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março 07, 2008

AVALIEM MELHOR

Para quem quer ter acesso a uma versão alternativa, nua e crua, do que está em causa neste sururu docente em torno das avaliações, ESTE texto daquele que é nesta altura o meu blogueiro de referência é OBRIGATÓRIO.

E se gostarem tanto da prosa como eu, façam um favor ao vosso semelhante e linquem-no em profusão.

Publicado por sharkinho às março 7, 2008 12:31 AM

Comentários

Tinha acabado de ler. assino por baixo em tudo e já tenho formigueiro nos dedos da vontade de comentar...

Publicado por: teresa às março 7, 2008 12:35 AM

Já lá fui. E aplaudi o homem de pé.

Publicado por: shark às março 7, 2008 12:50 AM

e eu sentada. O Valupi falou muito bem.

Publicado por: claudia às março 7, 2008 11:36 AM

Pois falou, pá.

Publicado por: shark às março 7, 2008 12:55 PM

Já tinha lido ontem e estou completamente de acordo. Uma senhora prof. que foi ao Prós e Contras esta semana, foi professora de matemática do meu filho e consigo compreender porque não quer ser avaliada.

Publicado por: maria às março 7, 2008 12:57 PM

Eu também me ocorrem assim de cabeça uma meia dúzia que devem querer fugir disso como o diabo da cruz, ao contrário de outros tantos que nasceram para aquilo e nada têm a temer.
Mas o texto está uma ganda malha, mesmo relegando para segundo plano o debate das ideias.

Publicado por: shark às março 7, 2008 01:12 PM

Pois..lamento mas não estou de acordo. Não com a forma, que o texto está bem escrito, agora o que lá se diz..
Por isso vou copiar práqui o que acabo de lá deixar:
~
Um texto muito bem escrito, sem dúvida. Muito generalizador também. Demais, na minha opinião, a de alguém que deu aulas ao ensino básico, secundário e recorrente nocturno, aleatoriamente, entre 1986 e 1992, em dezenas de scolas da Grande Lisboa e do interior profundo do País. Passando por centenas de reuniões de Conselhos de Turma, Conselhos Pedagógicos, Direcções de Grupo. Sob a alçada de dezenas de onselhos Directivos, Executivos, chame-se-lhe o que se quiser.
Nem sempre acontecia assim, como descreve neste bem escrito texto, englobando tudo e todos num mesmo saco que pretende passar a mensagem de que os professores são maus, néscios, influenciáveis, corruptos mesmo, diria eu. Muitas vezes acontecia as 5 negativas permanecerem após horas de reunião, sim, porque é para isso que elas servem e nos pagavam, debater em relação a cada disciplina com nota negativa a prestação do aluno. Quando ela era mesmo má, era má e ponto final. Quando a avaliação global, aquela que engloba mais do que númerozinho 2 escrito numa folha de teste, justificasse uma reflexão conjunta, ela fazia-se e a decisão final reflectiria o conjunto de ponderações feitas em relação ao aluno e às perspectivas de obter sucesso no ano para o qual fosse transitar. Quantos acompanhei, nessa transição, nesse processo de crescimento que em anos subsequentes vinha a revelar, afinal, bons alunos onde antes tinha estado o miúdo distraído ou preguiçoso ou desmotivado.
Só uma coisinha para terminar: nenhum professor que eu conheça refere que não quer ser avaliado. E muito menos pelos seus pares. Agora um profesor de matemática ser avaliado por um de Filosofia, ou vice-versa é que já não me parece muito credível…
Já para não falar da “colaboração” dos pais e encarregados de educação no processo. O mesmos que invadem escolas e afirmam partir os cornos ao primeiro que lhes diga que o seu menino não pode atender o telemóvel nas aulas.
Aí é que vamos ver o fartote de notas positivas, garanto-lhe.

Publicado por: Mar às março 7, 2008 09:52 PM

Pois, Mar... Mas a minha posta exalta precisamente (e apenasmente) a forma, pois apesar de eu poder confirmar diversos factos que o Valupi enuncia não me considero possuidor da informação necessária acerca do teor das reinvindicações actuais para poder botar opinião própria na coisa.
Eu li o teu comentário e não o contestei lá como não o farei aqui, precisamente pelo motivo que refiro.
E convenhamos que nada do que dizes desmente a essência do que o Valupi afirmou nos aspectos mais determinantes do seu post, nomeadamente no que concerne à inexplicável renitência dos professores perante qualquer proposta de modelo da avaliação que nunca renegam em teoria mas boicotam sempre na prática.
Sem apresentarem alternativas concretas que viabilize a institucionalização dessa prática que, e nisso tenho opinião formada, faz todo o sentido e já peca por tardia.

(Há muito tempo que não tinhamos uma oportunidade para debatermos pontos de vista um nadinha mais divergentes, ò Maria Mar.) :)

Publicado por: shark às março 8, 2008 01:00 AM

Pois...ó Shark, mas como nesta caixa maioritariamente se dizia que se concordadva com a coisa daí me parecer importante explicar eu porque não concordo.
E percebo que não tenhas capacidade profunda de o contestar mas deves, no mínimo, perceber que as generalizações nunca são um bom método de análise...
E o que ali foi feito foi generalizar à fartazana (aliás existem já lá comentários muito mais explícitos que o meu e que comprovam a leviandade daquela análise)e foi precisamente o que me levou a deixar a minha opinião.

Publicado por: Mar às março 8, 2008 12:22 PM

(até o nome do post..nãmelixes.)

Publicado por: Mar às março 8, 2008 12:26 PM

Sim, o título da prosa é um nadinha hostil...
E sim, a traulitada é tanta que parece assentar em todo e qualquer toutiço docente.
Mas parece-me que se esgotam aí os reparos possíveis, pois o Valupi distingue com clareza os Professores a sério dos chupistas.
O nosso pomo da discórdia é mesmo a questão das avaliações, que surge no horizonte como o mote da manif de hoje e isso não beneficia em nada a imagem da classe que tentas defender.
Sabemos ambos que a maioria dos professores protestam apenas contra o facto indesmentível de que o Estado (não este Governo em concreto) os tem conduzido a um nível intolerável de tão baixo.
Mas é aí que entram em cena as culpas que o Valupi denuncia dos que aproveitam a angústia da maioria para travestirem o seu verdadeiro objectivo nesta mobilização: travar a aplicação do modelo proposto para as avaliações.
Esta é a minha perspectiva dos factos, com base no que tenho lido acerca do assunto.
Se a mobilização dos profs partisse de um fenómeno reinvindicativo espontâneo (e legítimo) de toda a classe e não com base nas necessidades estratégicas partidárias de mão dada com a cagufa intrínseca dos "instalados" hoje teríamos nas ruas dez vezes mais pessoas.

Publicado por: shark às março 8, 2008 01:05 PM

E aqui me vou eu intrometer. Embora nunca tenha sido professora confesso que compreendo que ser professor nos tempos que correm é ter uma profissão de risco. Primeiro porque ser professor nos dias de hoje é ser exactamente igual aos malandros dos funcionários públicos que não querem fazer nada! (O pessoal das empresas particulares é que fazem tudo). Depois porque qualquer espirito superior entendido em fazer contas pelos dedos e licenciado em espectador de televisão, onde se dá conta das estatisticas das negativas dos alunos, descobrem que sendo o seu filho um superdotado a culpa só pode ser do Professor.
Mas o que eu acho pior, senão nojento, é, trabalhadores do mesmo oficio serem avaliados por seres superiores capazes de carreiras prodigiosas como do Volupi, que, como professor recém-licenciado portanto maçarico, ter conseguido em 4 anos lectivos 94 a 98 dar aulas em 5 escolas; trabalhar com 100 profesores e avaliar 700 alunos!
Mais do que serem avaliados é necessário dar aos professores motivação para continuarem as suas funções, e para isso é necessário terem tempo para se actualizarem, terem tempo para organizarem as aulas terem tempo para dedicarem aos alunos. Como todos sabemos os programas escolares são vastos o que levam a que a matéria seja dade a correr, as turmas que deveriam se no máximo de 20 ou 25 alunos são compostas às vezes por 40. Escolas fecham porque a despesa com a educação tem de ser um negócio rentável e o Ministério da Educação não paga a professores com poucos alunos. Gostava de ver um Ministro da Educação que ao Invês de se preocupar com a destabilização da classe se preocupasse a analizar o porquê da baixa de produtividade dos alunos a começar nas faltas de caris social. E por aqui me fico.

Publicado por: Susete às março 8, 2008 07:03 PM

Ora ainda bem que fazes a colagem dos professores aos funcionários públicos. É precisamente para filtrar esses dois grupos dos engulhos que os emporcalham que existem as reformas e as avaliações implícitas.
Com esse instrumento nas mãos, nem os professores nem os funcionários públicos terão pretextos no futuro para se queixarem dos párias que existem nessas classes como existem nas outras.
No privado, que citas, aos incompetentes é-lhes indicada a porta da rua. E isso porque prejudicam o desempenho colectivo.
Defendes que deva ser diferente o tratamento dado aos incompetentes do sector público, quando o colectivo em causa é o próprio país?
Acho que a resposta inevitável a esta pergunta basta para remeter a questão das avaliações para o saco mais a viola... :)
Depois, quando se diz que o Governo (qualquer Governo) deve oferecer melhores condições blá blá blá aos professores, que melhor forma de o conseguir do que permitir-lhes que eliminem as maçãs podres do cesto para haver lugar para os que mereçam tais regalias?
Protestam contra quê, afinal?

Publicado por: shark às março 8, 2008 10:51 PM

Protestam contra a prepotência de quem nos governa, contra a forma de que é tudo para ontem. Contra as decisões tomadas em cima do joelho depois são os "jamais jamais" que se vê.
Protestam contra o incentivo a opiniões de que tudo é mau no sector público e que no privado é que é bom.
E o pessoal vai na cantiga sem pensar os custos que esta medida pode ter no futuro.
Isto faz-me lembrar o que diziam dos Alentejanos, sem conhecerem as verdadeiras razões, que há hora do calor não se pode trabalhar no Alentejo, é mais fácil dizer que não querem trabalhar.
Fala-se por falar e porque se repete o que se ouve sem parar para pensar.
Acha-se que no sector privado para a incompetência a solução é a porta da rua.
E no sector publico não é? Tentem saber em qualquer repartição da aplicação dos processos disciplinares.
Mas agora, desde 1 de Janeiro, já não há motivos para falar. Já estamos equiparados.
Os funcionários públicos de vínculo definitivo passaram a contratados com Contratos Individuais de Trabalho, agora estamos ao mesmo nível dos outros trabalhadores, só não estamos num pormenor o salário ao fim do mês.
Sim de facto a contrapartida da segurança no emprego que existia na Administração Publica, eram os salários baixos e não me venham dizer que a média são os mil e tal euros porque essas estatisticas não dão aos que ganham menos de 500 euros, parte dos 6.000 que ganham os dirigentes.
Acabem com as despesas de representação que só ai os Chefes de Divião, Directores de Serviço e restantes dirigentes que além dos 6.000 ainda levam com mais 500 ou 600, mesmo aqueles que não representam nada e as estatisticas estarão mais equitativa.
Eu espero que, agora que sou trabalhadora contratada, tenha o direito a auferir o mesmo salário que outro trabalhador de qualquer empresa particular com a minha categoria, embora não seja o que se avizinha o diploma que está na forja continua-me a tratar nesse particular, como funcionário publico.
Por outro lado como as coisas mudaram e agora que sou trabalhador contratado desde 1 de Janeiro de 2008, já posso exigir ser tratada com a dignidade dos meus pares, trabalhadores de empresas.
(Como funcionário publico era tratada abaixo de cão).
Mais uma coisa, qualquer trabalhador desconta para a Segurança Social, 11%, na Administração publica desconta-se 10% para a CGA + 1,5% para a ADSE no total os Trab. Adm. Publica descontam para a Segurança Social 11,5%. Não me perguntem porquê, já estamos habituados a estas diferenciações.

Publicado por: susete às março 9, 2008 02:16 AM

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