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março 28, 2008

EU NÃO ME CORTO ÀS NECESSÁRIAS JUSTIFICAÇÕES

Bastou dar início ao processo de mudança para perceber a diferença que fazem as pessoas e a sua vontade no sucesso ou fracasso de qualquer projecto, virtual ou analógico.
O Weblog já foi uma plataforma de culto, uma comunidade efectivamente ligada que interagia e fazia acontecer coisas bonitas sob a égide do Paulo Querido que mantinha olho atento a todas as maleitas do sistema.

Quando o AEIOU e, por tabela, a Impresa, tomaram conta desta comunidade a esperança em dias melhores era imensa.
Hoje, basta constatar quantos dos mais destacados blogues que aqui começaram ainda cá estão…
A falta de comunicação é tão confrangedora que a última entrada da malta do Weblog no seu espaço de contacto connosco aconteceu em Julho de 2007, deixando bem patente a balda a que foi votada esta realidade que já pouco ou nada tem a ver com a que conheci em 2004, quando mudei do Blogger para aqui.

Há meses que toda a gente me aconselha a virar as costas ao Weblog, estranhando até a minha insistência (dado ser este um dos últimos blogues presentes dessa fase de ouro da plataforma) em suportar as caixas de comentários maradas, as panes do servidor e, acima de tudo, a ausência de uma explicação por parte seja de quem for.
Visto deste lado, o Weblog encontra-se em autogestão. Parece que não existe vivalma do outro lado da cena, que os servidores ficaram a um canto ao pó enquanto a malta do AEIOU se dispersa pelos seus projectos de eleição (e de cujo sucesso o futuro dará conta…).

A verdade é que, e sem qualquer desprimor para quem fica, nada justifica nesta altura sacrificar os comentadores (que se fartam de ver as suas palavras irem parar ao espaço), os visitantes (que não raras vezes dão com a cabeça na porta pelos efeitos do spam no Weblog) e os próprios bloguistas (que aguentam tudo isto sem uma palavra de justificação).
Nada justifica insistir numa “paixão” que mudou apenas para pior.
Surda e muda, desde a saída da Cátia Pitrez.

Saio, pelo menos em matéria de Charquinho propriamente dito (qualquer trabalho que eventualmente aqui coloque nada terá a ver com o que hoje transferi para o Sapo), com diversos factos (que são números) para me envaidecer e para distinguir o Charquinho no contexto dos restantes blogues aqui alojados.
Saio com o Charquinho cotado como o mais visitado dos blogues activos do Weblog no Blogómetro, como o mais comentado de sempre dos blogues ainda em funcionamento, como o segundo mais clicado de sempre, como um dos 25 mais visitados na bizarra tabela recheada de defuntos.
Não saio, de todo, pela porta pequena.

E saio porque só falta convidarem-nos a sair, nesta plataforma fantasma onde ninguém dá a cara pelo que corre mal. Ou pelo que corre bem.
Saio porque gosto de me entender com pessoas e não com automatismos, porque me sinto no direito de uma justificação quando as coisas dão para o torto. E porque deixei de acreditar no futuro desta boa ideia do Paulo Querido que os seus sucessores deixaram abardinar.

É por isto tudo que agora o Charquinho acontecerá AQUI. E eu gostava de poder contar com cada uma das pessoas que acompanharam aqui o meu trabalho e me fizeram sentir que vale a pena insistir pois existe um espaço para o tubarão na blogosfera portuguesa, mesmo quando os blogues pessoais, intimistas, começam a desaparecer a um ritmo acelerado sob o peso de uma mudança que tentarei acompanhar na nova morada (onde RSS e outras “modernices” não ficam de fora).

Peço-vos de novo que actualizem os linques e os feeds para me ajudarem na divulgação da mudança de casa.
Mas acima de tudo, peço-vos que vão lá ver como tudo ficou quase na mesma.

Ou melhor, como é meu compromisso conseguir, depois de mais de 3000 postas e cerca de 30 mil comentários provindos de mais de meio milhão de visitas registadas nos contadores.

Publicado por sharkinho às março 28, 2008 03:59 PM