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novembro 04, 2005
A POSTA INCONFORMADA
Foto: sharkinho
Tenho fobia às existências vulgares. Prefiro arriscar uns mergulhos no caos.
Publicado por sharkinho às novembro 4, 2005 11:54 AM
Comentários
Não existem existências vulgares. Há que procurar e encontra-se sempre algo até numa existência supostamente vulgar.
Publicado por: claudia às novembro 4, 2005 01:23 PM
Mas olha que há caos e caos, como há mergulhos e mergulhos. Só não há existências vulgares, como diz a Cláudia. Há formas de existir, mas isso é com cada um... ;-) (cuidado com as rochas, pá)
Publicado por: alchemist às novembro 4, 2005 02:52 PM
Mais do que isso, o não arriscar uns mergulhos no caos pode ser, muitas vezes, a forma mais arriscada de uma existência.
Publicado por: claudia às novembro 4, 2005 03:31 PM
Vocês baralham-me...
Publicado por: sharkinho às novembro 4, 2005 04:25 PM
Nenhuma existência é vulgar. As essências até o podem ser. Mas uma existência, nunca.
(Os comentários da Claudia são de uma lucidez impressionante.)
Publicado por: João Pedro da Costa às novembro 4, 2005 04:51 PM
Sou um gajo cheio de sorte, então. Tenho fobia a existências... inexistentes.
E não sou alérgico às essências.
Publicado por: sharkinho às novembro 4, 2005 04:59 PM
(Hoje não acerto uma...)
Publicado por: sharkinho às novembro 4, 2005 05:32 PM
Sharquinho, hoje podes não acertar uma, mas as tuas saídas dão que pensar. Por conseguinte, foi um bom post.
Agradeço a claque defensora das existências não vulgares: alchemist e João Pedro.
Publicado por: claudia às novembro 4, 2005 06:03 PM
Rassure-moi, tu n’es pas en train de nous faire une petite déprime ?
L’existentialisme ne sert qu'à compliquer la vie, vient donc boire une coupe de champagne, après la deuxième bouteille, le monde est bien meilleur… Expérience propre !
Publicado por: Manu às novembro 4, 2005 06:46 PM
Isto hoje deu prá filosofia...:-)
Publicado por: Mar às novembro 4, 2005 10:30 PM
quem é o gajo la ao fundo?
Publicado por: markoo às novembro 4, 2005 11:10 PM
Sharkinho, de facto ninguém é vulgar nem a própria essência o é. Apenas existem aqueles que se fazem vulgares, que ao terem o medo de arriscar nada faz acontecer ou passar.
Publicado por: soslayo às novembro 5, 2005 04:23 AM
Sharkinho, só para aumentar a confusão: quando abri aqui o blog, a imagem levou muito tempo a aparecer, e durante um bom bocado só vi aí a metade superior da foto. Para mim, estava a ver o D. Quixote! E já estava a pensar porque é que era "inconformado" quando vi o resto da imagem, e o texto. :)
Mas estou um pouco de acordo com os outros. Tudo depende da prespectiva - o que é isso de "vulgar"? Aos olhos de quem ? E se tu não a queres para ti, a tua não vai ser decerto. Por outro lado, há quem aspire a isso com todas as suas forças... e se calhar não a tem.
Publicado por: ML às novembro 5, 2005 12:37 PM
Dando uma de Bill: há mar e mar, há ir e voltar.
Publicado por: susana às novembro 5, 2005 04:12 PM
pronto......lá vamos nós.....e que tens tu contra existencias vulgares????porque essa fobia?
eu procuro tanto.......e digo-te, acho mesmo dificil de encontrar,mas nao desisto
Publicado por: Maria às novembro 5, 2005 06:56 PM
Tal e qual Tubyshark, o pior são as cabeçadas nas rochas.
Publicado por: Luna às novembro 5, 2005 07:52 PM
Obrigado, Cláudia. E à dupla dinâmica que corroborou a tua posição.
Publicado por: sharkinho às novembro 6, 2005 12:17 AM
Concordo, Manu. E tava capaz de virar duas seguidas, mas não de champanhe...
Talvez um branco seco, fresquinho. :)
Publicado por: sharkinho às novembro 6, 2005 12:20 AM
Filosofia? Eu? Era bom era, sócia...
Publicado por: sharkinho às novembro 6, 2005 12:24 AM
Confesso, Markoo, que o tipo por mais que eu berrasse nunca me respondeu ao pedido de identificação... :)
Publicado por: sharkinho às novembro 6, 2005 12:25 AM
Já percebi, Soslayo. Toda a vida fugi de algo que não existe...
Publicado por: sharkinho às novembro 6, 2005 12:27 AM
Shark,
já eu tenho fobia à vulgaridade da existência, dada a inexistência propriamente dita das existências vulgares. É que não existindo existências vulgares, mas sendo a existência em si uma vulgaridade, arriscamo-nos a nunca existir uma resposta às velhas questões: de onde venho, para onde vou, o que faço aqui, etc...
Publicado por: Jorge Morais às novembro 6, 2005 12:44 AM
A estas horas, Jorge, com esse comentário partiste-me todo... :)
Publicado por: sharkinho às novembro 6, 2005 12:53 AM
ML, eu e o D Quixote temos coisas em comum.
Publicado por: sharkinho às novembro 6, 2005 12:54 AM
Tens razão, Susana. Mas eu sou o shark, pá. O mar pra mim não constitui ameaça... :)
Publicado por: sharkinho às novembro 6, 2005 12:56 AM
É uma questão instintiva, Maria. E passei a vida em busca de um refúgio seguro dessa vulgaridade que tanto temia, para agora chegar ao meu blogue e perceber a dimensão da minha asneira.
Por isso é que o charco funciona para mim quase como um manual. Levo tempo, mas chego lá...
Publicado por: sharkinho às novembro 6, 2005 12:59 AM
Luna: faz parte do processo de aprendizagem. Tola mole em pedra dura...
Publicado por: sharkinho às novembro 6, 2005 01:00 AM
Procurando leitura em português, encontrei numa feira a Lyon um livro de 1966, o titulo é “As prodigiosas Vitorias da Psicologia Moderna”.
Já não são muito modernas mas pensei que ia ajudar-me a perceber “ a saudade ” esse sentimento que existe nos portugueses, não pensava que ia ser de actualidade nestes comentários.
Je psychcotte ou vous avez le blues ?
Publicado por: Manu às novembro 6, 2005 08:32 AM
Shark,
parti-te todo? Foi sem querer... Mas assim vamos ter sopa de tubarão para o almoço... ;-)
Publicado por: Jorge Morais às novembro 6, 2005 11:46 AM
Analisa lá... os pontos da vulgaridade...
Agora diz-me...
Dá ou não uma trabalheira danada?
Joca :-)
Publicado por: Partilhas às novembro 6, 2005 05:03 PM
Dá pois, Susana...
E eu até sou preguiçoso, pelo que vou abandonar esta perspectiva.
Concentrar-me-ei noutro erro de avaliação... :)
joca na volta
Publicado por: sharkinho às novembro 6, 2005 08:55 PM
Não me lixes, Jorge... Isso é um atentado ecológico! Extinguem-me a espécie! :)
Publicado por: sharkinho às novembro 6, 2005 08:56 PM
Le blues, sem dúvida! Manu, escolhes bem a tua literatura lusitana. :)
Publicado por: sharkinho às novembro 6, 2005 08:58 PM