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março 01, 2005

UM COTA BACANO

rasta.jpg

Aqui há tempos, o Cap chamou-lhe a banda sonora da sua vida. E tem toda a razão, pois The Great Gig In The Sky, um tema imortal dos meus adorados Pink Floyd que ontem ocupou parte da musicalidade do meu serão, é das mais belas produções da década de setenta que tanto de bom nos ofereceu em matéria musical.

Eu sou um incondicional dos sons criados no intervalo entre 1967 e 1987. No espaço dessas duas décadas encontram-se todos os meus álbuns favoritos e a maioria da música que ouço por estes dias. Os Supertramp, com a obra prima Crime Of The Century e com o Breakfast in America que tantou me impressionou e que adquiri no dia do lançamento em Portugal. Os Genesis com o seu Seconds Out, ao vivo, e que pude ver também no cinema, sob o título Genesis e White Rock (com música do teclista Rick Wakeman, um tratado e imagens de desportos de inverno). Os Marillion, com o soberbo Misplaced Childhood. Os U2. A malta da new wave, Ian Dury, Fischer Z, The Police, The Clash e tantos outros. E os Pink Floyd, com tudo o que produziram após a fase psicadélica e até à saída de Roger Waters que tanto os amputou.

E os Foreigner de Four, os Boston de Dont Look Back, The Doors, Janis Joplin, o saudoso Bob Marley, The Queen. Uma galeria de gandas malhas e de pessoas invulgares, capazes de traduzirem em música e em palavras a essência das suas ideias e das suas emoções. Boa parte da minha vida a ouvir as suas expressões, deliciado, convertido às suas causas, influenciado para sempre em muito daquilo que sou.
E agradecido pela Revolução que me permitiu conhecer a maior parte destes sons clandestinos, proibidos pela seita de Salazar e seguidores.

Uma das mais marcantes recordações do final da minha infância foi ouvir o Animals, dos Pink Floyd, no sopé da Serra da Estrela, imponente, sob um manto de estrelas e com o fumo intenso dos charros dos meus primos e amigos mais velhos a apresentar-me outra dimensão da vida que não tardaria a partilhar. E outra, anos mais tarde, num ocaso na Ilha do Pessegueiro, com mais três grandes amigos e muito e bom material prá carola, ao som do Wish You We Here, também dos Pink Floyd, inesquecível.
E mais uma data de sensações intensas gravadas na mona e na pele que se arrepia só de ouvir os primeiros acordes de um som que se associa de imediato a um ou mais lapsos de tempo em que uma pessoa se sentiu incondicionalmente feliz.

Tento dar uma oportunidade às novas bandas e aos novos sons, mas fica-me Nirvana, Evanescence (vejam só!), Pearl Jam, Faith No More e pouco mais, um ou outro tema da Alanis, do Lenny Kravitz, Red Hot Chili Peppers (nem por isso tão novos assim). Nada que me influencie ou me impressione ao ponto de entrar na minha galeria dos imprescindíveis, das coisas que não dispenso ouvir, todos os dias, para me sentir bem. Claro que tenho em conta o facto de isso poder estar ligado ao envelhecimento a que nenhum de nós escapa, de uma forma ou de outra. Mas aprendo a lidar com isso sem nóias, pois orgulho-me das minhas referências como espero que os meus descendentes se orgulhem das suas e não me sinto obrigado a vivê-las com a mesma intensidade das que absorvi, apenas para provar que sou um puto novo e cheio de vontade de viver.
Essa prova, apresento-a a mim mesmo nas decisões que tomo e no estilo de vida que escolhi, na irreverência que sempre cultivei em tudo que faço, em tudo o que fiz e em tudo o que farei. Mas serei eu próprio, produto das influências a que aderi e nunca uma versão freak de um gajo que camufla a passagem do tempo com adereços teatrais e com falsos interesses que não me representem tal e qual sou. Mesmo que isso implique uma maior atenção da malta ao meus grisalhos.
Eu não me importo de ser cota, desde que me sinta sempre um cota feliz e bacano

Publicado por sharkinho às março 1, 2005 10:36 AM

Comentários

Humm...sabes que associo imediatamente a palavra grisalho à palavra charme...?;-)
E a música! Meu Deus, as tuas referências são as minhas e como é que não disseste nada do meu "Hey you" lá no Espelho?? Indefectível dos Pink Floyd, Supertramp, Doors e de quase todos os outros e Evanescence (sim, porque não??)mais Alanis dos actuais...enfim, mesma geração, é o que é...o que fará de mim uma cota bacana, não??;-)

Publicado por: Mar às março 1, 2005 11:07 AM

Bacana, o mais possível. Mas um nadinha baldas. Atão como é, ò meu elemento natural? Tou à espera da tua confirmação do nosso encontro (de trabalho, de trabalho)...

Publicado por: sharkinho às março 1, 2005 11:38 AM

Subscrevo na totalidade, com as letras todas as das músicas (sem sequer tirar uma) e as restantes "c", "o", "t" e "a".

Publicado por: Eufigénio às março 1, 2005 11:44 AM

Aqui fica o testemunho de outra cota, que também se julga bacana. Para além desses todos, ainda há outro grupo que consumi até à exaustão e de quem espero um CD encomendado em Londres - Barclay James Harvest. Recordo, com a mesma excitação que vivi na altura, o meu primeiro concerto ao vivo, no Dramático de Cascais, Supertramp. Revi-os em 2004 no Pavilhão Atlantico, cotas como eu, mas com o mesmo som.

Publicado por: Karla às março 1, 2005 12:05 PM

Subscrevo os teus gostos musicais. Também sou uma cota que não se desliga dos sons da adolescência, mas não prescindo de estar sempre a descobrir novos sons. Que tal partires também à descoberta? Permito-me sugerir, entre tantos que fazem os meus dias, Cocteau Twins, Dead Can Dance, Pixies; ou, mais recentes, Portishead, Goldfrapp, Morcheeba, Air, Lhasa, Franz Ferdinand, Muse, Strokes, Morphine... e os imparáveis Nick Cave e Tori Amos.
Boas audições ;)

Publicado por: LisaB às março 1, 2005 12:48 PM

Tu és o meu Eufigémeo ou não? ;)

Publicado por: sharkinho às março 1, 2005 12:52 PM

Ò Karla, aqui pra nós: também ouvia BJH de vez em quando (até tenho 4 álbuns deles), mas era só para agradar às miúdas. Aquilo é um nadinha lamechas pró meu andamento...
Quanto aos Supertramp, estive no segundo e perdi o primeiro por causa de uma lesão grave que contraí a jogar futebol (curiosamente, a jogar contra os juvenis do meu SLB). Foi um dos meus maiores desgostos, perder esse concerto no Dramático. Foi mesmo isso, dramático, sem tirar nem pôr.

Publicado por: sharkinho às março 1, 2005 12:56 PM

LisaB: tens a minha garantia de que vou procurar os sons da tua recomendação. E logo encontrarei forma de te informar acerca da minha opinião. Obrigado pela tua pachorra em me assinalares tantas opções!

Publicado por: sharkinho às março 1, 2005 12:59 PM

Tens razão, Shark
era a atirar para o lamechas mas, eu gostava. Entretanto lembrei-me de outros, The Cars, Meat Loaf, Billy Joel, Joe Jackson, Chris Rea e o MAIOR de todos David Bowie.
E música portuguesa? E música Brasileira MPB?

Publicado por: Karla às março 1, 2005 01:58 PM

Meat Loaf! Paradise By The Dashboard Light! Maluquíssimo pra dançar. David Bowie...sim, mas tal como os meus Genesis abastardou a partir de uma dada altura e fiquei sem pachorra pra ele. The Cars, boa malha. Joe Jackson também.
Os outros, nem por isso.
E música brasileira nunca foi das minhas opções, confesso. E na portuguesa, é fado, Madredeus e pouco mais...

Publicado por: sharkinho às março 1, 2005 02:17 PM

E na portuguesa, é fado, Madredeus e pouco mais...
Nem estes?
Sérgio Godinho, Trovante, Fausto, Zeca Afonso, só para lembrar alguns.

Publicado por: Karla às março 1, 2005 02:26 PM

Obrigada pela confiança... é que costumo dizer que estou cota mas não morta. Tenho amigos trintões e quarentões que se fixaram numa década e não saem de lá. Eu tenho o hobby de ir para a fnac ouvir tudo e mais alguma coisa, a ver se me mantenho actualizada (como nos livros, sempre a ver o que há de novo). E aquilo é apenas o que me lembrei assim de repente... há muita coisa boa por aí.

Publicado por: LisaB às março 1, 2005 02:29 PM

Eu concordo com a Karla, e não sou gaija, os BJH são boa malha, "paraíso dos cabalos" era coisa para um gajo chorar encostado ao vidro, vendo o embaciada frustação dos seus amores ( e não sou gaija repito). Os maiores desses todos (que tenho vergonha de ir até ao tempo dos beatles) são de facto os Fink Ployd, e o seu "Wish You We Here" é provavelmente ainda hoje a musica que mais ouço ( e não sou gaija repito). mas destes mais recentes que afinal não são, noto que há uns que são feitos da mesma massa, os Red Hot Chili Pepers, tambem por ti referenciados.

Enfim, sou a tua alma gémea sim (a dar mais para o feminino oh tubarão) e pelos vistos, sou a alma gêmea de toda esta maravilhosa geração de cotas.

Ai que me vêm as lágrimas aos olhos, acho que vou pôr aqui o Gato Esteves (como pudeste tu esquecer-te deste pá?)

Publicado por: Eufigénio às março 1, 2005 02:30 PM

Ummagumma!

Publicado por: bill às março 1, 2005 03:00 PM

Dos actuais (alguns entretanto desaparecidos), parece-me faltar: Radiohead, Skunk Anansie, Nick Cave, The Smashing Pumpkins, The Cure, dEUS, Peter Murphy, etc...
E dos antigos, Dire Straits e Dexys Midnight Runners.
De resto, concordo. Especialmente com Pink Floyd(Roger Waters era a alma do grupo, para o bem e para o mal), e com Misplaced Childhood (antes do Fish sair).

Publicado por: Jorge Morais às março 1, 2005 04:10 PM

Zeca, bem lembrado. Os restantes, népia. Sou um labrego no que concerne à música feita em Portugal...

Publicado por: sharkinho às março 1, 2005 05:17 PM

Ò LisaB: tu tens amigos que se fixaram numa década. Eu fixei-me em duas...
Mas estou receptivo ao que de bom a putalhada consiga produzir.

Publicado por: sharkinho às março 1, 2005 05:18 PM

Ummagumma, Bill? É denso, porra, muita denso e eu nunca cheguei a entrar na onda dos ácidos marados. Só mesmo das mais levezinhas, pois tenho uma constituição mental débil...

Publicado por: sharkinho às março 1, 2005 05:22 PM

Os meus gostos musicais sempre foram um bocado estranhos e acho que - ainda que também já "cota bacana", sou um nadinha mais nova, pela série de referências musicais ai em cima. O Jorge Morais já falou dos meus imprescindíveis Nick Cave (a "Ship Song" até hoje me arrepia) e Peter Murphy (o meu primeiro nick foi-me "dado" a propósito de uma música dele, quando ainda nem havia nicks, só petit nons, que nos identificavam de alguma forma). Mas eu sempre viajei numa onda mais dark e, até hoje, as minhas referências musicais são, às vezes, um pouco estranhas.

Do início da adolescência, guardo na memória o "Sorriso", dos Trovante e a lembrança da primeira vez que me partiram o coração, num longínquo verão algarvio. Depois, havia um certo "Eyes Without a Face", que me marcou profundamente, por ser a última música que dancei "a sério", antes do médico achar que, tendo já partido três vezes um pé e quatro vezes o outro, mais valia estar quietinha. E o "True Colours", da Cindy Lauper, por mais alguns motivos também especiais. E o "Tiny Tears", dos Tindersticks, ou o "Glory Box", dos Portishead. E há ainda o "The Dancer", da P.J. Harvey, o "Black Easter", dos Sol Invictus, ou o "Wuthering Heights", da Kate Bush, o "This is Hardcore", dos Pulp, o "Butterfly on a Wheel", dos The Mission, ou até mesmo o "Iron Lady", da Diamanda Galas. Com passagens pelo "Save of Prayer", dos Duran Duran, o "The Unforgiven", dos Metalica, o "Tainted Love", dos Soft Cell, ou o "Seetest Smile", do Black. E há sempre o "The End", dos Doors...

Não recordo álbuns. Recordo canções. Associo-as a momentos especiais. Alguns maravilhosos. Outros doloridos. Mas momentos que, como um cheiro que nos tenta ainda os sentidos, me remetem para mim, para a parte de mim em construção contínua, até ao eu que sou hoje...

Publicado por: Hipatia às março 1, 2005 05:45 PM

The Cure, Morais, claro! E Dexys e Dire Straits, o mais possível.
Agora os outros, enfim, Creep dos Radiohead, uma ou outra do Skunk (até por associar esse nome às grandes produções 'hortícolas' da sensacional Amesterdão) e o resto já é muita areia prá minha camioneta jurássica...

Publicado por: sharkinho às março 1, 2005 06:06 PM

Hipatia, até me arrepiei com o tamanho do teu comentário. Enquanto esta treta do Weblog continuar a bater mal, nunca te esqueças de fazer um copy do comentário antes de o tentares enviar. Para poderes fazer um paste depois, caso vá parar ao espaço e tenhas que repetir a dose...
Quanto ao conteúdo lá englobado, Peter Murphy gives me the creeps e já prá banda dele eu não tinha muito encaixe. Dos outros citaste alguns que abomino, alguns que adoro e uns quantos que desconheço nessa qualidade. Mas és muito abrangente, considerando a variedade de géneros...

Publicado por: sharkinho às março 1, 2005 06:10 PM

(Hipatia: põe-te a pau que eu já me apaixonei por menos do que isso...)

Após ler esta tua posta só me apetece cantar:

«You got to be crazy
You gotta have a real need
You gotta sleep on your toes
And when you're on the street
You got to be able to pick up the easy meet
with your [acorde maravilhoso de guitarra distorcida] eyes closed...»

Um gajo há-de ouvir esta merda com um gandacharro juntos, Tuby - podes crer.

Publicado por: João Pedro da Costa às março 1, 2005 06:11 PM

Ora, Sharkinho... se são as músicas da minha vida, eu escrevia tudo de novo. E ainda era capaz de acrescentar mais algumas, eheheh ;)

Imperdoável não gostares de Peter Murphy... um dia talvez te explique porquê :)

______

João Pedro, essa até me deixou sem ar :)))

Bolas! Aquele acorde.... aiiiii!

Sabes, tentei comentar-te no Afixe a propósito do Josh Rouse e do álbum novo. É que ele, no concerto da Alfândega do Porto, prometeu voltar com o Nashville ;-) Afinal, Espanha - onde está a morar - é mesmo aqui ao lado, não é?

Publicado por: Hipatia às março 1, 2005 06:20 PM

Dia 19 de Março, pode ser? Já tenho a cassette no carro e já falei com o meu fornecedor habitual.

Publicado por: sharkinho às março 1, 2005 06:32 PM

Hipatia, um dia talvez? Esse tipo de expressão não joga ca minha estrutura de pensamento. Um dia de certeza! Assim já brinco...

Publicado por: sharkinho às março 1, 2005 06:35 PM

Sharkas,

Antes de mais (e isto já se começa a tornar um lugar comum), excelente post, com a qualidade habitual!

Talvez o Misplaced Childhood não seja o melhor exemplo de um grande album de Marillion... Foi decerto um excelente registo para a editora devido à mistura "comercialóide" da cena! Não quero dizer com isto que não goste do album. Por acaso até o aprecio bastante (tenho o vinil e o CD) e tive a oportunidade e o prazer de os ver ao vivo em Portugal (Pavilhão dos Belenenses - 1985), 15 dias antes do lançamento do dito.

Mas na minha opinião, o Misplaced Childhood, apesar de agradável audição, é um disco substancialmente inferior aos predecessores "Fugazi" e, especialmente, ao "Script for a Jester's Tear", que considero um trabalho notável e o melhor que a banda alguma vez produziu.

Aliás, a resposta de Fish a um jornalista que lhe perguntou qual a razão da sua saída dos Marillion, foi elucidativa:

"Para não acontecerem mais erros como o Misplaced Childhood!".

Quanto aos Floyd, não há muito a dizer... Extraordinários em todos os sentidos! Mas de todos os trabalhos, destacaria três:

Os albums "Meddle", "Wish you were here", o "Dark side of the moon" e o meu preferido de todos, o "Final Cut"!


Ah... E obrigado por mais uma viagem no tempo! =)

Publicado por: zOinGo às março 1, 2005 07:12 PM

Manda sempre, patrício. Mas olha que apesar de ouvir muito os dois que citaste, considero o Misplaced Childhood o melhor trabalho deles e tou-me a cagar na opinião do reles desertor (a solo foi a merda que se viu) que, mesmo sendo um gajo do caraças, borrou a pintura quando me deixou sem os Marillion a sério. Foi como quando o JP fechou o Ruínas. Até me apeteceu esbofeteá-lo com as luvas do vestido de casamento da minha mãe.
E dos Pink Floyd gostas tanto que destacarias três, mas ias numa pressa para os cinco que até estalava... ;)
Já agora, porquê =)?

Publicado por: sharkinho às março 1, 2005 07:26 PM

Ando tão fartinho da permanente filoxera dos comentários do Weblog.pt que só me apetece dizer daquele tipo de coisas que evito exibir perante os vossos olhinhos...

Publicado por: sharkinho às março 1, 2005 07:28 PM

A minha cota ainda é pouco elevada. :))))

Concordando com a maioria das referências (post + comentários), permito-me acrescentar à lista: Van Der Graaf Generator, Pavlov's Dog, Deep Purple, Steppenwolf e a primeira fase dos Roxy Music (antes de descambarem para a música dor-de-corno).

Publicado por: cap às março 1, 2005 07:43 PM

Bah,

Acabei por destacar 4 albums de Floyd e esquecer-me de algumas bandas clássicas, de outras de um passado não muito distante e das presentes =)

Das clássicas, é imperativo evocar os fantásticos Led Zeppelin, um grupo formado dos velhinhos Yardbirds, que influenciou e continua a influenciar, milhares de bandas por esse mundo fora.

Das de um passado não muito distante, destacaria os Guns n' Roses de "Appetite for Destruction" (1987). Na minha humilde opinião, um dos registos Hard Rock mais extraordinários de sempre... Foi uma pena terem-se deixado "triturar" posteriormente, pela máquina comercial!

Os RAMONES, a primeira banda de quem fui fã, de quem ainda guardo quatro vinis (Leave Home, Rocket to Russia, Road to Ruin e It's Alive) e a única banda até hoje que me fez (e ainda me faz) passear ocasional e orgulhosamente, uma velhinha t-shirt do grupo que curiosamente -ou talvez nem tanto-, traz muitas recordações a malta da minha geração. À "pala" desta, já deu para iniciar e manter excelentes conversas com desconhecidos, seja na rua, em bares, transportes públicos, etc.

É-me absolutamente impossível não mencionar os intemporais U2, que são certamente a minha banda preferida de todos os tempos, de quem possuo toda a discografia e também dois bilhetes para o concerto de Agosto, adquiridos após uma noite gélida, passada ao relento à porta da ABEP Restauradores... 11 horas de "sofrimento" que nunca tinha dedicado a nenhuma outra banda ao cimo do planeta!

Menção mais que honrosa aos também grandes Iron Maiden, que entre 1982 e 1988 me deram autênticas "pérolas" (The Number of the Beast, Piece of Mind, Powerslave e Somewhere in Time), que são o expoente máximo do "New wave of British Heavy Metal".

E nunca me poderia esquecer também dos NIRVANA, uma banda que marcou definitivamente uma geração através de uma sonoridade altamente personalizada e "escurecida" pelas letras absolutamente geniais e realistas do saudoso Cobain. Album preferido: In Utero - Um registo ultra-maduro da banda e produzido pela pessoa ideal, o Steve Albini.

Quanto às bandas do presente, apenas os "deuses" RADIOHEAD, que me deram um dos melhores albums de toda a história da música Pop/Rock, chamado OK COMPUTER... Uma autêntica obra-de-arte! Isto além de outros trabalhos geniais como o "The Bends", Kid A e o seu último, "Hail to the thief".

Estas são aquelas que considero serem, as "Bandas da minha vida"!

=)

Publicado por: zOinGo às março 1, 2005 08:19 PM

Meu Caro comparsa da 'Almighty' freguesia de Nossa Senhora do Amparo... =)

Talvez por achar que o "Final Cut" é o album de Pink Floyd mais 'Rogerwateriano' de todos eles! E isto sem tirar qualquer mérito ao extraordinário guitarrista David Gilmour, que considero ser um "Deus" das 6 cordas electrificadas e, talvez o principal responsável pelo maravilhoso som debitado em quase todos os registos da banda!

Resumindo... É talvez o único trabalho deles que ouço completamente às escuras na minha sala, deitado no chão, virado para cima e de olhos fechados! E se houver qualquer coisita pra fumar, é como viver constantemente num sonho tornado realidade!

=)

Publicado por: zOinGo às março 1, 2005 08:37 PM

Ena pá... isto é que foi dar música ao pessoal.

Publicado por: Karla às março 1, 2005 09:19 PM

Obrigado pelos parabéns ao "Tomar".
Um grande abraço!

Publicado por: Leonel Vicente às março 1, 2005 09:58 PM

Sharkinho..sòmente hoje ví teu comentário no post do Mário Prata...és mesmo um "cara"informado, hein?? Quanto aos grupos que citou, viví intensamente cada um, cada música..Meu filho chama-se Ian , sabe por que? Homenagem ao vocalista do Jethro Tull...lembra???

Publicado por: agatha às março 1, 2005 11:03 PM

IAN DURY

Publicado por: derFred às março 2, 2005 09:05 AM

Cada comentário traz-me à memória outros. Acho que ninguém falou de uma banda, que é uma das minhas preferidas, que ainda existe mas que mudou de vocalista: The Pogues. O seu vocalista, o vocalista mais feio do mundo, Shane McGowan, foi despedido por problemas de álcool (tiveram que cancelar alguns concertos por causa das suas bebedeiras). Mas tiveram canções memoráveis, como "Fairytale in New York" (com a já falecida Kristy McColl), "Rainy night in Soho", "Misty Morning Albert Bridge", "And the band played Waltzing Matilda", "Sally McLanane", "Irish Rover", para além dos conhecidos "Fiesta" e da canção tradicional irlandesa que eles celebrizaram "Dirty old town". E o álbum "Rum, Sodomy & The Lash" é, para mim, o melhor. Se querem conhecer um pouco mais: http://www.pogues.com/

Publicado por: Jorge Morais às março 2, 2005 09:01 PM

olá derFred.. ( licença Shark..) O vocalista e líder do Jethro Tull é Ian Anderson.Bj

Publicado por: agatha às março 2, 2005 11:19 PM

Olá, Agatha.

Publicado por: derFred às março 3, 2005 12:02 PM

Bom... Marillion todos os 5 álbuns com Fish são excelentes (incluí aqui o B-sides themselves que é uma maravilha também). Iron Maiden tudíssimo até ao Fear of the Dark (incluído claro). Pink Floy adoro tudo e chamem-me parolo mas os meus preferidos são mesmo o The Wall e o Final Cut. Metallica tudo até ao ...And Justice for All (incluído óbvio) Bjork (os 3 primeiros álbuns dela são simplesmente espectaculares, depois... bom é o que se viu). Led Zepplin tudíssimo. Um abraço de Luanda... :)

Publicado por: Luís às março 8, 2005 03:17 PM