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julho 18, 2007
ESPELHOS DA ALMA

Abre-me a alma como a um livro se faz e acarinha cada palavra minha das que falarem de amor. Beija-as por favor com o teu olhar surpreendido e o coração acelerado pela emoção de receberes no peito a força de um impacto superior.
Acredita então no poder endiabrado do meu espírito apaixonado pelo teu. Acredita que o destino te deu a maior dádiva possível, uma paixão tão incrível que não consegues conter as lágrimas que transformam num borrão as palavras que te dou a ler agora, pois a morte às vezes não espera quando deixamos as coisas urgentes para depois.
Olha para nós dois no capítulo mais empolgante de uma história tão diferente que a minha alma escreveu, vermelho rubi, a emoção como a vivi a cada segundo precioso do teu cheiro e da tua voz.
Olha sobretudo para nós, assim descritos, na verdade que reclama aos gritos a posteridade que confirma um amor imortal.
Inscrito na alma cujas páginas folheias quando lês nos meus olhos a mensagem que escrevo em mim e que fala de uma história sem fim, contada ao pormenor, a minha vida no seu melhor quando nela entraste de rompante pela mão do acaso a que muitos chamam Deus.
Devora as palavras que são tuas, o som do nosso riso pelas ruas, a sombra de um abraço apertado desenhada no chão ou a agradável sensação de duas peles confundidas entre si.
Descobre o quanto gosto de ti nos textos sinceros (que os da alma são verdadeiros, na sua essência preservada pela ausência de filtros protectores).
O calor dos raios solares que iluminam alguns parágrafos, os que falam de todos os dias em que festejámos a luz.
Acredita nessa escrita que não padece dos tropeções desta boca tão desastrada a falar porque nasceu para te beijar e as palavras já foram guardadas, para sempre, no registo permanente que gostava de te mostrar num doce momento de leitura.
Interrompe-o com os rasgos de loucura que só o desejo mais intenso produz.
Abre-me a alma como a um livro se faz e mostra-me que és capaz de decifrar esta forma de te amar trapalhona, está toda escrita naquela zona que diz
Este amor fui eu que o fiz, tatuado na tela onde o coração o pintou.
E tu sabes que era a tua a imagem que o inspirou.
Publicado por sharkinho às julho 18, 2007 12:04 AM
Comentários
!!! Sinceramente amigo espero que o teu amor seja correspondido porque se alguém deita fora um amor assim nunca mais devia amar, nem ser amada. Escrever assim não é mera prosa de blogue pois colocas a tua alma neste escrito. Desejo eu, que neste momento vivo um amor grande assim, que esse alguém te ame e te faça feliz.
Publicado por: ! ! ! às julho 18, 2007 11:47 AM
Ò !!!Espantação...
Partes-me todo, miúda.
Tenho todos os motivos para considerar que a minha forma de amar encontra correspondência em quem a dedico. E parto desse princípio com a mesma confiança que me faz acreditar que ao longo da vida, sobretudo nos anos mais recentes, tive a sorte de aprender a tratar o amor por tu.
É que não duvido que é de amor que se trata quando o escrevo como o sinto e quando o manifesto em condições por entre a minha atitude tantas vezes desastrada... :)
Tenho a felicidade inerente a quem consegue viver o amor no pico da emoção sem ter que abdicar da minha natureza ou dos princípios que abracei.
E de quem sabe ou intui que nunca amou em vão.
O mesmo te desejo, amiga. A vida é muito mais bonita sentida assim.
Publicado por: shark às julho 18, 2007 12:03 PM
Ufff...
Fica-se sem fôlego quando lemos estes teus escritos. Tive que reler mais duas vezes, com sossego, saborear bem cada palavra com que tão bem descreves a maior emoção de todas.
Quem tem razão é a Espantação. (tanto que até faz verso esta expressão). És um gajo muita bonito, pá.
Publicado por: Mar às julho 18, 2007 02:45 PM
Fico feliz por saber que o leste com a devida atenção e ainda mais por perceber que me reconheces no que escrevi, Mar.
Pelos motivos à vista (sou um livro aberto, não sou?). ;)
Publicado por: shark às julho 18, 2007 03:24 PM
Muito bonito, sentido. Vou publicar no meu blog devidamente identificado, porque acho verdadeiro.
Publicado por: Maria às julho 18, 2007 06:54 PM
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Publicado por: rodrigo nogueira buono às julho 18, 2007 07:38 PM
(O que é que este quer?)
Podes achar, Maria. É mesmo verdadeiro. E sentido, também.
Fico vaidoso se o fizeres (publicar no teu blogue).
Publicado por: shark às julho 18, 2007 08:55 PM
Mar: são frases muito compridas não é?
Tubyzito: esse teu olhar de machão é que me parte todo, caramba!
Publicado por: João Pedro da Costa às julho 20, 2007 06:27 PM
Imito bem, não é?
(É comprido o quê?)
Publicado por: shark às julho 21, 2007 12:05 AM
A tua masculinade, Tubyzito. Havia de ser o quê?
Publicado por: João Pedro da Costa às julho 24, 2007 12:47 PM
Pois, por isso é que eu estranhei.
Mas olha que tu também mandas um ar que evoca uma postura muito erecta e uma atitude do mais puro garanhão.
E a masculinidade anda assanhada porque eu ando cheio de tesão. Deve ser algum distúrbio hormonal, pois eu até nem gosto da fruta.
Publicado por: shark às julho 24, 2007 04:09 PM
Não é nada, querido. É amor.
Publicado por: João Pedro da Costa às julho 24, 2007 05:50 PM