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junho 19, 2005

A POSTA LIBERTADORA

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Vivemos encarcerados pelas nossas hesitações na masmorra da especulação.

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Uma vida enfrentada a medo, na insegurança, confere-nos uma liberdade precária e condicional. Mesmo empoleirados no sonho, apenas conseguimos espreitar a verdadeira natureza das emoções.
E só a coragem garante a absolvição.
Por isso admiro as pessoas livres, as que agarram a vida pelas ancas e a possuem (ou por ela se fazem possuir) até os seus corações pararem de bater.


Fotos: Sharkinho

Publicado por sharkinho às junho 19, 2005 02:54 AM

Comentários

Medo, todos temos ... a coragem para levar os sonhos para a frente é normalmente premiada com a satisfação de os vermos concretizados.

Publicado por: Karla às junho 19, 2005 07:00 PM

Pois é, Karla. A gaita é a coragem ser minada pelas merdas que nos atrofiam a mona...

Publicado por: sharkinho às junho 19, 2005 07:50 PM

Shark,
haja coragem para que nos empoleiremos convictamente (como a andorinha no telhado: sozinha mas firme...).

Publicado por: alchemist às junho 19, 2005 08:14 PM

Já tinha dito que a "imagem" de alguém que agarra vida pelas ancas e a possui, é lindíssima? :-)

Publicado por: Mar às junho 19, 2005 09:14 PM

Mar: sem palavras... :)

Publicado por: sharkinho às junho 19, 2005 09:53 PM

Empoleirar, Alchemist? Por mim, só se for para me lançar de imediato no céu...

Publicado por: sharkinho às junho 19, 2005 09:55 PM

Mas para te lançares precisas de uma rampa (poleiro), de onde vejas o horizonte. Que nada é, que não te interessa. Porque o horizonte és tu e a tua memória e a tua vontade e a tua imaginagão. E este céu azul, que permanecerá por mais altos que sejam os impostos.
Mas isto sou só eu a pensar, Shark.

Publicado por: alchemist às junho 19, 2005 10:31 PM

Então, deixa-me pensar contigo. Na minha óptica, dispensa-se o poleiro (rampa) porque não preciso de ver o horizonte para saber que o que interessa é voar. E para isso, bastam as asas... :)

Publicado por: sharkinho às junho 20, 2005 12:30 AM

Então deixa-me crescer um pouco (mais), que (ainda) não consigo...

Publicado por: alchemist às junho 20, 2005 01:08 AM

Chega uma pessoa de férias...

"Por isso admiro as pessoas livres, as que agarram a vida pelas ancas e a possuem (ou por ela se fazem possuir) até os seus corações pararem de bater"

liberdade/possessão/ancas/corações sem bater...

Destreinei-me!

Jocas aos dois.

Publicado por: Partilhas às junho 20, 2005 02:58 PM

Olá, Partilhas! Espero que tenhas tido umas férias muito à maneira. Destreinaste-te de quê, rapariga?

Publicado por: sharkinho às junho 20, 2005 06:07 PM

Destreinei-me dos brain stormings que tu fazes por aqui...
Isto de férias, o cérebro, funciona (?) noutro ritmo...

Como é que uma pessoa é livre, possuíndo ou deixando-se possuír ao ponto de perder a respiração?

Jocas.

Publicado por: Partilhas às junho 21, 2005 10:38 AM

Porque nada nos impede de respirar, Partilhas, quando entendemos deitarmo-nos à vida com ganas de a comer. Até ao fim.

Publicado por: sharkinho às junho 21, 2005 02:15 PM

Sharkinho,
Bem verdade. Às vezes com a mania da segurança, nem tenho a certeza se estou vivo.
Depois de mandar as convenções para o raio durante uns momentos, verifico que tenho pulso, volto a fazer mééé. E repete-se.

Publicado por: batatas às junho 21, 2005 09:06 PM

Batatas: confesso-me rendido à pinta do teu comentário de estreia, pá. Tens toda a razão e estou certo de que fazes mééé a plenos pulmões quando o sentes a bater mais forte (sendo que este "o" refere-se ao coração, naturalmente).
Bem vindo ao charco. Não tardarei a obsequiar-me com uma visita ao teu espaço virtual, considerando esta tua pequena amostra.

Publicado por: sharkinho às junho 22, 2005 10:30 AM