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maio 31, 2005
A POSTA NA SENHORA SEM PUNHOS

O sexo falado é algo desconfortável para a maioria das pessoas (e o praticado também). A gente põe-se a falar do tema e cedo ou tarde espalha-se ao comprido na exposição de uma intimidade qualquer. Aquilo a que chamamos “coisas nossas”, para justificar o embaraço que o assunto provoca. A malta tem vergonha de revelar aquilo que sente como um segredo pessoal e intransmissível. Assim reprimimos o impulso natural para partilharmos informação e adquirirmos conhecimento por essa via.
Se calhar existem aspectos específicos que devem ficar confinados aos jardins secretos que nos alimentam as fantasias (e algumas ilusões também). Memórias que sentimos sagradas, ideias que tememos ousadas, sonhos que não queremos desfeitos pela análise fria que fazem os de fora acerca dos nossos anseios e convicções.
Respeito quem sente as coisas dessa forma e reservo para mim (e para quem comigo os partilha) alguns momentos e emoções especiais.
Contudo, isso não contraria a minha tendência para abordar os assuntos mais delicados. Ainda que isso implique expor-me de alguma forma para vos compensar as reacções mais espontâneas ao que me esforço por impregnar com a malícia de uma provocação. Ou com o estímulo de um desafio.
É essa a minha perspectiva das coisas e tenho a sorte de encontrar na blogosfera um núcleo diversificado de excelentes interlocutores(as), seja qual for o tema que vos proponha.
Hoje ocorreu-me falar da masturbação. É aquela cena que poucos homens admitem ter feito e de que quase nenhuma mulher ouviu falar...
Falar da masturbação tem a vantagem de ser possível fazê-lo sem sair do discurso na primeira pessoa. Eu já me masturbei em mais do que uma ocasião e só me envergonhei de o fazer enquanto as paranóias e os tabus dos meus progenitores conseguiram influenciar a minha percepção do sexo a um, essa coisa suja e pecaminosa que conduzia à tuberculose e manchava as cuecas e/ou os lençóis.
Hoje sinto-me no direito de não aceitar vergonhas na minha relação com o corpo (o meu ou o das outras pessoas). E admito até que não desdenho estimular uma parceira dessa forma, no âmbito dos preliminares de que nunca dispenso. Para criar um clima de desejo, de disponibilidade, de entrega, irreprimível e necessariamente compensador.
A masturbação é um momento de liberdade no reino das nossas fantasias. Os monarcas somos nós e os príncipes e/ou princesas que as protagonizam ao longo de uma vida passada a desejar alguém. E o desejo é fundamental, o nosso e o de quem necessitamos sentir no mesmo plano de vontade e de satisfação.
O desejo não é pecado e cada orgasmo é uma benção que Deus ou a natureza ofereceram aos nossos corpos para saborearmos com enlevo e gratidão. De resto, também nos ofereceram as dores de dentes e outras maleitas piores para sabermos dar às coisas agradáveis o seu devido valor...
Por tudo isto não me incomoda assumir a masturbação como um dos instrumentos ao dispor de cada um de nós para buscar o prazer que um corpo nos dá. Ou o prazer de o ver estampado na expressão de uma parceira (ou parceiro, consoante as preferências de cada pessoa).
Pecado é conspurcar nas ideias o que na prática nos limpa a alma das inseguranças e das frustrações.
Publicado por sharkinho às maio 31, 2005 10:57 AM
Comentários
Não é assim tão simples como isso, sharkinho, penso que só na casa dos trintas é que começamos a nos sentir bem no nosso corpo e mesmo assim...
Mas, na generalidade, concordo contigo. Só é pena que haja quem use o sexo apenas por desporto e passe por cima dos sentimentos dos outros. Inteligência emocional não é para todos!
Olha, a propósito disso, comprei na feira do livro, como tornar-se uma deusa sexual. Prometo que vai dar uns excelentes posts no amorizade!
(Eu raramente comento porque quando chego aqui os comentários já vão em 147 e perco logo a vontade... Hoje parece que sou a primeirinha)
Publicado por: jacky às maio 31, 2005 11:20 AM
E ocorreu-te muito bem, sócio.
Este teu blog, aliás, destaca-se precisamente pela naturalidade com que falas dos temas usualmente confinados a "jardins secretos". E a vontade que induzes em nós, teus comentadores, de contribuir com o que pensamos sobre essas cenas normalmente tão íntimas. No máximo, partilhadas apenas a dois...
De resto esse, como outros preliminares, só contribuem para um grau de entendimento, de proximidade, de cumplicidade entre parceiros que não traz mais do que bons resultados. Sem merdas...:-)
Publicado por: Mar às maio 31, 2005 11:35 AM
Olha tu não permites comentários anónimos...?
Este ponto é muito delicado...
É engraçado verificar, que me sinto mais inibida em escrever, sobre a minha sexualidade comigo mesma, do que com o sexo a par, incluindo o que incluir... sem merdas.
Bem... aqui vai...
Estava grávida e ao pai do meu filho fazia-lhe imensa confusão, sexo, com uma barriguda... Azar o meu... o único desejo que a gravidez, me trouxe foi sexo... Vai daí... como a traição... grávida é uma probabilidade dificil... tive que me reinventar, sózinha. O que é algo que sem par, confesso não acho graça.
Publicado por: Partilhas às maio 31, 2005 01:08 PM
Mais uma posta bem à moda do Tubarão - já fazia falta. E sobre que tema, caramba! Vamos a isto.
O Woody Allen colocou na voz de uma das personagens de um dos seus filmes esta frase: «Hey, don’t knock masturbation – it’s sex with someone I love». Eu também não digo mal dela. Não acho que seja só um "mal menor", substituto, por exemplo, de sexo casual quando a "fome" aperta. É uma bela maneira de cada um (e obviamente cada uma) conhecer melhor o seu corpo. Pode ser também um auxiliar precioso para as mulheres atingirem mais facilmente o orgasmo. Pode ser uma experiência magnífica a dois. Pode ser, até, simplesmente, uma forma de descarregar tensão (que não apenas sexual) que, além do mais, dá prazer - e porque não aproveitar as fontes de prazer ao nosso alcance? (adorei a parte sobre as dores de dentes, etc; perfeitamente de acordo).
Publicado por: Zu às maio 31, 2005 01:47 PM
É simplesmente algo natural. E sem medos nem castrações de índole moral é uma variante mais da sexualidade. A sós, a dois.
Publicado por: vague às maio 31, 2005 02:48 PM
Bastam os comentários acima para confirmarem o teor das minhas afirmações acerca de quem aqui comenta. Isto não é graxa e está à vista acima para quem quiser ver.
Publicado por: sharkinho às maio 31, 2005 03:23 PM
Vague, resumiste a coisa na perfeição.
Folgo em ler-te, pá.
Publicado por: sharkinho às maio 31, 2005 03:26 PM
Sábias palavras, Zu. E concordo contigo: também tinha saudades de fazer uma posta das minhas.
Publicado por: sharkinho às maio 31, 2005 03:34 PM
Depois de ler o comentário da Zu, não tenho mais nada a dizer
(esta mulher às vezes parece que viver com janela virada para a minha cabeça!...)
Ainda bem que gostaste do passeio, Tuby. beijocas
Publicado por: sofia às maio 31, 2005 04:47 PM
Boa tarde, Sofia! A Zu é uma mulher inteligente e costuma dizer coisas acertadas. Donde, há duas a jogo...
Gostei à brava do passeio, mas as saudades fizeram mossa. Beijoca para ti também, amiga.
Publicado por: sharkinho às maio 31, 2005 04:56 PM
PS quando falei nos 147 comentários, nao era de graxa que falava era simplesmente que nao quero repetir o que alguem escreveu e fico sem vontade de ler tudo... Preguiça :(
Publicado por: jacky às maio 31, 2005 05:16 PM
Não sei, mas não te parece que seria interessante importar os comentários daqui para o Afixe e vice/versa? Ficava a discussão mais aprofundada, numa matéria tão à flor da pele.
Publicado por: susana às maio 31, 2005 05:27 PM
Por acaso não foi uma decisão minha, Partilhas. Já vinha assim e eu deixei ficar, até porque quem buscar o anonimato só tem que inventar um nick e um email...
Não estranho custar-te mais a falar do acto solitário, aliás até me parece lógico que assim aconteça à luz do que tenho ouvido da boca de mulheres a propósito do assunto.
E quanto à posição do pai da tua filha relativamente à tua gravidez, deixa-me dizer-te que a considero inenarrável. (execrável é talvez forte demais) Não me leves a mal esta forma de entender as coisas, mas acho tão absurda essa rejeição com base em tais argumentos que não posso calar a minha opinião desbocada.
Fico-te grato pela franqueza com que comentaste, mesmo confessando os teus pruridos na matéria.
Publicado por: sharkinho às maio 31, 2005 05:32 PM
Deixas-me meio sem jeito, ò meu elemento natural... (os tubarões não coram, os tubarões não coram, os tubarões...)
Eu gosto de falar sobre as coisas que nem sempre a vida nos permite abordar fora da blogosfera. Não faltam contingências e constrangimentos a limitarem as opções nessa matéria.
E quanto à questão dos preliminares pergunto: já viste a trovoada que hoje caiu sobre Beja?
Ainda bem para o Alentejo, hã? Tanta chuva e tal... :)
Publicado por: sharkinho às maio 31, 2005 05:53 PM
Estou como a Susana, é uma sugestão interessante, vejam lá se é possível. Entre os que comentaram aqui e lá, poderíamos aprofundar esta questão...
Diria até mais - para além de interessante, uma discussão útil.
Não há nada mais belo que um amor completo. Não estamos (também) a falar disso?
Publicado por: Andy às maio 31, 2005 05:56 PM
Voltando à questão do anonimato...
Mesmo, sem nome próprio, idade ou rosto. A Partilhas, existe e tem uma identidade, que se vai criando... a pouco e pouco, deixo d me sentir anónima, mesmo sendo.
A verdade é que o que contei lá em cima, nunca o contei a absolutamente ninguém, porque a conversa, nunca vai para aí... Quando se fala de sexo, fala-se a par... e a par... não utilizaria o termo, pois afinal, não estamos sózinhos... E quando sinto alguma inibição em falar do assunto é por ter de admitir procurar em mim, o que com opção, nunca o faria. Até porque... fica sempre a faltar o resto... o que pode ser pior ainda... fico a meio... e confesso que é por isso que não acho muita graça... a este tipo de individualismo...
E pronto... falei tudo...
O Dr. Machado Vaz, deveria vir ler o teu blogue... os coments aqui são mais honestos, que lá.
Quanto aos coments no afixe e aqui... fui lá ver... acho que lá não comentaria... too many people!
Publicado por: Partilhas às maio 31, 2005 06:13 PM
Não era por ser barriguda... era por ter medo de magoar a criança... "barriguda" é apenas um termo de definir grávida... Nem sequer seria pelo peso... era ... olha o que era...
Não, não levo a mal...
Isto aqui diz-se tudo... sem merdas...
:-)
Publicado por: partilhas às maio 31, 2005 06:17 PM
Poderemos estar, ou não, Andy; e essa pode até ser uma das vantagens do tema em debate (cala-te, criatura azulada) ;)
Para a Sofia: estamos ambas à janela, é? :))
Tuby, chamarem-me inteligente é dos melhores elogios que me podem fazer. Ainda por cima, acho a inteligência altamente sedutora ;)
A propósito do que a Partilhas disse, e da resposta tubaronesca: a sensação de que há um bebé pelo meio pode incomodar mesmo, e tanto o homem como a mulher; claro que se podem encontrar formas de tornear o problema, mas é muito comum sentir que há alguém a mais na cama. Por outro lado, claro que é mais difícil a uma mulher admitir que se masturba. Se é tabu para todos, é-o muito mais para as mulheres.
Publicado por: Zu às maio 31, 2005 06:23 PM
Ora aí está uma proposta interessante, Susana. O problema é que há quem não se sinta confortável num blogue com tanta visibilidade como o Afixe e eu nem saberia como importar comentários (a não ser na base do copy-paste).
Mas qualquer dos(as) intervenientes é livre de centrar a sua atenção na conversa que tomar o rumo que melhor lhe sirva. E de "arrastar" as ideias de um para o outro espaço.
Claro que preferiria conjugar ambos, mas não sei se isso iria de encontro aos legítimos interesses dos comentadores de ambos os blogues (pelo menos dos que só comentam um deles).
Se a troca de impressões nesse sentido me der certezas de que é viável fazê-lo, contem comigo para o pôr em prática.
Publicado por: sharkinho às maio 31, 2005 06:36 PM
Jacky, logo hoje que foste a primeira eu havia de começar a responder pela última... :)
Eu vivo melhor do que nunca com o meu corpo desde os 37/38 anos e tenho agora quarenta. Mas bem cedo despertei para o potencial do dito para umas sensações extraordinárias, por via dessa descoberta solitária.
O que é uma deusa do amor? Será uma fulana capaz de "entusiasmar" alguém só com o poder da levitação? Fico curioso com as postas a que esse livro dará origem, pois sou um leigo nesses assuntos. E de política também não percebo nada...
Publicado por: sharkinho às maio 31, 2005 06:45 PM
Shark (e tantos outros),
eu não queria entrar pelo campo da educação sexual, porque isso daria um outro post, ou um outro blog. Mas sabem o que me assusta... é ver e ouvir tanto pessoal Pré/ in/ Pós adolescência que pensam que estão a falar de sexo, mas não estão a falar de coisa nenhuma. Porque rejubilam por coisas que nunca fizeram, viram ou pensam sequer existir. Acho que só valerá a pena que as pessoas falem de sexo quando o possam fazer com seriedade e propriedade. Se assim não for, as conversas parecerão scketches da "Maré Alta" ou dos "Malucos do Riso". É por isso que "O Sexo e a Cidade" foi dos programas mais educativos que a sexualidade já teve em Portugal. Mas como tudo o que é proposta de inovação neste país... tinha bolinha. Mas isto sou só eu a pensar...
(Desculpm, só agora me apercebi que me alonguei...)
Publicado por: alchemistq às maio 31, 2005 07:25 PM
Para além de que a masturbação está sempre ali. mesmo à mão de semear.
Publicado por: PN às maio 31, 2005 07:30 PM
Eu, apesar de canhoto, uso a direita por uma questão de inclinação natural (de teor ideológico).
E tu, PN, como praticas a lavoura?
Publicado por: sharkinho às maio 31, 2005 08:48 PM
Já agora, e pegando no que a Jacky disse logo no princípio, concordo plenamente que os 30 nos ensinam muito no que respeita ao nosso próprio corpo. Espero que os 40 ainda sejam melhores ;)
Alquimista, concordo em boa medida contigo. Menos no que diz respeito a "O sexo e a cidade" não ser uma série só para gente crescida; eu acho que é. Porque implica, para se perceber, uma certa maturidade que não existe na adolescência.
Publicado por: Zu às maio 31, 2005 08:56 PM
Não há comá vida no campo (da educação sexual), Alchemist. E gostei do tom vigoroso com que pugnas pelo "sexo com seriedade e propriedade".
Propriedade agrícola, no caso concreto do meu trocadilho. E todos temos a noção de que no campo só mora gente séria...
Fora de piada, eu quando era adolescente também rejubilava com os prazeres que (ainda) não conhecia. E hoje, que já os conheço, ainda não parei de rejubilar. ;)
Publicado por: sharkinho às maio 31, 2005 08:58 PM
Eu ia escrever qualquer coisa, mas vim-me antes de acabar de ler os comentários.
Publicado por: Fred às maio 31, 2005 09:01 PM
Chocava-vos se me masturbasse a ler os vossos comentários?
Publicado por: Fred às maio 31, 2005 09:03 PM
Olha, the artist formerly known as derFred regressou.
A mim só chocava se fosse diante do meu portátil novo. Tinhas dez segundos para chegar primeiro do que eu ao cutelo de trinchar o perú...
Publicado por: sharkinho às maio 31, 2005 09:06 PM
Olha, Zu, eu ainda só estou a viver essa cena dos 40 há 15 dias e posso adiantar-te que é tu cá tu lá com o meu corpo. Uma maravilha, posso afiançar. Nada temas, isso da ternura dos 40 não era treta do Paco Bandeira. A ternura e o resto.
Publicado por: sharkinho às maio 31, 2005 09:12 PM
Mil desculpas, Partilhas. Entendi mal a questão. Até porque não consigo entender certos obstáculos noutra perspectiva que não a de (no caso concreto) os contornar sem margem para medos ou dúvidas. Basta falar com um médico para descobrirmos um mundo de possibilidades, mesmo nessas circunstâncias.
Depois é só o entusiasmo correr de braços dados com alguma prudência (a masturbação a dois seria, a meu ver, uma das soluções mais óbvias) e nem se dá pela condição em causa...
Publicado por: sharkinho às maio 31, 2005 09:18 PM
Sharkinho,
masturbação a bem da nação ;) à Ena Pá 2000.
Para além do efeito terapêutico de produzir noites de sono descansado, tanto para homens como para mulheres garante o auto-conhecimento e quando partilhado é uma refeição completa.
Dito de outra forma: ignorá-la não seria desperdício?
E para o Fred, o meu ganda LOL.
Publicado por: maria arvore às maio 31, 2005 09:19 PM
Fred, por mim, está à vontadinha. Costumava ser nas Ruínas, passou para aqui, pronto ;). Afinal, cada um se masturba no sítio que lhe está mais à mão.
Shark, 15 dias é muito pouco ainda! Diz-me daqui por uns meses (quando eu te apanhar...).
Publicado por: Zu às maio 31, 2005 09:22 PM
Gosto muito de refeições completas. Não sou nada frugal.
(Acho que isto se refere a um comentário do Afixe: pratiquei masturbação em grupo na adolescência. É até curioso pensar na desinibição desses tempos. É um acto que tinha as suas afinidades com a iniciação ao cigarros. Era preciso era privacidade dos estranhos ao grupo.)
Publicado por: Fred às maio 31, 2005 09:27 PM
(Isso são práticas iniciáticas masculinas porque na minha adolescência confessá-lo às amigas era transformar-se em "alien".)
E adoro o desenrolar das refeições, passar dos pratos frios aos quentes, distrinçar os diferentes paladares do acre até ao doce... e depois fumar um cigarro.
Publicado por: maria arvore às maio 31, 2005 10:05 PM
A sério, Fred? És uma caixinha de surpresas, pá. (pra não falar da caixinha de lenços de papel que deve dar um jeitão nessas "geraldinas")
Publicado por: sharkinho às maio 31, 2005 10:06 PM
Zu, tens razão. Cresce e aparece, quarentão de trazer por casa... :)
Publicado por: sharkinho às maio 31, 2005 10:52 PM
Quarentinha :)
Publicado por: Zu às maio 31, 2005 11:41 PM
Ainda se fala da masturbação como tema tabu... são muitos anos de cultura judaico-cristã (culpabilizadora do prazer de sentir prazer) em cima!!!
Centra-se, frequentemente,na masturbação como mero acto para se atingir o orgasmo quando para mim ela é algo mais. Ela é também um excelente caminho para a descoberta do nosso corpo, enquanto terreno propício à exploração dos prazeres. Ela não se esgota no mero acto, ela está sempre presente, de forma directa ou não, no encontro dos corpos.
Mas se a masturbação já arrasta consigo tamanha conotação negativa, como é que ficará o sexo oral/anal...
Publicado por: CotaMarada às maio 31, 2005 11:49 PM
Shark,
que chatice, cheguei quando a coisa já está murcha... refiro-me à conversa, claro...
Publicado por: Jorge Morais às junho 1, 2005 01:00 AM
Lá iremos, Cota. Tenho a Posta nas Traseiras encomendada (o que é feito da Mi?) e sairá um destes dias (quando acabar de ler uns livros sobre o assunto). Da oralidade já me expressei tempos atrás.
E de facto, o problema é o mesmo. Ninguém faz, ninguém gosta e uma pessoa preocupa-se à brava e se calhar é à toa... :)
Publicado por: sharkinho às junho 1, 2005 01:01 AM
Ora essa, Jorge. O tema incide precisamente numa das formas mais acessíveis de arrebitar. A conversa.
Publicado por: sharkinho às junho 1, 2005 01:04 AM
Ninguém faz e ninguém gosta do quê?
Eu até há coisas de que não gosto mesmo, devo dizer; mas não é por isso que as condeno nos outros - dois adultos que interajam com respeito mútuo e de comum vontade terão como limites o que ambos quiserem.
Publicado por: Zu às junho 1, 2005 01:11 AM
Eu nisso sou como o tratado/acordo de Schengen (é assim que se escreve?). As fronteiras são uma maçada e acabam por fomentar os contrabandistas...
Mas confesso que me arrepiam algumas maluqueiras mais sofisticadas. Embora, claro está, pouco me rale com as ondas da rapaziada. Desde que no plano do mútuo consentimento, Zu, como é óbvio.
Publicado por: sharkinho às junho 1, 2005 01:19 AM
(estive quase para perguntar de que coisas a Zu não gosta mesmo, mas consegui estoicamente reprimir esse impulso mariola)
Publicado por: sharkinho às junho 1, 2005 01:20 AM
Era só para dizer que eu cá nunca me masturbei e nem vejo razão para se falar destas coisas
Publicado por: Eufigénio às junho 1, 2005 01:24 AM
Talvez um dia o diga, se vier a propósito ;) Não tenho grande problema nisso, mas não vou perder a oportunidade de te deixar curioso, Shark!
(o diabo do meu ex-dente deixou-me faladora, caramba; vou é dormir - uma coisa que gosto de fazer)
Publicado por: Zu às junho 1, 2005 01:36 AM
Zu,
em relação a"O sexo e a Cidade" acho que, como em tudo na educação, só exigindo mais no campo da compreensão é qe se pode exigir no campo dos comportamentos.
Shark,
a propriedade e o júbilo... causa e consequência, estavas à espera de quê?
Publicado por: alchemist às junho 1, 2005 01:37 AM
Sem dúvida, Alchemist, mas para a compreensão é também precisa a experiência, e um adolescente não a tem para muito do que é mostrado naquela série. Acho eu! Quando a minha filha for adolescente poderei ter de corrigir esta afirmação - ai, espero que não! Uma coisa é certa: mais do que em séries televisivas, a educação sexual deve ser feita em casa, com os pais. Pela minha parte, estou a procurar dar à minha filha os meios para ela poder compreender e, por isso, ser responsável.
Publicado por: Zu às junho 1, 2005 01:44 AM
Sharkinho, tenho estado só aqui a ouvir a conversa.
Masturbação? Sim, claro. Só ou acompanhada. Com ginja ou sem. Antes e/ou depois. A torto e a direito. Só nossa. Ou também do outro.
Com ou sem culpas, toda a gente a pratica. É nacional, e o que é nacional é bom.
(E vejo que não esqueceste a Posta das Traseiras. Fico muito comovida)
Publicado por: Mi às junho 1, 2005 02:17 AM
OLhá Mizinha!!!
Pois eu também acho que é bom e se recomenda, não é Mi, para que será tanta conversa? Aliás, o mais possível.
(agora a da ginga é que não percebi...terá a ver com uma teoria que o Shark explicou aqui da outra vez e que envolvia azeitonas??) (pergunto eu com cara de anjo...)
Publicado por: Mar às junho 1, 2005 09:34 AM
Já está ao lume, Mi, já está ao lume... :)
Publicado por: sharkinho às junho 1, 2005 09:35 AM
Ó Shark, logo tu a ficares sem jeito? Não acredito...
E a fugir ao tema preliminares??
Mas pronto, em respota à tua questão em concreto: sim, a chuva e tal. Bom para a lavoura. Isso.
:-)))
Publicado por: Mar às junho 1, 2005 09:41 AM
Tia Mar, obrigada pela cartinha que me mandaste (a ginja é o que tu quiseres imaginar) :)
Sharkinho, bons cozinhados :)
Publicado por: Mi às junho 1, 2005 11:18 AM
Zu,
então o conceito deve ser pensado. Concordo contigo. A educação sexual deve partir da família. Mas, e é o que o teu comentário trespassa, antes de os alunos terem educação sexual, deveria haver muitos pais com necessidade de acompanhar os filhos... ou então vem aquela anedota do pai que diz ao filho adolescente que precisa de ter uma conversa muito séria sobre ele, e o puto pergunta-lhe o que é que quer aprender...
Experiência, não era? Estudo muita(s) filosofia(s) mas, por enquanto, continuo a declarar-me um platonista em quase todos os aspectos... Talvez um dia...
Publicado por: alchemist às junho 1, 2005 09:41 PM
Alchemist, quando falei de experiência não me referia apenas ao campo sexual, mas a experiência de vida. Ou, se preferires, uma certa maturidade que a adolescência, por definição, não contém; prefiro a palavra maturidade, de facto.
A necessidade de os pais acompanharem os filhos e com eles dialogarem (não monologarem) é imensa; e vai também muito para além deste campo.
Publicado por: Zu às junho 1, 2005 11:27 PM
Zu,
que fique bem claro que quando me refiro a séries como "O Sexo e a Cidade", não incluiria nunca os filmes pornnográficos... É uma questão de escolhas e de maturidade, como dizes. Também acho que é a palavra mais correcta. Mas acho também que as crianças estão a crescer cada vez mais cedo. E continuo a acreditar que lhes deve ser dado o benifício da dúvida e alguma responsabilidade (apesar de, tal como tu, me poder vir a arrepender daquilo que aqui digo, daqui a uns anos...)
Publicado por: alchemist às junho 1, 2005 11:34 PM