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junho 28, 2005
MAIS ALÉM

No limite. E mais além. Para lá de qualquer fronteira real ou imaginária.
É assim que gosto de enfrentar a vida, ultrapassando barreiras e convenções. Gosto de lutar pelo que de mais valioso encontro ao longo do caminho, de demolir os obstáculos, de superar o máximo que exigem de mim. E de arrastar comigo na passada quem acredita como eu na viabilidade de uma existência inteira mergulhada na intensidade da paixão. Sem medos nem vergonhas. Com fé.
Recuso-me a abdicar da loucura, da irreverência, da coragem de enfrentar os desafios olhos nos olhos. Recuso-me a negar o milagre da vida, a virar a cara para o lado oposto daquele para onde me empurra o coração. Recuso a acomodação.
Acredito na felicidade porque a conheço, porque ela entra nos meus dias, em todos os dias, com a magia de uma aparição sagrada enviada pelo destino para desfazer as dúvidas que, na verdade, nunca fizeram parte da minha equação. Variáveis que decifro na vertigem de um beijo, na voragem de um desejo, no arrepio de uma pele tocada pelos meus dedos ou de uma mente emocionada pelas palavras que lhe dou.
Não existe nas minhas contas um espaço para as interrogações.
Acredito que me compete partilhar esse dom, como um missionário escolhido ao acaso pela força transcendente que não sinto necessidade de explicar, com quem me olha com atenção e lê nos meus olhos a determinação, a verdade, o cariz inabalável das minhas convicções. Com quem me agarra pelos colarinhos e salta comigo num abraço para a locomotiva em movimento numa linha que desconhece os apeadeiros ou as estações.
Pouca terra, pouca terra. Até descobrir no horizonte o reflexo prateado do mar banhado pela luz quente do sol. E mais além. Mergulho sem hesitações.
No limite, encontro-me contigo. Olhamos as estrelas e partimos para o céu, livres de empecilhos ou de grilhões, embarcados na aventura mais fantástica, movidos pela energia poderosa que só o amor consegue produzir. Imparáveis, sem margens capazes de limitarem a maior escalada da mais forte entre as marés. Pouca terra, terra à vista. Distante de nós, incapaz de se atravessar no caminho que traçámos, tripulantes guerreiros numa viagem sem destino nem fim, exploradores de uma vida melhor, acima de tudo o que lá embaixo nos queiram desacreditar. Acenamos um adeus, formatamos a memória e combatemos pelo futuro contra quem ousar questioná-lo ou apenas sonhar com a sua limitação.
Do limite contemplamos o que deixámos para trás. E avançamos.
E agora preparamos a nova etapa, o que virá depois.
Mais além. Sempre a dois.
Publicado por sharkinho às junho 28, 2005 12:12 PM
Comentários
Boa viagem, Charquinho e Companhia. :)
Publicado por: Ricardo Garcia às junho 28, 2005 12:53 PM
Obrigado, Ricardo. É uma viagem que só ganha mais força com a energia cinética de boas ondas como a tua.
Um grande abraço, rapaz!
Publicado por: sharkinho às junho 28, 2005 01:03 PM
É um mergulho alucinado, que só o Amor pode explicar.
É uma viagem a caminho do futuro e da felicidade.
No limite, sem limites. Orgulho-me de a partilhar contigo.
Publicado por: Mar às junho 28, 2005 01:13 PM
Tenho visto os 'posts' da Mar e os teus... É bom 'ler-vos' assim!
Um abraço.
Publicado por: Leonel Vicente às junho 28, 2005 01:46 PM
:)
Publicado por: Mi às junho 28, 2005 02:16 PM
Olhá Mi! Andas mesmo tagarela, pá. Cala-te um bocadinho, deixa lá as outras pessoas dizerem qualquer coisinha... :)))
Publicado por: sharkinho às junho 28, 2005 02:23 PM
Leonel: encaixo-te na perfeição no comentário que fiz ao nosso homem dos amendoins.
Publicado por: sharkinho às junho 28, 2005 02:24 PM
É recíproco, sócia, o orgulho em causa.
(Já confirmaste se tens o passaporte em dia?) :)
Publicado por: sharkinho às junho 28, 2005 02:25 PM
(LOL)
Publicado por: Mi às junho 28, 2005 02:28 PM
Estou blogafónica. Mas nem por isso deixo de passar aqui (e ali) todos os dias :)
Publicado por: Mi às junho 28, 2005 02:30 PM
Achas mesmo e realmente possível, que alguém te contrarie, numa posta destas?
Ninguém contraria, quem Ama, quem está apaixonado e quem tem certezas, vindas das entranhas, como vocês dois...
Estou sentada a olhar a linha... Muita terra, muita terra... Com Amor, Com Amor...
Publicado por: Partilhas às junho 28, 2005 02:59 PM
Não, Partilhas, não acho possível que alguém me contrarie nesta posta. Aliás, até espero que a dita cuja constitua o golpe de misericórdia para quaisquer veleidades nesse sentido.
E tu já percebeste o porquê dessa minha intransigência, não é?
Sim, é mesmo de amor que se trata.
Beijo.
Publicado por: sharkinho às junho 28, 2005 03:24 PM
Blogafónica é uma expressão deliciosa, Mi.
E eu sei que o teu espírito vagueia pelo limbo deste blogue, mesmo remetido a um silêncio sepulcral. :)
Publicado por: sharkinho às junho 28, 2005 03:29 PM
Partilhas- Lol. : )
Publicado por: johnny às junho 28, 2005 03:31 PM
É tão bom ler-vos assim. É um verdadeiro privilégio!
Boa viagem, ou mergulho, ou o que lhe quiserem chamar :)
Publicado por: sofia às junho 28, 2005 03:42 PM
Johnny: folgo em ver-te tão bem disposto, rapaz.
Publicado por: sharkinho às junho 28, 2005 04:55 PM
Esqueci-me de agradecer a vossa Partilha por aqui. Podiam dirigir-se palavras um ao outro, a dois e sem assitência. Mas, não!
Fazem-no, como deve de ser;
Partilham-no com o Mundo, na esperança de o contagiarem, com a certeza do que sentem... Sem medos, sem limites...
É por isso que me sento nesta linha, a ver-vos passar... e quando vos aceno... é de; Olá! Boa viagem!
Beijos aos dois! E visto que me entendem; Obrigada por não se esconderem...
Agora parece ser moda. Não se assumir, Amores, Paixões, ou linhas... por onde se segue...
Publicado por: Partilhas às junho 28, 2005 04:56 PM
Obrigado, Sofia! De vez em quando, na ressaca dos momentos especiais a muitos quilómetros de distância, sai-nos assim uma posta andarilha...
Publicado por: sharkinho às junho 28, 2005 05:01 PM
Sabes, Partilhas, não é uma opção fácil. Aquilo que para mim e para a Mar são manifestações irreprimíveis do que vivemos nesta altura pode (deve?) soar a quem nos lê como uma piroseira lamechas.
Mas existem duas boas razões para de vez em quando nos deixarmos sucumbir a este tipo de tentação: uma já a referiste, nessa óptica do contágio (o amor só pode fazer bem a quem o lê); a outra é mais de minha lavra. O blogue é meu e só cá deve vir quem gosta do que escrevo ou quem me encontra algum predicado que justifique uma visita.
E quanto a esconder seja o que fôr, a questão nem se coloca...
Obrigado pela tua atitude simpática em relação aos nossos devaneios ocasionais. ;)
Publicado por: sharkinho às junho 28, 2005 05:09 PM
Vim cá deixar um sorriso. Grande, grande!
:)
Publicado por: Lisa às junho 28, 2005 05:12 PM
Mais e mais além, de mão dada, completando-se com o amor, já não «um do outro» mas um Amor só, único, que ultrapassa o ser, sem limites (isto faz sentido?!)
É tão bom amar, não é?
(Curioso, escrevi isto noutro lado agorinha mesmo...)
Um abraço,e beijinhos e miminhos muitos, continuem assim que é lindo. E já agora, continuem também a partilhá-lo, eu pelo menos gosto de vos ler assim (e não sou o único!)
Publicado por: Andy às junho 28, 2005 05:12 PM
Olhem meninos, então assim seja.
Somos todos pirosos e lamechas!
Mas, é bom vir aqui. Onde se fala e se escreve e se assumem amores, vividos, correspondidos, felizes e alegres...
Quando se escreve sobre o Amor, é quase sempre sobre o Amor pesado, sofrido, não correspondido, aquele que dói.
Quando não dói e é assumido é piroso?
Viva a piroseira... (Estou a brincar!)
Publicado por: Partilhas às junho 28, 2005 05:25 PM
Andy: É mesmo muita bom, pá! Mas quanto a partilhá-lo, só mesmo quando precisamos muito de um mimo blogueiro um do outro.
É lindo, concordo (apesar de ser suspeita a minha concordância). Mas o melhor da coisa reservamo-lo para o email, para o telefone e, acima de tudo, para os dias felizes das nossas reuniões a dois.
Devolvo-te o abraço. Com juros.
Publicado por: sharkinho às junho 28, 2005 05:26 PM
É a vida tal como a sentimos, Partilhas. E às vezes um gajo que bloga pode dar-se a estes luxos de espelhar (esta foi intencional) o que lhe vai na alma em forma postal (de posta).
E tens razão, amiga: percorro a blogosfera e só dou (salvo raras excepções) com choraminguices e desabafos de dor quando se trata de relações amorosas. De vez em quando que se mude o tom.
Publicado por: sharkinho às junho 28, 2005 05:32 PM
Então, Lisa, que tens feito? Tens andado sumida...
Obrigado pelo teu sorriso XXL, amiga!
Publicado por: sharkinho às junho 28, 2005 05:34 PM
Recebido, mas sem juros, ok, sem juros!
É evidente, acho muito bem reservar a intimidade. Referia-me mais ao que... transpira do que escrevem (ia escrever transparece, mas pareceu-me melhor...) É bom, é lindo, e não tem nada de piroso!
Publicado por: Andy às junho 28, 2005 05:54 PM
Andy: :) (do tamanho do da Lisa)
Publicado por: sharkinho às junho 28, 2005 06:14 PM
Eu penso que só achará piroso quem nunca se sentiu assim. Quem tem preconceitos contra a emoção, os sentimentos bonitos. No fundo, quem está de mal com a vida e consigo próprio.
Os outros, que vivem o amor sem merdas e na plenitude hão-de ler com um brilho nos olhos, de ternura, de compreensão, rever-se-ão a si mesmos em momentos seus, semelhantes aos nossos, dar-nos-ão mimos e força. No fundo, aquilo que vocês têm estado a fazer nos comentários anteriores a este.
Obrigada, pessoas bonitas e de bem. :-)
Publicado por: Mar às junho 28, 2005 06:19 PM
E que me desculpem os outros mas a Partilhas refere um ponto qe não posso deixar de sublinhar:
O amor feliz é raro. Ou então é raro ser partilhado. O que já não se passa quando se trata dos desgostos de amor. Aí escreve-se para exorcisar as dores e toda a gente lê e acha os textos bonitos. (a mágoa sempre foi a inspiradora dos poetas)
Porque será que quando se trata de textos felizes lá surge a catalogação da piroseira lamechas?
Deveríamos esforçar-nos por deixar de ser sempre o povo pequenino dos preconceitos.
Bora mas é falar do que nos enche a alma de paixão e de vida, que se lixem as más-línguas! :-)
Publicado por: Mar às junho 28, 2005 06:26 PM
Que bonito...continuem a caminhar juntos...e k de quando em vez eu esteja também ao vosso lado, como naquele dia...gostei muito de estar com vocês.Um bjinho aos DOIS
Publicado por: ZC às junho 28, 2005 06:37 PM
Eh, sócia! Quem fala assim não é gaga... :)
Publicado por: sharkinho às junho 28, 2005 06:58 PM
ZC, bem vinda a este humilde charco! Eu falo por mim, mas também achei cinco estrelas aquela tarde ventosa tão bem passada convosco.
E segue uma bejoca repenicada para ti também.
Publicado por: sharkinho às junho 28, 2005 07:02 PM
(ga-ga-ga-ga...é que eu não sou!) :-)
ZC! que bom apareceres aqui! Também adorei, o desvio louco valeu bem a pena para estar com dois lindos como vocês :-)
Publicado por: Mar às junho 28, 2005 07:04 PM
E quando o gajo(a) tiver idade que crie um blog sharkimar é o que eu desejo.
Publicado por: Alves Fernandes (Pre para @s amig@s) às junho 28, 2005 09:45 PM
Ò Pre, que curiosa interpretação do espírito da coisa... Chamamos-lhe Mark se for menino e Marka (registada) se for menina, não? :)))
Publicado por: sharkinho às junho 28, 2005 11:16 PM
ó pá voces são lindos sabiam? beijos aos 2
Publicado por: Luna às junho 29, 2005 03:33 PM
Luna: CHUAC!!!
Publicado por: sharkinho às junho 29, 2005 05:53 PM
Gostei à brava de te ver fardado. Fica-te a matar! E faxavor de continuar a reincidir nos voos de águia (tudo menos indecisos).
Um abraço do teu tamanho.
Publicado por: pedra às junho 29, 2005 09:37 PM
Obrigado, Pedra. Tive a sorte de poder contar com a consultadoria de um homem com muito bom gosto para influenciar a escolha da farpela. (Mas ainda acho que a cor-de-rosa é um must) ;)
Nunca indecisos.
E não tenho envergadura de braços para corresponder ao teu.
Publicado por: sharkinho às junho 30, 2005 08:49 AM