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janeiro 18, 2008

MARI LUZ

Cada vez é mais raro ouvir os gritos e as gargalhadas de crianças a brincarem na rua.

Publicado por sharkinho às janeiro 18, 2008 12:07 PM

Comentários

Mas o que me faz mais confusão é, nos tempos que correm, com as situações que todos os dias lemos nos jornais, como é que ainda se deixar uma criança de 5, cinnnnco anos, sozinha com dinheiro na mão, ir à rua para comprar batatas fritas!!!

Publicado por: susete às janeiro 18, 2008 12:51 PM

Acabo de ler no jornal que os pais suspeitam de vingança. Ora se assim é alguma coisa andava no ar. O avô fala em inveja mais uma razão para redubrar cuidados e zelo em relação a crianças tão pequeninas. Nestes e em casos semelhantes onde e como fica o dever e a responsabilidade parental !?

Publicado por: susete às janeiro 18, 2008 01:13 PM

Enviaram-me isto por e-mail. Reflictam, embora algumas coisas sejam vistas de um ponto de vista exagerado e não seja muito saudosista...

"Nascidos antes de 1986 (incluindo myself...tempos felizes!).
De acordo com os reguladores e burocratas de hoje, todos nós que nascemos nos anos 60, 70 e princípios de 80, não devíamos ter sobrevivido até hoje, porque as nossas caminhas de bebé eram pintadas com cores bonitas,em tinta à base de chumbo que nós muitas vezes lambíamos e mordíamos.

Não tínhamos frascos de medicamentos com tampas "à prova de crianças", ou fechos nos armários e podíamos brincar com as panelas.

Quando andávamos de bicicleta, não usávamos capacetes.

Quando éramos pequenos viajávamos em carros sem cintos e airbags, viajar á frente era um bónus.

Bebíamos água da mangueira do jardim e não da garrafa e sabia bem.

Comíamos batatas fritas, pão com manteiga e bebíamos gasosa com açúcar, mas nunca engordávamos porque estávamos sempre a brincar lá fora.

Partilhávamos garrafas e copos com os amigos e nunca morremos disso.

Passávamos horas a fazer carrinhos de rolamentos e depois andávamos a grande velocidade pelo monte abaixo, para só depois nos lembrarmos que esquecemos de montar uns travões.

Depois de acabarmos num silvado aprendíamos.

Saíamos de casa de manhã e brincávamos o dia todo, desde que estivéssemos em casa antes de escurecer.

Estávamos incontactáveis e ninguém se importava com isso.

Não tínhamos Play Station, X Box.

Nada de 40 canais de televisão, filmes de vídeo, home cinema, telemóveis, computadores, DVD, Chat na Internet.

Tínhamos amigos - se os quiséssemos encontrar íamos á rua.

Jogávamos ao elástico e à barra e a bola até doía!

Caíamos das árvores, cortávamo-nos, e até partíamos ossos mas sempre sem processos em tribunal.

Havia lutas com punhos mas sem sermos processados.

Batíamos ás portas de vizinhos e fugíamos e tínhamos mesmo medo de sermos apanhados.

Íamos a pé para casa dos amigos.

Acreditem ou não íamos a pé para a escola;

Não esperávamos que a mamã ou o papá nos levassem.

Criávamos jogos com paus e bolas.

Se infringíssemos a lei era impensável os nossos pais nos safarem.

Eles estavam do lado da lei.

Esta geração produziu os melhores inventores e desenrascados de sempre.

Os últimos 50 anos têm sido uma explosão de inovação e ideias novas.

Tínhamos liberdade, fracasso, sucesso e responsabilidade e aprendemos a lidar com tudo.

És um deles?

Parabéns!

Passa esta mensagem a outros que tiveram a sorte de crescer como verdadeiras crianças, antes dos advogados e governos regularem as nossas vidas, "para nosso bem".

Para todos os outros que não têm a idade suficiente, pensei que gostassem de ler acerca de nós.

Isto, meus amigos é surpreendentemente medonho... E talvez ponha um sorriso nos vossos lábios.

A maioria dos estudantes que estão hoje nas universidades nasceu em 1986, ou depois. Chamam-se jovens.

Nunca ouviram "we are the world" e uptown girl conhecem de westlife e não de Billy Joel.

Nunca ouviram falar de Rick Astley, Banarama ou Belinda Carlisle.

Para eles sempre houve uma só Alemanha e um só Vietname.

A SIDA sempre existiu.

Os CD's sempre existiram.

O Michael Jackson sempre foi branco.

Para eles o John Travolta sempre foi redondo e não conseguem imaginar que aquele gordo tivesse sido um deus da dança.

Acreditam que Missão impossível e Anjos de Charlie, são filmes do ano passado.

Não conseguem imaginar a vida sem computadores.

Não acreditam que houve televisão a preto e branco.

Agora vamos ver se estamos a ficar velhos:
1. Entendes o que está escrito acima e sorris.
2. Precisas de dormir mais depois de uma noitada.
3. Os teus amigos estão casados ou a casar.
4. Surpreende-te ver crianças tão á vontade com computadores.
5. Abanas a cabeça ao ver adolescentes com telemóveis.
6. Lembras-te da Gabriela (a primeira vez).
7. Encontras amigos e falas dos bons velhos tempos.
8. Vais encaminhar este e-mail para outros amigos porque achas que vão gostar.

SIM ESTÁS A FICAR VELHO heheheh , mas tivemos uma infância do caraças".


Publicado por: rosa silvestre às janeiro 18, 2008 07:01 PM

Agora que finalmente consegui acabar de ler o comentário anterior [ :) ], digo-te Susete que já no caso da Maddie e por via da dimensão de um drama assim essa responsabilidade (a sua falta) foi relegada para segundo plano, como se não competisse aos pais zelarem pela segurança dos filhotes.
Não faltam histórias de mães que deixam os filhos sozinhos num carro e vão às compras e alguém rouba o carro na pior hora. E outras, ainda mais surrealistas.
Contudo, se essa negligência pode ser chamada ao primeiro plano quando falamos de acidentes domésticos o rapto de uma criança tem que gritar mais alto.
Ou seja, temos que dar prioridade ao combate a este flagelo.
À bruta, se necessário.

Publicado por: shark às janeiro 18, 2008 08:44 PM

Uma delícia, Rosa, poder rever-me na descrição desse email. Encaixo em todas, sem excepção, e ainda lhes acrescentava outras tantas. :)
E ainda hoje insisto em algumas...

Publicado por: shark às janeiro 18, 2008 08:56 PM

Olha, eu comprei para as cabrinhas o livro "91 coisas que todas as crianças devem fazer" e, para além de eu as ter corrido quase todas, elas vão também por bom caminho. E já acrescentaram algumas, de moto próprio e à minha revelia...

Publicado por: ernesta às janeiro 19, 2008 01:35 AM

E não temes, Ernesta? Eu tenho terror à hipótese de alguma distracção minha ou algum esforço no sentido de aproximar a miúda de uma vida mais "saudável" possam vir a associar-se a um pesadelo destes.
A pedofilia é um fenómeno que assume proporções impensáveis em quantidade de sabujos predadores e na qualidade do seu modus operandi organizado e aparentemente bem financiado. E eficaz.
Depois do meu maior medo, algo do género acontecer à minha filha, vem o segundo: apanhar-me a sós com um desses canalhas devidamente certificado na condição...

Publicado por: shark às janeiro 19, 2008 12:57 PM

percebo-te bem. Num e no outro medo. mas acho que a melhor forma desses anormais ganharem o jogo é fazerem-nos mudar as regras. Não quero meter as minhas filhas numa prisão por algo que não têm culpa. Ar puro, muito campo e dedos torcidos até doer para que nada aconteça. Não vou é vou mudar o meu mundo nem as alegrias delas.

Publicado por: ernesta às janeiro 19, 2008 08:56 PM

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