« ESCREVER PRÁS PAREDES | Entrada | A POSTA DE CARNAVAL »

novembro 16, 2005

A POSTA NUM PECADO MORTAL

quem me dera.JPG
Foto: sharkinho

O invejoso é um dos espécimes mais desprezíveis que um conjunto de seres humanos consegue produzir, dentro da camada mais soft de gente desnecessária que a sociabilidade nos obriga a aturar.
É enervante, o confronto com alguém assim. Quem inveja, alimentando um sentimento muito negativo (já vos explico porquê), destila rancor contra outrém pelo simples facto de o(a) visado(a) possuir algo que a vida não lhe proporcionou ou simplesmente retirou quando, num momento de lucidez, o acaso entendeu a dimensão do seu equívoco.

A inveja é negativa porque inspira estados de espírito muito desagradáveis nas pessoas. Tornam-se amargas, frustradas, incapazes de descolarem da sua obsessão mesquinha. É difícil explicar o facto de alguém optar pelo caminho infantil que empurra a pessoa para a onda "ó pai, aquele menino tem imensos brinquedos e eu também quero ter", quando nada se faz para os merecer.
A inveja requer algum dispêndio de energia, nem que seja no acto de a manifestar. E manifesta-se invariavelmente da mesma forma: "aquele menino tem todos os brinquedos que eu desejo, mas não lhe assiste mérito algum". Donde conclui o invejoso que é seu o direito a todas as guloseimas, mas a vida madrasta não sabe escolher os destinatários das benesses invejadas.
Pitosga, a vida entrega de bandeja as coisas boas a alguém que, não sendo o próprio, é sempre a pior aposta da sorte que o traiu.

A sorte, ou a falta dela, é sempre um argumento do invejoso vulgar. Ele não tem, mas isso não é porque não mereça. Os outros é que têm mais sorte do que ele. Ou manha, pois essa é outra das versões (mais típica do invejoso merdoso) com que se tenta tapar o sol cinzento da frustração com a peneira de uma qualquer teoria da conspiração. O outro tem o que eu quero mas só o obtém à custa de logros e de farsas. O outro, o que tem, assume de imediato o estatuto do mau. Como se tivesse roubado ao invejoso algo que, na verdade, nunca lhe pertenceu.
Mas onde a inveja se instala tudo adquire proporções exageradas. A galinha do vizinho fica cada vez mais gorda (isto, no interior retorcido do crânio que inveja), embora no discurso para o exterior se afirme com desdém a falta de atributos do escanzelado galináceo (porque não sendo o seu tem que ser de qualidade inferior).

Sendo difícil tipificar o invejoso-padrão, é simples distingui-lo dos demais. Pelos tiques acima referidos e por, regra geral, se tratar de alguém com nada de parecido com uma vida animada. Tem um emprego de treta, uma relação amorosa inexistente ou extinta e uma imaginação prodigiosa para se pintar à altura da sua desmesurada ambição. Normalmente também inveja o chefe ou o patrão, que desdenha pelas costas, às escondidas.
Tanto na versão macho como na sua correspondente feminina, o invejoso acredita-se belo e engatatão. Claro que isso raramente corresponde à realidade vista pelos olhos das outras pessoas, mas a inveja pode cegar e o espelho pode enganar os(as) que nele descobrem uma beleza especial que não passa de uma ilusão.
A inveja, como a mentira, torna as pessoas mais feias. Como pinóquios, aos invejosos cresce-lhes o nariz, brotam verrugas e todo o corpo mirra consumido pelos sucos gástricos que substituem aos poucos o sangue da pessoa.
Envelhecem de forma prematura, os invejosos mais obstinados...

Por isso não os invejo e rejeito em mim qualquer indicador dessa forma doentia de encarar a vida. O segredo, quando se cobiça algo igual ao que outros desbundam, está na vontade de fazer pela vidinha e procurar obter a mesma satisfação pelos nossos meios. Uma espécie de masturbação intelectual que reprime a tentação traiçoeira e nos encaminha para um objectivo alcançável, tangível, real. Sem má onda, apenas naquela de "tão bom que seria eu desbundar uma cena daquelas". E depois é só partir para outra e buscar algures uma cena parecida ou redimensionar (baixar a fasquia) a ambição à medida da capacidade e do engenho de cada um(a).

Isto sou eu a falar, que só poderia invejar coisas que não me fariam falta alguma. Tenho o que preciso e não pretendo açambarcar. O supérfluo, como o inatingível, são posses que uma pessoa com um mínimo de bom senso não deveria reclamar.

E ainda menos apontar o dedo aos que, possuindo, repousam tranquilos à sombra dos factos que falam por si.

Publicado por sharkinho às novembro 16, 2005 11:17 AM

Comentários

"Como pinóquios, aos invejosos cresce-lhes o nariz, brotam verrugas e todo o corpo mirra consumido pelos sucos gástricos que substituem aos poucos o sangue da pessoa."
Tens uma inaginação, Charquinho :-) Acho que trataste o assunto até à exaustão. Está muito bem. Quem quiser ler mais sobre o assunto, é ir ao capítulo que diz respeito à inveja em "A Conquista da Felicidade" de Bertrand Russell. Segundo o filósofo, a inveja é uma das causas da nossa infelicidade, pois...

Publicado por: claudia às novembro 16, 2005 11:59 AM

Ora nem mais!
A inveja faz as pessoas feias, frustadas e infelizes!
Acho que só tive uma invejazinha durante algum tempo: não ser avó! Deliciava-me, então, com sobrinhos netos. Mas já passou! Estás mesmo a ver que já sou avó...(duas vezes)

Publicado por: méri às novembro 16, 2005 12:35 PM

Da minha não, Cláudia, pelo motivo que referi na posta...

Publicado por: sharkinho às novembro 16, 2005 12:36 PM

Mas tu, Méri, falas de uma forma de inveja saudável (a tal que eu refiro como "quem me dera ter também") e não da cobiça mesquinha a que me refiro (querer ter o que é dos outros)...
Desejo-te sorte e saúde para os veres crescer! :)

Publicado por: sharkinho às novembro 16, 2005 12:44 PM

E o curioso é que, não sendo capazes de agir como seria aconselhável para conseguirem uma galinha igual à do vizinho (ou levemente parecida, ao menos, que isto de semelhanças, enfim, tem muito que se lhe diga), também não percebem a figurinha que fazem quando tecem maledicências em torno de quem, manifestamente, a possui.
O que só demosntra que, além de feios, mirrados e azedos, os invejosos são burros.
Espectáculo de post-análise, pá! ;-)

Publicado por: Mar às novembro 16, 2005 12:49 PM

Obrigado, ò meu elemento natural. Eu sabia que tu ias perceber na boa o espírito da coisa... ;)

Publicado por: sharkinho às novembro 16, 2005 12:56 PM

Ah.... mas quando vejo passar uma Ferrari, tenho sempre a ideia que eu a guiaria melhor que o dono.

Publicado por: Manu às novembro 16, 2005 02:37 PM

Lol, Manu! Não duvido que sim, mas também estou certo que eras incapaz de quereres ficar com o carro do homem, amigão gaulês. :)

Publicado por: sharkinho às novembro 16, 2005 03:05 PM

Sei, Charquinho. Pena não ter trazido a obra de Russell. Há umas passagens cheias de sentido de humor, nomedamente no respeitante à inveja de Leibniz e de outro fulaninho em relação ao Newton :-) Lastimavam-se da "loucura" de Newton derramando lágrimas de crocodilo...

Publicado por: claudia às novembro 16, 2005 05:39 PM

Também me recordo de uma reportagem que fizeram há bastante tempo ao Saramago. Ele estava em casa dele e mostrou duas estatuetas. Uma delas simbolizava a inveja... E ele virou-se para o jornalista: "Ah! Se fosse então a falar da inveja!". A inveja faz parte desta nossa natureza. Há quem a reconheça e consiga reverter o processo. Outros nem se apercebem...

Publicado por: claudia às novembro 16, 2005 05:51 PM

Oi, amigão, caganda posta! Porra, pá, bastava dizeres que o invejoso é somente alguém que ainda não aprendeu a gostar de si próprio. Mas com o tempo a coisa vai...

Publicado por: pedra às novembro 16, 2005 05:52 PM

Ó tu, ó elemento natural do cujo, não compliques as coisas porque o invejoso é burro mas julga-se bípede. E eu agora, a propósito, não me importava nada de ser burro porque tenho uma dor de costas do caraças e os quadrúpedes não têm estas merdas.

Publicado por: pedra às novembro 16, 2005 05:57 PM

Pedra, bons olhos te leiam rapaz! Tens razão, fartei-me de falar e podia poupar uma data de palavras.
Mas eu ainda não aprendi a gostar dos leitores deste blogue e de vez em quando estendo assim uns lençóis para os ajudar a combater as insónias...
E quanto à dor de costas, realmente nunca ouvi um quadrúpede queixar-se disso. Mas dor de cotovelo já (um dos tais que o elemento natural aponta como exemplo)... ;)
As melhoras, pá. E vê lá se atinas com a regularidade de publicação no teu espaço.

Publicado por: sharkinho às novembro 16, 2005 06:09 PM

De Russell a Saramago? Continuas muito abrangente nos teus comentários, Cláudia...
Quanto à questão da inveja, eu não me apercebo porque não tenho mesmo motivos para a sentir.
Tenho tudo o que quero menos uma maior quantidade de uma cena que só dá chatices (o dinheiro) e que, por isso mesmo, me faz não invejar quem o tenha em abundância.
Lá terei que contrariar a minha natureza (caso a inveja faça parte da dita cuja)...

Publicado por: sharkinho às novembro 16, 2005 06:16 PM

Já fui muito invejosa, mas os meus próprios peixes deram-me uma grande lição de vida... Comecei a observá-los quando lhes deitava comida à superfície da água. Todos rumavam à comida, menos um preocupado em dar bicadas aos outros. Resultado: Esse peixe não comia e, ainda por cima, estorvava os outros. Interpretação que fiz na altura: "Carago, eu sou aquele peixe. É mesmo burro". Pronto, e foi assim que me curei da inveja.

Publicado por: claudia às novembro 16, 2005 06:44 PM

Não comia e ainda por cima estorvava os outros? Bom, esse peixe para além de quadrúpede era empata. E se não comia, calculo que um dia apareceu a boiar de barriga para o ar, magrinho, trinca-espinhas (esta foi cruel).
É uma lição a reter, Cláudia... :)

Publicado por: sharkinho às novembro 16, 2005 07:08 PM

Depois da tua descrição da "coisa", lembra-me para nunca invejar nada teu, pá! :)

Publicado por: cap às novembro 16, 2005 08:09 PM

Sharquinho, a única inveja que tenho é: não saber escrever tão bem como o fazes, consegues transmitir para o papel tudo ao pormenor o pensamento é descrito tal qual se as coisas estivessem a acontecer. Crias imagens na tua escrita. Bem, mas deixemo-nos de elogios e passemos à prática (não da inveja, claro!). Li tudo com muita atenção mas retive uma coisa, esta: "o invejoso acredita-se belo e engatatão". Nem mais! Porque a ignorância é atrevida e, é dessa forma que eles tentam compensar as suas falhas ou frustrações! Conheço-os às dezenas e marimbo-me para eles. Fim de citação. Outrossim, quero dizer-te que já rectifiquei o meu comentário da posta de baixo. Um abraço.

Publicado por: soslayo às novembro 16, 2005 09:17 PM

Podes sempre invejar-me a pachorra pra escrever estes lençóis, ó mestre lapidar! :))

Publicado por: sharkinho às novembro 16, 2005 10:31 PM

De pouco me vale, Soslayo, esse dom que me atribuis. Aliás há vários anos que só tem servido para me trazer chatices.

Continua a marimbar-te para eles, já que eu continuo a dar-lhes demasiada atenção e não devia...

Publicado por: sharkinho às novembro 16, 2005 10:50 PM

:-) Ele lá comia, Charquinho. Devia apanhar as migalhas dos outros. Estimava que toda a comida devia ser para ele e era o peixe que menos comia. É mais fácil admitirmos que somos invejosos perante um bando de peixes ignaros do que face a uma só pessoa. Aquilo foi uma espécie de "Sermão dos Peixes à Cláudia".

Publicado por: claudia às novembro 17, 2005 09:00 AM

Bom Dia Sharky,
Hoje, só invejo os casais, que se apoiam um no outro na recta final, das suas vidas e que caminham de mãos dadas, seguros... e juntos...! :-)
Amanhã, pode ser que inveje outras coisas!
Invejo, isso, que os outros têm, querendo-o, para mim, para eles e para todos...
Nem sempre a inveja, significa, gostar de ser ou ter, o que os outros são ou têm, à custa de o outro não ter... A partilha, do que é Bom! É bom!??
Beijos

Publicado por: Partilhas às novembro 17, 2005 09:06 AM

Bom dia, Partilhas.
A inveja, como outros sentimentos, pode ser canalizada para o que cada um de nós quiser.
Só é mau aquilo que prejudica os interesses dos outros. E os nossos também.
Bejoca

Publicado por: sharkinho às novembro 17, 2005 09:51 AM

também me lembrei logo do bertrand russell, como a cláudia. já li isso há muito tempo, mas acho que consegui reter a ideia: ultrapassa-se a inveja através da admiração, se acharmos que o ganho do invejado é meritório; pelo desprezo, se não acharmos. por acaso é assim comigo, não costumo ter invejas. desejar o que os outros t~em é uma força positiva se convertida em ambição, negativa se nos fizer querer-lhes mal.

Publicado por: susana às novembro 17, 2005 12:16 PM

Lapidar, susana...a última frase. :-)

Publicado por: Mar às novembro 17, 2005 12:42 PM

Depende, Susana. Uma coisa é desejar algo semelhante ao que os outros têm, outra é desejar precisamente o que lhes pertence.
Nesta última hipótese é sempre negativa.
E a mim faz querer-lhes mal com toda a certeza...

Concordo, no entanto, com a tua retenção da ideia, manifestada numa frase acima da que a Mar destacou.

Publicado por: sharkinho às novembro 17, 2005 12:59 PM

Susana: "pelo desprezo, se não acharmos." Hum, acho que tenho que aprender com a Susana. Quando acho bem, acho bem; quando acho mal, tenho tendência para o escaldo...

Publicado por: claudia às novembro 17, 2005 03:06 PM

Olho sempre para os teus textos com a desconfiança de quem vê para além do que dizes.
Escreves bem!... Mas, por vezes, usas mal a pena!
Constróis estéticas e conceitos complexos, próprias dos inteligentes... Mas acho imperdoável que os utilizes como armas de agressão... que os manipules com objectivos que, amiúde, pressinto obscuros.

Publicado por: olhar de frente às novembro 17, 2005 04:12 PM

Sharkinho,


não li o texto mas interessa-me o tema pelo facto de ser 1 das coisas piores q existem, q desvenda alguém, não aquele q é invejado, mas o que inveja, que, no fundo, admira o outro e a inveja e a maledicência é a forma de o tentar 'humilhar'.


Bom, este intróito descarado serve para comunicar uma ida a casa da Maria Árvore (Rua da Floresta das aves, Bairro dos arbustos) ou na minha casa, presa sobre estacas no mar alto, em parte incerta, depende do vento.


A Maria Árvore hoje (17) faz anos (18) e à conta disso conta ter visitas lá em casa.

Informo aqui pois este blog foi local ponto de partida das mantas e companhia,
e por isso dia sim, mês não, cá nos encontramos todos :)


ps: Maria Árvore, acho que dada a publicidade primorosa q te fiz vamos ter q rever a questão dos meus honorários :))*

Publicado por: vague às novembro 17, 2005 04:22 PM

Aliás, quem conta ter visitas lá em casa sou eu, ora essa ;)

Publicado por: vague às novembro 17, 2005 04:24 PM

Olá, Vague. Obrigado por me recordares a efeméride e por evocares uma memória tão agradável como a das mantas e companhia. :)
Conta com a minha visita, rapariga.

Publicado por: sharkinho às novembro 17, 2005 05:09 PM

Olhar de frente, sinceramente acho que andas a olhar-me de esguelha.
Não percebo onde queres chegar com a tua conversa, mas não leio no meu texto nada que possa agredir alguém a quem não sirva a carapuça...
E tenho pena de utilizar mal a dita, na tua perspectiva, mas por isso mesmo este não passa de um entre milhares de blogues que podes visitar e onde certamente encontrarás escribas mais dotados e (alegadamente) mais bem intencionados do que eu.
Obrigado pela visita.

Publicado por: sharkinho às novembro 17, 2005 05:13 PM

A dita pena, claro...

Publicado por: sharkinho às novembro 17, 2005 06:15 PM

Ainda só li uma parte, mas não entendo a falta de sorte como caminho para a inveja. Há pessoas q não têm sorte mesmo e posso entender-lhes a amargura, mas mtas delas nem é inveja o q sentem.
Entendes o q quero dizer?

Há por seu lado, aquela inveja compulsiva (Ue não falo de miúdos, que isso todos têm as fases naturais de querer o que os outros meninos têm), aquela inveja compulsiva em que A não pode imaginar q o outro 'tenha' ou seja mais q ele.

Embora o 'ter' não acrescente mérito à pessoa. O 'ser' é q a define, pelo menos para mim.
Conheço pessoas cujo única forma de sobressair é alardear a vastidão do impériozito q têm, ou os títulos académicos, o q me leva a pensar, tire-se o dr. e o que fica? um ser imperfeito?...

Não me vejo nesse caminho mas não imaginas a quantidade de vezes, de pessoas, q, apanhando um cargo, um tacho, ou um cargo, passam a tratar os outros por tu. Tive 1 colega q enqto estudávamos me tratava (tratávamo-nos) por tu. Acabou o curso (do de mim, por sinal) e passou a tratar-me por drª. É patético, mas enfim, ninguém é perfeito e ele até é bom rapaz (somos todos bons rapazes e boas raparigas),

mas parece que descarrilei do tema: a inveja.

A inveja pode ajudar a destruir relacionamentos, quer com o lançamento de falsas suspeitas, calúnias, o diz-q-disse
e q,
revelando embora o mau carácter do dito 'invejoso' (F. Alberoni tem um livro de seu nome 'Os invejosos' e eu tenho-o, náo posso ver nada :D),
não deixa de causar mal-estar.

Nada de novo. Ambiente positivo, tanto qto possível.

Um beijo*


ps: o pior é começar; vê só o lençol q aqui deiexi :)

Publicado por: vague às novembro 17, 2005 06:57 PM

Esquece o seguinte parágrafo; é q não tem nada a ver com o q queria dizer:) Mea culpa q escrevo e nem sempre releio para corrigir.
Ignora, pois misturei linhas diferentes na mesma frase :)


"Não me vejo nesse caminho mas não imaginas a quantidade de vezes, de pessoas, q, apanhando um cargo, um tacho, ou um cargo, passam a tratar os outros por tu. "


Publicado por: vague às novembro 17, 2005 07:02 PM

Gostei e assino por baixo:

"O segredo, quando se cobiça algo igual ao que outros desbundam, está na vontade de fazer pela vidinha e procurar obter a mesma satisfação pelos nossos meios. Uma espécie de masturbação intelectual que reprime a tentação traiçoeira e nos encaminha para um objectivo alcançável, tangível, real. Sem má onda, apenas naquela de "tão bom que seria eu desbundar uma cena daquelas". E depois é só partir para outra e buscar algures uma cena parecida ou redimensionar (baixar a fasquia) a ambição à medida da capacidade e do engenho de cada um(a)."

Publicado por: vague às novembro 17, 2005 07:05 PM

eu não digo...? :)

Publicado por: vague às novembro 17, 2005 07:06 PM

Esta é a nossa Vague no seu melhor! :)

Publicado por: sharkinho às novembro 17, 2005 10:31 PM

Vou seguir o teu conselho!... Vou-me embora!
Embora me pareça, que o facto de me apontares a “porta da rua” seja sintomático de alguém que não suporta uma voz dissonante…
Uma atitude, quiçá, um pouco infantil: "A bola é minha!... o jogo é meu!… não deixo aquele menino brincar!…"
Uma atitude, em última instância, pouco democrática.

Gostava de um dia passar por cá, e apreciar o alinhamento estético dos adjectivos que tão bem sabes manusear, sobre o INTRIGUISTA, aquele lança ideias aparentemente soltas e depois senta-se, discretamente, a observar o seu efeito…

Espero que sejas muito feliz e que continues a chafurdar no teu charquinho que me parece ser mais fétido do que aquilo que mostras.

Nota:
Não percas tempo a responder, porque não vale pena! Só tenho a intenção de voltar aqui para as calendas gregas!

Publicado por: Olhar de Frente às novembro 17, 2005 11:45 PM

Tão sensível te revelas, depois da entrada de leão com desconfianças à priori e maquiavelismos no ar...
Não indiquei a porta da rua, manifestei o meu desagrado pelas suspeitas borrifadas como quem não quer a coisa. Fica mal, no comentário de apresentação.
O jogo não é só meu mas tem regras.
Insisto na minha recomendação: há blogues muito melhores e onde aceitam de bom grado uma atitude tão trauliteira.
Não é tempo perdido, é pedagogia...

Publicado por: sharkinho às novembro 17, 2005 11:53 PM

Shark, as coisas que se invejam são uma fantasia. Porque as coisas que outros invejam vão para além das coisas que se tem. E mais do que o prazer de as ter é o prazer de as obter, e isso, por mais que se tente, ninguem pode querer invejar. Não é o desfrute, mas o facto de as sabermos nossas, esse mérito/direito da posse, que nos traz o deleite das coisas que temos.

Publicado por: Eufigénio às novembro 18, 2005 01:04 AM

E afinal temos o quê, Eufigénio, neste regime transitório em que nos concedemos direitos de propriedade sobre tudo aquilo de que não passamos de meros (e efémeros) inquilinos?
Fantasia, dizes bem. E carradas de ilusão...

Publicado por: sharkinho às novembro 18, 2005 01:50 AM

Pedra, bons olhos vejam vocelência por estas bandas. Votos de que a dor de costas já tenha desandado e subscrevo o desafio do Shark: vá lá a pôr o blogue a funcionar regularmente.
;-) Beijoca

Publicado por: Mar às novembro 18, 2005 02:19 PM

Depois de ter escrito o meu último post, calhou passar por aqui e dar com isto. E como concordo plenamente com as tuas palavras, achei por bem remeter os meus (poucos) leitores para aqui. Vale a pena ler-te.

Publicado por: Rosmaninho às novembro 21, 2005 11:46 AM

Acho que depois de ler todos os comentários fiquei um bocadinho mais feliz, por saber que há pelo menos uma mão cheia de pessoas saudáveis, para quem a inveja continua a ser um sentimento pobre, vazio e mesquinho. Uma coisa é termos ambição e objectivos, outra é sentirmo-nos mal só porque alguém ao lado tem as características ou objectos que ambicionamos. Parabéns pelo blog!

Publicado por: Sofia às novembro 21, 2005 12:29 PM

Obrigado, Rosmaninho, pela recomendação (poucos mas bons :) e pelo elogio. Desejo-te uma excelente semana.

Publicado por: sharkinho às novembro 21, 2005 12:58 PM

Bem vinda ao charco, Sofia! Espero que voltes e te sintas em casa neste espaço.

Publicado por: sharkinho às novembro 21, 2005 01:00 PM

Comente




Recordar-me?

(pode usar HTML tags)