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agosto 12, 2006
A POSTA QUE SÓ COMES COM OS OLHOS
É uma das mais flagrantes distinções entre um homem e um chavalo. Quando toca a apreciar mulheres, os rapazolas desdenham à partida determinados “alvos de mercado”.
Só valem a pena as mais novas, gandas mamas e gandas cus, o resto são sacos de batatas com pernas que até estragam o horizonte visual destes pequenos aprendizes de labrego incapazes de verem para lá do que as suas vistas (curtas) conseguem alcançar.
Têm a tesão concentrada no olhar e cegam com o imponente mastro que enxergam no meio da testa, entre os cornos que tanto se esforçam por merecer. Não vêem boi e julgam-se verdadeiros entendedores quando falam das medidas certas para um corpo de fêmea que não passa de um corpo e a cena da fêmea é só para disfarçar.
Não é de mulheres que gostam, mas de ícones estereotipados que até podem ser tão másculos na mona como na… postura.
Eram capazes de enfiar a pila (e a língua, oxalá) na fechadura de uma porta, depois de a fita métrica (ou a balança) lhes confirmar a excelência do orifício numa óptica tridimensional.
Porque para estes atesoados visuais, uma porta não passa de um adorno utilitário e nunca lhes passaria pelas tolas embebidas em pus de borbulha olharem para a porta e observarem com atenção o que ela pode esconder por detrás. Porque o valor de uma porta reside precisamente naquilo a que a ela nos dá acesso, entrada ou saída, na riqueza do que encontramos depois de atinarmos com a chave certa.
Estes fedelhos sem vergonha partilharão (há sempre raparigas parvas ou distraídas) a vida com uma pessoa que envelhecerá, eventualmente engordará (talvez na sequência da violência que o seu corpo sofre para darem filhos a estes coirões) e é fácil adivinhar o respeito e a consideração que estes futuros velhos babosos lhes concederão.
Porque são mais estúpidos e insensíveis do que as portas que acima citei.
Uma mulher bonita e com contornos perfeitos pode ser tão interessante (na cama ou fora) como um artigo de jornal escrito por uma besta a granel. Um bocejo embrulhado numa casca reluzente, como um Ferrari com o motor de um Citroen dois cavalos.
Uma mulher madura, experiente, determinada, sem merdas, pode ser a protagonista da mais espectacular cambalhota ou do diálogo mais apelativo que um gajo experimenta na vida e em nada a sua idade, peso ou outras marcas da passagem do tempo ou de uma combinação genética aziaga contam seja o que for nessa dimensão da realidade que os meninos de escola nunca saberão entender. Na cama ou fora, uma mulher a sério mede-se pelo que dela transpira em sensualidade, em inteligência, num rol interminável de iguarias que estes pseudo-devoradores de comida enlatada não alcançam nem à chapada nos beiços sem tino.
Isto a propósito de um post que li no Controversa Maresia, onde tomei conhecimento de uma alarvidade por escrito praticada com o beneplácito dessa instituição da Imprensa nacional que parece empenhada em acolher toda a trampa que possa encher chouriço e sacos de plástico com papel. O Expresso transforma-se aos poucos numa Maria (vai cas outras) boçal e onde há espaço de sobra para estes Maneis com tanta aversão ao tecido adiposo exterior ao seu obtuso córtex cerebral.
E a malta paga para ler estes gemidos provocados pelos ténues movimentos peristálticos no interior da reduzida massa encefálica que depois os converte em gases feitos palavras que afinal também libertam odores.
Tresandam a disfunção eréctil, ejaculação precoce, masturbação intelectual e outros recalcamentos que a medicina já consegue atenuar e as remunerações auferidas por estes calhaus podem custear na boa.
Mas talvez umas palmadas bem assentes nos cuzinhos bebés pelas suas mãezinhas com corpos danone resolvessem o problema.
Publicado por sharkinho às agosto 12, 2006 08:06 PM
Comentários
És homem certo?Se não fosse pelo nick diria k este post tinha sido escrido por 1a mulher.Tás de parabéns, se fosse eu a escrever não mudava uma vírgula.Continua.
Publicado por: DerMeister às agosto 12, 2006 10:13 PM
A mim o que me deixa ainda mais fula é, como diz a Vieira, que estes gajos ainda são pagos para escreverem estes absurdos!
Publicado por: Mar às agosto 12, 2006 10:40 PM
Vindo de um Meister, qualquer elogio assume maiores proporções. Obrigado.
Quanto à outra questão, sou muito homem (no que isso possa implicar) e espero que a minha costela feminina não esteja a dar azo a confusões por me influenciar a escrita... :)
Podes crer que continuo, DerMeister, enquanto me der pica.
Publicado por: sharkinho às agosto 12, 2006 11:45 PM
Por mim não, Mar, que há muito mudei os hábitos de leitura nessa matéria.
Mas é esquisito abrirem as páginas de um jornal conceituado a teorias que o transformam num pasquim de bairro.
Do bairro dos básicos.
Publicado por: sharkinho às agosto 12, 2006 11:48 PM
Dei muita risada com teu post,Sharkinho ,sobretudo com os sinônimos figurativos que encontra. Mas olha, há sempre alguma maluka e carente a gostar de fedelhos desse tipo ...há mercado..mas a sugestão das palmadas é ótima!BJ!;)
Publicado por: agatha às agosto 13, 2006 09:21 PM
Ainda bem, Agatha, que o meu post te suscitou essa boa disposição. Até porque é preciso algum fairplay para lidar com estas aventesmas imberbes e mais vale rir um bocado do que levá-los demasiado a sério...
Umas palmaditas podem ser remédio santo.
Beijo pra ti também, amiga.
Publicado por: sharkinho às agosto 13, 2006 10:18 PM
E das tias e tios que é aquilo em que daqui a pouco o transfomam...
(e umas fotozinhas da beach, não há??) ;-)))
Publicado por: Mar às agosto 13, 2006 10:19 PM
Não há e mesmo que houvesse, com esta net de merda só por milagre conseguiria publicá-las...
Mas as tuas estão à maneira, adorei "rever" aquele símbolo de dias bons. ;)
Publicado por: sharkinho às agosto 13, 2006 10:24 PM
A EXPERIENCIA ESTA A CIMA DE TODO O CORPO ESCULTURAL. PARABENS PELO ARTIGO QUE VOU ADICIONAR AOS FAVORITOS
Publicado por: MARIA às agosto 13, 2006 11:45 PM
Obrigado, Maria. E não é só a experiência, é um mundo que cada pessoa contém (pode conter) em si.
Publicado por: sharkinho às agosto 14, 2006 12:09 AM
Tinha lido o artigo em questão, que me surpreendeu pela insensibilidade, li o post da vieira do mar, de q gostei, e agora li o teu, de q igualmente gostei.
Não creio que seja a idade imberbe a falar, penso q é infantilidade mesmo. Como bem dizes, pessoas assim envelhecerão e verão envelhecer ao seu lado, se o Amor, o Tempo e a Fortuna permitirem, os tais estereótipos de outrora.
A não ser... a não ser que se dê um 'prazo de validade' à pessoa que está ao lado e assim que o visual comece a murchar, se substitua por alguém mais novo, fresco e dentro dos cânones de beleza eterna.
E depois é ver as pessoas que têm de, para se sentir vivos, de estar com alguém com metade da idade deles, ridiculamente tentando capturar uma juventude perdida dentro de uma ilusão de tempo sem tempo.
Publicado por: vague às agosto 14, 2006 12:34 AM
olá!!!
creeeeeeeeeedoooooooooooooooo!!! que texto tão bem escrito.... :D
mas.... para além do modo soberbo como está escrito, há que lamentar a verdade do conteúdo... porque, de facto, esses "caramelos" que louvam um pacote de sumo, sem reparar que no interior há moscas-varejeiras, ou sequer se há interior, são o melhor laxante para quem sofra de prisão de ventre...
mas tais exemplares devem ser "feitos" aos pares, porque as "caramelas" também não são raras!!!
Publicado por: judite às agosto 14, 2006 02:39 PM
Olá, Judite! Obrigado, amiga, pelo elogio.
Esses caramelos passam ao lado do melhor que as pessoas têm para dar, catalogam-nas como embalagens sem conteúdo algum, apreciam com os olhos porque não têm inteligência qb para irem mais além.
Enojam-me, pelo que implicam de mau para a auto-estima das pessoas (das mulheres, no caso concreto) com as suas opiniões bastardas.
Estão bem uns prás outras, podes crer...
Publicado por: sharkinho às agosto 14, 2006 05:10 PM
Vague, ilustre comentadeira dez mil, outras tantas beijocas pra ti.
Gostava de poder um dia, daqui a vinte anos, cruzar o caminho com o palerma que escreveu o tal "artigo". E vê-lo incapaz de com uma data de horas de ginásio conseguir manter a tal linha que tanto aprecia nas outras...
São um esterco fútil e vazio que repugnam pela falta de respeito, de esperteza, de mecanismos de defesa contra a mais absoluta estupidez.
E não está em causa o critério "estético" da bestôncia, também aprecio mulheres jeitosas, mas sim a forma descontraída como o traste separa pessoas assim de pessoas assado como um pequeno nazi de trazer por casa.
Publicado por: sharkinho às agosto 14, 2006 05:22 PM
Bem...sem palavras...umas poucas: se 10% dos homens fossem assim, nós mulheres seríamos mais felizes. Sei que 10% é pouco mas infelizmente a realidade é muita. Adorei!
Publicado por: celia às novembro 29, 2006 07:39 PM