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abril 07, 2005

RESERVA MORAL

velocidadecontrol.jpg

Era bonita, inteligente e sensual. Uma combinação irresistível. Apaixonei-me e consegui conquistá-la. Foi uma surpresa para todos quantos nos conheciam.
Eu, estarola, andava numa fase destravada e a sorte sorria-me nos assuntos do amor, ninguém me agarrava. Ela, católica devota e virgem até às orelhas, reprimia as tentações da carne com uma tenacidade ímpar. Uma combinação impossível. Mas aconteceu, num serão em que lhe pedi licença para a beijar nos lábios e ela deixou. Depois de tal intimidade, nem se punha a hipótese de não lhe propor namoro. E eu, claro, propus.

Alguns meses mais tarde, era notório o desgaste da nossa relação amorosa. Ela sonhava-se virgem até ao casamento e eu não fazia tenção de casar nas décadas mais próximas. O conflito de interesses nessa matéria começou a gerar algum desconforto e eu gostava demasiado dela para a encurralar. Ou a seduzia o bastante para a fazer abdicar dos princípios que defendia, mandando às urtigas o voto de castidade, ou tinha que acabar com a relação antes que se tornasse inevitável ir em busca de alternativas pela surra. Mas era de uma amiga que se tratava, a primeira hipótese não se colocava.

Foi um momento complicado para ambos, como sempre acontece na sequência do final prematuro de qualquer história de amor.
Eu sentia-me desiludido e frustrado. Dois meses depois ainda não conseguira ultrapassar a situação e permanecia-lhe "fiel", apesar de livre como um passarinho. Acabei por voltar à carga, embrulhámo-nos durante umas horas e quando já a tinha seminua sobre uma cama a consciência traiu-me. Perguntei-lhe olhos nos olhos se tinha noção do que estava prestes a fazer e se avaliara bem as respectivas consequências, considerando que a minha paixão por ela não bastava para desistir dos meus ideais (tal como não queria destruir os dela). Disse-me que não. E eu abracei-a, acariciei-lhe o cabelo durante um bom bocado, conversámos um pouco e depois saí.

Quinze dias depois, nem mais um, encontrei a irmã dela. Perguntei-lhe como estava a mana e ela esclareceu-me, indignada.
Andava metida com um crápula, um gajo sem eira nem beira que, entre outras reviravoltas no destino, a possuiu.
Aquilo que negara meses a fio a um homem que a mimava entregaria de bandeja, em duas semanas, a um sabujo mau como as cobras...
Duraria mais um mês, essa relação com contornos bastante desagradáveis que envolveram a família da moça e lhe arruinaram a reputação ao ponto de ela ir viver para outra cidade, incapaz de lidar com a pressão.
Ainda hoje não sei o que me doeu mais em toda esta cena. Gosto de acreditar, em nome do romance, que doeu mais o dano irreversível que o nosso futuro a dois sofreu. Contudo, e vendo as coisas a frio, soa-me legítimo assumir que também fiquei com uma grande tola e ferido no meu orgulho machão.

Desde esse episódio ganhei a certeza de que nunca entenderei o complicado processo de raciocínio das mulheres. Mas apesar de escaldado neste exemplo concreto que convosco partilho, sei que se a vida me confrontar com um dilema idêntico reagirei da mesmíssima maneira. E isso não faz sentido algum, pelo que também me vejo forçado a reconhecer que posso ser um tipo porreiro mas parte dessa boa onda pode residir no facto de eu ser afinal um ganda otário, considerando o desfecho desta situação. Tranquilo na consciência, mas sem explicação plausível para esta estranha tendência para o papel mais absurdo que um homem pode vestir na qualidade de amante potencial.
Lembram-se da figura do batedor? Aqueles índios renegados que se alistavam no exército americano, farejavam as pistas, descobriam o melhor caminho, garantiam a segurança dos brancos e depois afastavam-se para um canto e ficavam a assistir às gloriosas conquistas e vitórias dos canalhas mais espertos e menos escrupulosos que acabavam por os lixar no fim?
Eu explico-vos daqui a um bocado, assim que a fogueira estiver no ponto para vos enviar os sinais de fumo...

Publicado por sharkinho às abril 7, 2005 04:21 PM

Comentários

tenho uma história parecida....
um mistério as mulheres, sim.
mas muitas vezes nós complicamos: a hora h é a hora h!!!
abraço

Publicado por: jorge às abril 7, 2005 04:38 PM

Entendo que te sintas como que traído perante a fraqueza dela. Tu só não a «possuiste» porque a amavas e não querias que um valor importante para ela fosse corrompido por ti. Isso é louvável.
Agora não penses que ela foi com um qualquer para fazeres figura de urso*. O outro tipo se calhar até a embebedou, enganou-a com falinhas mansas e ela, com medo de o perder, como já te perdera, deixou-se andar.
Claro que se estivesse no teu lugar, também ficaria magoada mas pensa nisso, shrakinho. As coisas nem sempre são o que parecem.
Um beijinho

* No meu dicionário, o que tu chamas ser otário é ser gentleman :)

Publicado por: jacky às abril 7, 2005 04:38 PM

Respeito. Chamar-lhe-ía respeito. Por ti e por ela. Por vós...
Mas eu entendo-a. Muito bem! Arriscou mal... Teve azar...
Mas se eu, fosse tu... Não entenderia é nunca.

Publicado por: Partilhas às abril 7, 2005 04:41 PM

vá lá um gajo tentar entender os homens.

e esta nem uma madeixa te ofereceu... tá mal :(

Publicado por: unstress às abril 7, 2005 04:54 PM

Ó Jorge, tens em parte razão. Nós complicamos. Mas em casos pontuais acho que é esse o melhor procedimento.

Publicado por: sharkinho às abril 7, 2005 05:00 PM

És um tonho, rapaz! TODA A GENTE SABE que nessas alturas de iniciações um gajo ou é um bandido pirata, de espada empunhada ou não passa de um tótó e claro, fica a ver navios...:DDD

Publicado por: catarina às abril 7, 2005 05:11 PM

Olá, Jacky! Pois, as boas acções...
Mas olha que é lixado conviver com este tipo de cena, pá. Um tipo sente-se mais urso do que gentleman.

Publicado por: sharkinho às abril 7, 2005 05:20 PM

Pois é Partilhas, entender já nem é a maior preocupação. Encaixar-me na figurinha é que ainda custa a digerir. Eu sou o Shark, gaita!

Publicado por: sharkinho às abril 7, 2005 05:22 PM

Ora bem Shark (gaita!): só se perdem as que caem ao chão. ;)
Oube lá que só agora li uma parte com redobrada atenção: mas e tu achas que, na tua idade ainda te vais confrontar com um dilema idêntico???

Publicado por: catarina às abril 7, 2005 05:27 PM

(este rapaz é um sonhador, hihihi, prontes já me fui embora, já me fui embora...:D)

Publicado por: catarina às abril 7, 2005 05:28 PM

Na minha idade? Na minha idade? Eu não passo dum puto ò faxavôr, xôdôna Catarina. Claro que posso confrontar-me com um dilema idêntico, a todo o instante. E também pode sair-me o Euromilhões, pá.
Afinal eu sou o gaita, perdão, o Shark! :))

Publicado por: sharkinho às abril 7, 2005 05:46 PM

Só me gozas, ò stress...
Bem apanhada, essa da madeixa. ;)

Publicado por: sharkinho às abril 7, 2005 05:48 PM

Não reparem. Estou aqui quietinho a observar as embarcações no horizonte...

Publicado por: Capitão Iglo às abril 7, 2005 05:49 PM

Acho que é pena é não haver por aí mais otários, ursos, ou lá o que lhes chames. Para mim foi atitude de Homem. E mainada.

Publicado por: Lisa às abril 7, 2005 05:53 PM

Estou ainda a digerir...

Publicado por: embarcação em aproximação às abril 7, 2005 05:54 PM

Que tenhas esse tipo de conduta agora, não estranho nada. Afinal já nos foste habituando à tua maneira, respeitadora e preocupado com os outros ... agora na adolescência, é de louvar tamanho controlo de sentimentos.
E ainda ficaste com fama de tótó. ;)

Publicado por: Karla às abril 7, 2005 05:56 PM

A sério, Lisa? Mas olha que a interessada não ganhou nada com a história. E eu, bem feitas as contas, também fiquei com a medalha prateada de bom comportamento mas deixei fugir o ouro para o bandido... ;)

Publicado por: sharkinho às abril 7, 2005 06:08 PM

Estás a digerir os famosos douradinhos (da iglo, claro), ò embarcação-já-te-vejo-por-um-canudo-no-horizonte-desta-caixinha?

Publicado por: Capitão Iglo às abril 7, 2005 06:10 PM

Queres melhor ouro que a memória que deixaste? Ela não terá saído bem da história com o mânfio, mas pelo menos sabe que merece ser bem tratada, já que o foi uma vez. Essa lembrança (doce) ninguém lha tira.
E tu também tens uma bela recordação, além da consciência que não violentaste o espírito de alguém para satisfazer o corpo. Engano-me?

Publicado por: Lisa às abril 7, 2005 06:13 PM

Fiquei a digerir a doçura da história, o respeito como forma de amor... A imagem que tão bem descreveste...
(volto mais logo)

Publicado por: sofia às abril 7, 2005 06:21 PM

Tens toda a razão, Karla, como vem sendo hábito. E olha que a fama de tótó nunca mais descola da pele de um esqualo. Ou pelo menos da sua mona de predador da tanga... :)

Publicado por: sharkinho às abril 7, 2005 06:21 PM

Ora bolas, Lisa. Eu aqui a tentar dar a pala do tubarão feroz e tu a desdentares-me com a tua argumentação...
Não, não te enganas. Espero eu, que nada sei dela há uns anos.

Publicado por: sharkinho às abril 7, 2005 06:24 PM

Uma pessoa pode ser feroz sem ser bruto, e pode ser sensível sem ser totó. Digo eu, mas nisso os homens têm séculos de tradição bacoca a pesar-lhes e a dizer o contrário. (e daí, bem feita, desembrulhem-se que nós também vamos descolando as etiquetas, e olá se custa) Uga.
(de certeza que ela não esqueceu, quase apostava, mas tenho cá um azar ao jogo)

Publicado por: Lisa às abril 7, 2005 06:40 PM

Já pensaste que ela pode ter tido a experiência com o outro tipo por despeito, por se ter sentido rejeitada por ti? Se calhar leu na tua hesitação uma nega. Ainda por cima na situação em que se encontravam. Tu sabes e eu sei que as tuas intenções eram as melhores e que no fundo querias certificar-te que não estavas a forçar os acontecimentos, mas será ela viu as coisas desse modo? Eu imagino que se eu fosse uma mulher, ainda por cima com as convicções dela e que finalmente decidiu entregar a virgindade, ao sentir essa hesitação poderia levar a coisa a mal.
(Agora tenho que me deixar de paneleirices como colocar-me no lugar das mulheres ou ainda me ponho a pintar as unhas)

Publicado por: PN às abril 7, 2005 07:16 PM

Eu acho que o "diagnóstico" da Jacky foi provavelmente certeiro. E também ousaria dizer que a deixaste com uma curiosidade imensa em ir mais longe. Foi com o outro, que provavelmente não teve os pruridos de respeito que tu tiveste. Azar...

E tal como a Catarina, também te digo: estares de novo nesta situação? Tu andas a pensar dedicar-te à conquista de que faixa etária??????? :DDDDD

Publicado por: 1poucomais às abril 7, 2005 07:33 PM

Talvez esteja a falar de corromper outros princípios...

Publicado por: susana às abril 7, 2005 07:41 PM

Atrevo-me a dizer que todas as mulheres encontram na vida pelo menos um filho da puta. É um rótulo como outro qualquer, bem sei. Mas muito pior do que o rótulo de otário.

Publicado por: Hipatia às abril 7, 2005 08:05 PM

Mas porque é que foste perguntar-lhe aquilo no meio da derradeira cena tórrida?! Fiquei parada neste pensamento. Repito: porquê?!

Publicado por: Avidez às abril 7, 2005 08:16 PM

Porquê, Avidez? Porque me ocorreu que o desnível entre as nossas experiências na matéria conferia-me uma "vantagem competitiva" que não me senti no direito de utilizar em meu exclusivo benefício, considerando que não se tratava de um mero engate de verão e que eu sabia o teor das suas pancas. Eu nunca gostei de vestir a pele do oportunista e ainda menos do desleixado com as pessoas de quem gosto.

Publicado por: sharkinho às abril 7, 2005 08:26 PM

Tens razão Hipatia. E sabes como eu até detesto rótulos (tirando os das botelhas de tinto). Mas no caso concreto fiquei mesmo com um, pois o alarve não deixou de urrar aos sete ventos a sua proeza viril, em todos os detalhes (incluindo o meu papel "passivo" na questão).

Publicado por: sharkinho às abril 7, 2005 08:30 PM

Susana, afilhada de que tanto me orgulho, sou um livro aberto para ti, não sou? :)

Publicado por: sharkinho às abril 7, 2005 08:36 PM

Concordo com o que a jacky disse logo de início. Então, a uma virgem no momento crucial tu colocas uma questão filosófica?... Só pode ter pensado que não fazer sexo é perder quem se ama e que a ti já te tinha perdido. A ideia seguinte é não repetir a asneira com o próximo (quem quer que seja o próximo).

Já pensaste que ela tinha as ideias que tinha porque eram as que lhe tinham ensinado e ainda não conhecia outras?... E no entanto, tu atraíste-a, sabendo ela as tuas ideias diferentes. Será que ela esperava poder descobrir contigo novas ideias?

Ó missionário ternurento, deixa que te diga que as mulheres são simples. Os homens é que complicam quando julgam que elas não sabem dizer não.

Publicado por: maria arvore às abril 7, 2005 10:01 PM

Amen!

Publicado por: Mi às abril 7, 2005 10:06 PM

Shark,
Nem 8 nem 80. Esta até eu percebo.
Vamos pensar ao contrário. Que uma mulher não ficava comigo a menos que eu me tornasse adepto do Sporting. Eu recusava e ela ia-se embora.
A seguinte dizia-me o mesmo. Eu ia-me manter benfiquista? Achas que me mantinha benfiquista e perdia outra mulher?


Claro que sim, algum dia eu trocava o Benfica pelo Sporting? Ficava sem mulher, mas mantinha-me benfiquista... Afinal tens razão ;-)

Publicado por: Jorge Morais às abril 7, 2005 10:25 PM

LOLOLOL Zu, tu como sempre com as tiradas oportunas (isto o esqualo não leu, foi só entre nós as duas...)

Sharkyzinho, sabes que leio estas tuas coisas e vejo-as a encaixar direitinhas na tua forma de ser e de sentir ( a qual, diga-se em abono da verdade, tens "descascado" aqui, qual bailarina de strip...)?

Publicado por: Mar às abril 7, 2005 10:32 PM

PN, coisas assim, sei lá, como vestir collants rosa choque??? ;-P

Publicado por: Mar às abril 7, 2005 10:33 PM

Com a minha pergunta não quis dizer q não percebia o teu acto de altruísmo. Era mais retórica do q outra coisa. É óbvio q foi um gesto nobre.

Publicado por: Avidez às abril 7, 2005 10:42 PM

Pá, cum caneco. Não me envergonhem pá. Estou que nem posso: é que me lembrei de um certo episódio da minha vida, já eu era uma rapariga com digamos algumas cartas na manga e saiu-me um rapazinho pericaso da minha idade mas que ainda não tinha provado dos prazeres da carne e do bife de lombo bem passado por fora e em sangue por dentro com batatas fritas e pão com molho...alto...não era isto; recomeçando: ele coitado não sabia bem o que fazer às mãos e aos pés e etecétera e eu tive que lhe explicar tudo...afinal agora, ao fim de mais de vinte anos é que fico a saber que não deveria ter feito, deveria tê-lo mandado para a mãe dele...ó que miséria, desgracei um rapaz todo...é que o desgracei mesmo todinho...ai estou tão arrependida!

;)

Publicado por: catarina às abril 7, 2005 11:51 PM

O teu papel passivo? Desculpa discordar. Não escolheste fazer a pergunta? Foi uma acção. E a parte em que a puseste praticamente nua? Também não foste tu? E onde está dito que é preciso o coito para o papel ser activo? Eu acho que a dita senhora é bem capaz de ter tido um papel bem mais passivo na defloração. É que me cheira que o tal mânfio não devia ser muito jeitoso nos tais dos gestos activos, para lá do óbvio e animal.

Catarina: comentário fantástico... até me ia entalando com uma batata frita ;-)

Publicado por: Hipatia às abril 8, 2005 12:49 AM

É impressionante a forma como os vossos comentários obrigam um gajo a repensar quase todas as suas certezas e convicções. É o caso, Zu, do comentário da Jacky que referiste. E quanto à faixa etária, o sacana do ruinoso já a publicitou no Afixe o quanto baste... :)

Publicado por: sharkinho às abril 8, 2005 09:28 AM

E tu, Maria Árvore, a par com a Catarina, fazes-me vestir a pele do nabo da cabeça aos pés. Realmente, a filosofia não é particularmente estimulante nestas coisas...

Publicado por: sharkinho às abril 8, 2005 09:31 AM

Também tu, Fumos? A tua teoria pode muito bem reflectir a realidade tal como eu não a vi...
(há uma manicure excelente ali prás bandas do Imaviz. Se quiseres eu dou-te o contacto em off)

Publicado por: sharkinho às abril 8, 2005 09:32 AM

Este post fez-me reflectir bastante.

Eu acho que tomaria a mesma atitude que tu, Shark.

A questão é que a tomaria não por ser um acto moralmente correcto ou por colocar a "integridade" dela acima do meu desejo; mas sim por cobardia.

Por cobardia de ter de viver para o resto da vida com a responsabilidade de ter sido o primeiro.

Sobretudo porque, como tu, era e ainda sou incapaz de assumir um compromisso de longo prazo.

Mas tenho de admitir que é lixado quando essa história deixa de ser partilhada a dois e passa a ser do domínio público.

Hipoteca-nos um bocado os esquemas futuros, não é?

Publicado por: Alexandre Gil às abril 8, 2005 09:57 AM

Quais esquemas futuros, Alexandre?

Publicado por: sharkinho às abril 8, 2005 10:11 AM

Imagem magnifica catarina os prazeres da carne em sangue por dentro, queres tu dizer mal passada!
Mas adiante, também eu me junto ás q te vestem de nabo da CABEÇA AOS PÉS, e nós não complicamos quando é que vocês defenitivamente percebem isso...petantos se ainda hoje te assolam esses pudores morais...coitada da que tiver que levar contigo...digamos assim para descobrir a vida contra todas as perspectivas religiosas e afins...quem assim pensa vai até ao fim!
Não deixa chegar a aquecer para dizer aí...abotoa...abotoa q sou virge!

Publicado por: Luna às abril 8, 2005 10:11 AM

Grande revienga, mestre Morais. Mesmo à ponta de lança... ;)

Publicado por: sharkinho às abril 8, 2005 10:12 AM

Bom dia!
Não te vejo como um nabo, mas sim como alguém que soube dar importância e o devido respeito às incertezas de alguém de quem gostavas (sejam as ditas válidas ou não - não interessa)
Mais depressa se recorda e sorri com a memória de um carinho, do que as dos gestos de mânfios.

Publicado por: sofia às abril 8, 2005 10:30 AM

Depois do comentário futebolístico, vou contar o caso de um colega meu que, com 18 anos, namorava com uma rapariga de 15. Ela, virgem, convidou-o a ir para a cama. Ele recusou, porque achava que ainda era muito cedo para ela.
Acabaram. Uma semana depois já ela tinha ido para a cama com outro e dizia que ele era "funcionário de uma loja de panelas".
Ele ficou completamente fora de si, e começou a adoptar a regra de "tudo o que vier à rede é peixe" (excepto se for tubarão). Assim, no prazo de 3 meses, foi para a cama com a nova namorada e com 5 amigas dela (aqui também se poderia divagar sobre as amizades no feminino, mas é melhor não...).

Publicado por: Jorge Morais às abril 8, 2005 10:37 AM

Obrigado, Luna, pela bela carapuça que me enfias (da cabeça aos pés). Espero que ao menos tenhas cuidado de uma abertura para as minhas precisões, ò despudorada. :)

Publicado por: Homem do Talho às abril 8, 2005 10:47 AM

Não me esqueci de ti, ò meu elemento natural. Sim, admito que enviei o currículo para aquele bar para gajas próximo de Cascais...
Mas só havia vagas para o guarda-roupa. :))

Publicado por: sharkinho às abril 8, 2005 10:50 AM

Bom dia, Sofia! Menos um voto para os(as) apreciadores(as) de nabo. Ainda descobrimos que não passo afinal de um repolho...

Publicado por: sharkinho às abril 8, 2005 10:53 AM

Tubarão, nem sabes como me revi no que contas. Resultado: como nunca fui adepto dos meios alternativos de supermercado, fui um gentlekid virgem até aos 29 anos, quando me casei (ok, pronto, houve uma coisita ou outra antes, mas puramente acidental). Não me arrependo de nada. Afinal, sou dos que acreditam que uma vida sexual começada tarde, reforça-nos a vitalidade e permite prolongá-la até mais tarde.

Publicado por: Eufigénio às abril 8, 2005 11:12 AM

Sharkinho, não quero nem posso vestir-te de nabo porque tens muita rama intrincada a fazer conexões.

Mas que perdeste a oportunidade de dar a alguém uma memória feliz da primeira, perdeste. ;)

Publicado por: maria árvore às abril 8, 2005 11:57 AM

Eça é que é eça, ò ginjeira...

Publicado por: Ò rama ò que linda rama às abril 8, 2005 12:22 PM

No prolongar é que está o ganho.

Publicado por: bill de trazer por casa às abril 8, 2005 12:24 PM

Hipatia, andas ca mão leve, andas andas...

Publicado por: sharkinho às abril 8, 2005 12:26 PM

Por "esquemas futuros" referimo-se tão e somente aos episódios fortuitos de sexo que todos nós temos como "intermezzo" de relações mais profundas e que nos deixam marcas dolorosas.

É triste mas fontes fidedignas (femininas portanto) confirmaram-me que a reputação de cama de um tipo é factor determinante nas escolhas delas quando se aprestam a essas divagações físicas.

Assim esse teu recuar na hora H (por mais válida - e eu acho que foi válida - que tenha sido a razão) não ajudou em nada no que se refere à tua reputação, perdoem-me, "fodística" entre o sexo oposto.

Espero que não leves a mal as minhas palavras quer aqui quer no comment prévio.

Publicado por: Alexandre Gil às abril 8, 2005 04:37 PM

Isto é o que eu chamo um comentário útil, Alexandre. Essa informação é importante e invejo as tuas fontes (as minhas fontes guardam os trunfos na manga...).
No entanto, no que diz respeito às consequências nefastas do episódio na minha reputação não houve azar. Na primeira oportunidade desmistifiquei as dúvidas que pudessem assolar as mentes mais permeáveis e tudo se recompôs. ;)

Publicado por: sharkinho às abril 8, 2005 04:52 PM

Sempre podias ir segurando na cuequinha das bailarinas...;-PPPP

Publicado por: Mar às abril 8, 2005 08:00 PM

ó sharquinho, vives em que século?! E como é que se pode ser ao mesmo tempo tão bimbo e saloio (a foto, meu deus, a foto!) e tão parado no tempo? E como é que te levam a sério? Mistérios insondáveis da blogoesfera, tá visto.

Publicado por: dequeixocaído às abril 11, 2005 05:15 PM

Vivo no século XIX, pá. Mas não te zangues, se não houver gajos estúpidos e bimbos e essas merdas todas como eu, os liberais espertalhões como tu não brilham...
Além disso, o meu castigo (como tu deves ter reparado) é ninguém me ligar importância nenhuma. Já o teu blogue da tanga (que só existe no teu imagináriozinho) reúne multidões de adoradores da tua personalidade encantadora, não é?

Publicado por: sharkinho às abril 11, 2005 07:52 PM