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janeiro 22, 2006

SE NÃO GANHO, É BATOTA!

eh boato.JPG

Um problema das pessoas que fazem coisas é a reacção hostil das que se limitam a exercer o confortável direito à crítica. Não falo da crítica construtiva, que muitas vezes contribui para que se detectem erros e os possamos corrigir. Falo da crítica mesquinha, medíocre, vil. Da acusação infundada, baseada apenas na especulação ou na dor de corno de quem não sabe ou não quer fazer melhor.

Levantar suspeitas sobre as realizações dos outros (não estou a falar de mim) quando não passamos de figuras anónimas sem nada para mostrar é sinónimo de uma consciência pequenina, de uma raiva abafada por não aceitarmos o facto de não passarmos de zés ninguém.
Eu dou um exemplo: acusar os outros de falsearem os resultados que nos colocariam muito abaixo numa tabela qualquer, mesmo que a ela pudéssemos aceder.
É inveja pura, maledicência gratuita de criaturinhas inferiores e incapazes de aceitarem a confrontação com o seu real valor aos olhos das outras pessoas.

Essas acusações sem prova, geradoras de boatos que apenas emporcalham a obra feita por quem se presta a fazê-la enquanto os mirones sem talento nem carisma se empoleiram no vazio, são exibições de um carácter pouco recomendável e ocultam intenções descaradamente baixas.
São arremedos de hienas frustradas que apontam a dentuça a tudo quanto lhes possa ofuscar a grandeza sonhada, mesmo que essa ambição se cinja aos microclimas da sua toca obscura.

Eu admiro as pessoas capazes de fazer. As que produzem algo que se veja com o seu esforço e a sua dedicação, ainda que por motivos comerciais. Capacidade de iniciativa que se revela em dados concretos, em provas tangíveis do valor dessas pessoas com espírito empreendedor. As coisas acontecem porque este grupo minoritário as faz acontecer, no mesmo período em que os medíocres se ocupam a invectivar os que sentem como uma ameaça ao status quo que ostentam nas suas fantasias. E essas baseiam-se num passado remoto e esquecido ou num futuro auspicioso que o presente se encarrega de desmentir.

Metem-me nojo as pessoas assim, azedadas pela frustração. Inventam desculpas para o fracasso evidente e acrescentam-lhes as mais sórdidas justificações, nos males que os outros, melhores, alegadamente protagonizam.

Vale-me a certeza, que o tempo confirma, de que este tipo de gente nunca passa do nível rasteiro que a sua valia consegue justificar.

Presenças irritantes, mal fodidas, mas que passam, afinal, sempre tão despercebidas…

Publicado por sharkinho às janeiro 22, 2006 03:47 PM

Comentários

tás a precisar de um psiquiatra urgentemente!

Publicado por: dasse às janeiro 22, 2006 04:33 PM

Sentiste-te picado, foi? Já contava com a tua reacção...
Não consegues descolar da minha sola, não é? Garanto-te que também não largo a tua.

Publicado por: sharkinho às janeiro 22, 2006 04:41 PM

Atão sócio, de acordo com o que acabámos de falar ainda há pouco, vai uma apostinha sobre este/a??
Eles bem tentam sair do "despercebimento" mas taditos não nasceram prá coisa...;-)

Publicado por: Mar às janeiro 22, 2006 04:42 PM

Na generalidade, até poderia concordar contigo. Mas se começo a olhar para o pormenor, deixo logo de concordar. Há muitas mais variáveis a ter em análise do que a simples qualidade ou vontade de fazer. Se olharmos para o mundo dos blogues, por exemplo, cada um existe porque alguém tem vontade de fazer. Mas nem sempre os mais visitados ou mais visíveis são onde está a maior qualidade. A mais das vezes porque esses bloggers não querem visibilidade ou sequer têm pachorra para andar a correr atrás. E, na vida em geral, passa-se o mesmo: as pessoas mais brilhantes que conheci na vida davam uma abébia à maioria dos políticos nacionais e, no entanto, nunca avançaram para a caça ao voto; preferiram sempre "construir" onde realmente importa, não necessariamente onde apenas se mede obra feita.

Publicado por: Hipatia às janeiro 22, 2006 04:50 PM

Se deixassem de ser cobardes e assumissem nem que fosse a sua identidade blogueira sempre adquiriam um nadinha mais de notoriedade, mas assim...

Publicado por: sharkinho às janeiro 22, 2006 04:51 PM

A minha resposta acima era para a Mar, mas surgiu a tua intervenção de permeio, Hipatia.
No caso concreto que motivou este desabafo, trata-se de uma acusação sem fundamento (sem substância, pelo menos) a alguém que nada fez por a merecer excepto não destacar os medíocres.
E nesses medíocres encontram-se bloggers com três ou quatro vezes mais preponderância nas estatísticas do que este charco.
Só não concordas porque eu abstive-me de apontar a dedo quem identifico nesta categoria (com base nos registos escritos que estão ao dispor de quem os quiser ler).
E não o faço porque as más acções ficam com quem as pratica e só nesses alvos quero ver enfiada a carapuça.

Publicado por: sharkinho às janeiro 22, 2006 04:58 PM

Caro Shark. Por muito que te custe admitir - ou a nós todos - qualquer espaço público se expõe. Não faço a mínima ideia de qual foi a acusação, de quem veio, e, para ser sincero, nem estou muito para aí virado, mas sei que uma opinião própria, seja qual fõr, deixa marca - basta ver a nossa pequena e civilizada discordância sobre o sentido de voto. Com tantos temas que aqui deixas escrito, sujeitas-te.
Na minha opinião - e é a minha - quanto mais respondes mais te expões e mais te fragilizas. Não será por isso que farás quem se abriga no aninomato deixar de te vilipendiar. Ora aí tens um excelente motivo para eu pouco divulgar o meu site - só sabe dele meia dúzia de pessoas que o usa para manter contacto. Mas cada qual, claro, tem o feitio que tem.

Publicado por: Almeida Garrett às janeiro 22, 2006 05:08 PM

Desculpa, Sharkinho, mas as estatísticas são sempre o que quiserem fazer com elas. Até pode não ser quem as promove, mas sabes tão bem como eu que há sempre maneira de as aldrabar.

Dito isto, há a questão de se assumir ou não uma opinião, dando o nick e o contacto da nossa página pessoal nas caixas de comentários dos outros. Penso que sabes bem que nunca deixaria o comentário acima se não soubesses o caminho do meu, onde escrevo, como escrevo. É uma questão bem simples para mim: não ando pelas caixas dos comentários dos outros armada em crítica literária ou crítica de outra merda qualquer, se não der a quem crítico o direito de fazer o mesmo em relação às minhas opiniões. Mas cada um é como cada qual. Nunca fui cobarde ao ponto de não dar a cara e tudo o mais pelas coisas que afirmo e em que acredito. Mesmo que, por aqui, seja só um nick. Ou, às tantas, porque por aqui é só um nick e, sendo-o, ainda torna mais premente esta necessidade de não parecer um qualquer cagão amarelinho.

Publicado por: Hipatia às janeiro 22, 2006 05:19 PM

Tens toda a razão, Garrett. A minha natureza irrascível tem constituído a maior fraqueza que exponho, aqui como na vida lá fora.
Tu foste um exemplo concreto dessa minha hostilidade primária para quem identifico como uma ameaça potencial. E por ameaça entendo quem se refugia no anonimato para vilipendiar, não te sintas englobado à partida, e não apenas para garantir alguma privacidade como a que afirmas preservar.
A acusação em causa não me foi dirigida sequer, mas senti o nojo do costume perante essas manifestações de cobardia impune. E não consigo abster-me de reagir, é algo de mau, é algo de meu.
Repara como apesar de um início pouco promissor parecemos capazes de trocar impressões. É assim que devemos proceder, anónimos ou não. É assim que a blogosfera pode ter um futuro enquanto porta aberta à liberdade de expressão.
Nunca pelo destilar manhoso das nossas frustrações ou embirrações ou o raio que o parta, à custa da imagem de terceiros.
E eu tenho a minha conta desse tipo de conduta.

Publicado por: sharkinho às janeiro 22, 2006 05:20 PM

Lol para o cagão amarelinho, Hipatia. :)
Quanto às estatísticas, abaixo do Abrupto, do Gato Fedorento e outros do género estamos a falar de meia dúzia. E por isso mesmo, levantar a questão da fraude (sem provas, insisto) é fútil e insensato.
A questão do anonimato é diferente e só está associada na baixeza à das atoardas invejosas quando, como referi no comentário anterior, a canalha recorre a esse véu para evitar as consequências das suas intervenções. Como as meninas e os meninos que lançam a pedra para partirem o vidro e depois escondem-se sob as saias da mamã...
E nisso estamos inteiramente de acordo, nem que seja pelas lições que o tempo nos tem dado a aprender nesse particular, minha amiga.

Publicado por: sharkinho às janeiro 22, 2006 05:29 PM

De meia dúzia de alminhas que cabiam no salão de festas da Paróquia de Nossa Senhora das Aflições, queria eu dizer mais acima...

Publicado por: sharkinho às janeiro 22, 2006 05:31 PM

(vai ao mail, Tubarão)

Publicado por: Hipatia às janeiro 22, 2006 05:47 PM

(Já fui.)

Publicado por: sharkinho às janeiro 22, 2006 06:20 PM

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