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janeiro 30, 2006
MAS CERTAMENTE QUE FIM...
Com a neve chegou uma época glaciar ao Weblog.com.pt. Só hoje, dei por três despedidas em blogues desta plataforma portuga.
O primeiro que descobri foi o Janela para o Rio, aparentemente vítima da estatística. Um local moribundo, segundo palavras do autor (um insigne benfiquista como eu). Estava aberta (a janela) desde Junho de 2003 e agora acabou.
Pelo desabafo do colega, subentende-se o desencanto de quem se rala com a dinâmica do blogue (as visitas e/os comentários, talvez). Aceitável e assumido de forma sincera por quem acrescenta sem merdas os laços que o prendem a essa coisa sua que é um blogue.
Porque isto é mesmo coisa nossa. E considerando o investimento de tempo e de concentração (ninguém gosta de fazer má figura), acaba por se tornar quase parte de nós.
Custa assistir à agonia do nosso blogue, como custa (por exemplo) constatar essa realidade numa relação.
E parece haver uma ligação directa entre estes dois exemplos, como a despedida simultânea do meu senhorio e da Ana (na sua dimensão pública) parecem indicar.
O facto de eu estar a referir aqui o fim dos seus blogues em paralelo com o aparente fim da sua relação, talvez apenas uma conclusão precipitada do leitor que sou, evidencia este cariz coscuvilheiro da blogosfera que nos põe a discutir a nossa vida e a dos outros à vista do pagode.
Somos nós, os que blogam, que damos os flancos nesse particular. E eu tenho alguma autoridade moral na matéria, pelo que neste blogue aconteceu em matéria de exposição “mediática” da minha relação com a Mar, algo a que pusemos cobro neste espaço que agora partilhamos e esteve de alguma forma na origem do fecho do Espelho.
Parece que sentimos algures a necessidade de deixar escapar coisas nossas para essas nossas coisas que são os blogues onde nos comunicamos e nos damos a conhecer. Dito assim, parece normal que deixemos transparecer os nossos problemas, os nossos humores e os nossos amores para a praça pública. E é assim que o Sharkinho que, tal como o Jorge, mal conhece as pessoas em causa se sente legitimado para as debater por esta via, para alimentar o falatório que os nossos desabafos (muitos deles sob a autogestão da nossa ira ou de um enorme desgosto) oferecem de bandeja aos cuscos de ocasião.
A malta que nos lê, uma espécie de vizinhança paredes-meias que encosta o ouvido para ouvir a discussão. E nós, palermas, gritamos as palavras sem qualquer contenção.
Lamento o final dos blogues em causa, porque tinham efectivamente qualidade, como lamento os contornos que a sua face visível permite antever. Por todos os motivos e mais alguns, ainda que não os comentasse (apenas porque tal não se proporcionou). Sobretudo se a esse fim se associa de facto o final de uma relação (muito) amorosa que, perante este desfecho, estaria bastante ligada à componente blogueira.
E se assim é, entristece-me que uma tenha implicado o fim da outra. Entristece-me o fim de qualquer uma delas e pelo menos uma está confirmada com o fecho dos blogues.
Aos colegas blogueiros citados nesta posta envio os votos de que não tarde a renascer o impulso irresistível que nos move nestas andanças e que entretanto as vidas se adaptem na boa ao novo figurino.
Publicado por sharkinho às janeiro 30, 2006 12:09 PM
Comentários
Psquiatra, Já!
Publicado por: Dasse às janeiro 30, 2006 12:20 PM
A ideia não me desagrada, Dasse, mas ando sem papel para as despesas extra.
Tens que ter paciência, pá.
Publicado por: sharkinho às janeiro 30, 2006 12:33 PM
E já agora, que te mostras tão interessado na minha saúde mental, não querendo abusar da tua boa vontade, se eu te der o meu nib tu emprestas-me 75 euros prá consulta?
Publicado por: sharkinho às janeiro 30, 2006 12:49 PM
Caro sharkinho e leitores: todos os dias nascem e morrem centenas de blogs -- no weblog.com.pt como noutras plataformas. Pela minha parte, obrigado pela atenção, por teres elogiado a qualidade do meu blog (eu penso de outra forma mas reconheço-te o direito à opinião e agradeço a simpatia) e duas coisas mais.
O weblog.com.pt está de perfeita saúde e temos, até, planos expansionistas.
A blogosfera apresenta efectivamente muitas ligações pessoais, de afectos e outras, havendo como dizes alguma exposição. Mesmo altas figuras que em conferências defendem ser essa uma pecha a evitar, um problema, um mal necessário, mesmo elas não conseguem parar de exibir mais ou menos despudoradamente as suas ligações. Penso que isto é uma característica do meio, pelo menos até à putativa profissionalização de alguns blogs -- que em Portugal me parece iminente em 2006, basta fazer contas aos reagrupamentos. Repito o que já publiquei no weblog, para que não restem dúvidas: o fecho do meu blog assenta em razões pessoais não partilháveis e não permito mais leituras.
Um abraço
Publicado por: Paulo às janeiro 30, 2006 02:10 PM
Ia dizer que não conhecia os contornos do fecho dos dois blogues que referes e acabo por ficar elucidada com o comentário supra, do Paulo Querido.
Mas ia, sobretudo, dizer que concordo com a apreciação que fazes sobre encararmos o blogue como uma coisa nossa, onde podemos reflectir todas as outras nossas coisas. (bem conseguida esta imagem, pá). E concordo porque foi, efectivamente, isso que fiz no Espelho até constatar (porque saber nós até sabemos, que aquilo não é só nosso, mas naquele momento em que somos só nós e o monitor, parece-nos que é, de facto, assim. E não é) que tinha associado demasiado o blogue à minha vida cá fora (e a relação contigo incluida). E havia quem não fosse merecedor desse conhecimento sobre mim e as minhas coisas e que, ali, a ele tinha acesso. Tal como não falo dessas minhas coisas a pessoas com quem até me dou no dia a dia.
A ilusão de solidão que temos na blogosfera faz-nos perder um pouco o norte. Principalmente a nós, os emotivos, impulsivos, desbocados também. ;-)
E há quem só lá esteja para se aproveitar disso.
Quando se toma consciência disto, desta forma, é impossível continuar. E, para modificar totalmente o registo de um blogue que nasceu com um rosto (falo do Espelho), mais vale abandoná-lo de todo. E renascer de novo, com outro rosto, noutro lugar. Se apetecer. Ou então, não (e aceitar uma assoalhada no blogue de alguém suficientemente maluco para nos dar essa abébia...).
Esta é a minha visão pessoal, as razões que motivaram o fecho de um entre milhares de blogues. Cada um dos outros terá as suas, que podem ser tantas quantas forem o número total destas folhinhas onde nos despimos com palavras.
E termino, mais uma vez concordando contigo na parte de não deixarmos de sentir como uma perda esse fecho, em relação àqueles que seguimos diariamente. Afinal, foi um bocadinho de alguém que achámos que passámos a conhecer, por lhe ler os desabafos, que desapareceu do nosso caminho.
(desculpa lá isto, sócio, entusiasmei-me...)
Publicado por: Mar às janeiro 30, 2006 02:46 PM
As leituras que fiz, Paulo, e claro que te apresento as minhas desculpas por alguma imprecisão, estão fundamentadas no que pude ler nos vossos dois blogues. Se assim não fosse, não conjecturava.
Claro que não voltarei a abordar o assunto, mas o desconforto que me causou esta constatação impulsionou-me no sentido que acabaste de observar.
Quanto ao Weblog, enquanto utente não tenho razões de queixa ou não teria renovado a assinatura a pagantes por mais uma época. E sei de ti o bastante para adivinhar que não misturas alhos com bugalhos nessa matéria.
Entende esta posta como um sinal positivo da minha consideração por ambos, embora não existam de factos os elos de ligação que sustentem esta "intimidade blogueira" a que me permiti.
E insisto: por muito que não subscreva algumas posições tuas, aprecio o teu estilo contudente de escrita.
E claro que devolvo o abraço, na esperança de que nada do que afirmei vos possa ter melindrado de alguma forma.
Publicado por: sharkinho às janeiro 30, 2006 02:47 PM
Olá, sócia. :)
Publicado por: sharkinho às janeiro 30, 2006 02:48 PM
O maior problema, Mar, é a questão do anonimato. Enquanto o conservamos, podemos dar-nos a alguns "luxos" que depois se transformam em cutelos virtuais nas mãos de quem nos pode atingir "lá fora". Já senti na pele esse efeito, como sabes.
A nossa relação teve que se tornar pública na sequência dos encontros blogueiros em que participámos, precisamente para evitar o falatório e a especulação que pudesse daí derivar. Por isso faço alusão aos cuscos que somos todos neste meio, de uma forma ou de outra.
Se damos a cara, passamos a "figuras públicas" deste micro-cosmos e podemos ver as vidas privadas a comerem por tabela pelas nossas indiscrições.
Quanto às coisas nossas, e aos blogues em concreto, eu sempre senti como minhas as casas alugadas em que morei. E como ainda estou a pagar as outras aos bancos, continuo a ser inquilino das mesmas. Daí, não faz muito sentido que este espaço não seja, na prática, tão teu como meu enquanto nos obsequiares com a tua prosa. Mesmo que a antiguidade seja um posto e eu tenha chegado primeiro a estas águas.
Que são, como todos sabem, o elemento natural de qualquer tubarão... :)
Publicado por: sharkinho às janeiro 30, 2006 03:42 PM
Entretanto reli a posta e vi na sua introdução algo que poderá induzir em erro quem a lê. Pelo teor dessas frases pode subentender-se que profetizei o "congelamento" do Weblog com base nestas três despedidas que descobri no mesmo dia. :)
Não é essa a minha ideia, até porque não param de surgir novos e excelentes blogues na "nossa" plataforma portuga.
Desculpem se transmiti uma noção errada.
Publicado por: sharkinho às janeiro 30, 2006 03:45 PM
Caro sharkinho, não te entendi mal, fica descansado ;)
Uma achega para as "figuras públicas". É tudo uma questão de tamanho. És conhecido na tua vizinhança. As tuas opiniões são respeitadas (ou discutidas) à mesa do café favorito. Tens uma "plateia" de uma, duas dúzias. Ou então és um associativista, animas o Grupo Desportivo e Cultural e a tua projecção passa ao bairro, és "figura pública" para largas dezenas, poucas centenas de pessoas. Ou então escreves no jornal da aldeia, ou és um professor / médico / autarca de relevo e passas a "figura pública" com uma plateia da ordem dos milhares. Ou então escreves num jornal nacional ou apareces na rádio / televisão - e pronto, a tua plateia passou a ser uma parte significativa do país. Se tiveres verve e persistência, o sucesso virá sob a forma de milhões.
O que se passa é que a blogosfera promoveu à casa dos milhares pessoas que nunca tinham passado das dezenas.
Há uma embriaguez natural. Depois há a reacção à pressão (é quando muitos blogs fecham). E... uns aguentam (tem fibra, ou tem talento, ou tem ambos) outros não (faltou a fibra ou o talento ou ambos).
Na realidade é muito simples. É apenas uma questão de números. Fazer dela outra coisa... é um erro, cometido amiúde pelos que se embriagaram ao ponto do não-retorno.
Uma última informação, o weblog.com.pt registou hoje (até este momento) dez novos blogs, um dos quais uma subscrição ;)
Publicado por: Paulo às janeiro 30, 2006 04:26 PM
Curiosa perspectiva, a tua. E parece-me de acerto indiscutível, ò Paulo.
Até porque ainda há minutos me deparei com uma reacção etilizada de um palerma que decidiu embirrar comigo só porque te tomou como ódio de estimação.
Uns saloios, é no que nos tornamos com essa bebedeira dos números que muito bem referes...
Publicado por: sharkinho às janeiro 30, 2006 05:33 PM
(como fechaste a porta no último post, tenho de recuar a este)
Venho a mando dos mortos, rapaz! Ainda não percebeste pelo meu nick que sou uma alma do outro mundo?
E se no teu caso os amigos te mandam chafurdar nos charcos, dispensa-los, rapaz.
No meu caso, só tenho amigos avisados contra viveiros pantanosos, rapaz.
Mas os mortos, que não me aprovam como representante, e que nem podem mandar recados, tenho de interceder por eles, contra os obituários novelescos e indolentes, até que um dia as ossadas subam ao charco e o empestem, rapaz.
Publicado por: Che às janeiro 30, 2006 06:51 PM
Mas olha que estás um cadáver com bom aspecto...
Se não te passaram procuração, és um empreendedor solitário com um olfacto muito apurado.
Avisa-me quando essa invasão zombie estiver prestes. Para comprarmos acções de uma multinacional funerária.
Desculpa ter fechado a porta, mas apetece-me descansar um nadinha e não queria deixar as visitas a falarem sozinhas.
Não me leves a mal. Volto já.
Publicado por: sharkinho às janeiro 30, 2006 06:56 PM
Olha que giro...Aqui o "rapazinho" Che é aspirante a "figura pública" cá do burgo, Shark, mania que tem verve só porque se auto intiula de "doutor" em coiso e tal (um trabalhito daqueles em que se passam dias a fio nas bibliotecas a encontrar o que plagiar sem dar muito nas vistas.).
Pena é o outro currículo não abonar muito em seu favor...
vais ver que vai ser giro, deixa-o "chafurdar" por aqui uns tempos, as idiotices vão ser tantas que dá para a malta curtir um bocado (eu depois conto-te os "podres", pode ser que te sirvam noutra altura)
Publicado por: Mar às janeiro 30, 2006 07:00 PM
Por mim até pode ser o Trotsky reencarnado (não sei porque me ocorreu este em particular). É livre de espalhar por aqui a sua mestria verborreica enquanto não atingir aquele ponto G da minha falta de pachorra para a má onda...
Como o mundo é pequeno. Como é que um vizinho teu com inclinações necrófilas aparece aqui pela primeira vez na sequência de uma posta acerca de um batráquio tão vivinho?
Publicado por: sharkinho às janeiro 30, 2006 07:22 PM
Não sei se tem mesmo de ser assim, Sharkinho. Até pode ser que tenha. Mas não sei. Podes sempre escolher se queres muita ou pouca visibilidade. E podes ou não aceitar dar (ainda) maiores ímpetos à coscuvilhice alheia.
Eu estava no grupo que viu o assumir da tua relação com a Mar. Era um grupo pequeno. Não sei se haveria mesmo necessidade de assumir no blogue o que uns poucos sabiam. Talvez seja ingenuidade minha, mas gosto de acreditar que ficaria por ali um assunto que só a vós dizia respeito. Ou que ninguém comentaria as minhas coisas, que foram contadas olhos nos olhos e só naquele momento, naquele lugar e com aquelas pessoas, houve oportunidade para contar. Como, aliás, ninguém comentou. De nenhuma das vezes.
Ou sequer acho difícil gerir o quase anonimato, o continuar a ter um espaço que faz parte apenas das "manias" de um grupo pequeno de leitores/comentadores. Nem sequer penso que seja uma questão de qualidade do blogger ou do blogue. Porque ele há demasiados e é sempre fácil permanecer escondido pelo número. Excepto se andares à procura de visibilidade. Ai, basta frequentar uns quantos sítios, mandar uns quantos bitaites a preceito, promover uns quantos links. Por efeito bola de neve, acabas demasiado exposto. Por outro lado, se o blogue te servir perfeitamente de saco de boxe (como diz a Zu) e isso te chegar, então podes manter as coisas sob controlo. E permanecer no teu cantinho, sem aparecer sequer gente a chatear-te. E, quando aparecem desses, podes sempre correr com eles. Os blogues, para o melhor e para o pior, são de quem os faz. Não somos obrigados a receber qualquer um; muito menos em manter caixas de comentários. E podemos esconder-nos no nosso feudo, o que será sempre uma excelente forma para permanecermos escondidos de todos.
Mas os blogues não podem ser a nossa vida. Nem sequer um reflexo integral da nossa vida. Por mais francos e verdadeiros que sejamos com cada pedaço de vida que queiramos por a nu. Não temos de estar aqui completos, nem estamos nunca. É por isso que as pessoas por trás da Mar ou do Sharkinho, que já vi rir, que já vi falar sério, com quem já troquei cumplicidades e sorrisos, são muito mais do que as palavras - quaisquer palavras - que aqui ou no Espelho vos li. E quem achar que cada um do vós - ou qualquer blogger - se finda nas palavras que escreve, até mesmo as palavras de um qualquer fim, está completamente enganado.
Quem precisa escrever arranja sempre uma maneira para o fazer. Mesmo que já nem tenha feedback. E mesmo que o feedback seja o mais importante para uns outros, até para isso há alternativas. E as palavras até podem ser as mesmas. O ruído é que se calhar é bem diferente.
Publicado por: Hipatia às janeiro 30, 2006 07:58 PM
Escolhes a visibilidade como? Isto não tem consumo mínimo e se uma pessoa até consegue criar um espaço agradável de troca de impressões com base num texto é natural que a "clientela" vá crescendo. E claro, se gostamos de confraternizar com a vizinhança é provável que de vez em quando nos batam à porta para pedir um raminho de salsa emprestado.
Não é a visibilidade que me preocupa, é a exposição sem anonimato. Até podem ser vinte visitas, pode estar nesse lote precisamente quem menos queríamos a partilhar do que é só nosso (se a coberto do tal véu de sigilo que protege a mistura com a nossa vida privada).
O pequeno grupo depressa cresceu, em Góis, e bastam meia dúzia de inconfidências com os mais próximos para dar início ao tal falatório, mesmo sem querer. Não aconteceu? Óptimo. Mas sabendo o que está em causa e porque o anonimato ardeu, não restavam alternativas como facilmente depreenderás.
Eu vivo bem com a identidade exposta e sou lúcido o bastante para reprimir algumas histórias que antes podia contar sem medo que fossem associadas a esta ou aquela pessoa.
Mas aprendi à minha custa que nem nos mais chegados podemos fiar-nos em matéria de utilização deste meio como catapulta para acertos de contas que não se ficam pela virtualidade.
O meu blogue é parte de mim e reflecte o maior quinhão daquilo que sou, mesmo nas minhas fraquezas.
E é essa sinceridade que definha à mercê dos olhares indiscretos que apenas aguardam a ocasião ideal para, repito, criarem aqui repercussões foleiras na nossa vida lá fora.
Publicado por: sharkinho às janeiro 30, 2006 08:25 PM
Ora Shark, o "vizinho" até frequenta o batráquio e vai daí, como o amigo não os tem no sítio para vir cá em pessoa, manda umas bocas, a coisa circula (isto aqui é uma aldeia, já tinha dito?) e o necrófilo, que até se acha um gajo com piada (não sei de onde tirou a ideia...arghhh...mas ok) faz a sua entrada triunfal "a mando de", no blogue que picou o amigo.
Mais ou menos assim. ;-)
Publicado por: Mar às janeiro 30, 2006 09:01 PM
Ah, rapaz, então a rapariga acudiu? E veio lambuzada de marcas de guerra no rosto? E ameaçadora, até... ui, o medo tolhe-me o discernimento! Perdoem-me os desvarios,portanto. Acena-me a rapariga com os meus pôdres curriculares, onde ensaca o plágio e outras promissoras revelações... A sorte é que eu não tenho curriculo oculto,e os meus "pôdres" resolveram-se já na "praça pública", por acaso até muito abonatoriamente, e o que deles sobra em sede "administrativa"... O mesmo não poderão dizer certas "raparigas" de anca apetrechada de favores avermelhados, cujo curriculo, sancionado em duras provas de "elevação de status", não revela exactamente "podridão", mas um tipo especialmente rasteiro de "comunhão"...
Publicado por: Che às janeiro 30, 2006 09:02 PM
Eu não disse? LOLOL!
Publicado por: Mar às janeiro 30, 2006 09:09 PM
A linguagem deve estar a endurecer, mas como me vejo grego para perceber o que ele diz nem sequer posso acusá-lo de se esticar...
A sério, Chezinho, achas que preciso de alguém que me acuda nesta nossa tétrica desconversa?
E nem preciso de conhecer mais podres do que aqueles que transpiram das palavras cariadas à passagem por esse teu túnel do amor verbal.
Ou seja, gosto de brincar contigo e até dispenso as aspas para enfeitar a contra-retórica.
Fala lá como as pessoas normais e explica porque és tão acérrimo na defesa do teu suserano, sem sequer ele ter sido citado?
És bruxo?
Publicado por: sharkinho às janeiro 30, 2006 09:15 PM
Ó rapaz, não intrometas a lógica ao mesmo tempo que indagas pelo sobrenatural. O sentido naufraga nas ondas mornas do charco. Não sentes que é aí, nessa tormenta de marinheiros ridículos e de ajudantes de cabeleireira premiadas com lambidelas de corruptos outrora fidelíssimos ao "manifesto"(e, por acaso, também de alguns confessos plagiadores...) é que a coisa se torna divertida? Não dês largas a cruzadas esquizofrénicas, que eu sou apátrida, mas de vez em quando somo dois mais dois, operação pouco doutoral e muito menos demiúrgica. A lógica, afinal.
Publicado por: Che às janeiro 30, 2006 09:30 PM
Até me arrepias com as reviravoltas que dás no trapézio, sem rede, do palavreado de estufa fria.
O que buscas afinal, ó virtuoso? Sinceramente, procuras o quê? E porquê aqui?
A esquizofrenia cruza sim, na diagonal, esse teu discurso azedo cujas motivações, vendo bem as coisas, estão muito mal explicadas...
Define lá melhor que busca no google te arrastou a este ambiente hostil.
Publicado por: sharkinho às janeiro 30, 2006 09:51 PM
Voilà, rapaz, o Google, esse colossal abraço e paraíso do plágio. A "rapariga" descobriu tudo! (Cá para mim é trama lixada do PC, esse grande "olho" omnipresente...)É do Google que eu arrumo e colo esta merdice pegada do que digo, sem tino nem arte. E congemino ignóbeis nexos de causalidade e procedo a derivações grotescas! Calhou-te hoje a ti, rapaz, vê assim, azares do caraças!
Publicado por: Che às janeiro 30, 2006 10:19 PM
Deixa lá, miúdo, podia ter merda de cão agarrada à sola do sapato. Há azares piores...
E olha que eu de política não percebo nada, pelo que tens mesmo de abandonar as referências politiqueiras para podermos continuar esta agradável desconversa num tom que eu consiga acompanhar.
Um aspecto importante é não me confundires com rapariga nenhuma, pois fui eu que citei o google e apenas para tentar explicar (voltamos ao sobrenatural) a tua presença súbita, fortuita e imprevista neste espaço tão acolhedor mas que tanto te incomoda (senão, estavas entretido a debitar vernáculo noutro apeadeiro).
Não teorizo qualquer conspiração na tua presença. Até porque, como tu, sei somar 2+2 e tu facilitaste as contas pelo timing (e pelo tom) tão óbvio da tua estreia aqui.
Sei apenas que entraste para desatinar e tenho-te dado conversa porque é como uma espécie de tradição do charco.
E tu pelos vistos até falas francês (voili, no comentário acima) que é uma língua que muito me agrada. E como a tua (língua) parece vocacionada para a música, deves tocar piano também.
Mas deves ter em conta que tenho mais malta para cumprimentar e não posso passar o tempo todo a alimentar-te o ego com tanta importância que te dou.
Não te habitues mal, foi hoje por ser o teu dia de estreia...
Diz lá o que queres, vê se te despachas que temos mais o que fazer e depois partes para outra, pois isto dá-te cabo do ph dos sucos gástricos e eu, que não te conheço de lado algum, não quero agravar-te a úlcera.
Publicado por: sharkinho às janeiro 30, 2006 10:39 PM
Ó rapaz, eu tomo pastilhas para a azia, está tudo controlado.
Eu vim, vim de longe..., porque me aconselharam este magnífico espaço de fraterna discussão e debate, onde podemos esgrimir e trocar opiniões de forma livre e desinibida. Um louvor à cidadania, como está agora na moda. E eu aproveitei, apesar de plagiador e prevaricador, pseudo-tudo e, sobretudo, idiota, para falar de coisas que nos incomodam a todos, e a ti certamente também, rapaz.
Falo de certas senhoras, já não raparigas..., que se têm vindo a deitar nestes últimos anos em leitos mestres em sabedoria chico-esperta e surdos de seriedade, e conseguido até, pasme-se, apesar da crónica imbecilidade, vencer concursos forjados e manipulados para pagamento de favores espúrios.
Estas coisas dão-nos que fazer, mesmo a tipos como eu, curricularmente pôdres, e naturalmente a tipos como tu, idóneos e rectos, rapaz.
Publicado por: Che às janeiro 30, 2006 10:58 PM
Olha, pá. Estás mesmo a roçar o limite em que a virtualidade destas coisas pode esgotar-se e transformar-se num sarilho desnecessário.
Eu troco a coisa por miúdas pra ver se percebes a ideia:
Não tenho nada a ver contigo e assim pretendo continuar. Vai à tua vida, fazemos de conta que isto não passou de um dia mau que te deu e o assunto morre aqui.
Continuando assim, desgovernado, descontrola-se e isso nós não queremos porque somos malta da cidadania e civilizada e essas merdas todas.
A sério: não insistas mais nessa onda merdosa que eu não suscitei e muda de canal.
Há um momento certo para pararmos com estas merdas e tu sabes tão bem como eu que esse momento chegou, pois a partir daí vês a posição em que eu fico e a posição em que terei que te colocar.
Não entendas isto como uma ameaça, pois faz sentido o que te estou a dizer. Disparatarmos num blogue por causa de um assunto que nem te diz respeito é fraco pretexto para uma desavença desproporcionada.
Volto a insistir. Tu ficas na tua e deixas-me ficar na minha, sem ondas.
Porque já foste longe demais. E isso não é, de todo, recomendável.
Publicado por: sharkinho às janeiro 30, 2006 11:10 PM
Eu, como amanhã tenho que ir "elevar o status", vou mesmo ficar por aqui, sócio.
Desejo-te uma noite tranquila, certa de que nenhuma coisa agarrada à sola do sapato te desviará do leme que aqui manobras com mestria. Como sempre. ;-)
Beijo.
Publicado por: Mar às janeiro 30, 2006 11:40 PM
meu rapaz,
Há coisas que as pessoas inteligentes, e também algumas intuitivas (quando os dados ainda não são suficientes), devem saber. Uma delas é saber com quem nos metemos, caso contrário, a afronta e a ameaça podem revelar-se desastrosas.
O caso presente terá decorrido de uma impertinência ou provocação, é possível, dou isso de barato, mas tal resolver-se-ia com a elegância dos mimos, entre nós, não fosse a extemporânea intromissão de uma senhora marítima e, ainda por cima, vindo ela em pose histérica de soldado armado até aos dentes... e veio ao desafio! Não devia ter vindo sequer. E veio da pior maneira, sem inteligência, sem poesia, e a vomitar insultos e insinuações. Pois bem, nesse particular, ou temos a rectaguarda bem protegida com folha limpa... ou borramos tudo.
E o meu rapaz, imprudentemente, foi na conversa, e lá no meio da proposta de cessar-fogo, deixou escapar, como subtileza, reconheço, a maldade: "Eu troco a coisa por miúdas pra ver se percebes a ideia".
Ora acho que fez mal, rapaz. Sabe que há vantagem de certos "pôdres" serem do domínio público, assim todos podem avaliar e ajuizar, seja em que sentido for. Mas eu encurto caminho e esclareço-o, tirando já eficácia à arma secreta da "sócia".
Refere-se a imaculada senhora a um processo disciplinar armadilhado por um certo senhor muito íntimo dessa senhora, em que sou disciplinarmente punido por um não provado, mas alegado, envolvimento com raparigas (chame-lhe "miúdas" se lhe aprouver), sexualmente maiores de idade(pois é... mas por acaso é isto que distingue o suposto "imoral", do criminoso) muito puras, ingénuas e inocentes, em que uma delas é (mas só por acaso) a filha desse senhor muito respeitável muito íntimo dessa senhora marítima que, mas só por acaso, delineou a estratégia com o papá, tendo para isso, tão pura e inocente, enviado para mim fotos insinuantes, cartas e bilhetes de amor, e outras perversidadezinhas que eu tenho religiosamente guardadas para um dia dá-las à luz.
Veja lá, rapaz, a extensão e intensidade da podridão.... e como ela me apoquenta.
Mas, sabe, eu sou rapaz que, com alguma graça, sim, é verdade, escrevinho estórias de encantar, e para nos redimirmos e encerrarmos isto com a benção da literatura, eu irei hoje mesmo ainda afixar no meu blog uma linda história de amor, traição e loucura (na melhor tradição romanesca), intitulada: "As aventuras de manela no reino da nelolândia".
Comprem as pipocas e acomodem-se no sofá.
Beijos e abraços.
Publicado por: Che às janeiro 31, 2006 11:00 AM
Como reconhece, lançou a primeira pedra. E não lhe servem de desculpa para essa provocação as intervenções de quem o reconhece como uma ameaça, o que, de resto, a sua postura confirmou.
Sabe, eu fui ensinado a respeitar as senhoras, mesmo quando me vi confrontado com situações que me melindravam. E a sua falta de respeito por esse pressuposto que me é sagrado, devidamente espelhada nos factos que citou e na sua intenção anunciada transformam-no aos meus olhos numa criatura desprezível que me permite ignorar algumas salvaguardas para o extremar de posições.
Antes de levar a cabo essa iniciativa nojenta de difamação tenha em conta o seguinte:
é pública a minha relação presente com a senhora que pretende vilipendiar. é igualmente verdade que não primo pela mesma elegância com que tentei dissuadi-lo de prosseguir nesta cruzada de merda quando reajo em defesa dos interesses de quem estimo, que são os meus por inerência.
Se insistir nesse absurdo, tenha em consideração, António, que sei o caminho até si e nunca recorri aos tribunais para resolver as minhas divergências com alguém.
Isto não é uma brincadeira, posso garantir. E não se deixe adormecer pelas minhas falinhas mansas, está a fazer uma cama onde terá mesmo que se deitar. Perfeitamente escusada, esta estupidez, reconhecerá. E bastará apelar aquilo de mais elementar que qualquer inteligência produz: a simples relação custo/benefício de determinadas acções.
Perderá qualquer razão que lhe assista se enveredar por esse caminho sem retorno. E arrastar-nos-à para um disparate de consequências imprevisíveis, posso assegurar.
Em termos simples: se pretende ir longe demais com esta idiotice, conte comigo na equação, em pessoa, para o obrigar a apresentar as desculpas que nesta altura, independentemente das razões que possa invocar, já deve a quem insultou com as suas insinuações.
A partir de agora, deverá dirigir-me as suas atoardas por email pois o assunto passou a ser só nosso e todos os seus futuros comentários serão apagados neste blogue onde não tolero mais a sua indesejável presença.
Não tardaremos a lidar com a situação nos termos que nos restam a partir de agora, repito, caso insista nessa vergonhosa exibição de falta de dignidade e de inteligência.
Um dia irá lembrar-se destas palavras com outra disposição.
Agora, é livre de optar.
Publicado por: sharkinho às janeiro 31, 2006 11:27 AM
Releia o que foi escrito e seja justo!
Ou essa senhora (que não me conhece de lado nenhum e a quem eu não me tinha ainda dirigido, como pode confirmar), ou V. Exa, se assim entender, retira a insinuação de plágio (que é crime público) e que, por si só, constitui uma injúria sujeita a queixa-crime, e repõe a minha idoneidade académica e intelectual, ou eu cá o espero, aqui ou onde me encontrar.
Publicado por: Che às janeiro 31, 2006 11:47 AM
Não fiz nenhuma insinuação de plágio, referi-me aos "trabalhitos" de doutoramento que se prestam, muitas vezes, a recolher idéias de outros já publicados.
De qualquer forma, retiro aqui publicamente essa afirmação, exigindo que sejam, em contrapartida, retiradas pelo senhor António as insinuações (também são crime) atentatórias do meu bom nome e competência profissional.
Publicado por: Mar às janeiro 31, 2006 12:15 PM
Caro Shark.
Não é absurdamente triste que os comentários aumentem na razão inversa da qualidade dos mesmos? E estava eu sem perceber o porquê de tanta gente ver a TVI...
A título pessoal devo dizer que acjho que és um excelente fotógrafo, nem tanto escritor - mas são opiniões. Abraços, parem lá com tanta vinagrice,
Publicado por: Almeida Garrett às janeiro 31, 2006 12:39 PM
Então pense duas vezes antes de escrever!!! Há pessoas que precisam de pensar duas e mais vezes antes!
Em primeiro lugar, não são conhecidos nenhuns trabalhos ou "trabalhitos" meus de doutoramento! O que é conhecido é o meu projecto de doutoramento e de investigação (por acaso o 1º classificado, entre mais de 90, na minha área, por uma credenciada instituição pública) e algumas comunicações que decorrem da investigação e que apresentei em congressos e jornadas.
Em segundo lugar, os "trabalhitos" que "se prestam, muitas vezes, a recolher ideias de outros já publicados", a existirem, e existem, não são trabalhos necessariamente plagiadores, mas sim trabalhos incompetente e medíocres, ou, no limite, parafrásticos (de paráfrase), desde que enunciem as regras da citação.
E quanto a isto, estamos arrumados, aceitando as suas desculpas e aconselhando-a a ler os meus trabalhos académicos já publicados, é o melhor caminho para formar opinião a esse respeito.
Quanto às insinuações atentatórias do seu bom nome e competência profissional, diga-me quais são que eu terei todo o gosto em retractar-me, se for caso disso.
Publicado por: Che às janeiro 31, 2006 12:52 PM
A ideia é mesmo essa, Garrett, quanto ao vinagre.
E aceito a tua opinião na boa, até porque sou péssimo juiz em causa própria e não me considero excelente em porra nenhuma. Sou o que sou e governo a vida como posso, sem ilusões de grandeza que nunca fiz por justificar.
Mas desde que as minhas fotos justifiquem a tua presença e não a transformem num desperdício do teu tempo fico satisfeito pois é essa, em última análise, a única compensação que posso obter como contrapartida do que aqui exponho.
Abraço, e manda sempre.
Publicado por: sharkinho às janeiro 31, 2006 12:57 PM
Não estiques mais a corda, Che. Já foi feito o que consideraste ser necessário para arrumarmos a questão.
E ambos sabemos o que está em causa. Dá o passo certo e acaba com esta situação da melhor forma possível, em conformidade com o que está exposto.
É simples, nesta altura, fazermos todos o que deve ser.
Não é preciso nomear coisa alguma. Faz o que o bom senso recomenda e a tua inteligência, agora impoluta, transforma num imperativo moral.
Comporta-te como um cavalheiro, sem mas nem ses, e essa será a imagem a fixar por quem assistiu a toda esta tolice.
E depois vai à tua vida, como é evidentemente a melhor saída para este embrulho desnecessário.
Publicado por: sharkinho às janeiro 31, 2006 01:17 PM
Não partilho dessa aberrante forma de sexismo a que chamas de cavalheirismo, mas se, de algum modo, mesmo subentendido e subliminar, alguma coisa do que disse, em resposta a incendiadas invectivas, se pode confundir com ofensa ao "bom nome", eu por tal respeitosamente me penitencio (mas sem contrição), pois sei o quanto o "bom nome" é importante.
Publicado por: Che às janeiro 31, 2006 01:38 PM
Cada um sabe de si e age de acordo com as suas próprias premissas, anacrónicas ou não.
O resto são consequências da interacção destas diferenças que nos distinguem uns dos outros.
Interessa é conseguirmos evitar as piores, como aqui sucedeu e para bem das partes envolvidas.
Assunto encerrado, no que me diz respeito.
Publicado por: sharkinho às janeiro 31, 2006 02:39 PM