q é o Júlio Machado Vaz". Eu quero lá bem saber se ele agora fala de futebol, qd o vejo aqui nas ruas da Invicta começo logo a ouvir a marcha nupcial... Esse senhor, se falhasse na hora agá, podia-se sempre substituir o sexo por uma conversa sobre o mesmo.

Publicado por: Avidez às março 28, 2005 06:18 PM

Tu e as caixas hein??

Publicado por: Mar às março 28, 2005 06:28 PM

Pronto, Avidez, assim sendo (os amigos das minhas amigas meus amigos são) ninguém toque no teorizador. Embora eu não considere a substituição que mencionaste muito satisfatória...
Mas isto é um gaijo a teorizar, claro.

Publicado por: sharkinho às março 28, 2005 06:29 PM

As caixas, pois é. Mexe-se e pás! Nem lembra ao diabo as coisas que podem saltar de uma caixinha... É assim que uma pessoa, com o susto, pode dar-lhe uma coisinha má (daquelas que eu bisei).

Publicado por: Caixeiro de Pão D'Ouro às março 28, 2005 06:32 PM

Cheguei agora, mas ó camarada Shark, realmente as meninas estão a tomar conta da situação. :DDD
É deixá-las, que elas sabem bem o que fazem. ;)

Publicado por: cap às março 28, 2005 06:34 PM

Eu também não...mas a gente diz estas coisas p parecermos sensíveis.

Publicado por: Avidez às março 28, 2005 06:50 PM

Se não formos nós, cap, a tomar conta da situação, bem podemos esperar sentadas...:DDD

Isso do tecto ter que ser pintado e tal, não é típico de uma linha de outro filme, Sharkinho? Se bem me lembro (pois é, acontece a todas...), acho que era aquele filme em que o tipo não sofre de nada senão mesmo de incompetência aguda...

Quanto à substituição, estou contigo, Shark: nem é lá muito satisfatória e até me parece um factor acrescido de tira-tusa, mas enfim, há quem defenda que, não conseguindo lá chegar, dissecando o assunto talvez lá vá: é cmó Pai Natal, há quem acredite em tudo. :DDD

Publicado por: megera Cat às março 28, 2005 07:05 PM

Ai, Cat, já disseste tudo, e eu já ri a valer com esta caixa de comentários.
Mas cá para mim, o melhor nessas ocasiões é mesmo não valorizar em demasia. Primeiro, ele pode estar cansado, stressado, com tanta vontade de mostrar o que vale que zás, sai-lhe o tiro pela culatra (será que esta expressão se adapta bem ao presente tema?). Depois, se ela tiver jeitinho, passado um tempito estará o problema resolvido. E pronto!

Lembrei-me também dum ditadito interessante a este respeito, e não só; acho que parte dele foi citado aí algures, mas não estava todo e merece: não há homens impotentes, mas sim mulheres incompetentes; e não há mulheres frígidas, apenas más línguas.

(isto de terminar teses tem cada efeito secundário... olha o que eu ando por aqui a escrever!)

Publicado por: 1poucomais às março 28, 2005 07:56 PM

Credo, a Zu também? Ò Cap, pela tua rica saúdinha acompanha-me nesta hora, pá! Não há andamento para o calibre destas jovens mocinhas.

Publicado por: sharkinho às março 28, 2005 08:00 PM

Por acaso também me ocorreu, Catarina, que pôr-me na palheta acerca do assunto teria sido a cereja no topo do bolo das minhas "falhas técnicas", o golpe de misericórdia na minha hipótese de redenção. :)

Publicado por: Megero Dog às março 28, 2005 08:06 PM

Muitos homens pensam q as coisas são como nos filmes porno, e qd vêm a realidade trabalhosa q têm pela frente, assustam-se. Não é q nos filmes porno aquilo não dê trabalho...bem eu tb acho melhor não voltar aqui hoje senão vou descambar ainda mais! Elas estão a puxar por mim, segurem-me!!

Publicado por: Avidez às março 28, 2005 08:06 PM

Eu nunca vi desses filmes, não sei...

Publicado por: sharkinho às março 28, 2005 08:08 PM

Eu tou como a Zu, com um bocadinho de empenho não há massa que não cresça...mesmo sem ser preciso grande fermento ;-P

Publicado por: Padeira da Planície às março 28, 2005 08:15 PM

Anda uma pessoa ocupada o dia todo e dá com isto.
Já ri que nem uma perdida - com os comentários, claro.
Quanto às negas dos corpos... Como diz o outro: acontece! O melhor mesmo é não dramatizar.
(Sr Tubarão que tecto é que precisa de pintura?)

Publicado por: sofia às março 28, 2005 08:23 PM

Eu prefiro em forno de lenha, se não causar transtorno.

Publicado por: Farinha de Trigo às março 28, 2005 08:23 PM

Olá, Sofia.
Claro que não se pode dramatizar. Dramática já a situação é por si...
(o da capela sistina, mas é só uns retoques.) :)

Publicado por: sharkinho às março 28, 2005 08:27 PM

É pena... porque enquanto punhas o filmezito e vias umas imagenzitas talvez a falha técnica passasse mais depressa...

E assim como assim, o vocabulário é mais acessível que o do Júlio. :D

Publicado por: maria arvore às março 28, 2005 08:28 PM

É lá agora dramática - é do sono, ou dos copos, ou o raio do trabalho, ou "outros" (com o respectivo espaço em branco para preenchimento)
Num à parte - farinha de milho em forno a lenha... rica broa se fazia!...
(Quanto ao tecto, a viagem e hospedagem fica garantida? Se sim também posso voltar aos pinceis)

Publicado por: sofia às março 28, 2005 08:34 PM

Irmão Shark, tu desculpa lá... mas essa de te acompanhar nestes momentos complicados, tipo reserva moral e assim, pá! Não dá! :)))
Isto é cada um por si. Dormes duas horinhas, imaginas um lindo fresco erótico no tecto (Sofia, não é o que estás a pensar...) e pronto!

Eu estou com a Cat (e a Zu e a Padeirinha): é deixá-las tomar conta da situação - sentadas, deitadas, sei lá! - e siga pra bingo.

:DDDDD

Publicado por: cap às março 28, 2005 08:36 PM

Cap, uma pessoa tenta desconversar e tu nada - não deixas!...
(saio de fininho antes que me lixe)

Publicado por: sofia às março 28, 2005 08:38 PM

Olha lá ò artolas, eu não te pedi apoio logístico...

Publicado por: sharkinho às março 28, 2005 08:41 PM

Sai, Sofia, foge antes que tenhamos que acertar os particulares da viagem! E sobretudo da hospedagem. :)))

Publicado por: sharkinho às março 28, 2005 08:42 PM

Sofia, quando escrevi o meu comentário anterior o teu da desconversa ainda não estava no ar.

(agora queres voltar à farinha ou às tintas? ;) )

Publicado por: cap às março 28, 2005 08:43 PM

Ai não Starsky? ou Sharky ou Tuby, ou lá o que é!

(quando é que arranjas uns smileys com auréola?)

Publicado por: Hutch às março 28, 2005 08:45 PM

Smileys? Isto é um blogue do Weblog.PT, coisa muito séria. Aqui, auréolas só as das nódoas (que podem cair no melhor pano).

Publicado por: sharkinho às março 28, 2005 08:54 PM

Eu ainda estou é um bocadinho confusa com o "siga para bingo"... será que jogar ao bingo também dá para arranjar forcinhas para algo mais?

Deve ser a tal de retemperar forças...

hmm...

Publicado por: Hipatia às março 28, 2005 09:01 PM

Senhoras e senhores, há algum bingo na sala?

Publicado por: Antes do Setenta às março 28, 2005 09:16 PM

Sharkinho da Silva

Não me arrisco a comentar porque não tive (ainda!!!) tempo para ler o que os peixinhos deste oceano andaram para aqui a guglugar.

Mas acredita que com posts deste calibre provocador ainda chegas aos 222 comentários.

Voltarei mais tarde, quando este meu cantinho estiver livre...

Publicado por: CotaEspantada às março 28, 2005 09:25 PM

Arrisco a dizer que a probabilidade dessa situação acontecer é inversamente proporcional às expectativas que se criam ao ensar na quantidade de vezes que isso pode voltar a acontecer LOLOL ;-)

Publicado por: Caliope às março 28, 2005 10:11 PM

Tens de ver pelo menos um filme da Celia Blanco, com anões e cavalos. Os diálogos são invejáveis. Mas será q mais ninguém defende o Julinho? Dasss:)

Publicado por: Avidez às março 28, 2005 10:24 PM

tu picas Tuby...depois admiras-te...É claro que tudo se resolve, tirar o melhor partido da murchise do amiguinho....e rir á farta com a situação q a todos acontece, dar azo á imaginação ela dá o mote e é vê-lo arrebitar...depois os dois é seguir para Bingo; em alternativa ele poderá dar também o mote e duvido que o amiguinho aguente muito tempo down ao vê-la contorcer-se de prazer...e aí é seguir para Bingo até que a voz lhes doa!
ui....desta é que não venho cá mais!

Publicado por: Luna às março 28, 2005 11:49 PM

Só cheguei agora e isto já está assim?
Bem, tenho de confessar que me acontece frequentemente, várias vezes ao dia... Mas já descobri o antídoto, e não é pequenino e azul...

Publicado por: Jorge Morais às março 28, 2005 11:54 PM

Sharkinho,

E pronto, a cada palavra, a cada post, fico agradavelmente surpresa, e admirar-te ainda mais...

Tal como diz a Hipatia, não existem super-homens, nem super-mulheres, existem pessoas, que pelos mais variados motivos, nem sempre se sentem "disponiveis" para o outro...

Um beijo de bom dia!

Publicado por: Maria Branco às março 29, 2005 09:00 AM

Que é para cozer lentamente, à maneira artesanal não é shark? ;-P

Publicado por: Padeirinha (obrigado ó cap) às março 29, 2005 11:37 AM

Exactamente. Artesanal, cozido sem pressas e bem tostadinho na côdea... :)

Publicado por: Farinha de Trigo às março 29, 2005 12:29 PM

Ò Cota, sentes-te apertada? Há espaço que chegue para todos neste gigantesco aquário T8, porque ficas no cantinho?

Publicado por: sharkinho às março 29, 2005 12:31 PM

Caliope: importas-te de repetir? :))))

Publicado por: sharkinho às março 29, 2005 12:35 PM

Sempre que vinha entusiasmado para deixar um comentário a este post, falhava-me a pujança e por mais que eu massaja-se o teclado, não havia maneira da coisa sair.

Momento de solidariedade masculina: A mim já me aconteceu uma vez... mas em abono da verdade tanto a passividade da parceira como a necessidade da colocação preservativo contribuiram para o resultado. Pelo menos esta é a versão oficial.

Publicado por: PN às março 29, 2005 01:20 PM

Anões e cavalos? Tás a reinar comigo, Avidez...

Publicado por: sharkinho às março 29, 2005 03:19 PM

Luna, ora essa. O charco é the perfect spot para um comentário como o teu. ;)

Publicado por: sharkinho às março 29, 2005 03:21 PM

Bacalhau quer alho... o saber não está todo numa cabeça.

Publicado por: bill às março 29, 2005 04:19 PM

Qual a reinar!! Eu com estas coisas não brinco. Anões e cavalos, sim senhor. Não quer dizer que eles interajam com a senhora, mas fazem parte do cenário.

Publicado por: Avidez às março 29, 2005 04:23 PM

bem me parecia que faltaca aqui qq coisa...a poesia!
achas mesmo Tuby...ó cap desculpa lá mas essa de chamar ao sharkinho...Tuby ou lá o que é...por isso é que depois pôe postas destas!!!!
é mesmo verdade o q a Avidez diz...se é q está a referir-se á Cicciolina!:))

Publicado por: Luna às março 29, 2005 04:46 PM

O Jorge, isso soa-me a resposta do tipo enguia (daquelas muita escorregadias). Afinal coiso ou não coiso? E descoiso ou não descoiso? Vá, deixa-te de reviengas...

Publicado por: sharkinho às março 29, 2005 05:14 PM

Maria Branco, deixaste-me mesmo sem jeito...

Publicado por: sharkinho às março 29, 2005 05:16 PM

É por estas e por outras que eu gosto deste PN. Não consegue despir as palavras do sentido de humor. Mas acho que a versão oficial é incontestável quanto à absoluta ausência de culpa do macho viril. Contra factos...

Publicado por: Fã do(s) Fumos às março 29, 2005 05:20 PM

Não, Luna, estava a falar da Celia Blanco, q é a nova rainha do porno, dp da Cicciolina ter passado à idade da reforma. :)

Publicado por: Avidez às março 29, 2005 05:21 PM

O que distingue uma rainha do porno das plebeias?

Publicado por: sharkinho às março 29, 2005 06:11 PM

Ainda pensei meter-me nesta conversa porreira mas descobri que não tenho en verga dura para tanto. Sorry.

Publicado por: Pedra às março 29, 2005 06:12 PM

Já tens Emule? Faz uma pesquisa e logo descobres o q faz dela rainha.:D

Publicado por: Avidez às março 29, 2005 06:25 PM

Com o teu comentário já revelaste precisamente o contrário, Pedra. É uma questão de ritmo, como diz o Leonel. ;)

Publicado por: sharkinho às março 29, 2005 07:08 PM

Shark,

Matematicamente:
Sendo P(i) a probabilidade de um "flop" na i-ésima vez, P é uma função monótona crescente. Assim, quanto maior for i (número de vezes na mesma noite/dia) maior será P(i). Se considerarmos P(t(i),i) como a probabilidade de um "flop" na i-ésima vez após um tempo t, já temos uma função mais complexa, sendo o diferencial entre os tempos |t(i)-t(i-1)| fundamental para a diminuição de P(t(i),i), isto é, incrementa as possibilidades de sucesso.

Agora, fui claro?

Publicado por: Jorge Morais às março 29, 2005 07:18 PM

Espera aí um bocadinho, Jorge, enquanto faço a prova dos nove a ver se fiz bem a conta...

Publicado por: sharkinho às março 29, 2005 07:54 PM

Giros, vocês todos... e juntos, então!
Um mimo de ler e rir até às lágrimas.
Já tinha gostado da entrada, mas o prato forte serve-se nos comentários.
E eis como das fraquezas se fazem forças. E se vem de moleza à nobreza. Mas disso, sabe o Sharkinho! beijos e risos, que o T8 comporta...

Publicado por: Viajante às março 29, 2005 09:23 PM

E a raiz quadrada??? ;-PPPP
(eu cá percebi tudo o que o Jorge disse olaré se percebi!...)

Publicado por: Mar às março 30, 2005 12:18 AM

Sharkinho da Silva

Quando falo do "meu cantinho" falo de um tampo de madeira atulhado de papeis, monitor, teclado e outros adereços afins, que partilho com o meu Mais-que-tudo embrenhado numa tese nos finalmentes (não tão finalmentes quanto gostariamos)... A probabilidade de encontrar a cadeira vazia é cada vez mais escassa. Não estamos a falar do mesmo cantinho, pois não?;)

Quando reponho a leitura dos comentários em dia fico sem fôlego para responder de tanto me rir.

Mas há uma questão que está por responder: atão o tamanho conta ou não?

Sei que o desstressado não vai ler isto mas não resisto a mandar a minha: no tempo da minha adolescência inconsciente (long, long time ago) costumava-se dizer que quem assim falava tinha era falta de peso, agora com o peso das minhas rugas só posso dizer que se trata de um puto de 16 anos a passar por um puto de 19. Se errei na faixa etária (e é o mais certo) só posso encolher os ombros e dizer "tadito"...

Suspeito que algumas mulheres também gostam um pouco desse momento em que pujança se evapora e podem pôr em prática a sua arte de cuidar da alma carente que se lhes apresenta (desde que não se repita com frequência). Pode até ser, se bem explorado, o recomeço do momento interrompido ou o aprofundar de uma relação.

Pena é que tenhamos sempre a sensação de termos de estar sempre à altura da situação.

Publicado por: CotaMarada às março 30, 2005 12:25 AM

Mar,

Como P é crescente, a raiz quadrada também é crescente... ;-) Mais vale aplicar um seno ou coseno se se quiser mesmo complicar. LOL

Ainda bem que percebes, caso contrário poderia ficar com a impressão que era o único capaz de perceber qual a solução "anti-flops". E é muito simples, como pudeste ver... ;-)

Publicado por: Jorge Morais às março 30, 2005 01:56 AM

Já me aconteceu o terrível drama masculino descrito e problematizado magistralmente pelo Sharkinho.

A causa? Pensar numa e estar com outra.

Acabei por ver aquilo como um sinal divino do caminho (cama) certo(a) a trilhar...

Hoje lembro-me disso com um certo peso na consciência, pois a pessoa percebeu imediatamente o porquê da não cooperação do Zézinho...

Apesar de tudo, acho que o problema só assume contornos dramáticos para o homem quando a causa passa a ser física.

No entanto hoje, com o auxílio da santa indústria farmacéutica, o panorama é mais agradável do que o era há alguns anos...

Publicado por: Alexandre Gil às março 30, 2005 07:22 AM

Um porto de abrigo sempre à tua disposição, Viajante! Agradável este teu comentário.

Publicado por: sharkinho às março 30, 2005 11:18 AM

Mar e Jorge: querem mesmo dar-me cabo do neurónio? Jáfumega...

Publicado por: sharkinho às março 30, 2005 11:19 AM

Ò Cota, ele estava a brincar. Ora lê lá melhor e depois confirma no blogue dele que se trata de alguém com sentido de humor. Mau feitio... :)

Publicado por: sharkinho às março 30, 2005 11:21 AM

Alexandre, o simples facto de teres sido um dos poucos gaijos a falar sem medos merece-me a maior consideração. E partilho contigo a alegria de saber que a indústria farmacêutica está a caminhar na melhor direcção...
Amanhãs que sorriem, não é? ;)

Publicado por: sharkinho às março 30, 2005 11:25 AM

Bem , Jorge, desde que a coisa seja crescente, por mim está tudo bem ;-))))))

Publicado por: (co) seno?? às março 30, 2005 11:30 AM

E, Shark, já lhe ouvi chamar muita coisa, portanto se quiseres dizer que é "uma passagem, pr'á outra margem", também me parece ok.

Publicado por: Mar às março 30, 2005 11:32 AM

Destressado

Já não está aqui quem falou!!!
Desculpa lá... não conhecia a tua veia humorística... mas esse discurso já o ouvi tantas vezes!

Mau feitio, EUUUUUUUU ? Quem disse????? ;)

Publicado por: CotaMarada às março 30, 2005 11:58 AM

Desde que a coisa seja crescente??? Este raciocínio matemático tem variáveis que me escapam...

Publicado por: Hipotenuso às março 30, 2005 12:34 PM

E sempre do lado certo do rio.

Publicado por: Ponte Vasco da Gama às março 30, 2005 12:38 PM

Claro que não, Cota. Deve ser boato...

Publicado por: sharkinho às março 30, 2005 12:38 PM

Mar e Shark,

Com uma função seno ou coseno, deixa de ser crescente, passando a ter oscilações (o seno e o coseno são funções "onduladas").
Mas é possível que a coisa continue a funcionar - basta ir "na onda" ;-)

Publicado por: Jorge Morais às março 30, 2005 03:12 PM

tipo montanha russa???

Publicado por: Mar às março 30, 2005 04:01 PM

Daqui deste lado a coisa está quase a passar para o lado de lá (xi, adoro estes comentários que descambam para o non-sense total...deixem lá não tentem perceber que eu também não...;-)

Publicado por: Mar(gem) esquerda às março 30, 2005 04:03 PM

é bom ver que este post continua em pé

Publicado por: Mi às março 30, 2005 04:14 PM

Ò Mi!!! Lolada pra ti, criatura fixe!

Publicado por: sharkinho às março 30, 2005 04:37 PM

Pergunta lá aí à gaja por onde é que ela anda que nem sinal no ilegal...;-))(olha, um verso!)

Publicado por: Mar às março 30, 2005 04:47 PM

eu ando aqui, mar
onde gosto de estar :)

Publicado por: Mi às março 30, 2005 05:06 PM

Se a coisa achar que do lado de lá é que se está bem, vai por mim: não a contraries. :))))))

Publicado por: sharkinho às março 30, 2005 05:31 PM

Mar,
Não é bem uma montanha russa, é mesmo uma boa onda marítima. Mas disso, tu é que percebes ;-)

Publicado por: Jorge Morais às março 30, 2005 07:38 PM

Vinha ler mas desisti. Não consigo ler tudo e não te posso ler menos que tudo (para quem não notar está disfarçado um elogio)

:p

Publicado por: vague às março 30, 2005 10:23 PM

pensando bem, vou ler...

Publicado por: vague às março 30, 2005 10:26 PM

É como diz a Hipatia, nas mulheres esses momentos acontecem (nos filmes, só nos filmes, claro) mas não se vêem, só um parceiro atento detecta a falta de sinais exteriores de emoção (qdo por ex, em pleno acto, ela se lembra que se esqueceu de comprar aquele perfume especial que pôe a cabeça dele a andar à roda ) e lá se vai o momento. Mas ele volta e volta e volta e anda-se à roda de tanta a cabeça andar à volta :D

Apesar de essas falhas de força acontecerem aos homens umas duas vezes na vida :D, mulher competente sabe dar a volta ao texto, digo eu :)

E o ditado da Zu está como cereja no bolo, olaré!

Publicado por: vague às março 30, 2005 10:45 PM

como isto ia no comentário 112, fiquei preocupada. mas já vi que, por aqui, tudo espeta. até logo, então.

Publicado por: Mi às março 31, 2005 01:38 AM

Bom, a bem dizer, a mim também já me aconteceu. Mas é curioso que foi só depois de casado e com a minha mulher. Estranho, não é? Na altura não ligámos. Ora, paciência. Fica para a próxima. Eu ainda matutei um pouco no assunto, mas nunca mais houve próxima, por isso até já tinha esquecido, até ler esta "posta" do Sharkinho.

Vamos lá a ver se não me dá azar... Venho-te pedir responsabilidades. Ouviste?

Publicado por: curioso às abril 1, 2005 10:26 PM

Disseste o quê, Curioso? :)

Publicado por: tubarão mouco às abril 2, 2005 11:48 AM

Eu reconheci logo o malandro do elogio embuçado nesta sala, Vague! E aprecio o tom determinado destas tuas convicções... ;))))

Publicado por: tubarão vaidoso às abril 2, 2005 11:50 AM

Opá, ultimamente andam muitas vezes, a querer fazer de mim "rainha", ...huumm?! lol
Eu adoro ver crescer os frutos do meu empenho, por isso acredito mt nele! eheheh
Um abraço, amigo!

Publicado por: Roxy às abril 6, 2005 04:33 AM

Recebe um prá troca, amiga. E que te sintas bem vinda nesta casa!

Publicado por: sharkinho às abril 6, 2005 09:45 AM