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novembro 24, 2007
A POSTA DESCRENTE
Pedem-me para aceitar sem grandes ondas a existência das pirâmides apesar de ninguém conseguir explicar a sua construção no tempo em que as situam.
Obrigam-me a aceitar como um dado adquirido que o universo é infinito e a prová-lo impingem-me o conceito de Deus.
Exigem-me que me contente com as conclusões obtidas por pessoas com ideias definidas com base numa realidade completamente diferente da minha, com o modelo que determinaram ideal para viver em sociedade num mundo onde nem se imaginavam possíveis as questões que nos confrontam agora.
Fazem tudo ao seu alcance para vestirem a pele de lunáticos, utópicos, malucos até, todos quantos teorizem diferente a mentalidade vigente e todos os pressupostos que constatamos tão rígidos como cadáveres mumificados com base num conhecimento que nos escapa mas preferimos explicar como uma fé.
Rotulam de revolucionários os que contestam o sistema morno que instituíram com base numa ilusão chamada Democracia depois de a amordaçarem ao ponto de quase a privarem da sua natural e desejável irreverência, depois de a encaixarem num cómodo padrão que afasta os que elegem daqueles que escolhem para gerir e acabam por querer mandar sem restrições. A ditadura cor-de-rosa em que votamos na mais convincente das canções de embalar.
Nada de novo, nada de diferente, nada passível de ser confundido com radical. Esquerda, direita ou centro talvez. Liberais ou democratas, isto ou aquilo, liberdade relativa de escolhas influenciada pelos insuspeitos arautos de um poder que não se vê.
A busca da paz, infrutífera, enquanto metade do mundo guerreia sem forças um pedaço de pão.
Um clima generalizado de desilusão, o desconforto causado pelas notícias que nos chegam da periferia do sistema que nos enclausura pela ignorância, pelo comodismo ou pelo medo da factura das asneiras que nos impedem de denunciar chamando-nos traidores ou ainda pior.
Isolam os inconvenientes, banindo-os do seu círculo social como verrugas e não como um sinal de saúde mental colectiva exibida pela pluralidade nas opiniões. Vestem-lhes a pele do ostracismo, os que questionam ou denunciam, apagam-nos do mapa por todos os meios que conseguem alcançar, como seitas.
Renegam os mais sinceros como excêntricos e acusam os mais autênticos de arrogância impossível de aceitar.
Desvirtuam os princípios em abono de condutas que servem os seus propósitos, transformam a segurança num pretexto que o medo sustenta enquanto justificação para a legítima instituição do controlo apertado do domínio privado de quem lhes possa ameaçar o poder incontestável com exigências impossíveis de aceitar.
O mundo a mudar, anestesiado pelo governo instalado nas ilhas Caimão ou em outro paraíso fiscal.
E a Liberdade, preciosa, a sucumbir afogada aos poucos numa consciência colectiva quase em coma, apática. Pouco mais actuante do que um simples vegetal.
Publicado por sharkinho às novembro 24, 2007 03:32 PM
Comentários
!!! Xxxiiii!!!!!! Precisas ler uns livros que eu tenho: O livro dos antigos astronautas de Jacques Bergier;Os gigantes e o mistério das origens de Louis Charpentier;As civilizações das estrelas de Marcel Moreau; e Os segredos da Atlântida de Andrew Tomas. Todos edição da Bertrand.
Continuo e não vou nunca deixar de acreditar que a LIBERDADE é possivel e é vermelho e negra a sua côr.
Publicado por: ! ! ! às novembro 24, 2007 03:32 PM
Na Liberdade nunca deixo de acreditar, Espantação. Sinto cada vez mais é que cada vez há menos pessoas dispostas a lutar por ela.
Publicado por: shark às novembro 24, 2007 03:44 PM