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abril 12, 2007

NO FEAR (2)

Desliga os botões da máquina sem pressa, como se desapertasses a blusa de uma amante ocasional. Acaba com a respiração artificial que te agarra a uma realidade que morreu e aceita a passagem para o céu.
A liberdade da alma, como a do peito dessa dama, está condicionada pelo teu jeito para lidar com essas prisões.

Solta o teu corpo da vida prolongada sem sentido num sono tão profundo como o olhar dessa mulher que despes agora. Deita essa casca fora com a mesma determinação que empregas na cama quando a expressão dela já chama pelos lábios que precisas fechar.
Parte, quando a máquina parar de cumprir a sua função e experimentares a sensação de liberdade total, o orgasmo no final desse momento da vida, uma fêmea despida que acaricias agora antes de partires para fora da imaginação que a reproduz.

Ignora o teu receio e caminha para a luz.

Publicado por sharkinho às abril 12, 2007 11:03 AM

Comentários

Bonito...
a luz é sempre um chamariz :-)

Publicado por: Mar às abril 12, 2007 08:06 PM

Obrigado.
A luz é mesmo apelativa, como dizes.
A mim sempre fascinaram os pirilampos, por exemplo...

Publicado por: shark às abril 12, 2007 08:39 PM

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