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janeiro 11, 2007

QUANDO FOR GRANDE QUERO SER BLOGUEIRO

E cá estou outra vez arrastado para uma cadeia, desta vez por alguém que só me faz "offers I can't refuse"...
A ideia é um gajo dizer o que quer ser quando for grande, o que é um desafio giro para um chavalo como eu em constante mutação prática nessa matéria.

Podia aproveitar para fazer a autobiografia (ou, neste caso, o curriculum vitae), mas vou poupar-vos à cena resumindo a coisa à sua mais simples expressão.
Até porque os meus anseios neste domínio giram (quase) sempre em torno do mesmo: a escrita e o pilim.

Por isso mesmo, e logo que me passou a infantilidade de querer ser piloto-aviador (por alturas do antigo ciclo preparatório), passei a querer ser Jornalista e publiquei o meu primeiro periódico com a bonita idade de dez anos.
O pasquim, destinado a custear-me as longas sessões de matraquilhos no salão de jogos da avenida do Uruguai (em Benfica, claro), era feito à mão com recurso a papel químico que permitia obter as cópias necessárias para impingir a professoras, auxiliares e colegas mais "abastados".
E cobria as despesas da jogatana, revelando já nessa altura as duas coisas que mais me atraíam: escrever e ganhar papel em quantidade suficiente para garantir a independência financeira.

A coisa não variou muito ao longo do percurso até à idade adulta onde abracei o ofício que pretendia e que exerci durante o tempo necessário para perceber que não tinha estômago para aguentar em simultâneo o desencanto, que o Jornalismo não é tão "puro" como o sonhava, e o rendimento paupérrimo que ele me garantia (mesmo quando trabalhava em simultâneo para duas revistas, dois jornais regionais e uma rádio local).

Foi assim que desemboquei nas actividades menos líricas e mais lucrativas, aproveitando a lábia e a palheta para me converter no mercador relativamente bem sucedido que ainda hoje sou.

Contudo, e estes sonhos de puto acompanham-nos ao longo da vida, se me perguntarem nestes dias o que quero ser quando for grande não hesito em responder: escritor e blogueiro. Fantasias, claro, pois só os sobredotados e as figuras mediáticas conseguem sobreviver condignamente na actividade literária e quanto à blogosfera, enfim...

E pronto, já me safei desta. Não costumo passar o testemunho, pois não sou adepto de cadeias e abdiquei da minha veia de presidiário mal consegui escapulir-me das diversas gaiolas que a vida me impôs. Porém, não posso perder o ensejo para "entalar" o Kaffa (toma lá qué práprenderes!) e dar-lhe um bom pretexto para mais um post, a Éleene (outra miúda nova como eu e cheia de hesitações quanto ao futuro...) e, last but not least, a Bastet (que tenho curiosidade em saber como se safa desta).

Tinha que tocar a alguém. Divirtam-se... :-)

Publicado por sharkinho às janeiro 11, 2007 09:33 AM

Comentários

LOL!
Á tua altura. 1 metro e oitenta e quê?? :-))))

Publicado por: Mar às janeiro 11, 2007 12:47 PM

Então, "isto" deixou de ser um desporto radical ;)

Publicado por: Golfinho às janeiro 11, 2007 01:04 PM

É sem tirar nem pôr. Um e oitenta certinhos... :)

Publicado por: shark às janeiro 11, 2007 03:31 PM

Golfinho? Tu por aqui? Huummm...
Deixou, deixou. Continua radical mas nada desportivo.

Publicado por: shark às janeiro 11, 2007 03:36 PM

Eh pá, obrigadinho... era mesmo isto que estava a precisar :)

(Sei lá eu agora o que quero ser quando for grande...)

Publicado por: Kaffa às janeiro 11, 2007 06:52 PM

Passo aqui muitas vezes... ;) A 1ª letra do alfabeto XD

Publicado por: Golfinho às janeiro 11, 2007 08:57 PM

É, Kaffazinho?
Lá se fazem... :)

Publicado por: shark às janeiro 12, 2007 09:03 AM

Fica à vontade, Golfinho. Desde que não digas aqui de mim o que deixas nos blogues dos outros és sempre bem recebido.

Publicado por: shark às janeiro 12, 2007 09:05 AM

Gostei dessa de piloto aviador. Parece-me que é o primeiro que aparece, dos que tenho lido e é formidável para miúdo. Jornalista também não tá mal, e afinal aqui os nossos blogs são parecidos com uma espécie de jornal. (também publiquei um no Liceu, com mais duas colegas e ainda tenho uns exemplares!)
O «resto da tua vida» não era necessário para cumprir o contracto, mas sempre fica bem. Até para se confrontar o presente com o passado.
(isto é giro, eu tenho seguido as pessoas a quem desafiei e agora já isto se multiplicou de tal modo que já ando baralhada; vais ver)

Publicado por: Emiéle às janeiro 13, 2007 09:05 PM

Por acaso também achei que é das correntes mais fixes em que me amarraram, Emiéle.
E por isso me alonguei, aproveitando o ensejo para dar algo mais de mim a quem possa interessar-se pelo que me faz quem sou.
Como estou manco no acesso à net, ainda não pude seguir o rasto da coisa. Mas pelo que vi, a cena é curiosa e diz muito de quem está por detrás dos monitores... :)

Publicado por: shark às janeiro 15, 2007 11:55 AM