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outubro 10, 2005
A POSTA NA SALVAÇÃO
Foto: Mar
É tenue, muito ténue a linha que nos separa da loucura. Em certos momentos, quando a vida nos encurrala em situações aparentemente impossíveis de ultrapassar, quase perdemos a noção da realidade. O desequilíbrio acentua-se a cada sinal contrário à nossa vontade de querer que tudo corra pelo melhor. Aos poucos, é o desespero que se apodera do espaço vago deixado pela nossa incapacidade de raciocinar com clareza. Aos poucos, entregamos-lhe as rédeas e deixamo-nos conduzir por meandros obscuros da nossa mente até ao ponto onde perdemos o caminho de volta à sanidade.
Aconteceu-me por três vezes ao longo da vida. Em cada uma delas, eu que gosto de me acreditar forte e lúcido, estive muito perto de resolver em definitivo todos os problemas que me afectavam e poderiam afectar no futuro de que quase abdiquei.
Olhei a morte nos olhos e ela retribuiu-me com uma promessa de paz. A paz que eu mais desejava, para acabar com a tortura que se desenrolava na minha própria cabeça sem que eu conseguisse controlar o desvario.
Estive muito perto de aceitar esse convite manhoso para o repouso que há anos não consigo encontrar.
É estranho pensarmo-nos assim, capazes de dar um passo tão terrível e absurdo. Capazes de cruzar a tal linha que a vida traça em contornos de infelicidade, desilusão, ansiedade ou depressão. Simples equívocos que se conjugam para nos enlouquecer. Fantasmas que nos passeiam na imaginação, irreais mas corporizados pela nossa fantasia, pelos medos que nos perturbam e nos deprimem ao ponto de deixarmos de nos reconhecer na pessoa desfigurada, tresloucada, diante de um espelho que nos engana ou apenas reflecte o que a nossa cegueira quer ver.
Nesses momentos radicais em que prevalece a tristeza e a desorientação o maior inimigo é a solidão. É uma parceria bem sucedida, em sociedade com a morte feita solução, cheia de exemplos da sua capacidade para nos atrair o corpo para o beiral de um telhado, para o limite de um precipício ou para a linha de um comboio. A sós, é dramática a luta contra o apelo irresistível do fim. Muitos evitaram o pior com uma simples chamada telefónica para alguém que amavam. Ou com o gesto amigo de um estranho que o destino enviou como um anjo protector.
Depois, o choro compulsivo de quem cai em si e reconhece a dimensão da sua estupidez temporária, da sua alucinação.
Envergonha uma pessoa, admitir perante si própria o quão próximo se colocou do outro lado da tal linha imaginária que nos separa de uma dimensão onde deixamos de existir tal como nos conhecemos do lado de cá. Às vezes basta o excesso de pressão, a paranóia, a névoa que se instala e nos priva do horizonte onde podemos descobrir o sentido da vida num simples nascer do sol.
Envergonha, de facto, mas é coisa tão séria e real que nos vemos forçados a partilhar com outros essa fraqueza que nos minimiza aos olhos de quem nos quer bem, para denunciarmos essa verdade difícil mas que pode bater à porta de qualquer um. Sentimo-nos obrigados a dar aos outros a informação que os pode salvar um dia, que pode evitar o desnorte que nos leva ao pior.
É estranho constatar como, por vezes, a nossa vida depende apenas do som de uma voz. Às vezes, dentro de nós.
Mas quando a vida parece encaminhada para nos torpedear as ilusões, as melhores soluções encontram-se na única resposta para todos os males. Numa simples oração.
O amor é a minha religião.
Publicado por sharkinho às outubro 10, 2005 01:42 PM
Comentários
Entendo mesmo muito bem o que acabas de descrever. Em certos momentos é preciso muita coragem para continuar, e noutros mais ainda para admitir que a certo passo quase se desistiu.
Sabes, o Amor também é a minha religião.
Publicado por: Lisa às outubro 10, 2005 02:33 PM
Concordo plenamente e gosto acima de tudo das cerimónias religiosas.
Quanto ao resto, e que resto, esse fim surge por vezes no nosso pensamento como única solução para calar os gritos dilacerantes que abafam as vozes salvadoras.
Como costumo dizer, o suícidio é a saída cobarde dos corajosos e a escolha corajosa dos cobardes.
Publicado por: PN às outubro 10, 2005 02:37 PM
São coisas lixadas de encarar, não é? Mas lá está: tabus praquê, Lisa?
Com um pouco de calma a malta dá a volta ao texto e continua a rezar... :)
Publicado por: sharkinho às outubro 10, 2005 03:33 PM
PN: tu és um cabrãozinho do mais delicioso que já conheci. E muito crente, muito praticante, não é? :)
E gostei da tua definição da coisa. Muito entrelaçada.
Publicado por: sharkinho às outubro 10, 2005 03:36 PM
LOVE :)
Eiméne! mai bróder.
Aleluia!!!
Publicado por: cap às outubro 10, 2005 03:39 PM
Olá...,
Por vezes tenho a sensação, que a voz, que nos fala por dentro, por mais grave que seja, não se ouve por dentro... Mas, pode ver-se por fora...
É sem dúvida um dos pontos, que mais me aflige... e que mais me marcou, nos meus anos de juventude... em que essa linha foi cruzada...
Tive Amigos, que estiveram próximo dessa linha... todos do sexo masculino... mas que ultrapassaram tudo... pelo menos, o suficiente, para se apresentarem, como individuos coerentes...
Como mãe, de um menino, essa é uma linha, que me assusta...
Beijos x2! e resto de boa semana
P.S. Já comentei o post lá de baixo, fiz um post e mandei-te um email... espero, que me tenha conseguido explicar. Mais um abraço
Publicado por: Partilhas às outubro 10, 2005 03:53 PM
Olá, Partilhas! Desta vez recebi tudo e vou cumprir o que prometi. ;)
Mas olha lá, que conversa é essa do sexo masculino? Como pai, de uma menina, sei que também ela irá um dia lidar (ou não) com a linha que referi. Ou agora a loucura é um exclusivo dos homens? Ganda lata a tua...
(Explicaste tudo certinho.)
Publicado por: sharkinho às outubro 10, 2005 04:04 PM
Praise the Lord! The Lord is my sheppard!
Iô, Capman (também alinhas numas missas, não é? Seu malandreco cheio de fé...)!
Publicado por: sharkinho às outubro 10, 2005 04:06 PM
Este é mais um dos temas "à Shark" que se tornam difíceis de comentar para algumas pessoas...Se há os que têm dificuldade em comentar os de sexo ou de política ou religião, para mim são os que falam da morte os que mais me custam. Sob todas as perspectivas. É-me difícil a idéia de fim. Não me vejo a chegar sequer perto da linha que descreves, mesmo que muito empurrada pelas circunstâncias da vida. POrque estou sempre filada no horizonte, em busca da tal ponta de claridade que há-de, inevitabvelmente, acabar por aparecer, a rasgar o escuro. Todas as agruras da vida me parecem preferíveis ao fim. Já encarei uns quantos, de pessoas queridas e digo-te que não tenho dúvidas que, se tivessem podido escolher, não teriam hesitado.
Por isso me parece que escolheste uma óptima religião para te conduzir. :-)
Publicado por: Mar às outubro 10, 2005 04:24 PM
Eu sei, eu sei, mas independentemente de ser na versão aveludada ou na crocante fico sempre atravessado na garganta das pessoas.
Sou muito crente, sim senhor, já como practicante digamos que tive fases de mais comunhão. Enfim, dou sempre com as portas das igrejas fechadas.
Publicado por: PN às outubro 10, 2005 04:26 PM
E tu ao volante, minha freira fotógrafa-chófér... :)
Publicado por: sharkinho às outubro 10, 2005 04:27 PM
(Não era pra ti ò fumarento)
Talvez resolvas o problema oferecendo-te como voluntário para sacristão.
Ias adorar a fêmea do diácono...
Publicado por: sharkinho às outubro 10, 2005 04:29 PM
Agora mais a sério, sócia, que o teu comentário justifica. Sabes que sou um pessimista inveterado, conheces o meu percurso azarado e tens convivido de perto com a minha propensão para a maluqueira.
Contudo, também já percebeste o quanto eu aprecio a vida, o quanto a esmifro em tudo o que tem de bom (onde tu te incluis).
Os momentos que refiro são fruto de um desespero ou de uma depressão clínica que pode aterrar na sopa de qualquer um(a).
Publicado por: sharkinho às outubro 10, 2005 04:37 PM
Há suicídios por amor. Basta pensar no Romeu e na Julieta, nos dramalhões de amores impossíveis que resultaram na morte de quem não se imaginava longe do ente amado para perceber que a religião do amor como protecção contra o suicídio não resulta lá muito bem...
Estou como a Mar: busco sempre uma résteazinha de luz, mesmo que tudo pareça escuro como breu. Respeito demasiado a vida, que tem sempre demasiadas coisas boas (mesmo que não pareça) para querer dela desistir. A esperança não me larga. A única vez que a ideia de suicídio me passou pela cabeça (tipo que bom era chocar com o carro contra algum lado e nunca mais sentir nada) foi o sinal claro para mim de que algo de muito errado se passava (estava com uma depressão, claro).
Só encaro, para mim, a ideia de deixar esta vida por minhas próprias mãos em duas circunstâncias, que espero nunca ter de vir a enfrentar. Uma ocorreu-me ao ver testemunhos de pessoas torturadas que aguentaram todas as torturas sem revelarem segredos que condenariam outros à morte: acho que não teria essa coragem e que seria preferível evitar falar matando-me (felizmente, esta é uma circunstância extrema que não me parece provável de acontecer). A outra (muito mais plausível) é pensar numa doença degenerativa: não quero deixar de ser eu em vida.
Mesmo assim, falo em teoria, e só na prática, diante das situações vividas na pele, é que poderei saber o que faria.
Publicado por: Zu às outubro 10, 2005 04:46 PM
(sim, já percebi e é por isso que sei que a continuarás a esmifrar até ao tutano.
E o que nos cair na sopa vai, junto com a dita, pelo esgoto abaixo e que venha uma nova!) ;-)))
Beijoca grande.
Publicado por: Mar às outubro 10, 2005 04:48 PM
Considerando o amor como religião, Zu, surpreendes-me na pele da blasfema... :)))
E porra, dás cá uns exemplos circunstanciais que até arrepia!
Agora a sério: a depressão, mesmo quando não diagnosticada é mesmo de ter em conta. Altera-nos completamente os azimutes e só nos dá prá parvoeira.
E pode ser a derradeira...
Publicado por: sharkinho às outubro 10, 2005 04:57 PM
Uma nova sopa? (Um caldinho?) :)))
Publicado por: sharkinho às outubro 10, 2005 04:58 PM
Missas, Shark! Não confundas com massas. ;)
Mais de metade da minha vida já foi (e continua, claro!) votada ao meu altar. :)
(sou um mecinho muito dado à religião)
Publicado por: cap às outubro 10, 2005 05:47 PM
Longe de mim tal ideia, Cap! Logo eu, tão devoto nessas coisas...
Sixteen, não é? Já fizeste a Crisma e tudo, quase mereces a canonização em vida.
Já não se usa, pá. Já não se fazem, assim tão dedicados à igreja local...
(Nem mesmo umas capelitas, méne, assim só mesmo para uma Avé Maria de fugida?)
Publicado por: sharkinho às outubro 10, 2005 06:24 PM
Ó pá! Eu esclareço: quando nos caem depressões e outras moscas na sopa, a solução é deitar essa fora e pedir um prato novo. Percebido agora? ;-))
Publicado por: Mar às outubro 10, 2005 06:42 PM
Boa, gosto de variar na gastronomia! :)))
Publicado por: sharkinho às outubro 10, 2005 06:48 PM
Sixteen + six = that's a life! ;)
Na minha fé costuma-se dizer: "Não cobiçarás a igreja alheia"! :)
(ou: "para quê algodão, quando se tem seda?")
Publicado por: cap às outubro 10, 2005 06:52 PM
Já ganhaste o teu lugar no céu, rapaz!
(E se lhe dás a ler estas coisas, é mais que certa uma Eucaristia abençoada lá mais pela fresquinha...)
Publicado por: sharkinho às outubro 10, 2005 07:02 PM
Deus te ouça, meu filho. ;)
(mas olha que não se pode dizer tudo...)
Publicado por: cap às outubro 10, 2005 07:12 PM
Ame (deixei o éne de fora, pra não dizer tudo...)
Publicado por: sharkinho às outubro 10, 2005 07:13 PM
Mas vendo bem as coisas, se calhar acabei mesmo por dizer o que interessa... :)
Publicado por: sharkinho às outubro 10, 2005 07:14 PM
:)
Um imperativo que não é imposto.
Publicado por: cap às outubro 10, 2005 07:32 PM
Excepto a publicidade descarada à IBM ;) concordo que a RELIGIÃO é um bom antídoto contra o suícidio.
As recentes pesquisas demonstram que não morremos por falta de oxigénio mas por falta daquele elemento que activa a circulação sanguínea que se chama amor.
Por isso a minha religiosidade manifesta. ;)
Embora saiba que também é um pouco como na política: se não cumprimos os nossos objectivos, o melhor é demitirmo-nos.
Publicado por: maria arvore às outubro 10, 2005 09:08 PM
Em todos os momentos piores da minha vida, sempre encontrei forças em mim que nem suspeitava que existiam. E sempre tive um anjo de plantão. Um anjo que me deu um ombro, me deu um abraço, me deixou prender-lhe os dedos com toda a força. E assim fiz.
Só assim não deixei que a vida me enterrasse na sem esperança de ver o que achei que era toda a minha vida partir.
Publicado por: Hipatia às outubro 10, 2005 09:39 PM
Bem o que é que eu ia dizer...é que me perdi entre a mulher do diácono, a troca de pratos, o ame...
olha ficas muita de bem de barba!
Publicado por: Luna às outubro 10, 2005 10:17 PM
PN, gosto especialmente da última frase do teu primeiro comentário.
Porque é preciso ter coragem, se o gesto for mesmo decidido e decisivo.
A maior parte das tentativas de suicídio são pedidos de ajuda, em que o suicída não pretende efectivamente morrer, mas punir alguém, ou verificar (do modo mais drástico e desesperado) se é amado por quem deseja sê-lo. São as medidas de morte lenta. Mas quando a coisa é radical, é como dizes.
Publicado por: susana às outubro 10, 2005 10:17 PM
Olá Susana.
Publicado por: sharkinho às outubro 11, 2005 12:07 AM
Obrigado, Luna. Foi um restyling da autoria do meu elemento natural. O crédito é dela.
Publicado por: sharkinho às outubro 11, 2005 12:08 AM
Se a máquina é boa, Maria Árvore, não me inibo de publicitá-la.
E apesar de religioso, de política não percebo nada... :)
Publicado por: sharkinho às outubro 11, 2005 12:10 AM
Mas concordas, Hipatia, que é possível chegarmos ao ponto de considerarmos tal possibilidade...
E não há anjos que cheguem para todos.
Publicado por: sharkinho às outubro 11, 2005 12:13 AM
Claro que é possível, porra! De que achas que estava a falar acima? Já a vi de frente.
Publicado por: Hipatia às outubro 11, 2005 12:20 AM
Que a vejamos pelas costas...
Publicado por: sharkinho às outubro 11, 2005 12:34 AM
Só agora li os comentários e queria discordar de um pormenor: que haja suicídios por amor. Eu diria que são por dependência de quem se ama, o que é ligeiramente diferente.
Publicado por: susana às outubro 11, 2005 01:03 AM
Só agora li os comentários e queria discordar de um pormenor: que haja suicídios por amor. Eu diria que são por dependência de quem se ama, o que é ligeiramente diferente.
Publicado por: susana às outubro 11, 2005 01:05 AM
Por dependência do amor ou da pessoa que se ama?
E mesmo assim... O final de um amor que enche a nossa vida, a morte de uma pessoa muito amada (não me refiro apenas ao amor romântico) não são circunstâncias que nos podem levar a pensar que a vida deixou de fazer sentido?
Publicado por: Zu às outubro 11, 2005 09:24 AM
Olá Bom Dia,
O sexo masculino, não é exclusivo... Mas, do meu grupo de Amigos... era!
Os rapazes, tinham todos tendência, para a tristeza e depressão... o limite, era testado... de todos os modos... O Amor... era desculpa, para a tristeza interior, que tinha de encontrar um/uma culpado/a... No intervalo de 3 ou 4 anos, 2 rapazes (um do liceu, outro do meu prédio...) suicidaram-se... É um tema, MUITO dificil, para mim...
Nós... as meninas, tinhamos uma onda bem mais positiva...
Devo também dizer, que eles hojes, têm uma onda bem melhor, que elas ... (não eu claro ;-) ) Será que é necessário... o atingir desse limite, para se dar valor à sanidade mental... e á alegria... quer seja de Amar, ou simplesmente ... viver! Ou viver Amando
Beijo e abraço!
Publicado por: Partilhas às outubro 11, 2005 09:28 AM
Concordo contigo, Susana. É a dependência que está em causa e não a essência da emoção.
Publicado por: sharkinho às outubro 11, 2005 10:39 AM
Mas também não posso deixar de dar razão à Zu na questão que ela levanta. Num caso concreto que conheci, foi mesmo disso que se tratou.
Ainda assim, seja a pessoa ou o sentimento é o amor que está em causa.
Publicado por: sharkinho às outubro 11, 2005 10:50 AM
Partilhas, no meu caso a coisa dividiu-se por igual entre machos e fêmeas. Embora reconheça que de uma forma geral (e as estatísticas comprovam-no) as mulheres exibem mais arcaboiço para enfrentarem as agruras da vida.
Talvez por viverem mais amando... :)
Publicado por: sharkinho às outubro 11, 2005 10:53 AM
«O amor é a minha religião.»
Isto tem um nome: misticismo. E é muito má onda. Brr.
Publicado por: João Pedro da Costa às outubro 11, 2005 03:54 PM
Dasse, João! Má onda? O meu Glorioso SLB também têm uma mística e isso não minimiza nem obscurece o brilho dos campeões... :)
Publicado por: sharkinho às outubro 11, 2005 04:44 PM
Dasse, João! Má onda? O meu Glorioso SLB também têm uma mística e isso não minimiza nem obscurece o brilho dos campeões... :)
Publicado por: sharkinho às outubro 11, 2005 04:44 PM
Não são momentos de solidão aqueles por que passo... tem sido uma vida, de há tempos para cá. E no entanto, embora às vezes pense nisso, sempre me recusei a dar o passo que me faria entrar de vez no mundo silencioso e escuro em que nada sentimos, porque nada há para sentir. E quem sabe mesmo se encontraremos a paz, se ao partir deixamos tanto por resolver? Quando um dia a morte se me apresentar, apenas me levará se me apanhar de surpresa, nunca de livre vontade. Já agora, tens a melhor das religiões.
Publicado por: Rosmaninho às outubro 11, 2005 07:47 PM
Olá, Rosmaninho. Em relação ao início do teu comentário, recordo-te as palavras do Chaplin que citas no teu blogue. Mesmo invertida a coisa, não deixa de ser divertida quando a tentamos analisar, passo a passo. E por isso mesmo, acabei sempre por cair em mim (isso mais a incerteza do depois, claro, e aquela montanha de cenas que deixamos para resolver amanhã - como dizes e muito bem).
A solidão é sempre temporária.
E da minha fé dificilmente abdicarei algum dia.
(Gostei da sinceridade que transpira nas tuas palavras, pá.)
Publicado por: sharkinho às outubro 11, 2005 08:09 PM
«E da minha fé dificilmente abdicarei algum dia.»
Espero que nunca!
É já demasiado tarde para apenas dizer que o amor é também a minha religião?
Crente e praticante, claro! De todo o coração.
Um abraço.
Publicado por: Andy às outubro 11, 2005 08:34 PM
Também espero que nunca, Andy. Para agnóstico, já me basta no resto...
Gosto de ver cá. Tens sido uma voz agradável, pá.
Dois abraços. Mereces.
Publicado por: sharkinho às outubro 11, 2005 09:33 PM
...*
Publicado por: vague às outubro 12, 2005 02:43 PM
...?
Publicado por: sharkinho às outubro 12, 2005 02:48 PM
Entre a coragem e a cobardia, o suicídio?
Sp associado a estas linhas e sempre no limbo - não é nada linear mesmo a associação.
E como entendo a linha ténue entre a loucura e a...como dizer...normalidade?
E como a temo...
Publicado por: vague às outubro 12, 2005 02:48 PM
? - interiorizando.
Publicado por: vague às outubro 12, 2005 02:50 PM
E eu também, Vague. Temo-a e fujo dela a sete pés, sempre que a vida me indica uma nesga por onde eu possa raspar-me de mansinho...
Publicado por: sharkinho às outubro 12, 2005 02:50 PM
Sabes q mais? 1 dia d cada X. Comecei a aprender isso há exactam/ 9 anos atrás.
Publicado por: vague às outubro 12, 2005 03:09 PM
Sharkinho, «O amor é a minha religião» um amigo meu dizia e com muita graça que: o desporto dele favorito era o sexo. Isto quando o Benfica perdia claro...
Publicado por: soslayo às outubro 12, 2005 07:42 PM