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fevereiro 05, 2006
A POSTA ANTES QUE MURCHE
Foto: sharkinho
Nem só nos rostos de passagem pelos caminhos trilhados e pelos que faltam trilhar o tempo impõe e ilustra a mudança com a inexorabilidade das suas marcas.
Em nosso redor, as provas acumulam-se do crime que nos sentencia.
A pena que sentimos, tarde demais, de nos encarcerarmos numa ilusão.
A de que o tempo que esbanjamos fica à nossa espera, à espera de que acordemos para as mensagens que nos deixa à consciência. O tempo que nos resta para aprendermos a lição, para abrirmos os olhos à verdade que nos dói da certeza de um fim ou de uma transição definitiva para uma dimensão sem garantias, talvez sem a beleza dos recados que o tempo nos oferece, gentil, em cada canteiro que entretanto cuidou de florir nos poucos espaços concedidos pela leviandade grosseira da nossa permanente distracção.
Publicado por sharkinho às fevereiro 5, 2006 04:17 PM
Comentários
Sem a mudança, o tempo não seria sinónimo de progresso e descobertas. Sem ela, estaríamos na idade da pedra, ainda. A beleza toda está em apreciá-la, mantendo os ensinamentos antigos.
Publicado por: Mar às fevereiro 5, 2006 07:48 PM
A beleza está em participar na mudança, interferindo directamente no seu rumo (mantendo os ensinamentos antigos apenas como termo de comparação para os novos que a própria mudança nos faz aprender).
O problema não está nunca na mutação (a menos que seja para pior), mas no facto de não a acompanharmos, de a deixarmos acontecer sem disso darmos conta.
Uma distracção que pode ser fatal.
Publicado por: sharkinho às fevereiro 5, 2006 10:42 PM