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março 23, 2007
AMOR CEGO
Foto: Shark
Estremeceu quando finalmente ouviu abrir-se a porta do quarto no hotel que escolhera para se encontrarem por fim.
Escutou-lhe os passos e sentiu-lhe o cheiro com a nitidez bastante para nem precisar de fazer qualquer pergunta. Não conseguia falar, a voz prisioneira da emoção que lhe soltava o coração do peito que esmurrava por dentro as paredes que o oprimiam na sua sede de escapar para o céu.
E era ela quem o representava, a fragrância que libertava pelo ar e o fazia flutuar nas nuvens como um pássaro encantado pelo vento arrastado até ao paraíso onde ela o pousava depois.
Sem uma palavra, sentiu que se aproximava e ele deitado sobre a cama concentrado a imaginá-la no escuro, estranhamente aliviado quando percebeu o ruído do interruptor.
A pressão dos seus joelhos mesmo ao lado do seu corpo petrificado pela ansiedade, revelando a vontade que o dominava e a escuridão que eliminava a diferença que o podia inibir.
A roupa que começou a despir com a sua ajuda, os beijos que recebia da boca carnuda de uma mulher que conhecia das palavras que lhe ouvia e dos sentidos que apurava para melhor a perceber.
O tacto sublimado pelo contacto inesperado da quente suavidade da pele macia do seio que o tocou. Nos lábios sequiosos que aquele instante despertou, como o resto do seu corpo libertado dos medos que deixavam de existir.
A intensidade do sentir, extremada pela percepção muito ampliada por uma vida sem cores nem luz. A sensação que se produz quando tudo o resto se multiplica, o rasto de uma mão que fica muito para lá de um momentâneo arrepio.
Percebeu que ela sorriu quando no fim de lhe saborear o gosto, tacteou sem pressas o rosto que adivinhava sereno e encantador.
E quando ela partiu, a luz que acendeu iluminava (e ele não via), junto à bengala que brilhava, a proveniência daquele odor que absorvia. E os seus dedos acariciaram uma flor por ela deixada como uma promessa declarada, a ligação que não se desfez quando o momento mágico chegou ao fim.
A certeza de uma próxima vez. Naquele ou noutro jardim.
Publicado por sharkinho às março 23, 2007 11:59 AM
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Comentários
Quem dormiu nessa cama? ( é para publicar na Caras).
Publicado por: claudia às março 23, 2007 05:53 PM
Eu e a Angelina Jolie.
Publicado por: shark às março 23, 2007 06:12 PM
Obrigada. Vai ser notícia de primeira página.
Publicado por: claudia às março 23, 2007 06:49 PM
Andas a elevar a fasquia, hein, sócio? :-)
Publicado por: Mar às março 23, 2007 08:53 PM
É por ser para a Caras. Se fosse para a revista Maria tinha confessado que foi com a Catarina Furtado...
Publicado por: shark às março 23, 2007 09:09 PM
Eheh. Não me troques as coisas. Já fiz os prints, já foi para a gráfica. Hoje a notícia saiu fresquinha. Só que recebi um telefonema da Angelina Jolie a dizer que ia processar a nossa revista. Eu: "What? Can you repeat, please?". Prossegui, respondendo-lhe que não fazíamos as coisas à toa e que tínhamos provas concretas sobre o caso Shark-Angelina Jolie. Mesmo assim vai-nos fazer a vida negra.
C' est du joli...
Publicado por: claudia às março 24, 2007 07:06 AM
Tavas às espera de quê? Essa notícia causa falsas expectativas à garota. Já viste o desgosto depois, quando eu tiver que lhe tirar as ilusões e negar o interesse devido ao excesso de compromissos agendados? :)
Publicado por: shark às março 24, 2007 01:14 PM
O que superou as minhas expectativas foram as vendas de hoje. Nunca pensei que o caso Shark-Angelina Jolie interessasse a tanta gente.
Abordaram-me na rua algumas curiosas que sabem ter sido eu a escrever o artigo. Bombardearam-me com as seguintes perguntas:
- Há quanto tempo andam juntos?
- O Shark já tinha namorada, não? Anda a enganá-la?
- A Angelina não podia ter arranjado melhor?
- Vão casar?
- Estão muito apaixonados?
- E o Brad? O que acha ele do assunto? Anda triste?
Respondi-lhes que estava com pressa, que tinha acabado de agarrar um "scoop" dos mais mediáticos, e descartei-me.
Publicado por: claudia às março 24, 2007 04:27 PM
Folgo em saber-te próspera e com grande tiragem. Mas tal como é costume na Imprensa tablóide, as afirmações a meu respeito pecam por excessivas.
Eu não engano ninguém e assumo-o.
Não ando à procura de esposa.
O Brad não é práqui chamado.
Não contes com uma entrevista.
Publicado por: shark às março 24, 2007 05:21 PM
Eu, como fiel admiradora destas proesias só tenho a desejar muitos momentos mágicos e finais felizes em qualquer jardim...porque as pessoas é que o podem florir :)
Publicado por: celia às março 25, 2007 10:23 PM
Por exemplo semeando canteiros em forma de comentários nas caixas feitas jardim.
Isto é apenas uma forma rebuscada de variar no agradecimento à fidelidade na admiração.
Publicado por: shark às março 25, 2007 10:36 PM