abril 04, 2008
SIGA POR ALI...

ESTÁ TUDO A ACONTECER NOUTRO LUGAR
Publicado por sharkinho às 02:29 PM | Comentários (0)
março 28, 2008
EU NÃO ME CORTO ÀS NECESSÁRIAS JUSTIFICAÇÕES
Bastou dar início ao processo de mudança para perceber a diferença que fazem as pessoas e a sua vontade no sucesso ou fracasso de qualquer projecto, virtual ou analógico.
O Weblog já foi uma plataforma de culto, uma comunidade efectivamente ligada que interagia e fazia acontecer coisas bonitas sob a égide do Paulo Querido que mantinha olho atento a todas as maleitas do sistema.
Quando o AEIOU e, por tabela, a Impresa, tomaram conta desta comunidade a esperança em dias melhores era imensa.
Hoje, basta constatar quantos dos mais destacados blogues que aqui começaram ainda cá estão…
A falta de comunicação é tão confrangedora que a última entrada da malta do Weblog no seu espaço de contacto connosco aconteceu em Julho de 2007, deixando bem patente a balda a que foi votada esta realidade que já pouco ou nada tem a ver com a que conheci em 2004, quando mudei do Blogger para aqui.
Há meses que toda a gente me aconselha a virar as costas ao Weblog, estranhando até a minha insistência (dado ser este um dos últimos blogues presentes dessa fase de ouro da plataforma) em suportar as caixas de comentários maradas, as panes do servidor e, acima de tudo, a ausência de uma explicação por parte seja de quem for.
Visto deste lado, o Weblog encontra-se em autogestão. Parece que não existe vivalma do outro lado da cena, que os servidores ficaram a um canto ao pó enquanto a malta do AEIOU se dispersa pelos seus projectos de eleição (e de cujo sucesso o futuro dará conta…).
A verdade é que, e sem qualquer desprimor para quem fica, nada justifica nesta altura sacrificar os comentadores (que se fartam de ver as suas palavras irem parar ao espaço), os visitantes (que não raras vezes dão com a cabeça na porta pelos efeitos do spam no Weblog) e os próprios bloguistas (que aguentam tudo isto sem uma palavra de justificação).
Nada justifica insistir numa “paixão” que mudou apenas para pior.
Surda e muda, desde a saída da Cátia Pitrez.
Saio, pelo menos em matéria de Charquinho propriamente dito (qualquer trabalho que eventualmente aqui coloque nada terá a ver com o que hoje transferi para o Sapo), com diversos factos (que são números) para me envaidecer e para distinguir o Charquinho no contexto dos restantes blogues aqui alojados.
Saio com o Charquinho cotado como o mais visitado dos blogues activos do Weblog no Blogómetro, como o mais comentado de sempre dos blogues ainda em funcionamento, como o segundo mais clicado de sempre, como um dos 25 mais visitados na bizarra tabela recheada de defuntos.
Não saio, de todo, pela porta pequena.
E saio porque só falta convidarem-nos a sair, nesta plataforma fantasma onde ninguém dá a cara pelo que corre mal. Ou pelo que corre bem.
Saio porque gosto de me entender com pessoas e não com automatismos, porque me sinto no direito de uma justificação quando as coisas dão para o torto. E porque deixei de acreditar no futuro desta boa ideia do Paulo Querido que os seus sucessores deixaram abardinar.
É por isto tudo que agora o Charquinho acontecerá AQUI. E eu gostava de poder contar com cada uma das pessoas que acompanharam aqui o meu trabalho e me fizeram sentir que vale a pena insistir pois existe um espaço para o tubarão na blogosfera portuguesa, mesmo quando os blogues pessoais, intimistas, começam a desaparecer a um ritmo acelerado sob o peso de uma mudança que tentarei acompanhar na nova morada (onde RSS e outras “modernices” não ficam de fora).
Peço-vos de novo que actualizem os linques e os feeds para me ajudarem na divulgação da mudança de casa.
Mas acima de tudo, peço-vos que vão lá ver como tudo ficou quase na mesma.
Ou melhor, como é meu compromisso conseguir, depois de mais de 3000 postas e cerca de 30 mil comentários provindos de mais de meio milhão de visitas registadas nos contadores.
Publicado por sharkinho às 03:59 PM
A ASSAPAR
A partir de hoje, o Charquinho está inteirinho na nova morada no Sapo.
E isso implica que a postagem nova vai acontecer lá, pelo que se quiserem continuar a acompanhar o meu trabalho devem actualizar os linques e os feeds em função desta mudança.
A versão no Weblog continuará online e até pode receber uma ou outra posta que se adeque mais a esta plataforma, mas até que eu descubra uma nova utilidade para este espaço pouco ou nada acontecerá por aqui.
Aproveito para avisar quem queira comentar na versão do Sapo que não é preciso registarem-se no Sapo para comentarem, basta dizerem que não têm blog no Sapo e o sistema assume o espaço para o vosso nick e URL (se for o caso).
Lá vos espero!
Publicado por sharkinho às 01:01 PM | Comentários (4)
A ASSAPAR
A partir de hoje, o Charquinho está inteirinho na nova morada no Sapo.
E isso implica que a postagem nova vai acontecer lá, pelo que se quiserem continuar a acompanhar o meu trabalho devem actualizar os linques e os feeds em função desta mudança.
A versão no Weblog continuará online e até pode receber uma ou outra posta que se adeque mais a esta plataforma, mas até que eu descubra uma nova utilidade para este espaço pouco ou nada acontecerá por aqui.
Aproveito para avisar quem queira comentar na versão do Sapo que não é preciso registarem-se no Sapo para comentarem, basta dizerem que não têm blog no Sapo e o sistema assume o espaço para o vosso nick e URL (se for o caso).
Lá vos espero!
Publicado por sharkinho às 01:01 PM | Comentários (4)
março 26, 2008
PAGES NOT FOUND
Em menos de um ano mais de um terço dos blogues que lincam o charco fecharam as portas. É confrangedor, um tipo dedicar algum tempo a percorrer os espaços que lincam o seu e constatar mais de três dezenas de óbitos. Deve ser uma sensação parecida com a de quem atinge um patamar da vida em que os convites para casamentos e baptizados se substituem pelas chamadas que prenunciam velórios e/ou funerais.
Existem diversas formas de perceber o encerramento de um blogue.
A mais polida passa pelo anúncio formal da desistência, um último post em que a renúncia se explica e o the end é confirmado pelos agradecimentos e pelo tom de adeus.
A mais frequente, contudo, é a morte súbita (rara nos blogues colectivos, mais vocacionados para a lenta agonia sob os cuidados paliativos de um ou dois dos seus mais persistentes colaboradores). Os autores desses blogues como velas que se apagam de repente sem sequer referirem a existência de uma corrente de ar pura e simplesmente desaparecem, deixando os espaços num vazio de interrogações que um último post como os outros, prevendo-se um post a seguir que não segue, em nada ajuda a esclarecer.
Estes são os blogues que acumulam comentários em forma de pergunta na caixa dessa derradeira manifestação da existência da autora ou do autor, cada vez mais espaçados no tempo, até ao dia em que ninguém coloca sequer a questão.
Também existem os que desaparecem por substituição, transitada a vontade para uma nova casa virtual onde nem sempre os linques se repetem (o que joga certo com a sede de mudança que nos leva a recomeçar quase do zero um destes pequenos projectos pessoais).
E finalmente existem os mais perturbadores, os erros 404, os terríveis page not found que surgem no monitor como buracos negros pintados de fresco, num branco sujo de palavras automáticas que variam de acordo com a plataforma que os alojava até algo ou alguém passarem uma esponja definitiva sobre os registos de tudo quanto ali aconteceu num determinado período, por norma curto, envolvendo um número indeterminado de pessoas que viram pedaços do seu tempo engolidos pela obliteração virtual.
Que se torna bem mais real aos olhos de quem fez parte dessa realidade, posts ou comentários, assim apagada sem apelo. Esbanjada cada intervenção, como se as palavras também pudessem ser cuspidas ao vento em ambiente html.
Que o são, afinal.
Em menos de um ano, uma eternidade em tempo blogado, vi-me privado do contacto com dezenas de pessoas ou apenas com os nicks que lhes vestiam personagens descartáveis, se calhar travestidas noutras designações em espaços que continuo a frequentar. Camaleões que não navegam na blogosfera, sobrevoam o seu Triângulo das Bermudas virtual onde se sabem desaparecidos por antecipação, sem rasto deixado sequer. De si ou dos outros que atraíram entretanto às suas experiências com as cobaias flutuantes em que nos tornamos, sempre que constatamos esse final abrupto de uma realidade que em certa medida constituiu uma traição à imortalidade almejada na posteridade de uma qualquer intervenção.
Na ficção assim desgravada como se amarrotam apontamentos de uma tertúlia para atearem o fogo numa lareira que lhes aqueça os dedos gelados de tanto teclarem em vão uma alma fantasma e um coração sempre frio.
Como se entregam ao vento as palavras e as memórias que ambicionamos levadas para outro lugar qualquer, mas na verdade acabam por se perceber perdidas na mais moderna dimensão do vazio.
Publicado por sharkinho às 12:34 PM | Comentários (10)
março 25, 2008
O PÚBLICO QUE BLOGA
O jornal O Público (online) acaba de abraçar um curioso vínculo com a comunidade bloguista (ou blogueira, ou blogger, como prefiram) como dá conta AQUI.
Para quem anda nisto há uns tempos, ainda estão relativamente frescas as memórias da desconfiança latente dos primórdios relativamente à reacção da Imprensa perante o surgimento e proliferação dos blogues.
Acusações de plágio, de desdém e, não raras vezes, de pura e simples omissão dos blogues enquanto fontes de peças publicadas constituiam a face visível de um certo desconforto instalado nas relações entre os media e a blogosfera.
Esta iniciativa d'O Público, agora que assenta o pó do boom bloguista e o rumo dos acontecimentos permite descortinar mais oportunidades do que ameaças de parte a parte, vem confirmar o amadurecimento da blogosfera (que se traduz na acentuada e visível segmentação dos espaços activos) e consequente ocupação do espaço que lhe está destinado, tal como representa o reconhecimento por parte de alguma Imprensa da óbvia utilidade dos blogues enquanto medidores do pulso de uma parte significativa da Opinião Pública.
Tomei conhecimento desta excelente notícia no blogue da Azoriana, onde podem encontrar outra impressão favorável a este passo histórico d'O Público no sentido de uma ligação tão pertinente quanto desejável.
Publicado por sharkinho às 10:47 AM | Comentários (3)
março 23, 2008
NOVA VERSÃO DO CHARCO ESTÁ PRESTES...
...A ser "oficialmente inaugurada" e até já tem publicada uma posta que não é possível ler aqui (pois ontem esta plataforma voltou a estar off durante várias horas, não me perguntem porquê...).
Nesta altura está a decorrer a migração do conteúdo aqui alojado e logo que esteja completo o processo poderão actualizar os linques e os feeds para não perderem o rasto deste meu trabalho.
As duas versões existirão em simultâneo durante algum tempo e sempre que uma delas falhar publicarei na outra.
E por isso mesmo vale a pena irem dando lá uma espreita.
Vão ver que nem estranham a mudança... ;-)
Publicado por sharkinho às 12:50 PM | Comentários (4)
março 17, 2008
E A FALTA QUE SE SENTE...
...Aqui na plataforma Weblog, da atitude simpática e da frequência de contacto da saudosa Cátia Pitrez?
As pessoas ainda fazem toda a diferença.
Publicado por sharkinho às 08:04 PM | Comentários (6)
março 07, 2008
AVALIEM MELHOR
Para quem quer ter acesso a uma versão alternativa, nua e crua, do que está em causa neste sururu docente em torno das avaliações, ESTE texto daquele que é nesta altura o meu blogueiro de referência é OBRIGATÓRIO.
E se gostarem tanto da prosa como eu, façam um favor ao vosso semelhante e linquem-no em profusão.
Publicado por sharkinho às 12:31 AM | Comentários (14)
março 06, 2008
A POSTA NA SIMPLES CONSTATAÇÃO (for my eyes only)
Sempre que o tempo, na sua infinita sabedoria, me concede a razão de que no passado aparentemente me privou confronto-me com uma vara de dois bicos. Sobretudo quando essa razão tem a ver com pessoas e a verdade dos factos confirma o acerto das minhas piores previsões.
Se, por um lado, o desvendar póstumo da minha “inocência” neste ou naquele conflito ou picardia me permite a reconciliação comigo próprio pelo devido enquadramento das minhas reacções, por outro lado sinto-me desconfortável com a constatação de que há mais pessoas de má índole do que desejaria.
Já por diversas vezes me invectivaram por desferir “ataques” sem alvo identificado nos desabafos a que (cada vez menos) me permito. Fui inclusivamente citado como cobarde nessa perspectiva.
E insisto nessa opção, arriscando as peles que me possam vestir, precisamente porque os meus ataques sem alvo definido possuem sempre destinatário/a concreto a quem a carapuça encaixa na perfeição e só esse/a se constitui o devido receptor.
Nessa medida, o apontar público de um dedo reservo-o para as situações em que a minha atitude hostil justifica esse tipo de identificação para que os bois sejam chamados pelos nomes e desmascarados na sua condição.
À pequena “sapatada” dou-lhe o estatuto de reacção privada que deve ter e apesar de publicar o recado não ofereço de bandeja a trica a mirones que dela se poderiam servir para o alimento de discussões e trocas azedas de palavras sem interesse algum.
Ao longo de mais de três anos desta actividade ainda não houve quem me provasse cobarde, canhestro ou gratuitamente hostil (nesta última, quando o fui apresentei as minhas desculpas a quem as devia e assumi a responsabilidade inerente pelos maus momentos que qualquer pessoa pode ter – ainda que não os reconheça).
Sou homem para assumir as minhas fraquezas e limitações como o sou para gabar os méritos que me assistam e por isso tanto podem encontrar aqui a face visível da bonomia que me caracteriza e prefiro cultivar como podem deparar-se com tudo aquilo que faz jus ao nick que escolhi e me cola a um bicho pouco dado a reacções cordatas.
O dark side que todos temos mas nem todos admitimos com a mesma descontracção…
Essa costela de tubarão leva-me, nos tais momentos menos bons, a virar o dente a quem nada fez para o justificar e por norma acarreta consequências como a ruptura definitiva, qualquer que seja o caminho que escolha para desfazer a merda que fiz. É o preço a pagar e confesso que começo a aceitá-lo como natural.
Porém, também me permite fincar a dentuça ou apenas reagir na proporção a quem me hostiliza sem motivo aparente. E apesar de ficar mal no boneco pela acutilância ou pelo despudor de quem não deve e nada tem a temer, muitas vezes esse instantâneo vem a revelar-se menos feio do que se afigura na altura. É a justiça feita ao retardador e que, quando alguém já vestiu a casaca do mau da fita, chega invariavelmente tarde demais.
É outro preço da impulsividade e da sua exposição em demasia.
E já deixei de perder o sono por isso.
Tudo isto para dizer que me sinto no direito de, no mínimo, me sentir reconfortado quando vejo um/a medíocre desmascarado/a pela mesma verdade que nos fez entrar em rota de colisão. Mesmo quando isso não acontece comigo enquanto protagonista mas pela acção de terceiros e respectiva repercussão no estalar do verniz, pois basta-me a certeza de que tinha razão quando assumi o tal lado negro como reacção instintiva e acabei por ver o assunto virado contra mim.
Hoje calhou ter acesso a uma dessas confirmações póstumas da razão que tentaram retirar-me com base apenas na reputação e não na lógica pura dos factos que me envolveram em má hora.
Não me sinto vencedor, nem mesmo capaz de me arvorar senhor de todas as certezas.
Mas confesso-me um nadinha mais confortável na minha pele.
Publicado por sharkinho às 12:20 PM
fevereiro 29, 2008
UM GAJO PERCEBE...
...Que está a lidar com a má vontade alheia quando em vez de os palermas comentarem os posts começam a desatinar a despropósito com os nossos comentários.
(Por outro lado, é bom sabermos que não lhes somos indiferentes. Aos palermas.)
Publicado por sharkinho às 12:34 PM | Comentários (20)
fevereiro 23, 2008
SE AINDA EXISTE FICÇÃO CIENTÍFICA EM PORTUGAL
Reconheço este nosso colega como um dos principais responsáveis pela sobrevivência do género no nosso país.
Publicado por sharkinho às 11:37 AM | Comentários (0)
fevereiro 20, 2008
FORA DO (B)LUGAR
Nem sempre me predisponho a oferecer aqui o melhor de mim, porquanto mesmo esta definição possa pecar por subjectiva e isso torne qualquer critério numa questão discutível.
Refugio algumas das prosas que mais me agradam em blogues ainda mais anónimos do que eu, isentos de contadores, de comentadores, de qualquer tipo de pressão.
E essa pressão existe, ainda que não a reconheçamos na fase do deslumbramento como na do desencanto que, o rodopio de aberturas e de fechos e de até jás a prová-lo, acaba por se instalar na maioria dos que blogam.
Cada um de nós bloga com motivações e objectivos que, embora possam coincidir neste ou naquele aspecto, variam de pessoa para pessoa. Até porque a blogosfera é uma realidade dinâmica, o fluir da sua existência virtual implica mutações na forma como a entendemos e como pretendemos vivê-la.
Tanto podem variar os propósitos como as necessidades que queremos preenchidas por este exercício que só na solidão e no silêncio (sem caixas de comentários, por exemplo) pode não interferir de forma intensa com quem a isto se entrega.
Da minha perspectiva acerca do que a blogosfera representa já dei conta por diversas vezes e se ocasionalmente volto ao assunto é precisamente por constatar as diferenças mais ou menos subtis, em mim e nos outros, que resultam da passagem do tempo (um tempo desfasado do que medimos na dimensão analógica, mais acelerado ou coisa que o valha) investido desta forma.
Existe uma maturidade específica associada à nossa vivência blogueira e que se traduz na alteração de ritmos, de registos, de percepções e mesmo de reacções perante a componente interactiva, os nicks e as pessoas entre si, ao longo do caminho que cada um de nós percorre aqui.
À evolução da nossa forma de blogar estão associados diversos factores que se estendem num espectro tão amplo que consegue albergar desde a interacção pessoal e respectivos efeitos no entusiasmo da estreia (a coisa amorna) à simples constatação dos factos que os números comprovam. E aqui já encaixam duas formas da pressão a que aludo e que em muito condiciona o nosso impulso blogueiro, ainda que experimentadas no contexto individual em função das expectativas criadas e do grau de satisfação que conseguimos extrair no saldo final.
Entrei na blogosfera no início de 2004 na pele de comentador e abri o primeiro blogue nesse mesmo Verão. E quando releio as minhas postas e respectivas caixas desses dias consigo evocar o chorrilho de emoções associadas, as ambições desmedidas ou o prazer simples que constituía o acto de escrever para depois oferecer as palavras ao mundo por uma janela entreaberta que arejava as ideias e, em simultâneo, me alimentava o ego com as pequenas glórias, as aparentes vitórias que conseguimos a custo definir enquanto parcos (parvos?) sustentos para enfrentar a despesa de cada dia a seguir.
E agora, mais de três anos depois, sinto-me compelido a avaliar o tempo medido sob esta bitola e a tentar perceber o que mudou e em que medida terá mudado para melhor, justificando a insistência.
A blogosfera sofreu importantes alterações e já pouco tem a ver com a “minha” tal como a experimentei nos primórdios. Isso nota-se, por exemplo, na obsolescência que detecto neste espaço arredado de termos agora correntes como web 2.0, RSS ou mesmo You Tube. Coisas triviais para os blogues dot.com ou mesmo para qualquer um dos mais recentes no panorama.
Como se nota na conversão dos apregoados “mega-encontros” de bloggers (que raramente envolviam mais do que umas escassas dezenas de pessoas) em reuniões informais de pequenos núcleos ou “capelinhas” numa mesa de jantar. Ou na diminuição drástica do número de comentários, neste como noutros espaços.
Ou ainda no fim da ilusão de uma igualdade de circunstâncias entre os “sobredotados” anónimos e as figuras públicas que assumem, como lá fora, o protagonismo que a catapulta mediática lhes confere e o apetite das “audiências” acaba por privilegiar.
Preciso de interpretar os sinais de alerta tão óbvios como a necessidade súbita de publicar “às escondidas” para me preservar de coisas que instintivamente sinto nocivas, castrantes da criatividade que preciso libertar aqui. Limitadoras da liberdade que sinto condicionada por coisas que não fazem, devidamente equacionadas, sentido algum.
A blogosfera está a mudar e nós, que a fazemos, estamos a mudar também. E eu sinto a necessidade de diagnosticar essa mudança, de lhe entender os contornos e perceber, por exemplo, se ainda faz sentido a minha presença à luz dessa evolução que nem todos queremos ou sabemos acompanhar.
E por isso podem contar com mais estuchas deste género nos próximos tempos. Talvez o golpe de misericórdia na vossa paciência que se reflecte na tendência inexorável de debandada que os números, implacáveis, não me permitem ignorar.
Talvez esteja na hora de parar aqui. Ou pelo menos, garantidamente, de acertar umas quantas agulhas.
Publicado por sharkinho às 12:13 PM | Comentários (5)
fevereiro 17, 2008
THE CHAIN GANG
E porque amo a liberdade vou quebrar mais duas correntes não me deixando arrastar pela enxurrada proposta pelo Hugo, do Cama de Solteiro (quando é que te "acorrentas", pá?).
Não podia, no entanto, deixar de fazer menção a esta distinção. É que no meio de tantos blogues sensacionais, não deixa de ser espantoso alguém se lembrar deste para qualquer tipo de nomeação...
Publicado por sharkinho às 11:27 AM | Comentários (2)
fevereiro 15, 2008
DEBATE LATINO
A quem interessar o tema das caricaturas a Maomé recomendo vivamente este momento Aspirina.
Publicado por sharkinho às 04:58 PM | Comentários (5)
É IMPOSSÍVEL DESCARTAR...
Uma desconfortável sensação de perda.
Publicado por sharkinho às 11:21 AM | Comentários (0)
fevereiro 13, 2008
DEIXA-ME APROVEITAR...
...Que o Weblog anda outra vez em regime de intermitência.
É só para vos recordar que quando não consigo publicar no charco (e isso nota-se nos intervalos superiores a 24 horas sem postas frescas) recorro à Casa de Alterne para botar faladura.
E entretanto continuo a publicar nesse espaço alternativo algumas fotos e imagens que só lá poderão apreciar, caso sejam visitantes menos interessados no que tenho para dizer e mais no que tenho para mostrar.
Aproveito para vos desejar um dia sensacional.
Publicado por sharkinho às 11:38 AM | Comentários (11)
fevereiro 06, 2008
MAL NÃO FAZ...
Ler esta opinião de um colega.
Publicado por sharkinho às 06:48 PM | Comentários (4)
A POSTA EM VÃO
É recorrente da minha parte afirmá-lo e jamais tentarei descartar as minhas culpas nesse cartório, mas boa parte do abrandamento nas caixas e na visitação e da notória diminuição do interesse de alguns blogues feitos por gente capaz derivam da irreprimível tendência para falarmos DOS outros e não PARA os outros.
Volto ao assunto (já tão remoído e mastigado) porque descobri dois blogues recentes, excepcionais no que respeita à qualidade da escrita e com indicadores claros de inteligência e formação superior por parte dos/as respectivos/as autores/as, ambos já pautados pela tal tendência foleira que denuncio.
Essa tendência consiste no impulso para os juízos de valor acerca dos outros, sejam quem forem – eu próprio se me quiserem vestir essas peles, apreciações depreciativas da personalidade e/ou da forma de estar na vida que transparece daquilo que damos de nós.
É injusta sob qualquer prisma, essa postura fácil de quem dispara às cegas sobre aquilo a que tem acesso sem possuir de forma alguma os elementos necessários para tais conclusões.
E ainda menos com algum tipo de legitimidade para se alcandorarem com tal desplante num pedestal que, bem vistas as coisas, muitas vezes acaba por se revelar feito de papelão.
É que a blogosfera não concede perdão a quem envereda pela crítica com ar superior excepto aos casos raríssimos de quem nunca dá os flancos. E quem consegue tal prodígio só pode ser muito frio e racional ou um arquétipo da perfeição.
Eu não acredito nesta utopia e cada vez menos encaro com bons olhos estas poses de seres superiores que se sentem no direito de escarnecer, de minimizar, de forçar uma elevação artificial com base na comparação inevitável. Quando colocamos os outros num patamar inferior é lógico pressupor que nos instalamos acima, equilibrados de forma precária na subjectiva apreciação do que julgamos valer a mais na dita comparação.
Talvez nem o direito de cada um a uma reacção proporcional às atoardas de outros o legitime.
Insisto que não reclamo para mim qualquer espécie de isenção ou de inocência neste aspecto e a armadilha que a blogosfera constitui (quando temos a decência de, por exemplo, não apagarmos pura e simplesmente os posts ou comentários que nos podem macular o “boneco”) é conservar por escrito a flutuação das nossas posições e que facilmente nos etiquetam de inconsistentes, incongruentes ou simplesmente aldrabões.
Eu não sou, nem quero ser, um membro desse clã de semideuses capazes de esgrimirem o seu talento como armas de arremesso aos que sentem como inferiores ou apenas lhes caem mal por alguma razão que, de resto, nem sempre se prende com mais do que uma simples embirração própria ou solidária.
Não é esse de todo o objectivo desta posta, tal como não pretendo assumir o mesmo papel que critico nesta ocasião.
Pretendo apenas desabafar o meu desconforto perante o que sinto como uma perda.
A perda de mais duas opções (pouco interessa quais, neste contexto) que certamente me serviriam se não me oferecessem mais do mesmo que pretendo, cada vez com maior determinação, exorcizar da minha atitude blogueira e do tempo que dedico a esta actividade que sinto menos hostil e ingrata mas mais descaradamente arrogante.
E, na esmagadora maioria, mais distante e preguiçosa.
Sem sombra de dúvidas, injustificadamente vaidosa.
Publicado por sharkinho às 12:16 PM | Comentários (7)
janeiro 30, 2008
TOO MANY CONNECTIONS
Impediram-me de postar mais cedo.
Que bom para uma plataforma, chegar ao ponto de ter conexões a mais...
Publicado por sharkinho às 10:16 AM | Comentários (2)
janeiro 23, 2008
ELE HÁ COISAS DO...
...Caraças.
O blogue que actualmente mais me prende a atenção e, espantoso, que consegue estar cada vez melhor à luz da minha (cada vez mais) apertada bitola é o mesmo que nem assim há tanto tempo considerou este um dos piores blogues do ano (uma experiência deveras traumatizante, um horror...).
Aquilo é mesmo uma ganda malha e faz-me recordar os bons tempos do Afixe, para melhor. Aspirina B, de seu nome.
O melhor de 2007, no meu modesto entender.
Publicado por sharkinho às 06:09 PM | Comentários (12)
janeiro 21, 2008
3062
Postas. Contando com esta. Só nesta versão do charco.
Veterania presume tarimba.
Publicado por sharkinho às 11:18 PM | Comentários (0)
FICO EUFÓRICO
Sempre que encontro num blogue alheio trabalhos tão bons que me estimulam a tentar fazer melhor no meu.
Não pela inveja de quem faz bem, mas pelo brio de tentar estar à altura.
Publicado por sharkinho às 02:23 PM | Comentários (4)
janeiro 13, 2008
A POSTA NOS ATIRADORES FURTIVOS
É tão impossível agradar a gregos e a troianos como o é apreciar a totalidade dos blogues e das pessoas que se expõem ao nosso crivo pessoal.
Às vezes são coisas de nada, pequenas, as que nos tornam intragáveis aos olhos dos outros ou os transformam em sapos aos nossos.
Seja como for, os que estão são os que fazem, os que arriscam a dispensável mas inevitável cobardia anónima daqueles que apenas observam até surgir uma oportunidade de deixar umas palavras azedas no espaço de liberdade que alguém lhes ofereceu de bandeja.
E esta gentinha, agora menos activa, constitui aos meus olhos a mais maligna erva daninha que envenena este meio de comunicação.
Quero com isto dizer que não existe nada que mais me repugne dos que os “penetras” que aparecem do nada, anónimos, só para lançarem a confusão ou mandarem os bitaites que no resto do tempo não se mostram capazes de produzir.
No resto do tempo e na cara de quem insultam ou acusam ou difamam ou outra forma de terrorismo verbal que se justifica na expressão com a cobardia implícita em “deixar a bomba” e dar de frosques sem ligar às consequências.
Mas nem aqui, nesta aproximação a um conceito tão tenebroso conseguem fazer boa figura por comparação. Porque a cobardia dos terroristas genuínos tem por detrás pelo menos um mote que pintam como uma causa e à dos pára-quedistas cinzentões da blogosfera nem isso a sustenta.
Gente incapaz de abraçar o desafio de publicar com regularidade coisas de jeito, algo de seu, submetendo-se a todo o tipo de críticas, de desrespeito e de enxovalhos em troca. Gente mesquinha, sempre a farejar em silêncio a vida dos outros, o trabalho dos outros, aquilo que não é seu para poderem intervir quando lhes dá na mona, para fazerem boa figura…
É esse o tipo de gente que menos falta nos faz, essa elite de monos que funcionam como papagaios intermitentes e às vezes ainda recebem em troca os mimos de aduladoras e de aduladores ceguinhos pelas emoções ou por outro tipo de dependências.
Vagueiam como fantasmas pela blogosfera, esses mestres do oportunismo que só servem para armar putedo e assim estragarem o brinquedo que nunca serão capazes de criar ou manter. Sempre na sombra, onde ninguém se expõe e nada tem a perder. Subversivos, mal intencionados e sem a humildade necessária para arriscarem algo feito por si que não as intervenções malcriadas, arrogantes, de quem não faz por estar entretido em busca do pior que os outros são capazes de fazer. São anónimos, são cobardes, são sinónimos de comportamentos manhosos, viscosos, de atitudes que lhes ilustram a cegueira perante a capacidade dos outros e a surdez aos argumentos que os pudessem dissuadir de tal postura. Porque são de fora.
Curiosamente, alguma malta gasta mais latim a apontar o dedo aos de dentro, pegando por uma merdinha qualquer, e parece tolerar melhor a espécie abjecta a que faço alusão.
Mas lá está, gostos não se discutem. Sobretudo os de quem não se predispõe a dar ouvidos a qualquer tipo de razão.
Publicado por sharkinho às 10:00 PM | Comentários (5)
janeiro 09, 2008
SECOND LIFE ÀS MOSCAS
De acordo com alguns estudiosos do fenómeno, a presença de avatares naquele espaço virtual não atinge os 10% do total de utilizadores registados, o que prenuncia o fim ou, no mínimo, uma profunda mudança nos hábitos da "bonecada" que reproduzia pessoas.
Há quem afirme que a agressividade comercial e a reprodução das rotinas da outra (life) são os factores que mais afastam os frequentadores deste mundo alternativo em ambiente Playstation, embora se desconheçam estudos nesse particular.
Depois do notório êxodo de colegas da blogosfera para aquela promissora catapulta para a celebridade, é de esperar o regresso ao activo (digno desse nome) de alguns desencantados bonicks (nicks com boneco associado).
Publicado por sharkinho às 08:07 PM | Comentários (0)
HIPERLIGAÇÕES
Encontrei no blogue da Mar um linque para a opinião da Vieira e fiquei a saber que a Emiéle também gostou como eu deste texto da Hipatia.
Publicado por sharkinho às 02:53 PM | Comentários (6)
dezembro 30, 2007
A DIFERENÇA NA PLATAFORMA (Ou Do Comer por Tabela)
Um dos escassos indicadores que permitem a quem bloga e liga às "audiências" perceber as tendências de subida e descida na visitação do seu espaço, eu já assumi que dou atenção a esses pormenores, é o Blogómetro.
Trata-se de uma tabela na qual podem inscrever-se de forma voluntária todos quantos tenham instalado no seu blogue um contador Sitemeter.
Se tudo correr normalmente, e dado que o critério de medição é uniforme, podemos em simultâneo tomar nota da média diária das visitas (saber se sobe ou desce em determinado período) e do posicionamento relativo por comparação com outros espaços da referida listagem.
Ou seja, a tal média diária transporta-nos para determinada posição na tabela e aí podemos perceber se estamos a conquistar ou a perder assistência da nossa produção nesta cena.
Faz parte da forma de blogar que quem não liga nada a essas coisas despreza, isto de um gajo se ralar com o facto de o seu trabalho cativar ou não as outras pessoas. Mas colocando de lado o nojo natural de quem de facto não liga a essas coisas ou prefere nem saber, os que sobram (os que reparam na estatística) gostam de estar dependentes apenas da sua capacidade de seduzir quem visita e não do funcionamento do sistema.
É que se o nosso sistema é manco e produz falhas cíclicas pode provocar fenómenos de adulteração da tal média diária das visitas, obrigando todos os blogues alojados no dito a fazerem má figura perante os que tiveram nos seus blogues um dia normal.
Assim se explica que na tabela que vos linco acima existam em 100 apenas quatro blogues activos do Weblog.
E um desses quatro está quase a sair da tabela e, por coincidência, hoje teve o seu dia mais fraco desde que foi instalado o respectivo contador...
Publicado por sharkinho às 11:01 PM | Comentários (4)
dezembro 28, 2007
TALIBANZAI
É o título do post que acabo de publicar no Registo Provisório.
A sala de leitura fica AQUI.
Publicado por sharkinho às 11:49 AM | Comentários (0)
dezembro 22, 2007
AGRADEÇO
A cada uma das catorze pessoas que votaram no meu post candidato ao prémio de €1000, garantindo-me assim um honroso terceiro lugar no certame.
Ganhamos prá próxima...
Publicado por sharkinho às 10:20 PM | Comentários (3)
dezembro 20, 2007
CABRA DE SERVIÇO
Tem sentido de humor, é mordaz, escreve bem, publica com regularidade, responde aos comentários que lhe deixam, o blogue é agradável à vista e os seus posts não são uma seca.
Não é preciso mais para justificar uma visita a um espaço que ainda por cima tem um nome à maneira, pois não?
Publicado por sharkinho às 10:35 AM | Comentários (9)
dezembro 12, 2007
O SEXO ANAL
Continua a ser o líder incontestado nas expressões que conduzem a malta até aqui a partir dos motores de busca.
E a sério que me custa não ter maneira de oferecer algo daquilo que procuram dessa forma.
Imagens não dá porque não tenho bolinha no canto e mesmo assim às vezes já é o que é. Explicações também não me parece que sirvam de grande coisa (e a pessoa do blogue que percebe do assunto nunca está disponível). Então faço o quê para servir essa importante fatia do meu mercado blogueiro?
(A pergunta é meramente retórica. Tou só a conversar com os meus botões. Com as minhas teclas.)
Publicado por sharkinho às 06:41 PM | Comentários (12)
PORQUE SERÁ?
Contra muitos dos meus pressupostos, de cada vez que me afasto da blogosfera e percorro os sites que entretanto vão surgindo a internet no seu todo parece-me sempre mais interessante e apelativa.
Publicado por sharkinho às 06:30 PM | Comentários (5)
DON'T CLICK IT
Depois de o fazerem AQUI.
Preparem uns minutos para gastar na boa, se a língua inglesa não vos atrapalha. Acreditem que vale a pena, pela diferença.
Publicado por sharkinho às 02:41 PM | Comentários (0)
dezembro 10, 2007
TUBARÃO ESQUALO
A brincar, a brincar, o conglomerado blogueiro do Paulo Querido já reúne alguns dos melhores blogues do país, depois das mais recentes aquisições de peso para o Tubarão Esquilo.
E nos mentideros da blogosfera há quem afirme que a coisa não fica por aqui, com a bolsa de apostas a tender para a MORELização próxima da equipa.
Os mais ousados chegam a palpitar um retorno em força de uma sociedade bloguista que, em termos da realidade virtual lusa, pode equiparar-se na relevância "blogomediática" ao regresso analógico das Spice Girls...
Publicado por sharkinho às 09:25 AM | Comentários (2)
dezembro 06, 2007
O BLOGGER VOLTOU A FALAR INGLÊS
Pelo menos nos bastidores da Casa de Alterne, onde os posts já se chamavam mensagens de blogue e tudo...
Publicado por sharkinho às 04:07 PM | Comentários (2)
dezembro 04, 2007
EU E O JOSÉ CARLOS ARY DOS SANTOS?
É uma associação só possível de encontrar na minha admiração pelo poeta.
Ou no Imagens e Poemas...
:-)
Publicado por sharkinho às 09:32 AM | Comentários (4)
A TELEPATIA VIRTUAL
Acontece quando o teor de um desabafo telefónico com alguém se converte num post irónico de outrém pouco tempo depois.
Publicado por sharkinho às 08:57 AM | Comentários (0)
dezembro 02, 2007
OS GAJOS PERCEBEM DISTO...
Publicado por sharkinho às 02:56 PM | Comentários (2)
dezembro 01, 2007
AS CAIXAS DE COMENTÁRIOS
São uma armadilha para os/as farsantes.
Por acreditarem que ninguém lhes topa a incoerência que cedo ou tarde desmascaram, convictos/as da impunidade das suas atoardas.
E por presumirem que os comentários públicos são como envelopes fechados que se deixam em segredo num blogue recôndito qualquer. Ou uma boca mandada nas costas (virtuais) de alguém.
Mas o mundo da blogosfera é muito mais pequeno do que julgamos.
E só para as pessoas genuínas isso poderá nunca constituir uma preocupação.
Publicado por sharkinho às 12:36 AM | Comentários (8)
novembro 28, 2007
A VIDA CUSTA A TODOS
E isto da blogosfera, se tempo é dinheiro, não sai tão barato como se possa julgar a quem ganha a vida num ofício como o meu.
Por outro lado, é óbvio que existem melhoramentos que gostaria de introduzir no charco e só não acontecem porque eu não sei fazê-los e não consigo convencer-me a pagar do meu bolso a quem o saiba.
Este intróito serve para vos explicar o porquê de eu alinhar numa iniciativa, um concurso, que visa premiar o post que entendemos ter sido o melhor que publicámos (de acordo com um critério que cada um define à sua maneira).
E as regras do dito concurso implica que o post ganhador é definido pelo número de comentários que receber no site onde poderá ou não ser submetido a essa "votação" que ao mais comentado trará um prémio de aproximadamente €1000.
No meu caso concreto, e felizmente, o valor do prémio pode ser encaminhado na totalidade para a minha presença virtual e assim o farei. Seja sob que forma for (encontros de bloggers, concursos do charco, aplicações no blogue capazes de o tornarem mais apelativo e funcional).
Ou seja, ao votarem no post que hoje (re)publicarei no âmbito do referido concurso estarão a contribuir para as "obras" numa casa que gostam de frequentar.
E no meu entender, pelo andar da carruagem a blogosfera só sobreviverá como a conhecemos se participarmos e com isso dermos alento a quem se mete nestas coisas de que "ninguém gosta" mas dão jeito a quem toca.
Nesse sentido, convido-vos a considerarem a hipótese da vossa participação.
Mal não faz...
Publicado por sharkinho às 10:12 AM | Comentários (13)
novembro 27, 2007
CONTRA A CORRENTE
Embora pareça, não me esqueci que estou a acumular "dívidas" relativamente aos prémios/correntes que ainda há quem me considere digno de receber.
Assim de repente ocorrem-me um ao Pleasuredome II, um ao Sem Pénis Nem Inveja (este saiu repetido, ainda reagi à primeira nomeação) e agora somo-lhe um do Criancices.
E eu sei que é criancice minha fazer a apologia do fim destes prémios acorrentados quando o que está em causa (e não podem acusar-me de não ser sincero) é, logo à partida, a dificuldade de passar o testemunho numa fase pouco "cosmopolita" em que não me restam alternativas suficientes para não passar a vida a repetir nomeações (a entalar sempre os mesmos).
Isso bastaria para eu pouco mais poder do que acusar o toque mas jogar na retranca.
É o que estou a fazer, num mea culpa que me possa angariar o vosso perdão pela aparente indelicadeza.
Que nunca a quereria interpretada dessa forma.
Publicado por sharkinho às 11:15 PM | Comentários (0)
E QUANTOS POR ARRASTO?
Desde o dia 4 de Julho que a malta do Weblog não arranja nada de novo para dizer no seu blogue.
E tirando o facto de o funcionamento da plataforma ter estabilizado (o mínimo que se pode exigir a quem a mantém), os meses passam sem que problemas antigos como a irregularidade das tabelas públicas sejam resolvidos.
E, pior ainda, sem que os responsáveis por esta estrutura se sintam obrigados a mostrar serviço com melhoramentos, promessas ou qualquer espécie de sinal em contrário ao que soa, visto de fora - que é onde esta versão AEIOU coloca os que (ainda) constituem a sua comunidade bloguista - um deixa andar que se prova tristemente eficaz.
Mais um dos maiores acaba de anunciar a partida.
Publicado por sharkinho às 10:24 PM | Comentários (0)
PARA UM BLOGUE FAZER SENTIDO
Deve usar-se ASSIM.
Publicado por sharkinho às 05:38 PM | Comentários (2)
novembro 26, 2007
E EIS O VERDADEIRO MILAGRE...
Publicado por sharkinho às 09:30 PM | Comentários (3)
RELAÇÃO CAUSA-EFEITO?
Um gajo produz à brava...

...E a malta reage em conformidade?

Publicado por sharkinho às 11:05 AM | Comentários (4)
CREATE NEW ENTRY
Gosto desta expressão com que me deparo de cada vez que venho aqui publicar um post.
Create fala por si. Um acto de criação é daqueles pormenores que nos fazem sentir mais realizados um nadinha.
New. A palavra novo é quase sempre sinónimo de mudança, tem um cunho agradável que lhe associo.
Entry. Entrada, para lá das inevitáveis conotações libidinosas de uma mente como a minha, faz-me lembrar o quanto entendo os (bons) livros como pequenas portas para universos paralelos. E uma porta serve para a entrada como para a saída, a way out para uma nova dimensão depois de conhecida ou experimentada a anterior.
Hoje é segunda-feira e eu gostava de criar novas entradas à maneira, que influenciassem de forma positiva, nem que fosse um bocadinho, o início da semana de cada um/a de vós que lê esta new entry acabadinha de abrir.
Publicado por sharkinho às 10:23 AM | Comentários (12)
novembro 21, 2007
EU GOSTO DE EFEMÉRIDES
Embora comemore apenas uma meia-dúzia.
E hoje até estou na véspera de uma que quero celebrar, pelo que me ocorreu que algures fui excluído do circuito das efemérides blogueiras (há quem consiga manter blogues praticamente à conta dos posts de parabéns) ao ponto de me ter esquecido de assinalar os três anos de presença do Charquinho na comunidade do Weblog (já tinha passado pelo Blogger uns meses antes), completos no passado dia 10 deste mês.
E não escrevo, de todo, esta posta em busca de parabéns atrasados. Até porque a escala de importância em que encaixo as efemérides reflecte-se na diferença entre ignorar o triénio de uma treta que tem consumido muito do que tenho para dar e, por outro lado, a relevância atribuída a uma outra efeméride que irei assinalar pela primeira vez no meu calendário de dias especiais.
É assim que me tranquilizo relativamente ao facto de ainda dar prioridade às pessoas, aos outros que fazem acontecer as minhas emoções, e não aos seus blogues e versões 2.0 (nicks e outros adereços) que cada um de nós lhes associa.
Três anos de Weblog ensinaram-me a tolerância para com as malapatas de qualquer plataforma e deram-me a conhecer a intolerância generalizada para com as debilidades de qualquer pessoa, uma vez expostas ao apetite de criaturas vorazes no escarafunchar de feridas e no descartar leviano dos laços virtuais que conseguem criar a partir da simpatia e calor das suas versões "melhoradas".
Três anos de mim estão distribuídos por este conjunto de reacções e de raciocínios e de simples exercícios de escrita que tenho mantido de forma tão regular que se aproxima a passos largos a minha posta 3000 neste charco. Não são três anos a publicar quando calha, são quase mil postas por cada ano de actividade. E isso acrescenta à minha dimensão blogueira (ou bloguista ou o que mais agradar a quem usa este tipo de pintelhice para destilar o seu desdém) os grisalhos que também na vida analógica me marcam a veterania.
O tempo partilhado na blogosfera parece maior do que o real. Um ano deve corresponder a uns seis lá fora em termos de percepção da sua passagem e de efeitos produzidos entre quem bloga.
Nesse contexto, o Charquinho em Weblog atingiu a maioridade e isso bate certo com o processo de maturação da blogosfera lusitana agora que já passaram os dias ingénuos dos jinhos e das jokas e dos smiles a toda a hora.
A malta cresceu muito depressa neste mundo aparte.
E quando percorro o registo dos meus primeiros dias nesta comunidade em visível debandada percebo o quanto em três anos a minha forma de blogar amadureceu, conturbada.
Até nisso o meu blogue e fiel amigo acaba por ser um espelho do dono.
Publicado por sharkinho às 09:48 AM | Comentários (39)
novembro 18, 2007
O LADO SÉRIO DOS BLOGUES
Raramente levamos a sério as tentativas dos poderes para silenciarem as vozes incomodativas e dissonantes.
Quando isso começa a verificar-se no domínio dos blogues, Portugal já deixou de constituir excepção, a indiferença mantém-se perante os indicadores legislativos, os casos mediáticos como o Do Portugal Profundo e a reacção combinada de alguma Imprensa com a de alguns poderes na desacreditação do fenómeno que construímos dia a dia.
Ainda reina a euforia da liberdade soberana na blogosfera da casa, cada vez mais monitorizada em busca de casos exemplares para intimidarem os mais afoitos com o papão das apreensões e dos processos judiciais que quase os equiparam aos pedófilos e promotores de pornografia infantil que deveriam, esses sim, merecer a concentração total dos meios ao dispor para o efeito.
Contudo, e como podemos constatar pelos exemplos que nos chegam de fora, de países onde a Democracia é amordaçada (a China e outros) ou a Liberdade de Expressão é entendida como uma ameaça para os cidadãos (a Itália, como a sua intenção legislativa confirma), essa euforia deriva apenas do facto de a esmagadora maioria dos blogues portugueses em nada interferirem com qualquer poder pela irrelevância dos respectivos conteúdos.
Power to the people
A mais recente exibição do poder que a comunidade bloguista adquire quando a Liberdade e a Democracia são cerceadas por um regime ditatorial veio do Paquistão, como neste post se descreve, onde depois de silenciados os media coube aos cidadãos que blogam a tarefa de contar as verdades que o seu governo pretendia omitidas.
E são estes exemplos que me recordam a importância que este meio ao nosso alcance pode assumir se o soubermos manter fora do alcance de quem já controla, de uma forma ou de outra, quase todos os meios de comunicação.
É dispensável uma teoria da conspiração quando todos sabemos por experiência nacional até onde pode chegar a repressão da verdade quando os diversos poderes se unem para imporem uma visão unilateral da construção de um país.
O associativismo que se impõe
Tomamos por dados adquiridos quaisquer direitos de que podemos usufruir até ao dia em que lhes sentimos a falta. Por isso é aplicada aos blogues a mesma premissa leviana, presumindo a eternidade da sua liberdade intrínseca e sem cuidar de mecanismos de protecção colectivos que, num futuro mais ou menos imediato, podem revelar-se indispensáveis para a defesa dos valores que a blogosfera, na prática, representa.
O poder a sério, o do dinheiro, não está a lucrar grande coisa com esta proliferação de vozes potencialmente incómodas para os seus interesses que tanta vez se fazem sentir encapotados sob uma decisão política e traduzidos num camartelo legislativo com base num pretexto que até pode ser forjado (como no passado de várias democracias já aconteceu).
A melhor defesa é o ataque?
Ataquemos então o mal pela raiz, seguindo a mais elementar e comprovadamente eficaz das estratégias: a união que faz a força, de mãos dadas com a prioridade individual aos conteúdos (sobretudo os informativos) de credibilidade incontestável.
E se na questão da credibilidade as coisas podem depender do critério e do rigor de quem publica, quando o número de um colectivo organizado traduz uma fatia generosa da Opinião Pública não há poder em Democracia que nos vergue.
Nem desacreditação que nos atinja.
Publicado por sharkinho às 07:51 PM | Comentários (2)
UM BLOGUE COM QUASE UM MILHÃO E MEIO DE VISITAS POR DIA?
É por estas e por outras que cada vez mais entendo o meu devido lugar na vastidão de (qualquer) universo...
Publicado por sharkinho às 06:23 PM | Comentários (0)
NAS FRONTEIRAS PRESENTES DAS ASNEIRAS DO PASSADO EUROPEU
É esse o título da minha crónica de hoje no Registo Provisório.
Um texto para quem gosta de ver telejornais, excelente para combater as insónias.
Publicado por sharkinho às 02:56 PM | Comentários (2)
novembro 15, 2007
O PEDRO ROLO DUARTE
Abriu um blogue novo.
Nem sempre atino com as opiniões dele. Mas gosto da forma como as defende, mesmo as mais estapafúrdias, com enorme convicção.
Não é um básico. E nessa matéria a blogosfera anda parca de opções.
Publicado por sharkinho às 10:38 PM | Comentários (0)
novembro 08, 2007
DE FONTE SEGURA?
É o título da estucha que hoje publiquei no Registo Provisório.
Para vos poupar a uma deslocação maçadora para levarem com um lençol, adianto já que o tema é o Jornalismo e eu escrevi a cena sob a influência de um péssimo humor.
Publicado por sharkinho às 12:52 PM | Comentários (6)
novembro 07, 2007
SÓ PARA OS MAIS PRÓXIMOS
Estreei-me há pouco tempo na pele de frequentador de um blogue limitado a visitas por convite e estou a gostar da experiência.
Um blogue, como dizes, sentimo-lo mesmo como uma casa.
E deve saber muito bem poder de vez em quando não atender as chamadas anónimas e usufruir do direito a fechar as cortinas aos olhares indiscretos sempre que nos dá na mona.
Publicado por sharkinho às 12:42 PM | Comentários (0)
novembro 02, 2007
PRIORIDADES BLOGUEIRAS
De cada vez que dou uma vista de olhos pelo histórico da minha visitação, pois a cena dos linques e dos favoritos nem sempre corresponde à realidade dos nossos passos virtuais, constato o equilíbrio entre o número de visitas a espaços de pessoas de quem gosto (e que julgo gostarem de mim) e a ambientes potencialmente hostis (os de pessoas de quem não gosto ou com quem me incompatibilizei por esta ou aquela razão).
E chego sempre à mesma conclusão: a qualidade do que fazem, do que blogam os que me desgostam, prevalece sempre sobre o cunho "sentimental" que me leva a lincar ou a "favoritar" este ou aquele blogue. Ou seja, a escolha por impulso, instintiva, leva-me a procurar os trabalhos de quem hostilizo ou me é hostil (se forem bons no que publicam) com a mesma preponderância da opção pelos espaços amigos (onde nem sempre encontramos algo que nos interesse, despida a pele da proximidade relativa a este ou áquela).
Por tudo isto, por vezes cometo a "traição" de lamentar ou temer mais a perda de um blogue bem construído por pessoas que me desagradam do que a de espaços de gente por quem nutro estima mas não reconheço talento ou iniciativa ou uma data de coisas que compõem aquilo de que para mim se faz a melhor blogosfera.
A minha primeira reacção perante estes factos é confirmar-me emocionalmente disfuncional.
A segunda é borrifar-me para os considerandos e investir o meu tempo onde e com quem me der na mona, ciente do quanto a racionalidade e a emoção raramente se compatibilizam.
Traição a sério é privar-me da qualidade em função da compatibilidade, nesse enorme absurdo de não distinguir o talento de um/a autor/a da sua inépcia para lidar com as outras pessoas.
E essa é uma verdade que me veste como uma luva...
Publicado por sharkinho às 01:03 PM | Comentários (5)
outubro 29, 2007
FIND GIBEL
Encontrei a referência (mais uma vez, certamente que sim!) no blogue do Paulo e estou muito vaidoso (isto é em tom irónico, nada de más interpretações) porque fiquei a saber em simultâneo que o Afixe passou a ser uma multinacional e que o meu ex-colega Gibel é agora uma estrela de primeiro plano na Internet worldwide!
Fico a saber que o Gibel está na DealTime, que deu nome ao Shopping.com, que existem referências enciclopédicas a seu respeito (fez-se justiça), que foi feita uma colectânea dos melhores sites acerca do Gibel e, finalmente, que andam à procura do Gibel por esse mundo virtual fora!
Para quem não conheceu o Afixe, um blogue colectivo que hoje seria o melhor blogue português se não tivesse acabado à bruta e porque entretanto livraram-se da minha influência perniciosa, o nick Gibel pouco dirá mas digo-vos eu que por detrás deste nome agora famoso por portas e travessas que o Paulo explicará melhor está um gajo muito porreiro e que de vez em quando se saía com grandes malhas de prosa.
Continuem a deixar os vossos blogues à mercê dos abutres e depois não estranhem um dia darem com ele na figurinha do Afixe ou, sei lá, da minha primeira Casa de Alterne…
(Já me esquecia: na Casa de Alterne, a verdadeira, tenho andado a publicar umas imagens que não repetirei aqui. Para quem ainda não sabia fica a indicação.)
Publicado por sharkinho às 10:56 AM | Comentários (8)
DESALENTO OU PREGUIÇA?
Detesto constatar que cada vez mais colegas da "minha" geração blogueira entram na onda banzai e esventram de visitas os seus blogues com intermitências constantes e/ou demasiado prolongadas.
Sou do tempo (o tempo é um conceito diferente neste mundo) em que a blogosfera se fazia de entusiastas, de um blogger-boom recheado com gente capaz de mudar o mundo em ambiente blogspot e agora assisto a uma desmotivação quase tão deprimente como a que aconteceu aos protagonistas do movimento hippie.
De repente dá a ideia de que a coisa se esvaziou de sentido por algum motivo que me escapa e todos os argumentos que nos fizeram embarcar nisto sumiram dos discursos da maioria. E eu não consigo entender porquê, mesmo na pele de um desastrado social que tanta reacção hostil e deserção absoluta e definitiva suscitou à maioria da malta (nessa altura) mais próxima.
Vejo-os rumarem para os desenhos animados, uma parte, para os híbridos dotecom, uma minoria, ou apenas para o silêncio desistente de putos para quem o brinquedo deixou de ter piada, a maioria.
Entristece-me esta tendência que prenuncia, pelo menos, o fim de um sub-género da blogosfera portuga a que o charco pertence e cujas estatísticas denunciam na queda. Vejo a blogosfera entregue aos blogues temáticos e nem os mais bem humorados sobrevivem à sangria que tem afectado sobretudo a vaga que entrou em 2004 e parecia constituir o novo motor da comunidade virtual. Os blogues pessoais, intimistas, parece terem os dias contados e são os seus autores os responsáveis por esta realidade incontornável à qual nem os projectos colectivos parecem escapar.
Falta vontade aos que já cá andam há uns tempos e escasseia bom senso e interesse à maioria dos que entram nesta altura, em plena recta descendente da popularidade do fenómeno.
Estas constatações lixam-me como o caraças porque começo a olhar em volta e às vezes sinto-me na pele do José Cid.
Ou, para ser mais fiel à minha realidade blogueira, do saudoso Victor Espadinha...
Publicado por sharkinho às 12:03 AM | Comentários (6)
outubro 25, 2007
FOI ONTEM...
Foto: Shark
...Mas eu gosto de notícias requentadas e por isso não me inibo de fazer referência aos quatro anos de Welcome to Elsinore, da Carla.
E acho que ninguém se chateava se desse na mona à Carla prosseguir por mais quatro anitos ou assim.
Tou nessa. Gosto de gaivotas. Gosto do blogue dela. E fico sempre emocionado quando alguém aguenta quatro anos desta cena.
Publicado por sharkinho às 09:20 AM | Comentários (2)
outubro 24, 2007
PRIMEIRO REGISTO
Hoje podem ler a minha estreia no Registo Provisório, se vos der prái.
Publicado por sharkinho às 10:55 AM | Comentários (2)
outubro 23, 2007
REGISTO PROVISÓRIO
Nasceu um novo blogue colectivo.
E hoje o Shark passa a fazer parte da equipa.
Publicado por sharkinho às 11:48 AM | Comentários (2)
DESCAFEINADO, SEM ÁLCOOL, COM CAMISA E IMENSA MODERAÇÃO
Detesto coisas mais ou menos. Seja o que for. Para mim ou são ou não são. Branco ou preto. Carne ou peixe. Esquerda ou direita.
Tudo quanto se encaixe naquilo que defino como meias tintas nem chegam a um quarto (de tintas, foi um acto falhado de trocadilho).
A cerveja sem álcool é um embuste descarado. Se não posso beber álcool bebo água, bebo 605 Forte, bebo Sumol de ananás. Punhetas a grilos, como já ouvi alguém chamar a estas cenas faz de conta, é que não.
Café descafeinado? Até a designação me arrepia. Vou fazer de conta que tomo um café logo de manhã, depois finjo que bebo uma cerveja ao almoço e ao fim do dia compro uma embalagem de preservativos para me sentir um potencial vencedor.
Desatino com preservativos. Sou um estúpido, bem sei. E até podia refugiar-me na lengalenga cristã, mas toda a gente sabe que os meus hábitos são pouco católicos. Contudo, não me escondo por detrás de um discurso culto e inteligente (todos percebem porquê), nem de uma pala porreira (também me parece óbvio para quem conhece o meu dark side ou já ouviu contar), nem de qualquer outro artifício que me salvaguarde da justiça popular virtual.
A turba que me rejeite ou me mande crucificar.
Nesta linha de raciocínio, chamemos-lhe isso, não consigo esquecer outra variante do mais ou menos que me enerva: a caixa de comentários com moderação, uma moda que está a pegar, simultaneamente para gáudio dos anónimos cobardes que assim obtém uma vitória com a sua estratégia de embirração e uma enorme desilusão porque se vêem impedidos de imprimir o seu cunho imbecil como uma espécie de grafite má onda nos espaços das outras pessoas.
Será uma opção defensável, perante alguns abusos que podem mesmo espantar os comentadores normais de uma caixa.
Pois é. Mas na prática a coisa resume-se a uma cedência, como a porta que antes se deixava aberta e agora é preciso tocar a campainha para poder entrar.
E nem sempre se entra, bastando desagradar a imagem (ou as palavras) da pessoa espreitada por detrás da porta para o dono da casa fazer de conta que não está lá para nos atender. Poucos são os que se dão ao trabalho de definirem critérios para o uso (e o abuso) do filtro moderador. Ou seja, a maioria opta pela sensação de poder, a pica de silenciar as inconveniências no meio do ruído de fundo das “ameaças” reais, evitando as verdades incómodas ou as intervenções de quem menos gostam.
O brinquedo é meu e eu não te deixo brincar.
Pelo menos a hipótese está lá instalada. E sem critérios definidos até “por engano” se filtram “sem querer” as intervenções das outras pessoas.
Prefiro os blogues sem caixa, mais arrogantes mas muito frontais. Não dão pala de defensores da liberdade de expressão, apenas a usufruem.
A moderação de comentários é um instrumento de poder e abre caminho para a censura, tal como constitui um dissuasor das intervenções mais ousadas (ninguém escreve um lençol numa caixa arriscando-se a vê-lo rejeitado pelo lápis azul virtual).
Ou seja, ficamos perante uma liberdade aos bocadinhos, intermitente, ao sabor da vontade e do humor de quem convida a entrar mas coloca-se de sentinela aos portões como o segurança de uma discoteca da moda.
Deixemos instalar câmaras de vigilância por todo o lado, por causa da segurança e do papão dos terroristas.
E depois não nos queixemos se o gajo à frente do monitor abusar do seu poder e um dia lhe der na mona instalar microfones para nos entalar quando falamos demais.
É assim, mergulhada nas meias tintas, que boa parte da nossa liberdade se afoga.
Publicado por sharkinho às 09:51 AM | Comentários (5)
outubro 20, 2007
O TOP-PANTEÃO DO WEBLOG
Numa apreciação de relance à listagem dos 25 blogues mais visitados do Weblog descubro que 10 dos citados já não estão activos (pelo menos nesta plataforma).
São quarenta por cento de cadáveres virtuais, se não me falham as contas.
Inibo-me de avançar com quaisquer conclusões e deixo-as ao livre arbítrio de quem como eu repara nestas merdinhas e não faz de conta que não vê.
Adenda: Com o anúncio do fim do Aspirina B passa a 11 o número dos extintos e/ou transferidos, pelo que a percentagem aproxima-se perigosamente dos 50%. Não sei exactamente quanto. É fazer a conta...
Adenda à Adenda: Afinal o Aspirina B não acabou, apenas passou ao formato de blogue de sucesso.com, depois de uma interessante sessão de suspense que afinal era apenas publicidade enganosa, falsa promessa e engodo para cumprimentos de despedida elogiosos porque devidamente filtrados pela moderação na caixa de comentários.
Mas este facto não altera o pressuposto estatístico.
Publicado por sharkinho às 07:16 PM | Comentários (15)
outubro 11, 2007
ELE É MAU PORQUE FEZ EXACTAMENTE O MESMO QUE EU ESTOU A FAZER
Fulano afirma que sicrano fez algo de merdoso. E a sua afirmação consistiu precisamente, no que respeita ao acto em si, no mesmo algo de merdoso que denunciou.
Anda assim, a blogosfera...
Publicado por sharkinho às 11:56 AM | Comentários (0)
outubro 10, 2007
DA CONCLUSÃO PRECIPITADA POR ARRAST(Ã)O DE IDEIAS
Se eu vos revelasse numa posta que ando todos os dias de táxi e não sou profissional desse ramo o que comentariam a respeito desse assunto?
Provavelmente diriam que sou um gajo cheio de papel, preguiçoso demais para conduzir e talvez me pintassem como um daqueles burgueses linha dura, conservadores, que percorrem a pulso desenfreado o caminho para a fortuna e para o sucesso neste mundo capital.
O último pressuposto tem a ver com aquilo a que podemos chamar de preconceito. A malta é ligeira a tirar conclusões e a fazer associações de ideias, andar de táxi é caro e daí à conclusão de que eu seria, nesse cenário, um “facho” seria um tiro…
Contudo, a hipótese acima aplicava-se de caras se o protagonista fosse o reles tubarão, um gajo comum e sem pára-quedas para as beliscaduras na imagem.
Mas, e se em vez do Shark ser o protagonista da história estivéssemos a falar de uma figura pública dos meandros político-partidários? Ou melhor, imaginemos que essa pessoa até bloga e que apanhava a jeito um pretexto desses para cascar no courato de um membro do Governo ou de um deputado de outro partido qualquer.
Se essa pessoa fosse um daqueles blogueiros que não perdoam “deslizes” mediáticos aos outros, eu estava feito e levava com um post carregado de ironia pela certa.
As coisas não devem ser assim mas são. A malta gosta de apontar o dedo aos outros quando lhes topa algum calcanhar menos sólido e somos todos muito rápidos a deixar influenciar as primeiras impressões pelo preconceito. Por exemplo, se apanhamos um padre a elogiar o peito de uma paroquiana (Deus nos livre) concluímos logo que ele gosta da fruta. E se apanhamos um professor numa manife acusamo-lo logo de ser comuna. E por aí fora, pois é fácil e instintivo colarmos imagens às pessoas em função dos seus sinais exteriores.
Hoje comecei o dia como sempre, atento às primeiras notícias divulgadas pelas televisões (para saber o estado do tempo e assim).
Uma das que prenderam a minha atenção falava de uma exposição acerca dos táxis e sua história. Coisa gira, aliás, ao que pude entender da notícia em causa.
E é então que, para meu espanto, a peça refere a existência de pessoas que andam de táxi para todo o lado (fónix, pensei eu…) e aparentemente algum passageiro teria dado a cara nessa pele.
Espanto propriamente dito foi dar de caras com a de um colega aqui do Weblog, o Daniel Oliveira do Arrastão, todo sorridente a afirmar-se cliente sistemático dos táxis lisboetas e conhecedor “da maioria dos motoristas da capital”.
Claro que um gajo tem logo que dominar a reacção instintiva. “Um gajo de esquerda com responsabilidades políticas a andar de táxi para todo o lado? Que mau aspecto…”.
Tá mal, bem o sei. E por isso passei de imediato a prestar atenção ao porquê dessa opção por parte do nosso colega bloquista e fiquei a saber que o Daniel sabe fazer contas e concluiu que se somarmos o custo de uma viatura nova mais a respectiva manutenção, seguro, combustível e tudo mais até sai barato andar de táxi.
O que o Daniel nunca colocou em cima da mesa foi aquele pormenor de existirem outros transportes públicos ainda mais baratos e que a consciência ambientalista do partido com quem o conotamos defende com unhas e dentes em detrimento dos normais veículos automóvel (e se os táxis são excepção peço desculpa).
Ou seja, se todos os bloquistas seguissem o critério “contabilístico” do Daniel e o BE viesse a ser poder teríamos as ruas de Lisboa salpicadas de preto e verde ou daquele tom foleiro que impuseram aos “palhinhas” dos nossos dias mas com tubos de escape a fumegarem insultos às energias alternativas.
Claro que o Daniel responde por si e por isso mesmo se sentiu à vontade para se assumir fogareiro honorário diante das câmaras de televisão, borrifando-se para o facto de estas coisas da imagem terem muita influência no sentido de voto das pessoas e por norma a malta acha que os gajos de esquerda devem sempre aceitar com um sorriso a condição de pelintras que a bela mas utópica inclinação da esquerdalha para a redistribuição equitativa da riqueza produzida acabaria por impor a cada um de nós (provavelmente sem sobrar pilim para pagar o táxi a todos e a toda a hora).
Por todos estes motivos, escuso-me a enveredar pelo tom jocoso ou pela acusação directa de incoerência que só o tal móbil preconceituoso me suscitaria.
Além disso, os tempos são outros, a esquerda é modernaça e desde que vi o camarada Nabais, outra figura conotada com a nova esquerda em bloco, montado num mui dispendioso, prateado e recente Jaguar (emprestado por um cliente, claro, claro…) e não me choquei, percebi que o facto de uma figura destacada do BE assumir que vai de táxi para todo o lado é algo que nem dá matéria suficiente para uma posta.
E por isso não vou deixar-me arrastar para o lodaçal do escárnio oportunista e vou dizer que sim, que acho normal e coiso, eu até me digo de esquerda e janto em restaurantes finos e nem que fosse o próprio líder de um partido da minha zona ideológica abdicaria dos luxos que a minha condição de classe média abastada permite desbundar, sem por isso perder legitimidade para me misturar com os metalúrgicos ou os estivadores durante as campanhas eleitorais, de igual para igual, que os gajos ricos exploram a classe operária e o Governo não garante uma rede eficaz de transportes públicos (para os que compram carros, que para os outros há a tal opção) menos poluente e mais económica.
E porque a esquerda moderna não é pobrezinha mas é honrada (sincera) também era homem para dar a cara na televisão por esta noção, mesmo arriscando a conotação com algum grupo parlamentar de direita.
Na boa…
Publicado por sharkinho às 03:12 PM | Comentários (8) | TrackBack
outubro 08, 2007
A BLOGOSFERA ESTÁ CADA VEZ MAIS
Estratificada.
Publicado por sharkinho às 08:01 PM | Comentários (0)
outubro 07, 2007
MAIS UMA MEDALHA DE PRATA
Para o Shark. Desta feita numa iniciativa de um jovem blogue, o 7 Black Cats, que entendeu atribuir a um texto meu o segundo lugar entre milhares de (potenciais) concorrentes do mundo inteiro (embora eu tenha a noção de que só os portugas enviaram cupões, mas se os outros não concorreram foi porque não quiseram...).
E então partilho convosco a alegria de uma vitória à Benfica (o destes últimos anos) que, como podem confirmar na posta abaixo, me desmentiu poucos minutos depois da respectiva publicação (o que prova que os olheiros blogueiros do Glorioso acompanham o charco com uma atenção que me sensibiliza.).
Publicado por sharkinho às 07:43 PM | Comentários (4)
outubro 06, 2007
ALGUÉM SABE...
...O que é feito desta Maria?
Publicado por sharkinho às 07:57 PM | Comentários (5)
outubro 02, 2007
QUANTO MAIS RELEIO O PASSADO...
...Nas caixas de comentários deste blogue, menos vontade me resta de insistir na interacção.
Publicado por sharkinho às 02:59 PM
MISTÉRIOS VIRTUAIS
Ainda não consegui encontrar uma explicação satisfatória (e exterior às complexas teorias da conspiração possíveis) para o facto de serem várias as pessoas que assumem off the record serem visitantes habituais do charco, chegando até a elogiar o que faço aqui, mas que fazem questão de não lincar, referir ou mesmo comentar o charco.
E o mesmo se passa comigo em relação a alguns colegas.
Nem nesta merda de suporte conseguimos deixar de ser reféns do papão das aparências e das solidariedades bacocas?
Publicado por sharkinho às 10:46 AM | Comentários (8)
setembro 27, 2007
PENA SUSPENSA (Actualização)
Como o prova esta "iniciação" do Daniel de Sá no mundo sem perdão para os que não entendem essa diferença tão subtil, a blogosfera não tem qualquer paralelo com uma mesa de café.
De modo algum farei a apologia das emoções tratadas da forma que o Daniel escolheu, mas de igual modo não crucificaria a imagem de um estreante nestas andanças sem ter em conta a vulnerabilidade dessa condição. Até porque basta o futuro para desmentir ou confirmar quaisquer pressupostos que possam colar-se ao "avatar" da mais recente aquisição do Aspirina.
Se me sinto legitimado para abordar aqui a situação, à qual sou inteiramente alheio, é precisamente porque ela é objecto de uma exposição pública. E é aqui que reside a diferença que o Daniel, cuja intenção presumo ter sido a de partilhar com os “amigos” virtuais um momento marcante da sua existência (como o faria eventualmente sem a mesma carga pejorativa numa mesa de café onde o tom poderia fazer toda a diferença), não teve em conta quando definiu a construção final do seu post. Foi passaroco porque se deixou, como qualquer um nos primeiros tempos de contacto com esta realidade que nos embriaga as emoções e descarta a prudência, arrastar pela convicção de que jamais seria mal interpretada a sua (para si) óbvia bonomia.
E é por isso que me sinto no direito de botar discurso a propósito de um acontecimento a que sou inteiramente marginal mas que me envolve a partir do momento em que os meus olhos o alcançam de forma impune. O Daniel de Sá é uma pessoa e por isso incorre no risco de se expor nos impulsos imponderados ou nas boas intenções tão fáceis de deturpar no formato comum a quem bloga. E eu sei do que estou a falar, solidário com a sua decisão trapalhona apesar de lhe reconhecer as enfermidades que suscitaram reacções como as que agora ficam registadas na caixa e certamente representarão para o Daniel a sua mais dura lição acerca da especificidade (e da amplitude) extremada da plateia a cujo sufrágio nos submetemos de forma bem mais directa e implacável do que aquela com que podemos contar no âmbito de uma relação cara a cara. Sem rede para amparar a queda quando qualquer espécie de dúvida se instala.
E essa é a carga que agora assenta nos ombros do Daniel autor e, por tabela, do Daniel pessoa. Na blogosfera, tão capaz de se revelar brutalmente frontal como enjoativamente hipócrita, o benefício da dúvida é uma vara de dois bicos e facilmente resvala para o estigma da suspeita. Porque fica gravado, perpetuado enquanto argumento futuro para a “punição” eventualmente adiada até ao próximo momento menos feliz no qual servirá imediatamente como elemento de prova para o juízo pior.
E nisso, essa memória de elefante que não se compadece com a relativização que o tempo concede “lá fora” às nossas calinadas involuntárias, a blogosfera é muito diferente de uma mesa de café e não concede abébias a fraquezas ou a momentos maus.
É cruel e talvez doloroso para qualquer Daniel, enquanto pessoa.
Mas agora ele sabe que no futuro deve blogar acima de tudo outro Daniel, o autor.
E esse, tenho quase a certeza que não voltará a incorrer na mesma culpa que agora lhe terá acarretado pelo menos a perda de alguma forma de inocência.
O assunto evoluíu como é costume e manifestou-se assim.
Publicado por sharkinho às 05:05 PM | Comentários (19) | TrackBack
A BLOGOSFERA NUNCA MAIS FOI A MESMA
Sem o Monty.
Mas o Aspirina B tem qualquer coisa na sua mística que me vai matando as saudades, ainda não percebi porquê...
Publicado por sharkinho às 02:55 PM | Comentários (6)
setembro 25, 2007
PRETEXTOS NÃO FALTAM...
Publicado por sharkinho às 11:33 AM | Comentários (2)
setembro 24, 2007
E A MARAVILHA QUE É?
Um gajo dar-lhe na bolha e agarrar no computador e pimba no postanço daquilo que lhe apetecer (exceptuando naturalmente, Kaffa, as cenas badalhocas com animais de estimação), nem que seja um elaborado insulto a um destinatário não identificado, um espicho intelectualóide, o decalque de um poema de alguém, a foto de uma pessoa das que se gostam, o desabafo de um desgosto amoroso, a alegria de uma sessão animada de sexo, qualquer coisa que apeteça, mesmo sabendo que pouca gente dará algum valor a seja o que for que nos dê na bolha postar nesta treta?
A maravilha que é?...
Publicado por sharkinho às 11:21 PM | Comentários (4)
setembro 23, 2007
A MAGIA DA BLOGOSFERA
Pode ilustrar-se de forma literal com este milagre de um blogue da casa encerrado desde Fevereiro(!) obter o terceiro lugar entre os blogues mais comentados da plataforma.
Pasmem como eu, percebendo como aconteceu, com uma visita ao post maravilha do Professor Manu.
Publicado por sharkinho às 10:57 PM | Comentários (2)
TENDÊNCIAS (2)
Ontem descobri o fim de mais um blogue colectivo e dois individuais.
E percebi a morte anunciada de mais uns quantos, todos da blogosfera que tenho vindo a acompanhar.
Ainda não obtive conclusões, mas consigo identificar um desconfortável paralelo na evolução deste espaço e o optimismo desaparece como opção razoável.
Publicado por sharkinho às 01:13 PM
setembro 20, 2007
RAÍZES PELO CORPO TODO
A poesia está em mim mancha o meu peito, e o meu sangue rima raízes pelo meu corpo todo (sic).
É assim que se apresenta o nosso esforçado colega e autor DESTE BLOGUE que, no meu modesto entender, prova para lá de qualquer dúvida razoável que a blogosfera é, digamos, uma caixinha de surpresas.
Chamo a vossa atenção para os pormenores gráficos deste espaço tão... singular que, para enorme pena minha, parece desactivado desde Fevereiro (só morrem os bons...).
Quando lá estiverem, tomem cuidado com o "fogo cruzado" dos amorosos arqueiros. Nunca se sabe onde estas coisas nos atingem...
Publicado por sharkinho às 08:06 PM | Comentários (5)
setembro 17, 2007
FACTOS SÃO FACTOS
Meses atrás, quando este blogue atingiu uma posição surpreendente no Blogómetro não deixei de me congratular numa posta por esse honroso trigésimo lugar na referida tabela (mais de 1000 visitas/dia) e de agradecer a todos/as quantos contribuiram para esse sucesso relativo (que o são quase todos) e que agora se revelou efémero.
E é de bom tom, agora que o charco ocupa o lugar que lhe pertence (fora do "top 100" do dito medidor e com menos de 500 visitas/dia) que eu dê conta disso sem me armar em mula, como se tudo estivesse tal e qual.
Mas agradeço na mesma, ainda mais, aos que ficaram. Porque são sem dúvida os/as incondicionais...
Publicado por sharkinho às 09:03 AM | Comentários (4)
setembro 16, 2007
MUNDOS PARALELOS

Imagem: Shark
Em mais de três anos de mergulho nesta actividade paralela que chegou a consumir uma generosa porção do meu tempo e motivação aprendi imenso sobre mim e os outros.
A blogosfera, com toda a névoa criada pelos condicionalismos de cada um, é um espelho de uma parte das almas, um canto inexplorado de nós que dá à luz neste suporte e se calhar não daria noutro suporte qualquer.
Cada caso é um caso e seguramente existem pessoas que vivem a blogosfera (ou qualquer outro tipo de envolvimento com a Internet interactiva) de uma forma distante e desapaixonada. Essas não entenderão do que estou a falar.
Mas a própria dinâmica das relações estabelecidas (e em boa medida mantidas) com base no tipo de comunicação que tudo isto representa, tal como os comportamentos diferentes que em muitos exemplos mais ou menos divulgados ilustram (pessoas que se revelam neste meio muito distintas do que exibem “lá fora”) constituem sólidos indicadores para a credibilidade de algumas das minhas conclusões.
Da época em que vesti a pele blogueira muito para lá do domínio do virtual retenho o contacto pessoal com dezenas de colegas que só conhecia na perspectiva do lado de cá de um monitor. Até experimentei um amor nascido do intercâmbio ocorrido nesta plataforma.
E fiquei sempre com a noção de que os rostos e os discursos não correspondiam na íntegra aos que imaginava por via da minha observação à distância dessas mesmas pessoas na pele de colegas que blogam.
De resto, essa incursão analógica acabaria por me valer imensas surpresas e na maioria dos casos gigantescas desilusões. Eu próprio constato que as protagonizei em relação aos outros de que falo assim, absolvido pela minha confissão.
Existe de facto uma diferença abismal entre a bonomia que nos tipifica na vida analógica e a reacção desconfiada, precipitada, algo leviana e quantas vezes hostil com que enfrentamos simples erros de interpretação ou alarmes de incoerência de que a blogosfera é pródiga e são capazes de destruir em absoluto as aparentemente mais sólidas relações.
A intimidade aparente que este meio facilita não corresponde à que se desenvolveria nos contactos à mesa de um café, corremos mais depressa do que as pernas permitem. E é impressionante a forma como a fragilidade dos laços que nos unem se expõe quando se racha o verniz.
Na dúvida, basta consultarem os arquivos do charco e respectivas caixas de comentários de há ano e meio ou dois anos atrás e compararem com o cenário actual.
Mas o mesmo fenómeno encontramo-lo em muitos outros espaços de pessoas que viveram (e vivem) a blogosfera como eu o fiz até uma dada altura. As “caras” conhecidas entram e saem em ciclos muito mais reduzidos do que os normais nas relações abertas estabelecidas no exterior deste mundo especial.
São poucas as excepções e quase todas se viram afectadas por um dos tais episódios que bastam para nos virarmos as costas com a mesma facilidade (ou maior) com que abandonamos um blogue como um animal indesejado à solta no esquecimento de um ermo qualquer, sem qualquer espécie de respeito pelo nosso trabalho lá exposto ou pela vida que nas caixas de comentários entretanto aconteceu.
Ainda tenho muito que andar para um dia perceber o que faz a diferença, o que torna pessoas normais em desequilibrados/as capazes de se descartarem dos outros e, quantas vezes, de si próprios nas mentiras que forjam em blogues de fachada para espalharem (ainda mais) anónimos em blogues secundários as verdades que não admitem reveladas nos espaços que afirmam seus.
Porém, insistirei, ao longo desta fase menos “cosmopolita” da minha vida nesta comunidade tão rica em talentos e em emoções, na tentativa de entendimento e consequente esforço de adaptação a uma realidade que os factos me provaram ainda ter muito por descobrir.
Isto não implica qualquer método “científico” ou esforço suplementar de observação dos outros mas acima de tudo a análise dos factos ao longo do tempo, os que de alguma forma me envolveram, e a necessária comparação com os produzidos com base numa atitude diferente da minha parte, filtrada no presente dos muitos excessos e leviandades que caracterizaram a minha conduta perante os outros e que se reflectiram na descoberta à bruta de algo em mim que desconhecia até então.
Sem arrependimentos ou uma “calimerização” que de todo não se justifica, até pelo contraponto que a vida alheia à blogosfera felizmente me dá.
Apenas pelo fascínio que sobre mim exercem as pessoas de um modo geral e pela vontade que sinto de aprender a integrar-me da forma mais adequada na blogosfera que me prende mas à qual deixei de me querer acorrentar em moldes que permitam a repetição de erros cujas consequências se fazem sentir muito para além do plano virtual.
Apenas para conseguir encontrar vontade de permanecer mais uns tempos por aqui, agora que a esta comunidade já pouco me liga no plano emocional.
Publicado por sharkinho às 06:07 PM | Comentários (7)
setembro 14, 2007
A POSTA NOS RITUAIS DE ACASALAMENTO BLOGUEIRO
Descobri um novo prémio blogueiro, uma daquelas correntes que não param de aparecer e que são sempre um sucesso quando afagam o ego de alguma forma.
Confesso que só passei a vista à pressa, mas fiquei com a ideia de que é um prémio destinado a distinguir a malta que fomenta o convívio inter-blogues. Ou coisa parecida.
A primeira coisa que me ocorre é prever prémios giros no futuro, a avaliar pela evolução da cena e pela óbvia dificuldade de inventarem bajulações inéditas no meio de tantas que vão dando à costa.
Não me interpretem mal, já recebi um ou dois e não desgostei da ideia nessa altura (mais sincero do que isto…).
Porém, alguns concordarão que a excessiva proliferação de prémios está a acorrentar a malta a um ritual que pode soar meio esquisito e acabará por saturar mesmo os mais carentes de atenção, se repetido com tanta insistência.
Mas como há coisas que não mudam por muito que se tente, entendi aproveitar o conceito para pensar um nadinha acerca desse mote dos adeptos dos relacionamentos inter-blogues e o que ele representa de facto.
Ao que julgo, a ideia é destacar (depois de esgotada a malta amiga a quem “sai sempre”) quem mais fomenta o contacto blogueiro institucional em vez de se fechar em copas.
Nesse caso, como se conquista esse estatuto agora premiado e que vale de facto a dita honraria virtual?
Salta à vista que dificilmente poderão atribuir a coisa a blogues sem caixa de comentários disponível, por uma questão de coerência, bem como a blogues sem linques daqueles que estimulam à brava a interacção e que, bem vistas as coisas, acabam por ser o único pretexto extra-umbigo para a rapaziada alinhar nestas cenas.
Já ficam uma data deles de fora.
Restam os que nunca se esquecem de parabenizar, de comentar, de lincar, de cultivar as relações virtuais exactamente como acontece “lá fora” (de forma bem visível, para os outros não deixarem de reparar o quanto a pessoa se sente integrada num dado grupo, clã ou seita).
E a coisa reproduz com tanta fidelidade os esquemas analógicos de ostentação das relações profundas que até nem falta o peso psicológico, o estigma associado à retirada de um linque (um castigo mesquinho, quando estão em causa pessoas em vez dos seus blogues) que acaba por se reflectir na ausência dos tais prémios que premeiam afinal a pachorra para nos aturarmos (ou surgiriam correntes mais dirigidas à qualidade do trabalho publicado e não aos “atributos” sociais de quem bloga).
É aqui que a porca torce o rabo na minha tolerância ao fenómeno da bajulação sistemática que um prémio como aquele que prendeu a minha atenção representa.
Ou a minha escassa inteligência me trai ou a minha vizinha do segundo andar é uma séria candidata a um prémio pelo seu esforço de relacionamento inter-condóminos, não porque tenha algum dia produzido algo de positivo, nem sequer em prol da comunidade que o edifício representa, mas porque é muito empenhada na comunicação com quem com ela se cruza no elevador.
Isto soa-me entre o fútil e o imbecil, feitas as contas, pois o convívio entre blogues e/ou pessoas não me parece característica que se mereça premiada. Existe ou não existe e envolve sempre um grupo mais ou menos fechado cujos membros abraçam sem hesitar estas oportunidades de se distinguirem uns aos outros nem que seja em homenagem à sua sintonia na escolha das refeições intermédias. É um ritual de acasalamento blogueiro perverso na sua essência, pelos motivos que apontei e por outros que certamente me escapam.
É que a capacidade de interagir não se premeia pelos sinais exteriores que a indiciam, precisamente porque não falta quem a possua mas prefira encaminhá-la por outras vias.
E seguramente para outro tipo de motivações.
E de blogues, já agora.
Publicado por sharkinho às 06:16 PM | Comentários (9)
JÁ DE SEGUIDA
Abro um grato precedente, com a publicação de uma posta voluntária assinada por uma leitora do charco.
Afinal para que servem os blogues?
Publicado por sharkinho às 10:27 AM
setembro 12, 2007
POR UM COLEGA DE LUTO
Nunca troquei qualquer impressão com o João Tilly e confesso que poucas vezes frequentei o seu blogue.
Contudo, não me são alheios os dramas que alguns colegas optam por partilhar (desabafar?) de forma pública no seio desta comunidade que, para o bem e para o mal, formamos.
E imagino o quanto deve perturbar a perda prematura da companheira que se previa para a vida inteira. A Gina foi mãe de três filhos do João e agora a família que ambos constituiram chora-a e terá que enfrentar no futuro o desafio de contornar o melhor possível os efeitos da saudade e da dor.
Lamento muito saber que um colega nosso no Weblog se vê confrontado com circunstâncias tão dramáticas e permito-me acreditar que não serão demais os abraços que lhe possam ser dirigidos nesta altura.
Mesmo que sejam os possíveis nesta nossa dimensão virtual que de vez em quando nos obriga a acordar para o facto de por detrás dos monitores que implicam um distanciamento assumido do que entendemos por "vida real" existem pessoas.
E enquanto assim for, temos a "obrigação" de transportar para aqui a mesma humanidade que revelamos "lá fora".
É nesse sentido, colega João Tilly, que te envio o tal abraço virtual por detrás do qual existe um fulano qualquer que se junta às manifestações de pesar e ao desejo colectivo de que tu e a tua família consigam encontrar um caminho suportável para seguirem adiante e conseguirem homenageá-la com o máximo de felicidade possível que, estou certo, seria sempre a sua intenção de companheira e de Mãe.
Publicado por sharkinho às 12:35 PM | Comentários (2)
setembro 10, 2007
BLOGOSPERA
Entre blogues fechados, blogues marados, blogues parados e blogues fingidos vejo-me grego para encontrar nos meus favoritos um traço, uma réstia de similaridade que me permita lembrar vagamente a minha blogosfera de há um ano atrás.
A minha palavra de ordem é mesmo renovação.
Publicado por sharkinho às 11:29 AM | Comentários (13)
setembro 09, 2007
A POSTA NA TOSTA (E NO DEDO EXPLORADOR)
A Susana, a quem tive o privilégio de arrastar para esta maluqueira virtual depois de lhe apalpar o pulso blogueiro, deu ao mundo um desabafo que me sensibilizou. Imenso.
Isto porque é impossível não entendermos, mesmo os que não as temos, a angústia de quem se vê num simulacro de tosta mista na qual o queijo e o fiambre são substituídos pelo que a pessoa tem mais à mão.
Nós, os homens, não temos à mão nada que se possa considerar digno de prensar. Em alguns casos, nem um cachorro em condições proporcionaria esse recanto da anatomia que por sorte se encontra a prudente distância ao ponto de dissuadir a ciência de conceber uma tortura tão medieval para nos diagnosticar algum problema na proximidade daquilo a que faço uma alusão tão pudibunda.
Porém, e respeitando a aversão da minha notável afilhada virtual ao conceito que tão bem nos explanou, para os machos da espécie também foi criado um anátema do foro clínico. Esse espectro terrível que nos assombra a partir de uma certa idade (ainda uns putos, claro) visa detectar um problema similar ao que impõe à Susana a experiência na tostadeira mas numa zona pouco acessível do nosso invólucro machão.
A próstata é daquele tipo de partes do corpo de que um gajo nunca ouviu falar até servir de pretexto para lhe enfiarem sem contemplações um médio ou um indicador por onde mais nos embaraça, viris no preconceito, sentir algum tipo de intrusão.
E vemo-nos assim unidos por um ritual de envelhecimento (que no nosso caso se apelida de transição) que embora distinto na zona do tormento não constitui de forma alguma um horror menor para qualquer das partes envolvidas.
Confesso que não gosto de envolver a minha senão naquilo que entendemos, em ambos os lados à mercê desta cruel medicina preventiva, como a sua função prioritária.
E presumo, pelo tom da minha recruta dos tempos em que a blogosfera e eu mantínhamos um contacto muito próximo e os talentos inatos saltavam-me à vista com olho de falcão (o flash fotográfico também ajudava, mas só em circunstâncias especiais e apenas como mnemónica da pessoa), que a ela também desagrada sobremaneira enfrentar a dita tostadeira munida apenas de algo que jamais lhe ocorreria tostar fora do âmbito de uma praia ensolarada e um tudo nada mais liberal.
Tudo isto para vos dizer que o corpo, essa máquina espantosa, pode submeter-nos às mais duras provações.
E por isso mesmo não devemos adiar nem por um dia o usufruto de cada uma das suas escassas mas, bem conversadinhos, mui generosas compensações.
Publicado por sharkinho às 05:11 PM | Comentários (8)
setembro 08, 2007
DA OUTRA MARGEM

Foto/Imagem: Shark
Chegou-me aquilo que concebo de mais próximo de um grande abraço virtual.
A autora do Conversamos?!... não dá margem de manobra a hesitações no que respeita à pedalada e ao talento para blogar. E não se trata de uma pessoa vulgar, como facilmente se depreende daquilo que espalha de seu no espaço que criou e que constitui um ponto de referência para mim nesta comunidade que construímos.
E tudo o que já referi bastaria para justificar a vaidade que me assola perante esta menção que, nesta fase, assume proporções ainda mais significativas para mim e faz toda a diferença na minha decisão de insistir neste esforço ou abandonar em definitivo uma realidade que, pelos factos à vista, parece desenhada para me destruir o ego e alimentar uma depressão…
Sei distinguir entre os que me apreciam pelo que faço sem o julgarem com base no que acreditam que sou.
Agradeço-te, Lucília. Muito.
Muito mais do que possas imaginar.
Publicado por sharkinho às 03:35 PM | Comentários (4)
setembro 02, 2007
ACABARAM AS FÉRIAS...
...Na Vox também.
Hoje regressei às lides com uma prosa só para aquecer.
Publicado por sharkinho às 07:16 PM | Comentários (0)
setembro 01, 2007
A POSTA QUE SÓ SABEM LER NA DIAGONAL

Existiu uma fase no charco em que boa parte da escrita era quase na totalidade inspirada nos escritos de outras pessoas. Ou melhor, motivada pelo que lia nos espaços de quem sabia empenhado/a em embirrar com a minha pessoa.
Foi um período idiota, reconheço-o hoje, e terá afastado do charco muitos visitantes a quem não interessava esse clima de “guerrilha escrita” tal como me desviou do caminho que tinha em mente para o meu percurso nesta cena.
Mas ao fim de mais de três anos já consegui concluir que na maioria das vezes as minhas reacções aos escritos dos outros eram um exercício fútil e que não servia qualquer utilidade específica. E isto porque na maioria dos casos estavam em causa erros de interpretação grosseiros ou simples falta de capacidade para entender escritas mais elaboradas ou demasiado cifradas, à boa maneira da blogosfera parva que tende a morrer.
O mesmo raciocínio aplico-o também aos que parece não aprenderem a lição e insistem em arrastar-se penosamente pelo fim inevitável da pachorra dos outros para lhes aturarem a insistência no rumo hostil.
Caem que nem tordos, vitimados pela verdade indisfarçável de que os seus espaços trauliteiros não interessam a ninguém, os que insistem nessa fonte de inspiração tão absurda quanto dissuasora da melhor das boas vontades.
Pior ainda, quando se esforçam para transmitir com a máxima clareza aquilo que afinal se revela mais uma exibição de preguiça intelectual para, pelo menos, conseguirem apontar a mira para o alvo certo, para um pretexto decente que lhes alimente a agonia inevitável dos seus espaços azedos por sistema e às cegas.
Só pelo prazer de dizerem qualquer coisita.
E a malta já está saturada desse rumo fácil, desse refúgio para a ausência de ideias próprias ou para a perda de inspiração mal disfarçada dessa forma ou com desculpas da treta.
Por isso mesmo e pelas conclusões que enuncio acima, não estranhe quem me tem por alvo sistemático a abater, por oponente, adversário ou simples objecto de culto para a embirração que eu nem reaja.
Não é porque queira manifestar-lhes à bruta a indiferença que me suscitam com essa escolha que o tempo provou ser fraquinha.
É mesmo porque gente assim nem merece resposta.
Publicado por sharkinho às 07:44 PM | Comentários (0)
agosto 27, 2007
PEÇO A VOSSA AJUDA
No sentido de me orientarem na compra de uma máquina fotográfica digital reflex.
A minha Canon deu o berro e já percebi que vou estar meses à espera de uma resolução para o problema (leio cobras e lagartos da assistência técnica desta marca em Portugal).
Vai daí, ando sem saber se aponto para uma Pentax (a maior inclinação), uma Nikon (excelente relação preço/qualidade) ou para uma Olympus (a mais fraquinha das três).
E por isso apelo encarecidamente a quem possuir conhecimentos acerca das máquinas disponíveis das marcas e categoria que citei (ou de outras que considerem porreiras) para que me forneça umas dicas por esta via ou pelo email sharkinho at gmail.com, no sentido de evitar que eu enfie um barrete e deixe de haver fotos giras no charco... :-)
A minha prioridade são máquinas com boa sensibilidade no lusco fusco, o mais autónomas possível em termos energéticos (se possível com mais do que uma possibilidade de alimentação) e um zoom em condições. E sou um nabo no xpto da coisa, como o sou nos xptos de uma forma geral (de mulheres, por exemplo, não pesco nada).
Ficarei mesmo muito grato a quem puder dar-me uma mãozinha nesta matéria (a das máquinas fotográficas, seus malandros...).
Publicado por sharkinho às 06:37 PM | Comentários (10)
agosto 24, 2007
A TERRÍVEL PRAGA DE UM TAL DE JOÃO PEDRO DA COSTA

Para além de possuir os galões de ser das poucas coisinhas de jeito (mas também das mais ordinárias) que a blogosfera me deu a conhecer, este perigoso indivíduo possui poderes malignos e eu possuo as provas de facto.
Tudo corria bem e o charco publicava belas imagens recolhidas ao longo das vacances do tubarão.
Até que chegou o dia terrível em que o maléfico pousou a sua vista numa posta que o desagradou. E logo ali lançou um poderoso feitiço na caixa de comentários, depois de proferir o paleio indecifrável dos antigos com olhos revirados diante do monitor.
"- A tua máquina nunca mais tirará fotografias e tu nunca mais voltarás a ter uma erecção!"
Felizmente para mim houve um corte na net durante a segunda parte do feitiço e só a máquina fotográfica deixou de funcionar entretanto. Posso provar, embora parta do princípio de que a quem me lê basta a minha palavra para autenticar a cena.
Em causa estava o anúncio daquilo que aos olhos desatentos de um pai incoerente não passaria de um bom pretexto para sacudir o tédio da sua criança mas que para o Merlin tripeiro constitui uma abominação circense desumana e desapiedada.
Vai daí, quando finalmente cheguei ao recinto proscrito pelo instinto do The Evil One e tentei tirar uma foto da fachada do espectáculo o sol mexeu-se, a virgem apareceu e a máquina começou a sacudir-se em espasmos interiores de luminosidades várias.
Pronto, era de noite e por isso aquilo do sol foi um exagero.
Ok, a que apareceu não era virgem. Mas também não era galdéria nenhuma...
Mas quanto à máquina, meus amigos descrentes à mercê da ira devastadora do bruxo do norte, o fotógrafo estava lá (penso que esta questão também não suscitará polémica) e as provas documentais estão abaixo publicadas para certificar a autenticidade da minha acusação contra aquele filho de Belzebu (para não lhe chamar filho da, da... Belzeboa).
E entretanto vou vendo como vou descalçar a bota se for necessário publicar aqui as provas da eficácia da segunda metade da profecia (agora que fiquei sem máquina fotográfica, tão a ver?).
Temei, incréus! O Apocalipse é mesmo Now...




Nota: Não foram utilizados quaisquer efeitos especiais nem maltratados quaisquer animais durante a produção desta posta.
Publicado por sharkinho às 04:30 PM | Comentários (13)
CONTRA A CORRENTE
Numa altura em que parece esmorecer em definitivo a euforia em torno deste fenómeno a que damos corpo, passo o tempo a deparar-me com blogues parados no dito, actualizados aos soluços ou cheios lamúrias de quem não tem ou perdeu a pedalada para a coisa.
Salvo raras excepções, os blogues do “meu tempo” acabaram, pioraram ou para lá caminham. E o charco também não exibe um futuro risonho, pois sempre assumi que reparo nos contadores e encerro o blogue no dia em que tiver menos visitas do que vizinhos no edifício onde moro (escrever para a gaveta dá menos trabalho).
Já esteve mais longe esse dia.
Por isso fico sempre espantado quando algum/a colega exibe a motivação e a energia para manter um blogue actualizado ao dia e ainda lhe restarem forças para embarcar em novos projectos.
É disso que vive a blogosfera, da constante mudança, da insistente procura de cada autor/a em encontrar soluções mais apelativas para justificar o tempo que gastamos e, acima de tudo, o tempo que nos dão quando visitam o nosso trabalho, seja ele qual for.
Encontrei nas minhas deambulações algumas coisas novas de que vos darei conta e umas quantas promessas nas quais aposto como receitas ganhadoras (que o são todas as que tragam algo de novo ou de interessante para quem frequenta esta comunidade, nem que seja pelo esforço e pelo entusiasmo que isso representa).
A todos/as quantos/as demonstram a garra necessária para investir de si neste mundo virtual que (ainda) me seduz, deixo aqui os votos sinceros do maior sucesso.
Qualquer que seja a bitola com que o avaliem.
